sábado, 31 de julho de 2010

Adoniran Barbosa e o grupo Talismã

Show do Adoniran Barbosa com a participação do quarteto Talismã, em 1980.

Hora do recreio

As muitas vezes que eu não fugi de casa


Sempre almejei fugir de casa. Essa talvez tenha sido a minha mais fiel e contida desobediência civil. - Ímpeto infanto-juvenil, sentencia os mais acalmados aventureiros. De minha parte, é imorredoura essa vontade (in) contida de fugir de casa. Ir um pouco mais além da costumeira traquinagem de driblar os olhares de D. Mariinha em direção às ingazeiras que sombreavam o mergulho dos piaus e das curimatãs do velho Rio Piancó. Essas fugazes e ingênuas incursões às escondidas além de me renderam marcas de cipó de cansanção no lombo, mantiveram quase adormecido o périplo de minhas quase fugas.

Mas, com o tempo, descobri que há mil maneiras de se fugir de casa. Sempre há outros caminhos a seguir ou a desbravar, especialmente quando se navega na imensidão do homem, nas águas da alma, nas calmarias do espírito ou nas tormentas dos sonhos inalcançáveis pelos anos. Nesse particular, embora não menos traumático, tenho empreendido minhas quase fugas, travado imensuráveis batalhas, desbravado ilusões contidas, invadido territórios, derrotado corações indomáveis, bolinado a desventura de enigmas e mistérios nunca antes vistos, coisinhas muito próprias que a vida real cuidou de me privar até aqui e que só no nosso interior encontra alguma guarida.

De certo, o homem precisa, ao menos uma vez na vida, fugir de casa! Subir ao sótão onde guarda, a miúde, baús de seus segredos inconfessáveis, tralhas arrumadas num canto pelo tempo e apear-se naquela sandália esquecida atrás da porta, ferramenta destinadas somente aos peregrinos caminheiros e devotos. Sonhar também é um meio de se perder no mundo e de fugir de casa!

Decididamente ninguém conhece a si mesmo. E desabotoar a própria alma é uma das missões mais difíceis de empreender. É, quem sabe, uma das viagens mais temíveis e incertas onde, com freqüência, dispomos apenas do marco de saída e tornamos incerto o ponto de chegada.

É, pois, na alma que repousa os espectros que nos amedontra e nos domina. Guerras silenciosas. Planos silentes e inexecutáveis. Nosso inconfesso confronto entre o bem e o mal, o presente e o passado, entre o sagrado e o profano. É nas mais puras introspecções do espírito que travamos o nosso mais árduo combate, debruçados nessas trincheiras, onde ninguém é senhor de si mesmo.

Porém, é ali, naquele mergulho, que construímos os nossos sustentáculos, muros de arrimo, proteção interior contra os ataques da vida.

Fugir de casa é como escapar dos olhos de D. Mariinha, dos olhos deste mundo desmedido em que vivemos, dos olhos da nossa mais íntima particularidade!

E eu sempre quis fugir de casa, nem que fosse por um instante apenas, um brevíssimo instante, suficiente apenas para me tornar fantasma de emoção, viajante noturno, de pés fincados neste chão e os olhos pendurados nas estrelas. Só as estrelas e os devaneios que nos mantém fugitivos de si mesmo é que nos faz, de repente, acordar.

E eu sempre quis fugir de casa!

Sempre é tempo para se cometer novos delitos e novas trangressões. Talvez nem tudo esteja perdido. Talvez ainda haja tempo! O velho Leon Tolstoi levou 80 anos para fugir de casa nos versos da Gare de Astapovo de Mário Quintana.

Quem sabe eu não lhe divida o banco de madeira dalguma velha e solitária estaçãozinha de trem esquecida pelos anos. Quem sabe?


Teófilo Júnior

Lula apela ao líder do Irã para enviar condenada à morte por apedrejamento ao Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, em Curitiba (PR), que vai pedir ao líder do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que envie a iraniana condenada à morte por apedrejamento ao Brasil, onde poderá receber asilo. Sakineh Ashtiani já recebeu 99 chibatadas como punição por manter "relacionamento ilícito" com um homem.

"Se vale a minha amizade com o presidente do Irã e se ela [a mulher condenada] estiver causando incômodo lá, nós a receberemos no Brasil de bom grado", disse Lula, acrescentando que vai telefonar para o iraniano e conversar sobre o assunto.

Acho que nada justifica o Estado tirar a vida de alguém. Só Deus pode fazer isso", disse o presidente.

A candidata à Presidência Dilma Roussef, em entrevista também em Curitiba, falou que a decisão do governo de Teerã "fere" a "nós que temos sensibilidade, humanidade".

Os dois participaram no Paraná de um evento da campanha da candidata à Presidência.

MUDANÇA DE OPINIÃO

Ainda na quarta-feira (28) a posição de Lula mantinha-se inalterada. Questionado sobre as campanhas mundial e nacional na internet e no twitter pela libertação da iraniana, o presidente brasileiro disse que se um país passa a desobedecer suas leis para atender a pedidos de outros líderes, poderia ocorrer uma "avacalhação".

No Palácio do Itamaraty, o presidente opinou sobre a campanha "Liga Lula", dizendo que não poderia passar o dia atendendo a pedidos e que as leis dos países devem ser respeitadas.

"Um presidente da República não pode ficar na internet atendendo todo o pedido que alguém pede de outro país (...) É preciso tomar muito cuidado porque as pessoas têm leis, as pessoas têm regras. Se começarem a desobedecer as leis deles para atender o pedido de presidentes daqui a pouco vira uma avacalhação", disse.

Em seguida, Lula complementou que não acha certo "nenhuma mulher deveria ser apedrejada por conta de traição."

ENTENDA O CASO

Mãe de dois filhos, Ashtiani recebeu 99 chicotadas após ter sido considerada culpada, em maio de 2006, de ter uma "relação ilícita" com dois homens. Depois, foi declarada culpada de "adultério estando casada", crime que sempre negou, e condenada a morte por apedrejamento.

O anúncio de que a aplicação da pena poderia ser iminente despertou uma grande mobilização internacional, e países como França, Reino Unido, EUA e Chile expressaram suas críticas à decisão de Teerã. O governo islâmico disse então que suspenderia a pena, até segunda ordem.

CAMPANHA

Um abaixo-assinado aberto há cerca de um mês na internet deu impulso mundial à campanha pela libertação da iraniana.

O documento conta com mais de 114 mil assinaturas, a maioria sem valor real, como pessoas identificadas apenas pelo primeiro nome, manifestações políticas como "E agora Lula?" e piadas como "Pica Pau".

A lista, contudo, tem também assinaturas verídicas de célebres brasileiros --Fernando Henrique Cardoso, Chico Buarque e Caetano Veloso.

Farshad Hoseini, diretor do Comitê Internacional contra Lapidação e autor do documento, explica que a ideia é que a pressão internacional chegue ao governo iraniano.


Deu na Folha
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/775799-lula-apela-ao-lider-do-ira-para-enviar-condenada-a-morte-por-apedrejamento-ao-brasil.shtml

Humor

Amor no píer


Confesso: o amor por ti
não atravessou o mar.
Só molhou as pernas na espuma
e temendo vagas, dunas
não quis cavalgar o vento.

Confesso: o amor por ti
deixou-se ficar no píer
sem percorrer ponte alguma.
Acenavas terra ao longe
a ventura de outra margem.

Meu amor ficou no meio
refém do medo de risco.
Queria apenas passeio
a bordo escuna sem lastro.
Nunca a viagem de fato.


Astrid Cabral Felix de Sousa

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Divina comédia humana

O avião da bela adormecida


Era ela, elástica, com uma pele suave da cor do pão e olhos de amêndoas verdes, e tinha o cabelo liso e negro e longo até as costas, e uma aura de antiguidade que tanto podia ser da Indonésia como dos Andes. Estava vestida com um gosto sutil: jaqueta de lince, blusa de seda natural com flores muito tênues, calças de linho cru, e uns sapatos rasos da cor das buganvílias. "Esta é a mulher mais bela que vi na vida", pensei, quando a vi passar com seus sigilosos passos de leoa, enquanto eu fazia fila para abordar o avião para Nova York no aeroporto Charles de Gaulle de Paris. Foi uma aparição sobrenatural que existiu um só instante e desapareceu na multidão do saguão.

Eram nove da manhã. Estava nevando desde a noite anterior, e o trânsito era mais denso que de costume nas ruas da cidade, e mais lento ainda na estrada, e havia caminhões de carga alinhados nas margens, e automóveis fumegantes na neve. No saguão do aeroporto, porém, a vida continuava em primavera.

Eu estava na fila atrás de uma anciã holandesa que demorou quase uma hora discutindo o peso de suas onze malas. Começava a me aborrecer quando vi a aparição instantânea que me deixou sem respiração, e por isso não soube como terminou a polêmica, até que a funcionária me baixou das nuvens chamando minha atenção pela distração. À guisa de desculpa, perguntei se ela acreditava nos amores à primeira vista. "Claro que sim", respondeu. "Os impossíveis são os outros" Continuou com os olhos fixos na tela do computador, e me perguntou que assento eu preferia: fumante ou não-fumante.

— Dá na mesma — disse categórico — desde que não seja ao lado das onze malas.

Ela agradeceu com um sorriso comercial sem afastar a vista da tela fosforescente.

— Escolha um número — me disse. — Três, quatro ou sete.

— Quatro.

Seu sorriso teve um fulgor triunfal.

— Nos quinze anos em que estou aqui — disse —, é o primeiro que não escolhe o sete.

Marcou no cartão de embarque o número do assento e me entregou com o resto de meus papéis, olhando-me pela primeira vez com uns olhos cor de uva que me serviram de consolo enquanto via a bela de novo. Só então me avisou que o aeroporto acabava de ser fechado e todos os vôos estavam adiados.

— Até quando?

— Só Deus sabe — disse com seu sorriso. O rádio avisou esta manhã que será a maior nevada do ano.

