terça-feira, 14 de julho de 2020


Humor: na entrevista para o emprego

- Qual sua habilidade?
- Responder cálculos rapidamente.
- Quanto é 42 x 3 ÷ 2?
- 54
- Errou feio!
- Mas respondi rapidamente!

"Era tão azarado que,
se quisesse achar uma agulha no palheiro,
era só sentar-se nele".


Jô Soares

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos
Como um divino vinho de Falerno!
Poisando em ti o meu amor eterno
Como poisam as folhas sobre os lagos... 


Florbela Espanca

Frase

"As palavras fogem quando precisamos delas e sobram quando não pretendemos usá-las."


 Carlos Drummond de Andrade, no livro "O avesso das Coisas". Editora Record, 2007.

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.






Carlos Drummond de Andrade, no livro 'O corpo'. Companhia das Letras, 2015.

imagem: Carlos Drummond de Andrade, por Vicente Freitas

Curiosidade

A Nokia já foi uma fabricante de papel higiênico.
A Nokia é uma empresa finlandesa inaugurada em 1865 e até mais ou menos o início do século XX ela só produzia itens de papel.
Com o tempo, a Nokia foi mudando de ramo até chegar na produção de seus famosos celulares.

Fonte: Internet

domingo, 12 de julho de 2020

"Era tão azarado que, 
se quisesse achar uma agulha no palheiro,
 era só sentar-se nele".

Jô Soares

A lágrima

- Faça-me o obséquio de trazer reunidos
Cloreto de sódio, água e albumina...
Ah! Basta isto, porque isto é que origina
A lágrima de todos os vencidos!

-"A farmacologia e a medicina
Com a relatividade dos sentidos
Desconhecem os mil desconhecidos
Segredos dessa secreção divina"

- O farmacêutico me obtemperou. -
Vem-me então à lembrança o pai Yoyô
Na ânsia física da última eficácia...

E logo a lágrima em meus olhos cai.
Ah! Vale mais lembrar-me eu de meu Pai
Do que todas as drogas da farmácia! 


------------------
In "Augusto dos Anjos: Poesia e Prosa", de Zenir
Campos Reis, Ed. Ática, São Paulo, 1977.

Madrigal melancólico

O que eu adoro em ti
Não é a tua beleza
A beleza é em nós que existe
A beleza é um conceito
E a beleza é triste
Não é triste em si
Mas pelo que há nela
De fragilidade e incerteza

O que eu adoro em ti
Não é a tua inteligência
Não é o teu espírito sutil
Tão ágil e tão luminoso
Ave solta no céu matinal da montanha
Nem é a tua ciência
Do coração dos homens e das coisas.

O que eu adoro em ti
Não é a tua graça musical
Sucessiva e renovada a cada momento
Graça aérea como teu próprio momento
Graça que perturba e que satisfaz

O que eu adoro em ti
Não é a mãe que já perdi
E nem meu pai

O que eu adoro em tua natureza
Não é o profundo instinto matinal
Em teu flanco aberto como uma ferida
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.

O que adoro em ti lastima-me e consola-me:
O que eu adoro em ti é a vida!  


Manuel Bandeira

Tá difícil...


Humor: na entrevista para o emprego

- Qual sua habilidade?
- Responder cálculos rapidamente.
- Quanto é 42 x 3 ÷ 2?
- 54
- Errou feio!
- Mas respondi rapidamente!

Câmara Municipal de Cajazeiras quer adquirir 15 motos: uma para cada vereador

O presidente da Câmara Municipal Cajazeiras, vereador José Gonçalves de Albuquerque, o Delzinho da Arara (PSB) comunicou a realização de uma licitação para a aquisição de 15 motocicletas para atender aos gabinetes de todos os parlamentares.

Após adquirir um picape e uma motocicleta para a realização dos serviços da Casa Otacílio Jurema, Delzinho tomou gosto e pretende ampliar a frota. A licitação deverá ser publicada nos próximos dias.
 
