quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ok Go

"O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário".


Albert Einstein

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A inconstitucionalidade da lei eleitoral na exigência de dois documentos para votar


Este ano, especialmente para as eleições 2010, a legislação eleitoral pátria, no que tange aos critérios estabelecidos para a identificação do eleitor na sessão eleitoral, trouxe em suas normas a exigibilidade de apresentação de, além do titulo de eleitor, mais um documento oficial com foto.

A medida que, numa primeira análise, traz em sua gênese a concepção de procurar dificultar ou mesmo restringir consideravelmente a fraude quanto a identidade do eleitor, resvala perigosamente na barreira intransponível da inconstitucionalidade da referida lei porquanto representa, indubitavelmente, um óbice ao sagrada e consagrado direito a cidadania e ao livre sufrágio universal, sustentáculo basilar da Carta Magna de 1988.

É Certo que, se de um lado a lei eleitoral busca clareza e certeza da pessoa do eleitor e daquele que está votando, por outro lado não há como omitir que a lei com essa exigência normativa vai frontalmente de encontro a uma dura e inegável realidade social que atinge o nosso povo nas suas camadas mais carentes. Vivemos num país onde milhões de brasileiros sequer têm documento de identidade, embora, às vezes, por conveniência política de alguns agentes, possuam titulo de eleitor. Se o Brasil desponta para os ares de uma nação economicamente crescente, não podemos reconhecer que ainda engatinha quando o assunto é a qualidade e qualificação dessa economia interna e externa, que ainda dá passos muito tímidos em direção a questão educacional de nossa gente brasileira e do nosso povo.

A nação que juntamente com a Índia surge emergente ainda detém considerável percentual de analfabetos. O número é muito maior quando destacamos o índice de analfabetos funcionais.

Não se pode ser uma nação pujante, consolidada e com democrata distribuição de renda e conhecimento apenas por determinação de algum decreto ou lei.

É nesse cenário que a legislação eleitoral navega. Nas desigualdades geográficas, políticas e econômicas desse imenso Brasil.

A exigência da apresentação de um documento oficial com foto (identidade, carteira de motorista, reservista, etc) além do titulo de eleitor, neste momento, representa mais um obstáculo a ser enfrentado por uma enorme parcela de brasileiros que sequer tem documento de identidade. E não nos parece viável o enfrentamento de uma questão social e educacional com uma outra flagrante situação vexatória de dificuldade para o salutar exercício da cidadania, cuja expressão maior é o voto do cidadão.

Além disso, mais uma questão aflora ao tema e deve ser cuidadosamente respeitada pela lei na razoabilidade e ponderação com as questões econômicas, educacionais, políticas e até culturais. A despeito disso, apenas para nos determos a um exemplo, não podemos esquecer a relação e a crença cultural de muitas civilizações indígena que não se permitem fotografar mesmo já estando incorporada a convivência com o homem branco. Para estes povo, a fotografia lhe rouba o espírito, a essência, a sua mais íntima relação com consigo mesmo. E sem o documento com foto estes brasileiros, para a lei, não podem exercer a sua cidadania, o que representa uma violação aos próprios direitos humanos e aos princípios mais elementares de um Estado democrático de direito. A restrição a cidadania de um único cidadão representa um atentado a cidadania de todos.

É preciso pois, analisar os aspectos da lei com muito calma para se evitar o conflito entre o espírito da norma com o espírito de uma civilização brasileira na mais pura concepção da palavra.


Ao que me parece, a louvável perseguição a fraude eleitoral passa, obrigatoriamente, pela transformação do homem, de seus valores e princípios, e não pela mudança da lei isoladamente.

Nesta quinta-feira, 30, o Supremo Tribunal Federal se posicionará decisivamente a respeito dessa matéria. A relatora do processo, Ministra Ellen Gracie votou pela não exigibilidade do documento com foto, o que foi seguido pelos Ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Ares Brito. A sessão foi suspensa por pedido de vistas (mais tempo para análise) do Ministro Gilmar Mendes que promete trazer os autos na sessão desta quinta.


Teófilo Júnior

Marina Peixoto

Aniversariou no último dia 20 de setembro em Campina Grande-PB a graciona Marina Peixoto, filha de Alberto e Marleide, prima do meu pequeno Yan.

A festinha de seus quatro anos aconteceu na escolinha e contou com a participação dos amiguinhos da princesa.