Enganou-se: foi a maior do século. Mas na sala de espera da primeira classe a primavera era tão real que havia rosas vivas nos vasos e até a música enlatada parecia tão sublime e sedante como queriam seus criadores. De repente pensei que aquele era um refúgio adequado para a bela, e procurei-a nos outros salões, estremecido pela minha própria audácia. Mas na maioria eram homens da vida real que liam jornais em inglês enquanto suas mulheres pensavam em outros, contemplando os aviões mortos na neve através das janelas panorâmicas, contemplando as fábricas glaciais, as vastas plantações de Roissy devastadas pelos leões. Depois do meio-dia não havia um espaço disponível, e o calor tinha-se tornado tão insuportável que escapei para respirar.

Lá fora encontrei um espetáculo assustador. Gente de todo tipo havia transbordado as salas de espera e estava acampada nos corredores sufocantes, e até nas escadas, estendida pelo chão com seus animais e suas crianças, e seus trastes de viagem. Pois também a comunicação com a cidade estava interrompida, e o palácio de plástico transparente parecia uma imensa cápsula espacial encalhada na tormenta. Não pude evitar a idéia de que também a bela deveria estar em algum lugar no meio daquelas hordas mansas, e essa fantasia me deu novos ânimos para esperar.

Na hora do almoço havíamos assumido nossa consciência de náufragos. As filas tornaram-se intermináveis diante dos sete restaurantes, as cafeterias, os bares abarrotados, e em menos de três horas tiveram de fechar tudo porque não havia nada para comer ou beber. As crianças, que por um momento pareciam ser todas as do mundo, puseram-se a chorar ao mesmo tempo, e começou a se erguer da multidão um cheiro de rebanho. Era o tempo dos instintos. A única coisa que consegui comer no meio daquela rapina foram os dois últimos copinhos de sorvete de creme numa lanchonete infantil. Tomei-os pouco a pouco no balcão, enquanto os garçons punham as cadeiras sobre as mesas na medida em que elas se desocupavam, olhando-me no espelho do fundo, com o último copinho de papelão e a última colherzinha de papelão, e com o pensamento na bela.

O vôo para Nova York, previsto para as onze da manhã, saiu às oito da noite. Quando finalmente consegui embarcar, os passageiros da primeira classe já estavam em seus lugares, e uma aeromoça me conduziu ao meu. Perdi a respiração. Na poltrona vizinha, junto da janela, a bela estava tomando posse de seu espaço com o domínio dos viajantes experientes. "Se alguma vez eu escrever isto, ninguém vai acreditar", pensei. E tentei de leve em minha meia língua um cumprimento indeciso que ela não percebeu.

Instalou-se como se fosse morar ali muitos anos, pondo cada coisa em seu lugar e em sua ordem, até que o local ficou tão bem-arrumado como a casa ideal, onde tudo estava ao alcance da mão. Enquanto fazia isso, o comissário trouxe-nos o champanha de boas-vindas. Peguei uma taça para oferecer a ela, mas me arrependi a tempo. Pois quis apenas um copo d'água, e pediu ao comissário, primeiro num francês inacessível e depois num inglês um pouco mais fácil, que não a despertasse por nenhum motivo durante o vôo. Sua voz grave e morna arrastava uma tristeza oriental.

Quando levaram a água, ela abriu sobre os joelhos uma caixinha de toucador com esquinas de cobre, como os baús das avós, e tirou duas pastilhas douradas de um estojinho onde levava outras de cores diversas. Fazia tudo de um modo metódico e parcimonioso, como se não houvesse nada que não estivesse previsto para ela desde seu nascimento. Por último baixou a cortina da janela, estendeu a poltrona ao máximo, cobriu-se com a manta até a cintura sem tirar os sapatos, pôs a máscara de dormir, deitou-se de lado na poltrona, de costas para mim, e dormiu sem uma única pausa, sem um suspiro, sem uma mudança mínima de posição, durante as oito horas eternas e os doze minutos de sobra que o vôo de Nova York durou.

Foi uma viagem intensa. Sempre acreditei que não há nada mais belo na natureza que uma mulher bela, de maneira que foi impossível para mim escapar um só instante do feitiço daquela criatura de fábula que dormia ao meu lado. O comissário havia desaparecido assim que decolamos, e foi substituído por uma aeromoça cartesiana que tentou despertar a bela para dar-lhe o estojo de maquiagem e os auriculares para a música. Repeti a advertência que a bela havia feito ao comissário, mas a aeromoça insistiu para ouvir de sua própria voz que tampouco queria jantar. Foi preciso que o comissário confirmasse, e ainda assim a aeromoça me repreendeu porque a bela não havia colocado no pescoço o cartãozinho com a ordem de não ser despertada.

Fiz um jantar solitário, dizendo-me em silêncio tudo que teria dito a ela, se estivesse acordada. Seu sono era tão estável que em certo momento tive a inquietude que aquelas pastilhas não fossem para dormir e sim para morrer. Antes de cada gole, levantava a taça e brindava.

— À tua saúde, bela.

Terminado o jantar, apagaram as luzes, mostraram um filme para ninguém, e nós dois ficamos sozinhos na penumbra do mundo. A maior tormenta do século havia passado, e a noite do Atlântico era imensa e límpida, e o avião parecia imóvel entre as estrelas. Então contemplei-a palmo a palmo durante várias horas, e o único sinal de vida que pude perceber foram as sombras dos sonhos que passavam por sua fronte como as nuvens na água. Tinha no pescoço uma corrente tão fina que era quase invisível sobre sua pele de ouro, as orelhas perfeitas sem os furinhos para brincos, as unhas rosadas da boa saúde e um anel liso na mão esquerda. Como não parecia ter mais de vinte anos, me consolei com a idéia de que não fosse a aliança de um casamento e sim de um namoro efêmero. "Saber que você dorme, certa, segura, leito fiel de abandono, linha pura, tão perto de meus braços atados", pensei, repetindo na crista de espuma de champanha o so neto magistral de Gerardo Diego.

Em seguida estendi a poltrona na altura da sua, e ficamos deitados mais próximos que numa cama de casal. O clima de sua respiração era o mesmo da voz, e sua pele exalava um hálito tênue que só podia ser o próprio cheiro de sua beleza. Eu achava incrível: na primavera anterior havia lido um bonito romance de Yasumari Kawabata sobre os anciões burgueses de Kyoto que pagavam somas enormes para passar a noite contemplando as moças mais bonitas da cidade, nuas e narcotizadas, enquanto eles agonizavam de amor na mesma cama. Não podiam despertá-las, nem tocá-las, e nem tentavam, porque a essência do prazer era vê-las dormir. Naquela noite, velando o sono da bela, não apenas entendi aquele refinamento senil, como o vivi na plenitude.

— Quem iria acreditar — me disse, com o amor-próprio exacerbado pelo champanha. — Eu, ancião japonês a estas alturas.

Acho que dormi várias horas, vencido pelo champanha e os clarões mudos do filme, e despertei com a cabeça aos cacos. Fui ao banheiro. Dois lugares atrás do meu, jazia a anciã das onze maletas esparramada mal-acomodada na poltrona. Parecia um morto esquecido no campo de batalha. No chão, no meio do corredor, estavam seus óculos de leitura com o colar de contas coloridas, e por um instante desfrutei da felicidade mesquinha de não os recolher.

Depois de desafogar-me dos excessos de champanha me surpreendi no espelho, indigno e feio, e me assombrei por serem tão terríveis os estragos do amor. De repente o avião foi a pique, ajeitou-se como pôde, e prosseguiu voando a galope. A ordem de voltar ao assento acendeu. Saí em disparada, com a ilusão de que somente as turbulências de Deus despertariam a bela, e que teria de se refugiar em meus braços fugindo do terror. Na pressa estive a ponto de pisar nos óculos da holandesa, e teria me alegrado. Mas voltei sobre meus passos, os recolhi, os coloquei em seu regaço, agradecido de repente por ela não ter escolhido antes de mim o assento número quatro.

O sono da bela era invencível. Quando o avião se estabilizou, tive que resistir à tentação de sacudi-la com um pretexto qualquer, porque a única coisa que desejava naquela última hora de vôo era vê-la acordada, mesmo que estivesse enfurecida, para que eu pudesse recobrar minha liberdade e talvez minha juventude. Mas não fui capaz. "Que merda", disse a mim mesmo, com um grande desprezo. "Por que não nasci Touro?" Despertou sem ajuda no instante em que os anúncios de aterrissagem se acenderam, e estava tão bela e louçã como se tivesse dormido num roseiral. Só então percebi que os vizinhos de assento nos aviões, como os casais velhos, não se dizem bom-dia ao despertar. Ela também não.

Tirou a máscara, abriu os olhos radiantes, endireitou a poltrona, pôs a manta de lado, sacudiu as melenas que se penteavam sozinhas com seu próprio peso, tornou a pôr a caixinha nos joelhos, e fez uma maquiagem rápida e supérflua, o suficiente para não olhar para mim até que a porta foi aberta. Então pôs a jaqueta de lince, passou quase que por cima de mim com uma desculpa convencional em puro castelhano das Américas, e foi sem nem ao menos se despedir, sem ao menos me agradecer o muito que fiz por nossa noite feliz, e desapareceu até o sol de hoje na amazônia de Nova York.


Gabriel García Márquez
Junho de 1982.


O texto acima foi extraído do livro "Doze Contos Peregrinos", Editora Record — Rio de Janeiro, 1999, pág. 79.

Obra de arte. As ligações perigosas - René Magritte


Stallone se desculpa por declarações contra o Brasil


'Tentei fazer um tipo humor e fui muito infeliz', diz ator em comunicado.

Em comunicado oficial divulgado nesta última sexta-feira (23) pela assessoria de imprensa do filme "Os mercenáros", o ator Sylvester Stallone pede desculpas pelas declarações sobre o Brasil. Na última quinta (22), ao participar da Comic-Con, o ator fez comentários jocosos sobre o país, onde filmou em 2009 o longa "Os mercenários".

"Eu sinceramente peço desculpas ao povo brasileiro. Todas as minhas experiências no Brasil foram fantásticas e eu recomendei para todos meus amigos que filmassem lá", garante o ator no comunicado. "Ontem, eu tentei fazer um tipo humor e fui muito infeliz. Tudo que eu tenho pelo grande país que é o Brasil é muito respeito. Novamente, peço desculpas".

Stallone afirmou que rodar o longa no Rio de Janeiro lhe deu mais liberdade para o uso de mais violência, com mais armas e destruições. “Você pode explodir o país inteiro e eles vão dizer ‘obrigado, e aqui está um macaco para você levar de volta para casa’”.