 

O velho

Vocês não acreditam, mas também este cronista costuma ir ao Banco, e não só para pagar contas de luz, gás, telefone. Vai conversar com o Gerente - um gerente simpático, desses que não coçam a orelha quando a gente propõe uma reforma de título. Mas quem sou eu para pleitear tamanha mercê? Procuro o Gerente para conversar sobre amenidades, e ele me ouve com paciência e atenção. Até me conta coisas de seu filho, o Escritor. O Escritor tem três anos e escreve literalmente em todas as paredes da casa. Fareja livros com gravuras e sem gravuras e aprende coisas que eu, possivelmente, ignoro. A curiosidade intelectual do Escritor é insaciável. Assim fazemos do Banco, sem prejuízo dos interesses bancários (pois o Gerente é uma fera para trabalhar no meio das maiores apoquentações), um lugar de grato repouso.
Ontem o gerente estava tão assoberbado de clientes, papéis, telefonemas, recados, que não tive coragem de me aproximar. Fiquei à espera na poltrona, ao lado de dois rapazes que também esperavam. Esperavam e conversavam sobre política, inflação, Copa do Mundo.

– E como vai teu velho?
– Meu velho? Respondeu o outro. – Aquele vai sempre bem. Melhor do que eu, você e todo mundo.
– Qual a última dele?
– Não tem última. Todas são novas e contínuas. Aos sessent’anos – sessenta e lá vai fumaça – nada, corre, entra em pelada, monta, joga vôlei e só não rema porque não encontra companheiros com a mesma fibra, para disputar regata. Enquanto isso, fuma e bebe.
– E... no resto?
– No resto ele é ainda de goleada. Parece mentira, mas as mulheres adoram o Velho, e ele capricha para dar conta do serviço.
– Quantas vezes ele já casou?
– Perdi a conta. Quatro ou cinco, se não me engano. Ou seis. O extraordinário é que nenhuma das ex se queixa dele, todas que conheço continuaram suas amigas e, de um modo ou outro, dão a entender que o desempenho dele é cem por cento. Sabe de uma coisa?
– Sei. Você tem inveja dele.
– Tenho. Pra que mentir? Meu primeiro casamento não deu certo, o segundo menos ainda. Então desisti, agora sou free-lancer. Mas com o Velho é diferente. Todos os casamentos funcionaram.
– Então, por que acabaram?
– O Velho tem uma teoria que casamento não pode esfriar, vira rotina. Antes que isto aconteça, ele passa uma conversa manhosa na gatona – é especialista em gatonas – e o último episódio da novelinha é vivido sem choro nem briga. Um sábio.
– Um mestre.
– É como eu costumo chamá-lo. Ele responde que não tirou diploma e que todo mundo se for habilidoso, tira de letra. Tem dia que chego a me preocupar: “Mestre, olha essas coronárias!” Ele ri, não dá confiança em responder. “Mestre, não tem medo de negar fogo?” Aí então nem se dá ao trabalho de me olhar; faz que não ouviu. O Nuno, meu irmão mais velho – irmão de pai e mãe, do primeiro casamento -, fica besta de ver tanta resistência, e diz que o Velho não existe, que nosso pai é Energia Cósmica em pessoa.
– E teus outros irmãos?
– Os outros? Deixe ver... Somos quatorze irmãos, espalhados no mundo. Todos adoram o Velho, aliás o Nuno também. Falei quatorze, mas só Deus sabe quantos haverá por aí, desconhecidos da gente. Nem o Velho sabe.
– Algum de vocês puxou a ele na vitalidade?
– Uns fazem força, não creio que consigam. Esse negócio não comporta imitação. Ou bem que o cara nasceu com alegria de viver e gozar a vida, ou nasceu sem isso, e não tem vitamina que ajude. Claro que sempre há margem para performances individuais brilhantes, e o normal é a gente ser bem-sucedida – até certo ponto, o ponto X. Mas o Velho excede a marcação. Nunca vi ninguém tão identificado com o mundo, a mulher, as coisas agradáveis da vida. Sem contar vantagem – isso é importante. Não se vangloria de nada. Vive plenamente.
– Quer dizer que ele dá nó até em pingo d’água?
– Não faz outra coisa. Bem, vou indo. Nosso amigo Gerente ainda não se desvencilhou daquele cara, e eu prefiro voltar depois.
– Espera mais um pouco.
– Não posso. Tenho de ir a um batizado.
– Essa não!
– O Velho