Pela ornamentação da festa, com certeza ela deve ter ganho a boneca da hello kitty.

A Marina os nossos parabéns!

Resultado da última enquete

Perguntamos aos nossos internautas:
Você é doador de órgão ou técido? 25 pessoas responderam a enquete:
17 disseram que são doares.
05 Não são doadores
03 Não decidiram ainda
Já temos uma nova enquete. VOTE!

Ver o lado bom do outro

Meu personal trainer é um jovem alto, com músculos definidos, pele bronzeada e um rosto encantador. Um dia, ele conheceu uma moça franzina, de fala suave e tímida. Inicialmente não viu nela o que pudesse despertar seu interesse. Durante a convivência na faculdade de Educação Física, no entanto, foi descobrindo o quanto a colega era brilhante, cheia de idéias surpreendentes, coisas que, para ele, pareciam muito compensatórias. Foram convivendo e, com o passar dos anos, perceberam que havia muito mais em comum do que pudesse supor. Casaram-se há dois anos e mantêm um casamento feliz, no qual sabem respeitar as diferenças e valorizar os pontos positivos do outro.

A vida é muito mais fácil de ser vivida quando escolhemos olhar as coisas e as pessoas pelo seu lado bom. É um exercício que, se for praticado diariamente, vai ajudar você a tirar proveito da relação a dois e das situações cotidianas.

Assim como as mulheres belas e os homens sedutores têm um lado feio – podem ser egocêntricos, cansativos, pouco comprometidos -, as pessoas feias, ou aparentemente desinteressantes, podem ter aspectos maravilhosos da sua personalidade, basta procurar.

Para descobrir o lado bom do outro, sugiro duas coisas fundamentais. Em primeiro lugar, é preciso dar chance ao parceiro para que ele se mostre, revele quem é de fato. Em seguida, faça como o meu personal trainer: elogie cada ponto positivo da personalidade do parceiro. Isso funciona como uma injeção de ânimo para que ele continue dando o melhor de si.


Anna Saslow


Paulinho Nogueira - Menina

Vai alta


Vai alta no céu a lua da Primavera
Penso em ti e dentro de mim estou completo.

Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.
Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz..

Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,
E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.
Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,
Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,
Isso será uma alegria e uma verdade para mim.



Alberto Caeiro é um dos mais populares heterônimos de Fernando Pessoa

Veja o que é permitido ou proibido nas eleições 2010.

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE FAZER ANTES DAS ELEIÇÕES

Antes das eleições

A propaganda eleitoral é permitida a partir de 6 de julho de 2010 até as vésperas das eleições.

Desde 48 horas antes até 24 horas depois da eleição é proibida qualquer propaganda política no rádio ou na televisão incluídos, entre outros, as rádios comunitárias e os canais de televisão que operam em UHF, VHF e por assinatura –, e, ainda, a realização de comícios ou reuniões públicas. Como deve ser a propaganda

Eleição majoritária - Deve conter as legendas de todos os partidos da coligação.

Eleição proporcional - cada partido usará apenas sua legenda sob o nome da coligação.

Executivo e senador - deve conter também o nome do candidato a vice e a suplente, em tamanho não inferior a 10% do nome do titular.

Pode

- Nas fachadas das sedes e dependências dos partidos e coligações;

- Usar alto-falantes ou amplificadores de som nas sedes ou em veículos (das 8h até as 22h);

- Distribuir material de divulgação institucional, desde que não traga o nome, número de candidato e o cargo em disputa.

Utilizar sonorização fixa e trio elétrico durante os comícios. Desde que respeite o horário compreendido entre as 8h e as 24h.

Distribuir material gráfico, fazer caminhadas, carreatas ou utlizar carro de som que transite pelas ruas das cidades divulgando jingles ou mensagens de candidatos. A regra vale até as 22h do dia que antecede a eleição (sábado, dia 02).

Colocar cavaletes, bonecos do candidato, cartazes, mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas —desde que possam ser retirados e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos. A propaganda também não pode ultrapassar 4m².

Em bens particulares (como casas) é permitido fixar faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscrições, desde que não ultrapassem o tamanho de 4m² e não contrariem a legislação eleitoral.