Segundo divulgou o site da revista Variety nesta sexta (23), o comentário foi feito em uma mesa sobre a "brutalidade" dos filmes de ação. Ainda de acordo com a publicação, um documentário foi feito em paralelo ao longa de ficção para demonstrar como é o cotidiano de uma produção do gênero, e as seguidas idas ao hospital de gente do elenco.

Por causa das declarações, Stallone se transformou no assunto mais comentado do Twitter, rede social de microblog. A frase "Cala boca Sylvester Stallone" é o Trending Topic mundial nesta sexta.

Durante as filmagens de "Os mercenários" no Rio, houve ao menos um episódio em que Stallone se machucou, conforme publicado na época no blog da produção. Em uma cena de luta, o ator dispensou o dublê e terminou a sequência sangrando.

A Comic-Con, feira de quadrinhos, cinema, séries de TV e cultura pop em geral, começou na quinta-feira (22) e segue até o domingo (25) no San Diego Convention Center, na Califórnia, nos EUA.

Com Bruce Willys (de 'Duro de matar'), Mickey Rourke (de 'Homem de ferro 2'), o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger e a atriz brasileira Giselle Itié no elenco, o longa de ação tem trama política envolvendo regimes ditatoriais na América do Sul. A previsão de estreia do filme no Brasil é 13 de agosto.


G1

Yves Montand, Dansons la rose

CEMAR, uma história de luta e superação na Paraíba


Queridos (as) Amigos (as),

Promover os direitos de Crianças e Adolescentes é a razão de nossa existência institucional, porém a generosidade e a solidariedade de Padrinhos e Madrinhas, é que tem tornado possível atingir resultados tão gratificantes. Por isso é sempre motivo de alegria para o CEMAR relatar exemplos de superação, desafios e mudanças positivas na vida de Crianças, Adolescentes, Jovens e Famílias atendidas nessa instituição. Nesse sentido iremos destacar exemplos de alguns dos nossos educandos e educandas.

Iniciamos o nosso relato com o exemplo da jovem Dakiana Almeida Santana, de 24 anos de idade, que, assim como outras crianças, teve uma infância cercada pelas desigualdades sociais, econômicas e de violência, o que poderiam tê-la induzido a trilhar no mundo da prostituição e das drogas, no entanto, aos dez anos de idade passou a ser acompanhada pelo CEMAR e diferentemente de muitas adolescentes de seu bairro concluiu o ensino médio e desde a sua adolescência já faz parte de trabalhos comunitários de forma voluntária, participa ativamente de grupos de danças folclóricas e atualmente faz parte de uma ONG que trabalha com crianças e adolescentes o que a fez participar, juntamente com outros jovens, de um intercâmbio cultural com um grupo de jovens na cidade de Trento, na Itália. Há dois anos Dakiana é funcionária do CEMAR atuando como Agente de Orientação Profissional no projeto “Ser Tão Paraibano”. Esse diferencial na vida dessa jovem mostra o quanto o acompanhamento que o CEMAR faz durante esse quatorze anos flui de forma decisiva em sua autonomia enquanto profissional, mulher, cidadã e pessoa do bem, reafirmando que vale a pena investir no maior e melhor bem para o ser-humano: A educação.

Estamos também felizes com a criança H.N.S.S de onze anos de idade que começou seu atendimento na instituição aos sete anos de idade e que está sendo um exemplo de superação. Desde bem pequena ela e suas duas irmãs conviveram com a omissão e negligência de sua mãe e que há três anos foi definitivamente abandonada, ficando aos cuidados de sua Vó paterna. No entanto apesar da situação traumática que tem vivido durante sua infância, a criança tem tido um desempenho notável na escola onde está cursando o 6º ano do ensino fundamental. Também é muito presente nas atividades do CEMAR, participando do conselho de meninos e meninas da instituição, grupo de dança e teatro, oficina de informática e auxilia a educadora da oficina de complementação escolar nas atividades escolares de outras crianças. Reconhecemos que o desenvolvimento psico-social e educacional de H.N.S.S. se dá devido aos cuidados amorosos de sua avó paterna e a um conjunto de ações desenvolvidos pelo CEMAR que vem contribuindo de forma significativa em seu processo de formação.

Por último destacamos o adolescente J.N.G. de quinze anos de idade, filho de agricultores e vítima do êxodo rural, o qual foi recebido na cidade com a miséria que as famílias do campo enfrentam ao deixar seu único meio de sobrevivência para conviver com o desemprego e todos os problemas comuns à zona urbana. Uma das grandes dificuldades era o seu acompanhamento na rede oficial de ensino, visto que a mãe e o pai não são alfabetizados. O adolescentes JNG passou a ser atendido na oficina de esporte, o que resultou numa série de fatores positivos em sua vida: Conseguiu interagir socialmente com outras crianças e adolescentes em atividades esportivas, venceu a timidez e hoje consegue expor sua idéias e opiniões através das reuniões realizadas na oficina, acabou a agressividade e intolerância com seus colegas através de regras de convivência trabalhadas no grupo e, principalmente, conseguiu sair da estatística de repetências, onde hoje está cursando o sexto ano do ensino fundamental. Seu rendimento escolar pode parecer pouco para sua faixa etária, mas para nós que acompanhamos sua vida durante esses sete anos é uma conquista visto que nem todos seus irmãos e irmãs conseguiram superar todas as dificuldades que ele conseguiu e em especial a de permanecer na escola tendo a educação como alternativa de mudanças.

Sabemos que os desafios em cumprir nossa missão institucional são enormes, mas acreditamos que só é possível fazermos a nossa parte com o crédito moral e financeiro que recebemos dos Padrinhos, Madrinhas e todos os que fazem a Kinder Not Hilfe na Alemanha.


Pombal - PB, 28 de julho de 2010



José Ribeiro da Silva
Presidente CEMAR


Maria do Socorro Alves Barbosa
Acompanhamento Sócio-Familiar e Comunitário
Responsável pela elaboração do relatório de estudo de casos

quinta-feira, 29 de julho de 2010

*O Pombal de lá!


Além da terra de Maringá na Paraíba, outra cidade em Portugal também faz homenagem ao Marquês de Pombal.

O Pombal de lá é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito de Leiria, região centro e subregião do Pinhal Litoral. Aquela cidade, neste final de semana, estará vivendo as festas do Bodo, que é "semelhante" a tradicional festa do Rosário que tradicionalmente ocorre aqui em nossa região no inicio do mês de Outubro!

Para quem pode, é uma ótima dica de turismo, tire o seu passaporte e BOA VIAGEM !!!


*Matéria sugerida e editada pelo colaborador Dagvan Monteiro



Dagvan, nosso fiel colaborador.


Neste mês de julho o nosso blog completa 3 anos de existência, sem maiores pretensões, informando e divertindo os amigos por todo este país e pelo mundo.

Durante todo esse tempo, contamos com a valiosa contribuição de todos os internautas. Você tem sido importante para a nossa permanente troca de informações nesse nosso espaço virtual, ora apenas acessando o nosso espaço, ora comentando o nosso blog, votando em nossa enquete, externando a sua opnião e sua crítica.

A todos o nosso obrigado.

Um dos colaboradores mais assíduos é o amigo Dagvan que durante todo este tempo vem nos ajudando com a sua importante participação no blog, especialmente com os seus lúcidos comentários.

Esperamos que possamos continuar juntos construindo essa relação de amizade e interação.

"Lei das palmadas" é uma bobagem

Quanto mais converso com as pessoas, mais me convenço de que esta história de que os pais precisam de uma “Lei das Palmadas” para saber como devem educar seus filhos não passa de uma grande bobagem.

Sem nem entrar no mérito do projeto de lei enviado pelo governo federal ao Congresso no começo de julho, cabe uma simples pergunta: se por acaso esta proposta for aprovada, como poderá ser cumprida na prática?

É mais um não-assunto que está gerando uma polêmica danada no momento em que a campanha presidencial deveria discutir os rumos e as propostas para o futuro do país. Virou manchete de jornal, capa de revista, tema de pesquisa, tudo isso para quê? Como pai e avô que se orgulha da educação das filhas e dos netos, acho até graça.

Alguém pode imaginar uma criança indo à delegacia de polícia mais próxima para denunciar os próprios pais por ter levado um tapa na bunda? E o delegado vai lá prender os pais? A Justiça vai processá-los e tirar-lhes o pátrio poder?

O texto da lei defende “o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante”. Até aí estamos todos de acordo, mas são duas situações bem diferentes, convenhamos.

“Tratamento cruel e degradante” contra qualquer pessoa é crime já previsto em lei desde sempre. Mas de que tipo de “castigo corporal” estamos falando?

A julgar pelos resultados da pesquisa Datafolha sobre a “Lei das Palmadas” divulgados nesta segunda-feira, 72% dos pais brasileiros deveriam estar na cadeia porque foi este o percentual de entrevistados que declararam já ter sofrido algum castigo físico na vida. Eu mesmo confesso que já dei e levei algumas (poucas) palmadas.

A mesma pesquisa mostra que os pais estão batendo menos nos filhos: se 72% já levaram uns cascudos, apenas 58% declararam que também já bateram nos filhos, ou seja, de uma geração para outra, a criançada está apanhando menos para andar na linha.

Nem por isso a violência diminuiu. Ao contrário, todas as estatísticas indicam que, de ano para ano, os brasileiros estão respeitando menos a vida alheia, ficando mais violentos, matando mais por qualquer motivo ou sem motivo nenhum.

Fico pensando de que cabeça desocupada pode ter saído esta idéia, que só serve para atiçar os adversários do governo federal, dando-lhes munição para acusá-lo de querer acabar com as liberdades individuais ao intrometer o Estado na relação entre pais e filhos. Tem cabimento?

O que estamos percebendo hoje é uma clara contradição entre o mais longo período na nossa história recente de respeito às liberdades públicas _ de expressão, de organização político-partidária, religiosa e social _, enquanto se engendram restrições às liberdades individuais, como se leis deste tipo pudessem nos fazer mais felizes e saudáveis.

É claro que todos nós somos contra qualquer violência praticada contra crianças, sejam nossos filhos ou não, mas para isso já existe o Código Penal, que pune severamente estes crimes. Daí a querer tirar dos pais o direito de saber o que é melhor para educar seus filhos vai uma longa distância.

