terça-feira, 25 de fevereiro de 2020



Momunento em homenagem a biblia


A temperatura na superfície de Plutão é de cerca de -229 ° C. Nessa temperatura, o oxigênio é uma substância sólida. As partes avermelhadas à esquerda são montanhas feitas quase inteiramente de gelo d'água. A grande área branca que cobre o restante da imagem é uma bacia preenchida com nitrogênio congelado. Chama-se Sputnik Planitia e os desenhos semelhantes a bolhas são padrões de convecção. Isso sugere que deve haver um oceano subterrâneo quente, provavelmente feito de água líquida, que está lentamente ressurgindo.

IG | @decifrandoastronomia

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Arte - Escultura


Há situações na vida em que desafiar o sistema não é apenas uma questão de escolha, é a única saída.

10 coisas que acontecerão em 2050

A história nada romântica por trás do beijo no fim da Segunda Guerra

Reproduzida como símbolo de amor e esperança, a verdadeira narrativa da cena é, no mínimo, decepcionante

Era 14 de agosto nos Estados Unidos quando multidões foram às ruas – bem mais efusivamente do que em maio, no caso dos Estados Unidos, assim como na China, Coreia e Austrália, inimigos mais afetados pelo Japão. Nesse dia, a célebre foto reproduzida acima foi tirada pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt na Times Square, em Nova York.

É certo que isso vai estragar muito de seu encanto, mas a história real da fotografia não é exatamente romântica.

O fervor na Times Square

Indo imediatamente para as ruas, Alfred Eisenstaedt começou a fotografar a felicidade das pessoas com o fim da guerra. Foi então que ele avistou o marinheiro George Mendonça, que comemorava com Rita, sua namorada e futura esposa. Acontece que George estava completamente bêbado, agarrando e beijando todas as mulheres que via: não importava se eram avós, robustas, magras ou desconhecidas.

"Nenhuma das fotos possíveis me agradou. Então, de repente, vi algo branco sendo agarrado. Eu me virei e cliquei no momento em que o marinheiro beijou a enfermeira", afirmou Eisenstaedt, fotógrafo responsável pela fotografia, em entrevista posterior.

Portanto, ao invés de retratar um casal apaixonado, a cena reproduz um dos muitos beijos roubados que homens deram em enfermeiras naquele dia. O fotógrafo registrou o momento exato em que George pulou sobre a enfermeira Greta Friedman para beijá-la.

“De repente, eu fui agarrada pelo marinheiro. Não era exatamente um beijo”, afirmou Greta em 2005, numa entrevista para o Veterans History Project. “Senti que ele era muito forte, e estava me segurando firme. Não tenho certeza sobre o beijo... era só alguém celebrando. Não era um evento romântico.”

Em uma das quatro fotos tiradas por Eisenstaedt, é possível ver Rita Mendonça sorrindo ao fundo. Despreocupada, ela parecia não se importar muito com a loucura do namorado, se atentando mais em celebrar o fim da Guerra.

Segundo a filha dos Mendonsa, Sharon Molleur, o marinheiro morreu no dia 17 de fevereiro de 2019, após uma queda em uma casa de repouso em Rhode Island, EUA. Ele tinha 95 anos. Já Greta faleceu em 2016, aos 92 anos de idade.

 
Simone Bitar
Aventuras na História

A Coca-Cola é o maior poluidor de plásticos do mundo.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Abertura do 35º Retiro católico de Pombal

Ser Gagá

Ser Gagá não é viver apenas nos idos do passado: é muito mais! É saber que todos os amigos já morreram e os que teimam em viver, são entrevados. É sorrir, interminavelmente, não por necessidade interior, mas porque a boca não fecha ou a dentadura é maior do que a arcada.
 