Distribuir de folhetos, santinhos e outros impressos. No entanto, o material deve ser editado sob a responsabilidade do partido político, da coligação ou do candidato. Também é preciso ter o CNPJ ou CFP do responsável pela confecção do material, de quem o contratou e a respectiva tiragem.


Na internet, no site do candidato ou do partido e coligação desde que o endereço eletrônico seja comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado em provedor de serviço de internet estabelecido no Brasil.

E-mail, blogs, redes sociais (como Facebook, Orkut e Twitter), sites de mensagens instantâneas, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa.

Não Pode

Alto-falantes ou amplificadores de som a menos de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, das sedes dos órgãos judiciais, dos quartéis e de outros estabelecimentos militares; dos hospitais e casas de saúde; das escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros (quando em funcionamento).

Confecção, utilização, distribuição por comitê de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor.

Showmício com artistas.

Nos bens do poder público e nos de uso comum, como postes de iluminação pública e semáforos, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus, é proibida a veiculação de propaganda de qualquer tipo. O candidato notificado tem prazo de 48 horas para removê-la e restaurar o bem, sob pena de multa no valor de R$ 2.000 a R$ 8.000. Também não pode fazer propagandas em cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, estádios, ainda que privados.

Outdoors, sujeitando à imediata retirada da propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.

Propaganda paga na internet, em sites de pessoas jurídicas e de órgãos governamentais, tem multa prevista de R$ 5.000 a R$ 30.000.


O QUE PODE E O QUE NÃO PODE FAZER NO DIA DAS ELEIÇÕES

Pode

A manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches e adesivos.

Aos fiscais dos partidos que participarem dos trabalhos de votação, só é permitido mostrar o nome e a sigla do partido político ou coligação no crachá. É proibido o uso de bonés ou camisetas com propaganda do candidato.

Não Pode

Até o término do horário de votação, a aglomeração de pessoas usando camisetas, bonés do partido ou instrumentos de propaganda descritos acima, de modo a caracterizar manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos.

No recinto das seções eleitorais e juntas apuradoras, é proibido aos servidores da Justiça Eleitoral e aos mesários o uso de bonés, camisetas ou objeto que contenha qualquer propaganda de partido político, de coligação ou de candidato.

O uso, na propaganda eleitoral, de símbolos, frases ou imagens, associadas ou semelhantes às empregadas por órgão de governo, empresa pública ou sociedade de economia mista. Crime punível com detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de R$ 10.641 a R$ 21.282.

Depende

Bebida alcoólica – A adoção da Lei Seca depende de cada Estado que impede a venda de bebidas alcoólicas. A decisão é comunicada pela Secretaria de Segurança Pública.

Crimes Puníveis

A seguir, todos são crimes puníveis com detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.

1. Alto-falantes e amplificadores de som, comício ou carreata;

2. Recrutar eleitores e fazer boca de urna;

3. Divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Hora do recreio

Prefeitinho ordinário


O prefeito de uma cidadezinha do Rio Grande do Sul foi à Nova Iorque, a convite de alguns amigos influentes e, ao descer do avião, deparou-se com algumas faixas que diziam: "Wellcome Alencar".
O prefeito não gostou da atitude dos americanos:
- Esses caras devem estar pensando que eu sou veado!
Então, para mostrar que eles estavam enganados, o prefeito convidou-os para vir até a sua cidade. Lá chegando, eles encontraram faixas por todos os lados, com os seguintes dizeres: "Alencar come Well".

Cinto de segurança

Bingo de mulheres no Espirito Santo

Duas cartelas de bingo por R$ 5,00. O prêmio: uma mulher. O esquema funcionava em uma casa de prostituíção fechada pela polícia em Vila Velha, no Espírito Santo.

Os clientes compravam as cartelas e o vencedor ganhava um programa com uma das mulheres da casa, na Avenida Luziano das Nevez.

Um casal, responsável pela casa, foi preso, além de um homem, que foi detido por porte ilegal de arma.

- É uma inovação para uma casa de prostituição. É uma depravação. É fazer com que a pessoa se torne quase uma escrava - diz o delegado Alexandre de Toledo, responsável pelas prisões.


O Globo

Ex-ministra comenta lapso ao confundir "felação" com "inflação"

PARIS, 27 Set 2010 (AFP) -A ex-ministra francesa da Justiça Rachida Dati comentou nesta segunda-feira com senso de humor o lapso de domingo, quando ao participar em um programa de televisão confundiu as palavras "felação" e "inflação", o que atribuiu ao fato de falar rápido demais.