Carlos Drummond de Andrade

Dez frases do famoso Diário de Anne Frank (Diary of a Young Girl, em inglês)

“Escrever um diário é uma experiência realmente estranha para alguém como eu. Não somente porque eu nunca tenha escrito algo antes, mas também porque tenho a impressão de que nada do que uma garota de 13 anos escreva irá interessar mais tarde para mim ou outras pessoas. Bom, não tem problema. Eu me sinto como uma escritora”.

“Como é maravilhoso que ninguém precise esperar um minuto sequer antes de começar a melhorar o mundo”.

“Eu sei o que eu quero, eu tenho um objetivo, uma opinião, eu tenho uma religião e tenho amor. Deixe-me ser eu mesmo e então eu estou satisfeito. Eu sei que eu sou uma mulher, uma mulher com força interior e muita coragem”.

“Nós não estamos autorizados a ter opinião. As pessoas podem dizer-lhe para manter a boca fechada, mas não podem impedi-lo de ter a sua própria opinião. Mesmo que as pessoas ainda sejam muito jovens, elas não devem ser impedidas de dizer o que pensam”.

“Mulheres deveriam ser respeitadas também! Falando de forma genérica, homens são estimados em todas as partes do mundo, então por que as mulheres não podem ter sua quota? Os soldados e heróis de guerra são homenageados e celebrados, os exploradores ganham fama imortal, mártires são reverenciados, mas quantas pessoas olham as mulheres também como guerreiras?”.

“Todo mundo tem um pedaço de boas notícias dentro de si. A boa notícia é que você não sabe quão bom pode ser! Quanto amor pode ter! O que você pode realizar! Quanto potencial tem!”.

“É difícil em tempos como estes: ideais, sonhos e esperanças permanecerem dentro de nós, sendo esmagados pela dura realidade. É um milagre eu não ter abandonado todos os meus ideais, eles parecem tão absurdos e impraticáveis. No entanto, eu me apego a eles, porque eu ainda acredito, apesar de tudo, que as pessoas são realmente boas de coração”.

“O que é feito não pode ser desfeito, mas podemos prevenir que aconteça novamente”.

“Eu não penso sobre toda a miséria, mas sobre a beleza que ainda permanece”.

“Quem está feliz vai fazer os outros felizes também”.

sábado, 11 de julho de 2020


Stanislaw Ponte Preta

Stanislaw Ponte Preta:
O humor como arma crítica nas crônicas de Sérgio Porto

Geder Luis Parzianello, professor Associado da Universidade Federal do Pampa.

Palavras-chave: crônica, jornalismo, Ponte Preta, ditadura, Rio de Janeiro.

O jornalismo carioca conheceu um dos mais expressivos cronistas brasileiros nos anos 60 do século XX.

Criada pelo jornalista Sergio Porto, a figura de Stanislaw Ponte Preta encarnou o deboche sobre a vida política brasileira, ridicularizou funcionários públicos da época e se tornou a representação do sentimento nacional dos que se opunham aos militares.

Em certa medida, a crítica bem humorada de Sergio Porto pode encontrar marcas de atualidade ainda hoje, haja vista sua aguda sátira contra a corrupção, o autoritarismo e os projetos de desenvolvimento para o País, mas, é um tanto difícil que se consiga encontrar no jornalismo contemporâneo um cronista equivalente à influência e talento que teve este grande jornalista.