Em todas as classes sociais, o que tem acontecido é uma crescente leniência dos pais ao estabelecer parâmetros sobre o que seus pimpolhos podem ou não fazer, quais os direitos e os deveres para se viver em sociedade, respeitando as leis já existentes.

A maior prova disso é o desrespeito aos professores, vítimas até de agressões dos alunos, que se sentem protegidos pelos pais para fazer o que bem entendem. É isso que acaba levando a assassinatos como o que vitimou o filho da atriz Cissa Guimarães, atropelado durante um racha num túnel interditado no Rio de Janeiro.

Cada um tem seu jeito de educar os filhos. Isso varia muito até dentro de uma mesma família. Pais e mães muitas vezes discordam sobre os corretivos que devem aplicar quando os filhos não os obedecem, não querem estudar ou comer, não cumprem horários, não saem da frente da televisão ou do videogme.

Dar um beliscão ou um tapa na bunda, colocar de castigo ou cortar a mesada? Não existe uma receita pronta que sirva para todos. Antes de mais nada, é preciso ter bom senso, dedicar mais tempo a conversar com os filhos e educá-los pelo exemplo, o que os pais que vivem nas grandes cidades têm feito cada vez menos, deixando tudo por conta das escolas.

Assim, muitas vezes, o último recurso, que é o castigo, acaba sendo o primeiro. E as crianças vão descontar suas frustrações e revoltas em cima dos professores, que nada podem fazer, criando-se um círculo vicioso que nenhuma lei vai cortar. Não sei qual a melhor solução, mas não é, certamente, punindo os pais com a “Lei das Palmadas” que vamos melhorar o nível educacional dos nossos jovens e construir uma sociedade menos violenta, mais fraterna.



Do blog Balaio do Kostcho

Corregedor ameaça punir presidentes de TJs

Tribunais não entregaram informações sobre contratações irregulares; associação de juízes aponta nepotismo cruzado

O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, disse ontem que os presidentes de seis tribunais estaduais poderão ser responsabilizados judicialmente, até mesmo por improbidade administrativa, por não terem informado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) dados sobre os ocupantes de cargos comissionados em seus quadros. Segundo ele, a omissão dos dados é mais grave que o descumprimento de resolução do CNJ.

As cortes tiveram mais de seis meses para cumprir a resolução n 88 do CNJ, de setembro de 2009, que as obrigou a enviar as informações sobre pessoal ao órgão de controle externo do Judiciário. Na lista de magistrados sob ameaça estão os presidentes dos TJs do Rio e de Minas.

Como O GLOBO informou ontem, em 13 tribunais estaduais mais de 50% dos cargos comissionados — de livre nomeação por juízes ou chefes de setor — são ocupados por funcionários sem qualquer vínculo com a administração pública, o que contraria a resolução do CNJ.

O levantamento também mostrou que outros dez tribunais têm comissionados ocupando cargos proibidos a eles, e 22 tribunais exigem dos servidores carga horária menor ou diferente da prevista pela norma.
Dipp disse que a falta de transparência aumenta a suspeita de nepotismo no Judiciário:

— Pelo menos, os outros (tribunais) estão demostrando suas dificuldades, tentando justificar, bem ou mal, o que está acontecendo. Agora, quem sequer entrega a informação ou é negligente ou está escondendo alguma coisa. A improbidade, a responsabilidade administrativa, pode se configurar perante o administrador que não cumprir determinações desta ordem.

Além de Rio e Minas, os tribunais eleitorais de Roraima, Distrito Federal e Mato Grosso e o Tribunal Regional da 6 Região não prestaram informações ao CNJ.

Segundo Dipp, os números do levantamento revelam que a Justiça, em alguns estados, ainda "segue um regime feudal", no qual cada desembargador tem sua cota de funções de confiança.



Roberto Maltchik e Fábio Fabrini
Deu em O Globo
Leia mais acessando o site de O Globo

Bebê de seis semanas morre afogado durante batizado

Um bebê de seis semanas morreu durante seu batismo em Moldova, Leste Europeu. O padre ortodoxo mergulhou três vezes na pia batismal a cabeça da criança. Toda a cena foi gravada por parentes.

A mãe contou que o bebê chorava muito durante o ritual e foi entregue à família já desacordado.

Os médicos confirmaram que a morte foi por afogamento. Um inquérito policial foi aberto contra o padre e, se confirmada a culpa, ele pode pegar até três anos de prisão.


R7

Não ter amigos é tão perigoso como fumar ou consumir álcool em excesso


Washington, 27 jul (EFE).- Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos publicado hoje no site da revista "PLoS Medicine".

Os especialistas asseguram que o isolamento é ruim para a saúde e, no entanto, esta é uma tendência cada vez maior em um mundo industrializado no qual "a quantidade e a qualidade das relações sociais estão diminuindo enormemente".

Estudos prévios demonstraram que as pessoas com menos relações sociais morrem antes daqueles que se relacionam mais com amigos, conhecidos e parentes.

Por isso, preocupados com o aumento de pessoas que se relacionam menos com as outras, os cientistas analisaram como um isolamento excessivo pode afetar a saúde.

Para isso, os pesquisadores recorreram a 148 estudos prévios com dados sobre a mortalidade de indivíduos em função de suas relações sociais.

Após analisar os dados de 308.849 indivíduos acompanhados durante uma média de 7,5 anos, os cientistas descobriram que as pessoas com mais relações sociais têm 50% mais chances de sobrevivência do que quem se relaciona menos com outras pessoas.

Segundo os especialistas da Universidade Brigham Young, do estado do Utah, e do Departamento de Epidemiologia da Universidade da Carolina do Norte que participaram do estudo, a importância de ter uma boa rede de amigos e boas relações familiares "é comparável a deixar de fumar e supera muitos fatores de risco como a obesidade e a inatividade física".

Estes resultados também revelam que, analisando a idade, o sexo ou a condição de saúde do indivíduo, a integração social pode ser outro fator levado em conta na hora de avaliar o risco de morte do indivíduo.

"A medicina contemporânea poderia se beneficiar do reconhecimento de que as relações sociais influem nos resultados de saúde dos adultos", apontam os responsáveis pelo estudo, para quem médicos e educadores poderiam advertir sobre a importância da relações sociais da mesma forma que defendem o antitabagismo, uma dieta saudável e a realização de exercícios.



Agência EFE

quarta-feira, 28 de julho de 2010

No terreiro da fazenda


Zé de Benona e Forrozão Asa Branca


"Quem nunca foi a um forrozinho no mato não sabe o que está perdendo!" Esta é uma das afirmações mais comuns do homem nordestino quando se refere às tradicionais festanças de forró! O "forró no mato" é a expressão que ele usa para se referir as festas realizadas na zona rural, nos sítios e fazendas. Embalados pelo forró pé de serra, ao som do tilindar do triângulo, do zabumba e da sanfona, o sertanejo parece que, por alguns instantes, esquece a sua incansável luta pela vida e se entrega ao arrasta pé no imenso salão de barro batido no terreito da casa.

Tudo é muito rústico e simples, mas a animação é contagiante. Ao som dançante do forró de antigamente, todos se esbaldam ao ritmo agarradinho da sanfona. Não há senhas para as danças, apenas o dono da casa, à hora certa, percorre o salão por entre os casais, recolhendo a "cota", módico valor em dinheiro que é arrecadado para se pagar o sanfoneiro.

A segurança do lugar é feita pelos próprios participantes do festança. As facas, as peixeiras e tudo mais que se possa cortar, são recolhidas logo na entrada no salão.

As bebidas são "esfriadas" ao pé do pote razão porque, dificilmente, se toma uma cerveja gelada. A predominância é da cachaça, da pinga, do aguardante, que se pode tomar quente mesmo!

E o "samba" varre a noite a dentro numa apoteose de alegria e diversão. Resistência de mais uma expressão cultural do nosso povo sertanejo que luta para se manter viva!



Incansável


Velho sonho de amor que me fascina,
causa das mágoas que me têm pungido
e que, entanto, conservo na retina
como a fonte de um bem inatingido...

Flana velada, cântico em surdina
de uma alma triste, um coração ferido,
nem pode haver linguagem que defina
o que eu tenho, em silêncio padecido!

Mas, ainda que mal recompensado
meu amor há de sempre desculpar-te
humilde, carinhoso, devotado...

Bendito seja o dia em que te vi,
pois não há maior glória do que amar-te
nem melhor gozo que sofrer por ti!


Carmem Cinira

Apadrinhados ocupam cargos no Judiciário

Dados do CNJ mostram que 13 tribunais têm mais de 50% de funções comissionadas ocupadas irregularmente.

Dados inéditos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram como o preenchimento de empregos no Judiciário brasileiro está sujeito ao apadrinhamento.

Em pelo menos 13 tribunais do país, mais de 50% dos cargos comissionados — de livre nomeação por magistrados ou chefes de setor — são ocupados por funcionários que não têm qualquer vínculo com a administração pública ou com a Justiça. A situação fere normas do conselho, que fixou parâmetros para a lotação das vagas.

A resolução 88, editada em 8 de setembro de 2009, diz que pelo menos a metade dos cargos em comissão deve ser destinada aos servidores das carreiras judiciárias, ou seja, os concursados.

Mas, em alguns casos, a parcela ocupada por profissionais sem esse perfil chega a quase o total, o que dá margem a desvios de finalidade no uso das vagas. Há situações em que as legislações estaduais acobertam os apaniguados, mas, segundo o conselho, as regras podem ser questionadas, pois a Constituição diz que a preferência é dos chamados servidores efetivos.

Os exemplos mais críticos são o do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), onde o percentual de apaniguados chega a 92,3%, e o do Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (91,07%). Em seguida, os TJs da Paraíba (85,9%), Espírito Santo (85,4%), Santa Catarina (82,9%), Tocantins (73,7%) e Paraná (71,9%).

Os relatórios mostram também que os comissionados, muitas vezes, estão em cargos que lhes são vedados. Além disso, os tribunais descumprem a carga horária exigida pelo CNJ.

Pela resolução, os nomeados por indicação só podem exercer atividades de chefia, direção e assessoramento. Contudo, em pelo menos dez tribunais eles estão em outros cargos, e não foram exonerados no prazo de 90 dias, como exige o texto.