"Só percebi depois. Claro que quando se escuta bem, apenas falei muito rápido, mas bem, fez todo mundo rir", afirmou a eurodeputada de direita em uma entrevista à rádio RTL.

Convidada no domingo a um programa de televisão do Canal+, a ex-ministra da Justiça do governo do presidente Nicolas Sarkozy falava sobre os fundos de investimentos estrangeiros quando cometeu a falha.

"Quando vejo que alguns pedem uma rentabilidade de 20 ou 25% com uma felação quase nula...", disse a ex-ministra, que foi muito ligada a Sarkozy durante boa parte da carreira política do presidente.

Ao comentar a confusão na rede social Facebook, a eurodeputada conservadora francesa considerou "lamentável que esta seja a única mensagem política destacada" de sua participação no programa.

Dati, que também é prefeita do VII distrito de Paris, se tornou nos últimos anos uma personagem das revistas de fofoca por seu gosto por luxo e pelos boatos sobre a identidade do pai de sua filha Zohra, que nunca foi revelada.


AFP

domingo, 26 de setembro de 2010

Charge

Somos diferentes


Pais e filhos idealizam o aconchego da semelhança, mas é preciso aprender que diferença não é desigualdade

Mães e filhas são sempre muito parecidas como peixes e seus filhotes: eu e minha filha, por exemplo. Só que ela é mais bonita e desenha melhor que eu. Talvez continuemos cada vez mais iguais, sobretudo se pensarmos nas nossas coincidências astrológicas e confiarmos na evolução dos mesmos gostos pelo desenho, pelos livros, por ficar em casa em plena vida contemplativa.

Porém, toda regra só é regra porque existem as exceções. O igual só é igual porque existe o diferente. E vice-versa. Sobre o futuro das semelhanças nunca é possível fazer muitas apostas. No caso dos pais de filhos pequenos, tem-se pela frente a adolescência - que modifica, em geral, toda a vida de uma pessoa. Este tempo trará a força das diferenças que devem ser elaboradas, sobretudo no que se refere ao comportamento, à moral, à sexualidade. O que ainda não conhecemos dos nossos filhos - a diferença - deverá ser o novo encanto do nosso encontro.

Não podemos sustentar que o futuro de nossos filhos seja a nossa continuação. O futuro que esperamos para eles precisa ter o nome da diferença entre o que somos e o que eles serão. A diferença sempre se elabora no tempo. As mães mais típicas esperam que a vida de suas filhas seja melhor: que sejam mais bonitas, tenham o sucesso, realização profissional, que estabeleçam relações matrimoniais mais justas, sejam felizes no amor, que possam escolher e decidir sobre seus destinos. Querem que as filhas sejam mais felizes. Mas devem saber que isso implica mudanças no modo de vida que conheceram. Que terão de aprender a olhar para outro mundo. Mas, no fundo, o que desejamos é ser iguais.

Ao contemplar imagens de famílias animais, muitas vezes temos a sensação de que com os humanos ocorre o mesmo mimestismo da natureza. Esse sentimento toca principalmente mães e crianças, pois é entre mães e seus filhos que o desejo de unidade é corpóreo e primitivo. A mãe, no seu sentido mais comum, é aquela que quer aconchegar. Por isso ela dá alimento, colo e carinho. A mãe é corpo. Ela é a primeira manifestação do mimetismo humano, o da proximidade sem a qual não nos tornamos pessoas capazes de uma vida boa e justa.

Temos a sensação muito agradável que uma girafa e a girafinha, a ursa e seu ursinho, a vaca e seu bezerro correspondem a um ideal humano. Lembremos o filme sobre o pingüim imperador, cuja abordagem humanizava os animais. Os pingüins não sabiam nada sobre "ser ou não ser" humanos, mas os humanos sentem um radical desejo de projetar na natureza seus sentimentos. O filme, na visão do diretor, mostrava como queríamos ser como os pingüins. Estes eram como familiares. O que ele esqueceu de dizer é que projetamos na natureza o desejo de continuarmos participando dela e que ela seja o nosso verdadeiro ideal. O nosso desejo de ser igual ao outro, à natureza, equivale a querer o colo da nossa mãe.