É possível que o fato de ter sido carioca tenha contribuído para que Porto reunisse as condições de requebrar nas palavras com um tema tão delicado, sobretudo, em um país prestes a mergulhar em uma ditadura militar e mesmo ao longo dela.

Quem viveu os anos 60 do jornalismo brasileiro deve lembrar o Febeapá – Festival de besteira que assola o país, criado pelo cronista como imagem simbólica do período da ditadura militar. E mesmo quem não viveu esta experiência como leitor tão de perto pode ainda buscar conhecê-la.  

Ponte Preta criou o Samba do crioulo doido, um retrato afetivo da sociedade marginalizada que tentava reproduzir o discurso da elite. Havia também a Tia Zulmira, que representava a racionalidade e que alertava que o Brasil estava "caindo no perigoso terreno da galhofa”.

Stanislaw nos deixou no imaginário da época uma imagem colorida do significado do golpe militar de 1964, através dos recursos humorísticos e soube sintetizar muito na famosa frase: "E foi proclamada a escravidão" (MORAES, 2003).  Suas crônicas foram reunidas também em livro, acompanhadas de ilustrações, muitas vezes de Jaguar, cujo traço é expressivamente característico e viraram uma verdadeira febre nacional entre os leitores. Fortuna e Ziraldo também colaboraram.

Com Jaguar, Porto tinha uma amizade e uma cumplicidade ideológica. Talvez por isso seja o ilustrador mais frequente no trabalho do cronista.

O jornalista Sergio Porto foi crítico de cinema no Jornal do Povo, cronista esportivo e repórter policial. Atuou em dezenas de jornais, em revistas como O Cruzeiro e Manchete e em emissoras de rádio. Chegou a trabalhar fazendo paródias nas primeiras emissoras de televisão do Brasil, entre elas a TV Tupi, a TV Excelsior, a TV Rio e a TV Globo. Fez contribuições em roteiros para cinema e teatro. Morreu em 1968, época em que trabalhava no jornal Última Hora. Mas foi lá atrás, em 1951, quando ainda estava no Diário Carioca, que criou a personagem que marcou sua carreira e lhe deu projeção nacional.

E isso demonstra o potencial produtivo do jornalista, que fez de Stanislaw um dos intelectuais mais presentes em diversos meios de comunicação do Brasil. A linguagem era sempre levemente adaptada para cada meio, mas sem perder a identidade da personagem e o mesmo tom de sátira e bom humor.

Como imagem satírica do governo militar escreveu:

O coronel brigou com o major porque um cachorro de propriedade do primeiro conjugava o verbo defecar bem no meio da portaria do edifício de onde o segundo era síndico. Por causa do que o cachorro fez, foi aberto um IPM de cachorro. King – este era o nome do cachorro corrupto – cumpriu todas as exigências de um IPM. Seu depoimento na Auditoria foi muito legal. Ele declarou que au-au-au-au. (Febeapá 1, p.25) 

O trabalho de jornalistas como o de Sergio Porto empresta ao jornalismo um caráter de repositório da memória da vida pública e privada de uma época. Nenhum outro documento talvez tenha tanta vida e representatividade. As esperanças frustradas, a crise política, os desmandos do poder, o projeto de modernização do País, etc., tudo tratado na aguda forma de dizer e ilustrar.

Não é exagero afirmar que Stanislaw Ponte Preta fez escola. Com esta personagem, Porto recuperou e reinventou a crônica humorística de cunho político e da crítica dos costumes. O nonsense, a piada pronta, o senso de oportunidade dos fatos que soam ridículos, cada elemento da vida social e política o inspirava. Suas crônicas funcionavam como uma anti-máscara da ditadura militar, da improdutividade do setor público, da lentidão dos serviços e da fragilidade do poder político.