A ocupação de cargos proibidos ocorre nos TJs da Paraíba, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondônia, Acre, Espírito Santo, Piauí e Rio Grande do Sul, além do Tribunal de Justiça Militar de Minas.



Roberto Maltchik e Fábio Fabrini
Deu em O Globo

terça-feira, 27 de julho de 2010

Enfim, a Próstata

Maluf colocou a boca no mundo. Ou melhor, colocou a próstata no mundo. De repente, virou moda, jornais abriram espaço e foram surgindo famosos prostáticos (existe essa palavra?). Quércia voltou ao mundo político através da sua. Mas diz que é simples. Não vai operar nem nada. Na África do Sul, um Nobel, o bispo Desmond Tutu abriu o jogo: também está com câncer lá.

Os médicos avisam: todo homem, depois dos 50 anos, deve fazer o exame. A probabilidade do tumor é muito grande depois desta idade.

Mas os homens de mais de 50 anos (minha geração) são machistas demais. Não adianta dar um toque para eles. Pode-se fazer um exame de sangue e aquele exame que grávida faz. Como chama? Ficam passando um negocinho na barriga da gente. Esqueci. Mas os dois exames juntos dão garantia apenas de 80 por cento. Tem que se fazer o toque, sim.

Eu sugiro uma solução para o assunto deste começo de ano: médicas urologistas. Todos os homens iriam fazer o toque. Com mulher, tudo bem. Tem gente que iria fazer semanalmente. Gente que ia entrar duas vezes na fila, etc.

Há uns 15 anos, tive que fazer (um toque, lá). Estava com uma pequena inflamação e o médico (meu amigo de infância, Plínio) disse que teria que fazer a massagem na minha próstata para recolher um tal pus.

Estou lá eu, nu, de quatro, em cima da mesa e ele, com a maior naturalidade, colocando uma luva num grosso dedo (ele sempre foi meio gordinho). Eu ali aflito e ele contando (juro) a lua-de-mel (dele) na Bahia, meses atrás. Achei que não era um tema muito adequado para aquela hora, mas próstata é próstata e vamos lá. Passou uma vaselina e se aproximou.

Mas, antes, colocou uma folha de papel debaixo do meu corpo.

— O que é isso?

— Caso você ejacule...

Me sentei. Preocupado.

— Plínio, se você enfiar o dedo aí e eu gozar, como é que eu fico? Qual é a porcentagem dos que gozam?

— Meio a meio. Vamos, de quatro.

— Pega leve, hein?

Se eu tivesse gozado, não estaria agora contando esse caso.

Tive um segundo caso com a minha próstata. Já disse aqui que passei uns dias no Spa Médico São Pedro, em Sorocaba.

Assim que você chega, eles fazem todos os exames possíveis em você.

No ultra-som (lembrei !!!) deu uma pequena inchação na mencionada área.

O diretor do Spa achou melhor eu fazer um exame de toque com um urologista para ficarmos todos tranqüilos.

— O urologista é gordo?

— Magro.

— Menos mal. Preciso ir ao hospital?

— Não. Amanhã ele passa aqui. A gente te acha.

Na manhã seguinte, estou lá eu com as minhas queridas gordinhas a fazer um cooper, quando a enfermeira vem me chamar.

— O senhor tem médico daqui a meia hora.

Foi o tempo suficiente para um bom banho, lavar bem as partes, colocar uma cueca novinha. Fui para o sacrifício.

O médico me recebeu, nos apresentamos e ele me levou para o fundo do corredor e abriu uma porta. A primeira coisa que eu vi foi aquela cama de examinar mulheres, com lugares para colocar as pernas. Sabe qual?

"Vai ser de frente. Mais constrangedor ainda".

Pediu para eu sentar. Ele era sério. Para desanuviar um pouco o ambiente, brinquei:

— Você é que vai me dedurar?

— Depende.

— (olhando para a cama) Depende do quê?

— A não ser que você tenha algum problema mais grave, fica tudo entre a gente.

Aquele "tudo entre a gente" eu já não gostei.

— Você está com algum problema?

— Bem... é que é estranho assim logo de manhã..

— Você prefere de tarde?

— Não, já que eu estou aqui, vamos fundo. Vamos fundo?

— Pois então, algum problema de ordem psicológica?

— Bem, fora aquelas brincadeiras que a gente fazia quando era garoto, né, eu nunca...

— Como assim?

— Doutor, vamos deixar de conversa e vamos logo ao que interessa?

— Não estou te entendendo.

— O senhor não é o urologista?

— Urologista? Eu sou o psiquiatra.


Mário Prata


Texto extraído do livro "100 Crônicas", Cartaz Editorial - São Paulo, 1997, pág. 160.

Quase


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez es ses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance; para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que so nhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase viveu já está morto!


Luis Fernando Veríssimo

Rótulos

Diz o velho ditado: “A primeira impressão é a que fica”. Cuidado! Na vida, nem tudo é sempre assim. Muitas vezes mal conhecemos pessoas e já atribuímos de imediato rótulos pré-determinados, que não deixam de ser “pré-conceitos”.

Para se conhecer melhor uma pessoa é preciso tempo, muita conversa e muita interação com a vida da outra pessoa. Em determinadas ocasiões nos escondemos atrás de máscaras, como forma de protegermos a nossa intimidade dos transtornos do dia-a-dia. Este tipo de proteção gera uma imagem que não corresponde à verdadeira essência das pessoas.

A partir de hoje, olhe para as pessoas com olhar de esperança e muita fé. Procedendo assim, deixaremos de cometer sérios enganos, que nunca trazem bons frutos no futuro.

Hora de rir: Tempos modernos

Um cara muito careta acompanhava os filhos a uma festa de aniversário de quinze anos. Chegando lá, depois de reclamar da musica barulhenta, o homem comentou com o senhor ao lado:
- Tá cada vez mais difícil a gente distinguir quem é homem e quem é mulher.
Aquela ali de cabelo curtinho, fumando sem parar, parece um rapaz. E aquele ali de costas, de cabelo grande e roupa esquisita, é homem ou mulher?
- É homem, e por acaso é meu filho!
- Ah, desculpe. Nem passou pela minha cabeça que o senhor fosse pai dele.
- E não sou mesmo. Sou a mãe dele!

Tábua encontrada em Israel apresenta semelhanças com Código de Hamurabi

Uma equipe da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu em escavações em Tel Hazor, no norte de Israel, o fragmento de uma tábua cuneiforme que apresenta semelhanças com o conteúdo e o momento da escritura do Código de Hamurabi, um dos mais antigos conjuntos de leis escritas.

O fragmento está escrito na língua acádia, atualmente extinta e usada na antiga Mesopotâmia principalmente por assírios e babilônios no segundo milênio antes de Cristo.

Os arqueólogos dataram a tábua entre os séculos 18 e 17 a.C., o mesmo período do Código de Hamurabi, informou hoje a universidade em comunicado.

A tábua foi achada recentemente em Tel Hazor, um dos sítios arqueológicos mais importantes de Israel, declarado Patrimônio da Humanidade em 2005.

"Leis similares às do Código de Hamurabi são conhecidas pela Torá, mas a diferença de tempo entre as duas escrituras é de mil anos. Agora, temos em nossas mãos o fragmento de uma tábua que contém leis muito similares ao código, mas achada em Hazor e que datam do mesmo período", aponta o professor Amnon Ben-Tor, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica.

Os fragmentos encontrados se referem a questões relacionadas com legislação sobre danos pessoais e relações entre amos e escravos, que guardam similaridades com a peça de Hamurabi descoberta há mais de um século no que hoje é o Irã.

A tabuleta achada em Israel também contém diretrizes relacionadas com a legislação bíblica, do tipo "olho por olho, dente por dente", dizem os pesquisadores.

Durante anos, estudiosos da Bíblia e acadêmicos tentaram desvendar as relações existentes entre a lei mosaica e a babilônica.

"Hoje sabemos que em Tel Hazor havia uma escola de escribas que estavam familiarizados com o Código de Hamurabi", aponta Ben-Tor, para quem essa transferência de conhecimento pode ter acontecido na última etapa da Idade do Bronze.

Segundo o pesquisador, a descoberta pode ajudar a entender sobre como esse tipo de leis passou para o período israelita.


Da EFE, em Jerusalém

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Chalana - Almir Sater


Almir Sater cantando "Chalana" em show no Sesc de Itaquera.

"Lanterna Verde" e mais super-heróis prometem alçar voo nas telas a partir de 2011

SAN DIEGO (Reuters) - Os fãs de histórias de quadrinhos que estão furiosos com Hollywood devido à temporada de verão com poucos super-heróis não precisam temer: a salvação já está a caminho.

Quando a gigante convenção de cultura pop Comic-Con chegava a seu fim, no domingo, estava claro que os grandes estúdios de cinema já preveem lançar várias aventuras de super-heróis em 2011 e depois. Lanterna Verde, Besouro Verde, Thor, Capitão América e uma equipe de vingadores estão a caminho dos cinemas.

A temporada atual do verão americano no cinema começou bem com "Homem de Ferro 2", da Marvel Studios, mas filmes para a família como "Toy Story 3" e "Meu Malvado Favorito", além do romance de vampiros "A Saga Crepúsculo - Eclipse", e, mais recentemente, o thriller de ficção científica "A Origem" vêm sendo as maiores atrações nos cinemas.

A julgar pelo hype dos estúdios na Comic-Con, as coisas serão diferentes no próximo verão.

A Warner Bros espera elevar o personagem da DC Comics Lanterna Verde para a categoria de super-herói de primeiro nível. O ator Ryan Reynolds encarna o piloto de testes Hal Jordan, que entra para a equipe intergaláctica Lanterna Verde depois de receber um anel com poderes sobrenaturais.

O Lanterna Verde, que tem 70 anos de histórias em quadrinhos nos quais se inspirar, é também um membro importante da Liga da Justiça, um grupo de combatentes do crime que inclui super-heróis como Batman, Superman, Mulher-Maravilha e The Flash.

Mas os fãs não precisarão esperar para ver outro grupo de combatentes do crime: a Marvel Studios se prepara para lançar "Os Vingadores", uma coleção de alguns dos mais poderosos super-heróis do mundo reunidos pelo personagem Nick Fury.