A capacidade de nos tornarmos iguais nos move. O segundo mimestismo humano é evidente na moda, ideais e princípios que compartilhamos. A democracia é o nome político do mimestismo. É uma vontade de proteção, mas também de mistura, que adquirimos no colo da mãe. Mas é preciso atingir o respeito à diferença e entender que ela não é desigualdade no sentido político dos direitos. Depois do colo, todo mundo aprende a andar sozinho. O colo vira uma lembrança que queremos atualizar com amigos e amores, mas também com a nossa profissão, nossos projetos. A gente acaba sempre em busca do paraíso perdido que era o colo da nossa mãe.


Marcia Tiburi

Tramitam na Câmara 40 propostas de emenda à Constituição para tornar o voto facultativo


A redução do número de eleitores de 16 e 17 anos troxe à tona o debate sobre a obrigatoriedade do voto.

Pela primeira vez em uma eleição presidencial desde 1998, houve redução dos eleitores de 16 e 17 anos - cujo voto é facultativo. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados em 20 de julho mostram que houve queda de 7% dessa parcela do eleitorado (2,39 milhões) em comparação com 2006 (2,56 milhões).

Para tentar estender essa possibilidade para os demais eleitores, tramitam na Câmara atualmente cerca de 40 propostas de emenda à Constituição (PECs) para tornar o voto facultativo. Como hoje o voto é obrigatório, as próximas eleições, em outubro, poderão contar com a participação de 135,8 milhões de eleitores.

Segundo o TSE, houve um aumento de 7,8% no eleitorado nacional em relação a 2006, quando havia 125,9 milhões de eleitores. Em 2006, cerca de 73% dos eleitores (74,9 milhões de pessoas) votaram em algum candidato. O restante (37%) votou nulo, em branco ou se absteve. O cargo que obteve menor votação foi o de senador (64% dos votos foram válidos).

Fim da obrigatoriedade

A mais antiga proposta de emenda à Constituição que trata do voto facultativo é a PEC 190/94, do ex-deputado Pedro Irujo, que extingue a obrigatoriedade de votação, mas mantém a do alistamento eleitoral para maiores de 18 anos. A matéria ainda aguarda a criação de comissão especial (primeiro passo da tramitação).

Há ainda dois projetos de decreto legislativo (PDCs) que dispõem sobre a realização de plebiscito para decidir sobre o fim da obrigatoriedade do voto.

Para o deputado Magela (PT-DF), autor da PEC 79/99 (apensada à PEC 190/94) e de um PDC (384/07) sobre o tema, o Brasil está preparado para adotar o voto facultativo. "Já temos uma democracia absolutamente consolidada, temos uma situação já de crescimento político", afirmou.

Segundo ele, a votação livre é um aprimoramento da democracia adotado pelos países mais avançados e amadurecidos. Magela também disse que os países em que há o voto obrigatório têm uma tradição de regimes autoritários.

Mudança de opinião

Na Constituinte e na revisão constitucional, o deputado José Genoíno (PT-SP) apoiou o voto facultativo. Hoje, porém, ele é a favor da obrigatoriedade do voto. Segundo o deputado, quando o cidadão vota, estabelece uma relação pública com o Estado, com as políticas públicas e com a fiscalização.

"O voto facultativo não politiza, não organiza e não fortalece a democracia", disse o parlamentar petista. Ele também criticou a suposta maturidade dos países que adotam o voto facultativo. "O absenteísmo não é sinônimo de maturidade na minha opinião", argumenta Genoíno.

O deputado Antônio Carlos Pannuzio (PSDB-SP) acredita que a plenitude do direito ao voto se dá com a escolha em poder ou não participar do processo eleitoral. "Tínhamos que passar pelo processo da unversalização do direito ao voto. Depois desse patamar precisamos ampliá-lo, ou seja, exerce o direito quem quer", afirmou.

Na opinião do deputado Chico Alencar (Psol-RJ), o voto facultativo ainda não deveria ser adotado no País. "No contexto atual, liberar o voto significa estimular o desinteresse e a desmotivação política. Precisamos de uma cultura política mais avançada para chegar a esse voto". Ele avalia que a obrigatoriedade do voto é, hoje em dia, um dos poucos instrumentos para que as pessoas prestem atenção na política.