Na representação bem humorada dos trabalhadores, a crítica afiada contra os ideais da esquerda e da direita. Para a esquerda, a classe trabalhadora, organizada e consciente, aliada à burguesia nacional, setor mais progressista da sociedade, estaria prestes a fazer uma "revolução". Para a direita, a classe trabalhadora estaria sendo manipulada pelos grupos radicais formados por comunistas (HOLANDA, 1984).

Stanislaw  busca conscientizar o seu público leitor diante da utopia que tem de ajudar a instituir a democracia no país. Cita discursos, fatos concretos, práticas efetivas e sempre muito próximas do leitor, como resume Moraes (2003), lembrando que no texto do cronista não existem abstrações nem discussões conceituais. Com um tom agressivo, por isso satírico, dirigido aos poderosos, aos militares, ainda assim ele representa as fraquezas ou vícios dos dominados: e fala da corrupção, da delação, do oportunismo, da alienação política, enfim, do autoritarismo socialmente implantado na sociedade civil.

Dislaine Moraes, em sua tese na USP, resume a crônica "O Marechal e o Bêbado" que incorpora uma figura central da memória militar, a do Marechal Deodoro, e a rebaixa, por meio da história de um bêbado que vivia à sombra da estátua, em uma praça do mesmo nome. O bêbado, único no local a respeitar a imagem do Marechal Deodoro, é ridicularizado pelos frequentadores da praça. O bêbado é levado por alguns torcedores para assistir a um jogo de futebol. Na volta, muito mais alcoolizado, conversa com a estátua como se fosse o próprio Marechal Deodoro, manifestando um abuso de intimidade. Um policial chega e dá voz de prisão ao bêbado. Este, por sua vez, confunde-o com a figura do Marechal representada na estátua. A passagem é plena de irreverência aos signos do poder:

Autorizado pela condição de pária social, bêbado, louco, desatinado, o bêbado explicita pela confusão que ele produz a apropriação que os militares fizeram da imagem histórica do Marechal:

“Sentindo-se protegido, o bêbado da Praça Marechal Deodoro, Maceió (AL), folgou mais pouquinha coisa, obrigando os ponderados a chamar a Polícia. Não demorou muito, veio um cavalariano, e o soldado, para assustar "aquele pau-d’água estrangeiro", atiçou o cavalo pra cima dele.

O bêbado nem se assustou, apenas olhou para o cavalo e, ao vê-lo, deu um sorriso de satisfação. Olhou para cima e gritou pro soldado.

– Ó Deodoro, você também veio, esse menino? Olhe... perdemos de dois a zero. (Febeapá 2, p.136)

E Sergio Porto, nascido a 11 de janeiro de 1923 e falecido em 30 de setembro de 1968 foi também compositor brasileiro. Conta-se que certa feita encontrou Cartola, cantor, compositor, e violonista brasileiro, na época, ainda não famoso e lavando carros. Desgostoso com a situação, ele teria tirado Cartola do ofício de lavador e o levado ao meio musical. Sem as mãos de Sergio Porto, talvez Cartola não tivesse se tornado um dos maiores compositores brasileiros, autor de sucessos como As Rosas não Falam e O Mundo é um Moinho.



FEBEAPÁ1 (Primeiro Festival de Besteira Que Assola o País), Editora do Autor, 1966.
FEBEAPÁ2 (Segundo Festival de Besteira Que Assola o País), Editora Sabiá, 1967.
HOLLANDA, H. B. de, GONÇALVES, M. A. Cultura e participação política nos anos 60. São Paulo: Brasiliense, 1984.
MORAES, D. Z. O trem tá atrasado ou já passou: sátira e as formas do cômico em Stanislaw Ponte Preta. São Paulo, 2003. Tese (Doutoramento) – FFLCH, Depto. de Letras Clássicas e Vernáculas, USP. 

A vida podia ser apenas estar sentado na erva, segurar um malmequer e não lhe arrancar as pétalas, por serem já sabidas as respostas, ou por serem estas de tão pouca importância que descobri-las não valeria a vida de uma flor.

José Saramago in Memorial do Convento