A Marvel vem construindo uma nova franquia de filmes, lançando longas de super-heróis individuais como "Homem de Ferro" e "Hulk", e seus lançamentos para 2011 incluem "Thor" e "Captain America".

Samuel L. Jackson, que encarnou Nick Fury em trechos de "Homem de Ferro" e "Homem de Ferro 2", surpreendeu o público da Comic-Con quando subiu ao palco na apresentação da Marvel e reuniu o elenco inteiro de "Os Vingadores", previsto para chegar aos cinemas em 2012: Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Chris Hemsworth (Thor), Chris Evans (Capitão América), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro) e Mark Ruffalo (Hulk).

Os fãs dos personagens da Marvel vão poder se deleitar no próximo verão americano, quando "Thor" deve chegar aos cinemas no início de maio e "Captain America: The First Avenger", em julho. Os elencos dos dois filmes estiveram presentes na apresentação da Marvel.

Em "Captain America", cujas filmagens acabaram de começar, Evans veste o figurino vermelho, azul e branco para combater o vilão nazista Caveira Vermelha. Com história ambientada durante a 2a Guerra Mundial, o filme vai vincular Capitão America com Thor.

Chris Hemsworth vai encarnar Thor, o deus nórdico do trovão, na tela grande, combatendo o vilão Loki. Natalie Portman será a amada de Thor, Jane Foster.

No início de 2011, ainda, a Sony Pictures vai lançar "The Green Hornet", com Seth Rogen no papel do playboy e super-herói Britt Reid, que anda num carro Chrysler Imperial ano 1965 dotado de metralhadoras, foguetes e outras engenhocas.


Por John Gaudiosi

Resultado da última enquete

Perguntamos aos nossos internautas: Você é favorável a adoção de crianças por casais homossexuais? 54 pessoas responderam a nossa enquete. 17 responderam SIM e 37 responderam NÃO.

Já estamos com uma nova questão como enquete. Responda!

Nossas manhãs de domingo: "Eu, o Rei e a Notícia"

Edmundo Amaro

Adauto e Edmundo no estúdio da R.A.P.

Eufrásio, Edmundo, Adauto, Alberto Dias e Joaquim

Cresci numa pequena cidade interiorana e aprendi muito cedo, talvez por força das poucas opções de entretenimento e de leitura, a ouvir muito o rádio. Meu pai tinha uma dessas caixinhas que falam de marca "motorádio" que, volta e meia, eu estava com o ouvido encostado nele.

Acho que eram os idos de 1974 ou 1976 quando eu sintonizei pela primeira vez, na Rádio Alto Piranhas de Cajazeiras, 650 KHZ, AM, o programa há época comandado por Chagas Amaro, "Eu, o Rei e a Notícia".

O programa, apresentado sempre aos domingos de 07 às 09 horas, mistura, numa proporção muito exata, a realidade e a frieza das notícias com o enleio das emoções das músicas do rei Roberto Carlos numa simbiose inédita, porém, quase perfeita. E os nossos domingos tinham e ainda têm até hoje a musicalidade romântica do rei a transitar em nossos ouvidos e corações pela condução das ondas da velha Rádio Alto Piranhas.

"Ali, sabemos notícia sobre Roberto Carlos ou outro artista, fatos políticos de cunho estadual ou federal e notícias da cidade de Cajazeiras e adjacências; nenhum ouvinte fica sem ser atendido. A música pedida é tocada nem que seja durante ínfimos 30 segundos", relembra o amigo Adauto.

Há quase 40 anos estamos acostumados a ouvir o programa. Crescemos embalados pelas românticas manhãs de domingo.

É verdade que durante todo esse tempo, o programa mudou de locutor algumas vezes, porém, sempre se revezando no comando da família Amaro. Nos últimos 20 anos, o responsável por levar adiante esse sucesso é o competente professor e versátil jornalísta Edmundo Amaro.

No último domingo, depois de tantos anos aprendendo a admirar o trabalho de Edmundo e do sucesso do programa, juntamente com os amigos Adauto, Eufrásio e Joaquim fomos a Cajazeiras e ao estúdio da Rádio Alto Piranhas (R.A.P.), bem na hora do programa, e ali, ao som do rei, pudemos testemunhas, in loco, as tantas emoções que durante tantos anos vivemos do outro lado do rádio.


Um novo nível de pensamento

Albert Einstein disse: “os problemas significativos com os quais deparamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando eles foram criados.” É verdade. Conforme olhamos à nossa volta e para nosso íntimo, identificamos problemas criados pela convivência. Então começamos a perceber que eles são sérios e impossíveis de serem resolvidos no nível superficial em que foram criados.

Precisamos de um novo estágio do pensamento, um nível mais profundo baseado nos princípios que descrevem o território efetivo da existência e das interações humanas. Ou seja, a resolução dos problemas vem de dentro para fora.

Por exemplo: se você quer ter um casamento feliz, seja uma pessoa capaz. Se pretende ter mais liberdade em seu trabalho, seja um funcionário mais responsável, generoso e envolvido com sua atividade. Se pretende conquistar a confiança das pessoas, seja confiável. Se busca o reconhecimento de seu talento, concentre-se primeiramente na grandeza de seu caráter.

A abordagem de dentro para fora mostra que as vitórias particulares precedem as vitórias públicas, que cumprir as promessas feitas a nós mesmos vem antes do cumprimento de promessas feitas a terceiros. Mostra que é fútil colocar a personalidade acima do caráter e tentar melhorar as relações com os outros sem dar atenção ao próprio crescimento.

A abordagem de dentro para fora privilegia um processo contínuo de renovação, baseada nas leis naturais que governam o crescimento e o progresso humano. Manifesta-se como uma espiral ascendente de amadurecimento, que leva a formas progressivamente mais elevadas de independência responsável.


Stephen R. Covey,
em "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes"

O assombro das noites

Nunca esqueci a noite em que, acordando de um pesadelo, vi luz acesa na sala e fui ver quem estava lá. Ajoelhada diante da mesa, cabeça baixa, terço nas mãos, tia Zizinha rezava, madrugada alta, tudo em silêncio, ela magrinha, parecia um passarinho molhado, sentindo frio.

Era devota, a minha tia, não deveria ficar impressionado, mesmo assim fiquei. Sabia que ela rezava por todos nós, por mim, pelo meu avô que estava doente, pelo mundo inteiro. Evitei que ela me visse e voltei para a cama, perdera o medo do pesadelo, sabia que os fantasmas não mais me assustariam.

Anos depois, muitos anos depois, viajava com o Otto Maria Carpeaux, fazíamos palestras agendadas por diretórios de estudantes, centros de estudos, era um mambembe não-remunerado e estranhíssimo, pois Carpeaux era gago, eu falava mal e pronunciava as palavras de forma errada, mesmo assim, havia gente que deseja ouvir-nos.

Em Florianópolis, num hotel modesto, acordei no meio da noite e olhei para a cama ao lado. Estava vazia. Carpeaux sofria de insônia, imaginei que ele, sem fazer barulho, na ponta dos pés, tivesse saído do quarto, tomando cuidado para não me acordar.

Não acendi a luz, mas saí da cama, fui à saleta anexa ao quarto, que também estava escura. Voltado contra a parede, numa direção que eu não podia determinar (Roma? Meca? Jerusalém?), Carpeaux estava de joelhos, cabeça baixa, os braços estendidos, como um anacoreta medieval, perdido num deserto de estrelas.

Carpeaux era judeu vienense, convertera-se ao catolicismo, segundo alguns, para conseguir visto no Vaticano que o tirasse da Gestapo, que o procurava. Eu sabia tudo sobre Carpeaux, menos o seu passado europeu, sobre o qual ele nunca falava. Não freqüentava igrejas, evitava qualquer discussão sobre temas religiosos.

Tia Zizinha... Carpeaux... Uma noite dessas, tomo coragem e fico de joelhos diante de meus espantos.


Carlos Heitor Cony

CONY, Carlos Heitor. O assombro das noites. In: Antologia de Crônicas: crônica brasileira contemporânea, Manuel da Costa Pinto (org.). São Paulo: Moderna, 2005, pp. 20-1, coleção “Lendo & Relendo”.

Carta é entregue com mais de 70 anos de atraso nos EUA

Uma carta foi entregue com mais de 70 anos de atraso em Stockton, no estado da Califórnia (EUA). A correspondência tinha sido enviada em 23 de dezembro de 1937, mas só chegou ao seu destino na semana passada, segundo reportagem da emissora de TV "CBS 13".

A carta foi entregue no Centro de Mulher do condado de San Joaquin. No entanto o prédio abrigava um convento há sete décadas. "Como pode uma carta ficar perdida no sistema por 73 anos?", questionou a diretora do Centro da Mulher, Joelle Gomez.

A carta tinha sido enviada para Marie Fergone e dizia: "Querida Marie, feliz Natal para você e um ano cheio de bênção". Joelle localizou a família de Marie, que, na época, estava estudando no convento para se tornar uma freira, mas, depois, abandonou.

Segundo a reportagem, a mulher construiu uma família e morreu no ano passado. Joelle disse acreditar que a vida de Marie pudesse ter sido diferente se ela tivesse recebido a carta. "Era uma carta de encorajamento para ela continuar a estudar. Talvez, sua vida tivesse um final diferente."


Do G1

domingo, 25 de julho de 2010

Rimsky-Korsakov: Capriccio espagnol


Última parte do "Cappricio Espagnol", de Nikolai Rimsy-Korsakov, executado pela "Orquestra do Teatro Mariinsky", de São Petesburgo, sob a direção de seu maestro titular, Valery Gurguiev

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Pegadas e rastros curiosos no Vale dos Dinossauros

Quem imagina que o aparecimento dos OVNIs na terra é um fato recente de um arco de centenas ou milhares de anos, pode estar equivocado. No Vale dos Dinossauros região oeste do Estado da Paraíba marcas produzidas por engenhos mecânicos estão presentes no mesmo pavimento rochoso onde existem pegadas de dinossauros e fósseis da mesma época.