Ser Gagá é ficar pensando o dia inteiro em como seria bom ter trinta anos ou, vá lá, quarenta, ou mesmo, ó Deus, sessenta! É ficar olhando os brotinhos que passeiam, com o olhar esclerosado, numa inútil esperança. É ficar aposentado o dia inteiro, olhando no vazio, pensando em morrer logo, e sair subitamente, andando a meia hora que o separa dos cem metros da esquina, porque é preciso resistir. É dobrar o jornal encabulado, quando chega alguém jovem da família, mas ficar olhando, de soslaio, para os íntimos da coluna funerária. Ser Gagá é saber todos os mortos inscritos no Time, em Milestones. Não é saber o Who is who, mas os WHEN. É só pensar em comer, como na infância. E em certo dia passar fome as vinte e quatro horas, só de melancolia. É, na hora mais ativa do mais veloz Bang-Bang, descobrir, lá no terceiro plano, uni ator antigo, do cinema mudo, e sentir no peito a punhalada. É surpreender, subitamente, um olhar irônico que trocam dois brotinhos, que, no entanto, o ouvem seriamente. É querer aderir à bossa nova, falar “Sossega Leão” e morrer de vergonha ao perceber o fora. É não querer, não querer, mas cada dia ficar mais necessitado de amparo do que outrora. É ter estado em Paris, em 19. É descobrir, de repente, um buraco na roupa e dar graças a Deus, por ser na roupa.
Ser Gagá é sentir plenamente que tudo que se leu, que se aprendeu, que se viu e se viveu não vale nada diante do que estua. Ser Gagá é estar sempre na iminência de ouvir em plena rua: “Olha o tarado!” É ficar contente em ver Chaplin e Picasso como os “mais charmosos” de sessenta! É chamar de menina à quarentona. É ter uma esperança senil nos cientistas. É reparar, nos mais jovens, o imperceptível sinal de decadência. É ficar olhando o detalhe, nos amigos; a lentigem nas mãos, o cabelo que afina, a pele que vai desidratando. Ser Gagá é o orgulho vão de ainda ter cabelo e poucos brancos! A vaidade tola de não ter barriga; a felicidade de ter dentes próprios. E fazer grandes planos quinquenais que espantam os jovens que acham cinco anos a própria eternidade, mas que o Gagá sabe que voam como voaram tantos, tantos, tantos.
É se apegar, desesperadamente, pelo tremendo impulso da existência, aos filhos, aos netos e aos bisnetos, embora saiba que eles não o querem, que a convivência com eles é apenas parte e total do egoísmo vital que o enterra. É sentir que agora, outra vez, está bem de saúde. É sentir a saúde ocasional. É carregar o corpo o tempo todo. É sentir o caixão no próprio corpo. É saber que já não há quem tenha prazer em lhe acarinhar a pele. É já não ter prazer em passar a mão na própria pele. É esquecer de coisas importantes e lembrar, sem saber por que, um gosto, um calor, uma palavra há tempos esquecidos.
Ser Gagá é procurar com afã a importância do cargo para de novo ser solicitado, embora pelo cargo. É sentir que nada do que faça, espantoso que seja, terá a importância do feito de outro homem, nos inícios da vida. Ser Gagá é quando dormir tarde se torna uma loucura, resgatada em feroz resfriado que dura uma semana. É ter sabido francês, e esquecido. É já não jogar xadrez como outrora! É olhar o retrato amarelado e lembrar que fotógrafo usava magnésio. É dizer, como um feito, que ainda lê sem óculos. É ouvir que alguém diz, quando passa na rua: “inda está firme!” É ficar galante e baboseiro na terceira taça de champanha. É casar com uma mulher mais jovem e querer dar logo ao mundo a inegável prova de um filhinho.
Ser Gagá é, num esforço mortal, aceitar tudo que inventam, todas as ideias, as modas, a música, o ritmo de vida, mas não deixar de dizer numa ironia profunda e amargurada. “Eu não entendo”. É sentir de repente o isolamento. É ficar egoísta, e amedrontado. É não ter vez e nem misericórdia.
Ser Gagá é fogo. Ou melhor, é muito frio.


Millôr Fernandes

Albert Einstein tocando violino em 1930, nesta foto colorida por computador. Einstein chegou a afirmar que, se não fosse cientista, seria músico. O grande físico nutria um "caso de amor" com a música, de maneira que essa fazia parte do seu dia a dia.




A vida sempre foi um grande desafio!


Humor


sábado, 22 de fevereiro de 2020

Velho, não.
Entardecido, talvez.


Antigo, sim.

Me tornei antigo
porque a vida,
tantas vezes, se demorou .
E eu esperei
como o rio aguarda a cheia. 


Mia Couto

Existe uma coisa que uma longa existência me ensinou: toda a nossa ciência, comparada a realidade, é primitiva e inocente; e, portanto, é o que temos de mais valioso.

“Nós temos olhos que se abrem para dentro, esses que usamos para ver os sonhos."

Mia Couto