Numa manhã de domingo percorrendo a caatinga em busca dos rastros de dinossauros como faço habitualmente desde o ano de 1972, deparei-me com marcas estranhas gravadas nas rochas. Ora se assemelham as marcas produzidas por veículo equipado com esteiras (tipo trator ou tanque de guerra), ora estão para os atuais pneus de veículos modernos. Foi um achado inusitado numa região onde todos imaginavam que existissem apenas rastros dos répteis pré-históricos – os dinossauros.

O Vale dos Dinossauros – PB com a extensão de 2.300 quilômetros quadrados abrange vários municípios do oeste da Paraíba. Nele são encontradas centenas de pegadas de dinossauros de todas as formas e tamanhos. Umas com poucos centímetros e outras que chegam a medir quase um metro de dentro adentro. De dinossauros terópodes (grupo dos carnívoros) e de saurópodes (dos herbívoros).

Conforme os paleontólogos que realizam pesquisas no oeste da Paraíba, toda a formação geológica do Grupo do Rio do Peixe, data do Cretáceo Inferior (de 110 a 120 milhões de anos atrás). Então, todas as pegadas de dinossauros e fósseis encontrados nestas rochas, são do Cretáceo Inferior.

Ora se as pegadas dos dinossauros são desse período geológico, é óbvio que os rastros dos equipamentos mecânicos são igualmente da mesma época, quando o terreno estava úmido e moldável.

Posteriormente percorrendo outras regiões encontrei rastros semelhantes. Um sertanejo que me viu fotografando o local se aproximou arriscando seu palpite: "Estes rastros são velhos. Meu avô contava que os conhecia desde tempo que ele era criança e me dizia que eram dos carros-de-boi do tempo que o Brasil foi descoberto."

Até aqui descobri esses rastros de equipamentos mecânicos em três municípios do oeste paraibano, mas creio que possam abranger um raio de centenas de quilômetros onde também estão as pegadas dos dinossauros nas rochas sedimentares cretáceas.


Luiz Carlos S Gomes

Imagine, Roberto Carlos e Gabriela

Isto ou aquilo.

Pense por você mesmo, ou alguém pensará por você.

Siga seus sonhos, ou gaste seu tempo e esforço a serviço de alguém que está sonhando.

Discipline-se, ou futuramente será disciplinado por outros.

Faça o melhor de que é possível, ou o destino futuro fugirá de suas mãos.

Viva com propósito e paixão, ou seus dias serão vazios.

Aprecie as boas coisas que você tem, ou somente dará valor após perdê-las.

Aja com coragem, ou será dominado pelo medo.

Dê o melhor de si, ou você nunca fará diferença!

Raimundo Fagner - Borbulhas de amor

As dez denúncias do psicanalista Adam Phillips

Um dos mais influentes psicanalistas da Inglaterra, autor de dez livros e editor da nova tradução da obra de Sigmund Freud (1856-1939), Adam Phillips, 48 anos, mais parece um profeta do que um homem da ciência. Pelo menos essa é a idéia que se tem depois de ler a entrevista que ele concedeu à revista Veja (12 de março de 2003, “Páginas amarelas”), da qual se extraíram as dez denúncias abaixo numeradas:


1. Hoje as pessoas têm mais medo de morrer do que no passado. Há uma preocupação desmedida com o envelhecimento, com acidentes e doenças. É como se o mundo pudesse existir sem essas coisas.

2. A idéia de uma vida boa foi substituída pela de uma vida a ser invejada.

3. Hoje todo mundo fala de sexo, mas ninguém diz nada interessante. É uma conversa estereotipada atrás da outra. Vemos exageros até com crianças, que aprendem danças sensuais e são expostas ao assunto muito cedo. Estamos cada vez mais infelizes e desesperados, com o estilo de vida que levamos.

4. Nos consultórios, qualquer tristeza é chamada de depressão.

5. As crianças entram na corrida pelo sucesso muito cedo e ficam sem tempo para sonhar.

6. No século 14, se as pessoas fossem perguntadas sobre o que queriam da vida, diriam que buscavam a salvação divina. Hoje a resposta é: “ser rico e famoso”. Existe uma espécie de culto que faz com que as pessoas não consigam enxergar o que realmente querem da vida.

7. Os pais criam limites que a cultura não sanciona. Por exemplo: alguns pais tentam controlar a dieta dos filhos, dizendo que é mais saudável comer verduras do que salgadinhos, enquanto as propagandas dão a mensagem diametralmente oposta. O mesmo pode ser dito em relação ao comportamento sexual dos adolescentes. Muitos pais procuram argumentar que é necessário ter um comportamento responsável enquanto a mídia diz que não há limites.

8. [Precisamos] instruir as crianças a interpretar a cultura em que vivemos, ensiná-las a ser críticas, mostrar que as propagandas não são ordens e devem ser analisadas.

9. Uma coisa precisa ficar clara de uma vez por todas: embora reclamem, as crianças dependem do controle dos adultos. Quando não têm esse controle, sentem-se completamente poderosas, mas ao mesmo tempo perdidas. Hoje há muitos pais com medo dos próprios filhos.

10. Ninguém deveria escolher a profissão de psicanalista para enriquecer. Os preços das sessões deveriam ser baixos e o serviço, acessível. Deve-se desconfiar de analistas caros. A psicanálise não pode ser medida pelo padrão consumista, do tipo “se um produto é caro, então é bom”. Todos precisam de um espaço para falar e refletir sobre sua vida.

Versículos do Dia

Tudo o que o SENHOR quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos. (Salmos 135:6)

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Romanos 11:36)

Polícia encontra burro forçado a voar de parasail na Rússia


A polícia russa informou nesta quinta-feira que encontrou o burro cujo voo de parasail (espécie de paraquedas rebocado por lancha) para uma campanha promocional escandalizou os defensores dos animais, e informou que, na realidade, se tratava de uma jumenta.

"Encontramos o burro, mais exatamente a jumenta", declarou um porta-voz da polícia de Krasnodar, que participou nas buscas.

"Ela se encontrava com seu proprietário. Os veterinários a examinaram e concluíram que o animal está clinicamente em boa saúde", acrescentou.

Os defensores dos animais se escandalizaram com a aterrissagem classificada de difícil do animal, mas o proprietário, um habitante da região, declarou não ver mal em ter feito a jumentinha voar.

Os russos que veraneavam na semana passada no povoado cossaco de Golubitskaia, às margens do mar Azov (sudoeste), ficaram consternados quando viram o suposto burro voar de parapente, preso por um cabo a um barco que o puxava para a água, informou a polícia na terça-feira (20).

Apavorado, o animal voou durante meia hora "antes de aterrissar na água e ser arrastado por vários metros", relatou o canal de televisão Russia Today.

O animal zurrava de medo, enquanto voava diante de uma multidão de veranistas reunidos na praia.

Segundo Larissa Tuchkova, porta-voz da polícia regional, o trote com o quadrúpede fazia parte de uma campanha de publicidade improvisada em uma praia particular. De acordo com a emissora Russia Today, os organizadores queriam promover um paraquedas especial.

A cena incomum chamou a atenção da polícia regional, que abriu uma investigação.

"O burro aterrissou de forma atroz: foi arrastado durante vários metros no mar antes de chegar, meio morto, à margem", noticiou o jornal local Taman.

Casal de amantes cai da janela enquanto fazia sexo na Alemanha

'Nós só estávamos brincando', afirmou a mulher.
Mas vizinhos relataram para a polícia que viram o casal fazendo sexo.

Um casal de amantes caiu da janela do apartamento enquanto mantinha relações sexuais na cidade de Lübeck, na Alemanha. O homem e a mulher que não tiveram os nomes divulgados caíram de uma altura de cinco metros, segundo reportagem do jornal alemão "Bild".

A mulher, que é casada, negou que estivesse mantendo relações sexuais, apesar de vizinhos relatarem para a polícia que viram o casal fazendo sexo. "Não estávamos fazendo sexo. Nós só estávamos brincando", afirmou a mulher para o jornal.

Com alguns ferimentos, os dois amantes foram levados para o mesmo hospital. Curiosamente, o marido da mulher também estava internado no hospital, recuperando-se de uma queda ocorrida alguns dias antes.


G1

Certos adoçantes artificiais podem aumentar o nível de açúcar no sangue

Parece ser senso comum que os alimentos com rótulo “sem açúcar” não teriam nenhum efeito sobre os níveis de açúcar no sangue. Mas isso nem sempre é verdade.

A maioria dos adoçantes artificiais – sacarina, aspartame e sucralose, por exemplo – oferece a doçura do açúcar, mas sem as calorias. Eles não contêm carboidratos e, portanto, não produzem nenhum efeito sobre o nível de açúcar no sangue. No entanto, esses adoçantes às vezes estão presentes em produtos “sem açúcar” como outro substituto de açúcar, os álcoois.

Os álcoois de açúcar recebem este nome de sua estrutura, que se parecem com um cruzamento entre uma molécula de álcool e açúcar, mas tecnicamente não são nenhum dois. Empresas acrescentam esses álcoois a cada vez mais produtos “sem açúcar”, como biscoitos, chicletes, balas e chocolate.

Para quem está tentando controlar o nível de açúcar no sangue, isso pode ser tornar a interpretação dos rótulos uma tarefa difícil. Embora os álcoois de açúcar forneçam menos calorias do que o açúcar comum – em geral cerca de 1,5 a 3 calorias por grama, em comparação a 4 calorias por grama de açúcar – eles ainda podem aumentar levemente o nível de açúcar no sangue.

De acordo com autoridades de saúde, uma forma de contabilizá-los é contar metade dos gramas de álcoois de açúcar num produto como carboidratos, já que aproximadamente metade do conteúdo de álcool de açúcar é de fato digerido.

Você pode identificar álcoois de açúcar numa lista de ingredientes buscando palavras que terminam em “ol”, como sorbitol, maltitol e xilitol. Em alimentos com rótulos de “sem açúcar” ou “sem adição de açúcar”, a quantidade exata de álcool de açúcar deve ser listada separadamente nas informações nutricionais.

Assim, o conselho dos especialistas é ler bem o rótulo.



Por Anahad O'Connor
The New York Times



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cinema nacional: A mulher invisível


Vi e recomendo. 'A Mulher Invisível', uma boa comédia romântica do diretor Claudio Torres (Redentor), com Selton Mello, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Maria Manoella e Fernanda Torres.

Pedro (Selton Mello) vê sua vida ruir ao ser abandonado pela esposa, Marina (Maria Luisa Mendonça). Sua crise emocional é secretamente testemunhada por Vitória (Maria Manoella), uma vizinha que sempre foi apaixonada por ele. Tímida, ela ouve tudo aquilo que se passa no apartamento ao lado através da parede da cozinha, mas não tem coragem de declarar seu amor. Após três meses de depressão e isolamento, quando o desespero já toma conta de Pedro, alguém bate à sua porta. É a mulher mais linda do mundo pedindo uma xícara de açúcar: Amanda (Luana Piovani), uma vizinha perfeita em todos os sentidos. Ele se apaixona por aquela mulher carinhosa, sensível, inteligente, uma amante ardente que gosta de futebol e não é ciumenta. Pedro, no entanto, tem dificuldade de apresentar a mulher da vida dele para Carlos (Vladimir Brichta), seu melhor amigo e companheiro de trabalho. Ela não aparece nos encontros, não tem celular e nunca ninguém a viu. Carlos segue secretamente o amigo e se confronta com a terrível verdade: Pedro está para se casar com uma mulher que não existe.

A comédia ainda conta com participações especiais de Maria Luiza Mendonça, Paulo Betti, Marcelo Adnet e Lúcio Mauro.

O filme estreou em 5 de junho nos cinemas de todo o Brasil.

Britânica é condenada por "batizar" com laxante mingau de marido infiel

Uma mulher que adicionou grandes quantidades de laxante ao mingau do marido infiel foi considerada culpada e cumprirá pena de 12 meses em liberdade condicional no Reino Unido.

Lynn Kelly, 54, tentou enganar John, 58, trocando sua mistura de proteína em pó por 12 saquinhos de laxante, depois que ele revelou estar tendo um caso extra-conjugal em março.

Nesta segunda-feira (19), ela disse à Justiça em Carlisle, no norte da Inglaterra, que queria dar uma lição ao marido quando ele estivesse na companhia da nova namorada.

Segundo os promotores, John, um fisiculturista que chegou a se qualificar para um campeonato mundial, havia revelado o caso à mulher com o objetivo de "humilhar" Lynn.

Eles disseram que a mulher agiu "em um estado de considerável estresse e raiva".

Entretanto, John, atualmente divorciado Lynn, desconfiou da troca porque achou que o mingau estava com um cheiro diferente.

Lynn admitiu ter agido com intenção de machucar, agredir ou irritar, mas insistiu que não pretendia causar nenhum "dano grave" ao parceiro.

Ao proferir a sentença, a juíza Barbara Forrester aceitou a argumentação da ré que, apesar de considerada culpada, poderá cumprir a pena em liberdade condicional pelo período de 12 meses.


Da BBC Brasil

Caminhos do frio. Na Paraíba festival gastronômico usa receitas com cachaça e rapadura


Isso mesmo, festival gastronômico reúne receitas que utilizam cachaça e rapadura!

Evento acontece durante 'Caminhos do Frio 2010' e reúne 15 estabelecimentos da cidade de Areia-PB.

Os Festivais Gastronômicos são sempre uma excelente oportunidade de se conhecer novos sabores. Este ano o 'Festival Gastronômico Civilização do Açúcar' acontece associado ao 'Caminhos do Frio 2010', na cidade de Areia, que estende sua programação até o dia 25, com a apresentação de 15 receitas, entre pratos, sobremesas e bebidas, de restaurantes, bares e panificadoras do município.

Em geral associados à Rota Cultural, o Festival se apresenta como mais uma deliciosa alternativa de diversão para quem pretende visitar a cidade no período. Todas as receitas foram elaboradas especialmente para o evento por um chefe de cozinha e utilizando como base ingredientes como a cachaça, rapadura e o mel de engenho.

"Todas as receitas apresentam um gostinho que remonta a cultura do tempo do ciclo da cana-de-açúcar. Areia-PB representa muito bem essa nossa história com a presença de engenhos de fogo vivo que o visitante também pode conferir de perto", afirma Regina Amorim, gestora do Projeto de Turismo do Sebrae Paraíba.

Para quem deseja unir a degustação de um dos pratos ao passeio a um engenho, uma das opções é ir até a Zona Rural da cidade e conhecer o Engenho Laranjeiras. O local integra o Festival Gastronômico com o prato Carne de Sol de Engenho que leva em sua preparação mel de engenho, pimenta e queijo de coalho. Já no Engenho Bujari o prato da vez é um doce que une os sabores da rapadura a jaca, fruta abundante na Região da Paraíba.

Já para quem aprecia a bebida mais tradicional da cultura Nordestina, alguns pratos levam em sua receita a cachaça. O prato 'Arroz de Bode à Sinhá Moça' possui em sua composição carne de bode flambada na bebida e acompanhamento de arroz regado com mel de engenho do tipo Baião de Dois. A Costela de Porco Banguê em receita preparada para o evento é regada ao molho de maracujá e cachaça com o complemento de bananas carameladas no mel.

Para os amantes do doce o Festival preparou delícias como a Tapioca na Neblina que leva rapadura aerada ao leite e banana no seu preparo, além da broa 'O Quebra' que é preparada com farinha de trigo, açúcar, fubá de milho, ovos, leite e banana com calda de rapadura com banana e cerejas.



Assessoria Sebrae

terça-feira, 20 de julho de 2010

Vozes da Seca - Quinteto Violado

Portinari - Criança Morta, 1944


Filme documentário "O Velho do Rio" será lançado sábado, 24, na UFCG - Sousa-PB


Os amantes e admiradores da sétima arte no sertão paraibano estão ansiosos para conferir a chegada de mais uma produção audiovisual sertaneja, trata-se do Velho do Rio, documentário do aparecidense Leonardo Alves que tem data de estréia marcada para o dia 24 de julho a partir das 20:00 no auditório da UFCG Campus de Sousa-PB.

O novo vídeo de Leonardo conta a história de amor e dedicação do poeta, cronista e escritor sousense Robson Marques ao Vale dos Dinossauros e conseqüentemente ao Rio do Peixe, o que lhe dá a cognominação de “Velho do Rio”

O curta metragem de 20min foi gravado no final do ano passado e editado recentemente com apoio do Fundo de Incentivo a Cultura Augusto dos Anjos do Governo do Estado da Paraíba.

A ficha técnica do vídeo tem nomes de peso no audiovisual paraibano a exemplo de João Carlos Beltrão responsável pela direção de fotografia e Lúcio César responsável pela edição e montagem. A trilha sonora é assinada pelo músico sousense Espedito Lopes e a produção executiva é de J. França. Toda essa equipe foi arregimentada por Leonardo Alves, para acompanhar o cotidiano de Robson Marques recheado de poesia, sentimentos e pertencimento ao Vale e ao Rio.

Além de Robson, o curta trás depoimentos emocionantes da sua esposa dona Creusa e de suas duas filhas, Renata e Roberta, que não escondem uma pitada de ciúme da quase exclusiva dedicação de Robson ao Vale dos Dinossauros.

O Diretor

Leonardo Alves é natural de Aparecida, formado em letras pela UFCG, produtor cultural e radialista titular do programa Bom dia Sertão da 104 FM de Sousa. É membro da Acauã Produções Culturais, ONG cultural da cidade de Aparecida-PB, onde iniciou a sua ligação e dedicação ao mundo das artes e da cultura.

Estreou no audiovisual em 2005 como assistente de direção do vídeo-documentário Memória Bendita de Laercio Filho. Em 2006 foi selecionado para o programa Revelando os Brasis do Ministério da Cultura e dirigiu o vídeo Manoel Inácio e a Música do Começo do Mundo. Em 2007 e 2008, fez curso de cinema na cidade de Fortaleza – CE e assistência de direção para o vídeo O Apóstolo do Sertão de Laercio Filho. Agora lança o seu segundo vídeo O Velho do Rio e coordena, atualmente, o curso de cinema e vídeo – a invenção do cinema – do primitivo ao digital, realizado na cidade de Aparecida-PB, com patrocínio do Programa BNB de Cultura.


Everton Rodrigues
950News

Borboletas também sangram


Borboletas também sangram
Aos suaves talhos de
Ágeis e ásperas plumas
Deslizando ao comando
De artistas celestiais
Na busca cruel e incessante
Da beleza plena

Borboletas também sangram e sofrem
Nos campos de batalhas
Nos lares, escritórios
E ao se verem preteridas
Postas de lado por exuberantes
Lagartas oportunistas
Ao tomarem o centro do jardim

Borboletas também sangram, sofrem e choram...
Mágoas perdidas em desencantos
De dias fúteis
Voam em rotas feridas
No atrito de violentas paixões marginais
E se esvaem em atmosfera densa e poluída
Onde entraram inocentes e desprevenidas

Borboletas também sangram, sofrem, choram e se
desesperam...
A chicotadas de línguas ferinas a tentar
Diminuir seu esplendor e leveza
E desaparecem em lembranças varridas
Ao canto mais escuro do quarto
Embaixo do velho tapete persa
Puído por desinformadas e vorazes traças

Borboletas sangram
Sofrem choram
E se desesperam

Mas nunca cansam de voar...



Bayard Tonelli

Engano faz muçulmanos rezarem em direção à África

Por um erro de cálculo, milhões de muçulmanos da Indonésia, a nação com a maior população islâmica do mundo, vinham sendo privados de seguir um dos preceitos básicos da religião.

Em vez de rezar em direção à cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita, eles estavam se voltando ao Quênia e à Somália, na África.

Após consultar cosmógrafos e astrônomos, o Conselho de Ulemás da Indonésia (CUI) -mais alto órgão islâmico do país- admitiu ter errado ao determinar, em março, que os fiéis indonésios direcionassem suas orações a oeste. Agora, orienta que mirem o noroeste.

No entanto, o porta-voz do grupo tentou tranquilizar os religiosos, ao explicar que a falha não havia impedido que Alá ouvisse as suas rezas. "Deus compreende que o homem cometa erros", disse Ma'ruf Amin.

Não é a primeira vez que ações do conselho ganham as manchetes.

Nos últimos meses, o órgão condenou a aplicação de vacinas contra a meningite no país, porque elas eram produzidas a partir de porcos -cujo consumo é proibido pelo islã.


Deu na Folha de S. Paulo