Penalidades

Atualmente, o Código Eleitoral (Lei 4.737/65) prevê multa de 3 a 10 salários mínimos para quem deixar de votar e não se justificar em até 30 dias após a eleição. A lei também impede o eleitor de realizar vários atos necessários ao exercício da cidadania ou de atividade econômico-financeira, como participar de concurso público, obter carteira de identidade ou passaporte e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo.

Pelo Projeto de Lei 7581/10, do Senado, essas restrições passarão a valer somente para o alistamento eleitoral de brasileiros maiores de 18 anos e não mais para o voto. O texto, que será analisado pela Comissão de Constituição, de Justiça e de Cidadania da Câmara, mantém a multa.

sábado, 25 de setembro de 2010

Azul da cor do mar - Ed Mota e violão

A caixa de brinquedos


A vida não se justifica pela utilidade. Ela se justifica pelo prazer e pela alegria.


A idéia de que o corpo carrega duas caixas – uma de ferramentas e uma de brinquedos – me apareceu quando lia um antiqüíssimo texto de Santo Agostinho.

Santo Agostinho disse do jeito dele. Eu digo do meu jeito, depois de havê-lo devorado e digerido. Ele disse na grave linguagem dos teólogos e filósofos. E eu digo a mesma coisa na leve linguagem do riso. Pois ele disse que todas as coisas que existem se dividem em duas ordens distintas.

A ordem do uti (ele escrevia em latim) e a ordem do frui. Uti, útil, utilizável, utensílio: uma coisa de se usa para obter outra. Frui, fruir, usufruir, desfrutar, amar uma coisa por causa dela mesma.

A ordem do uti é o lugar do poder. As ferramentas são inventadas para tornar o corpo mais poderoso. A ordem do frui, ao contrário, é a ordem do amor. As coisas dessa ordem não são ferramentas, não servem para nada, não são úteis, não são para serem usadas; existem para serem gozadas.

Faz tempo preguei uma peça num grupo de cidadãos da terceira idade. Velhos aposentados, inúteis. Comecei a minha fala solenemente. “Então os senhores e as senhoras finalmente chegaram à idade em que são totalmente inúteis ...” foi um pandemônio! Ficaram bravos e trataram de apresentar as provas da sua utilidade. Da sua utilidade dependia o sentido de suas vidas.

Comecei, então, mansamente, a argumentar. “Então vocês encontram sentido para suas vidas na utilidade... vocês são ferramentas. Não serão jogadas no lixo. Vassouras, mesmo velhas, são úteis. Uma música do Tom Jobim é inútil. Não há o que se fazer com ela. Os senhores e as senhoras estão me dizendo que se parecem mais com as vassouras que com a música do Tom... papel higiênico é muito útil. Mas um poema de Cecília Meireles é inútil. Não há o que fazer com ele. Os senhores e as senhoras estão me dizendo que preferem a companhia do papel higiênico à companhia do poema da Cecília...”

De repente os seus rostos se modificaram e compreenderam... A vida não se justifica pela utilidade. Ela se justifica pelo prazer e pela alegria. E foi precisamente isso que disse Santo Agostinho. As coisas da caixa de ferramenta nos dão meios para viver. Mas elas não nos dão razões para viver.

Coisas inúteis que dão prazer tem o nome de “brinquedos”. Armar quebra-cabeças, empinar pipas, rodar pião, jogar xadrez, bilboquê, jogar sinuca, dançar, ler um conto, ver caleidoscópio não levam a nada. Não existem para levar a coisa alguma. Quem está brincando já chegou. Compare a intensidade das crianças brincando com o seu sofrimento ao fazer fichas de leitura. Afinal de contas, para que servem as fichas de leitura? São úteis? Dão prazer?

Arte e brinquedo são a mesma coisa: atividades inúteis que dão prazer e alegria. Poesia, música, pintura, escultura, dança, teatro, culinária, são brincadeiras que inventamos para que o corpo encontre a felicidade, ainda que em breves momentos de distração, como diria Guimarães Rosa.

Assim vocês, professores e professoras, ao tentar ensinar algo aos seus alunos, devem se perguntar: isso é útil? Se não for útil tem de ser brinquedo... faz os alunos sorrir? Esse é o resumo da minha filosofia da educação.

P.S.: você é ferramenta ou brinquedo?


Rubem Alves

Roberto Jefferson lança CD romântico


O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, lançou um CD romântico. A notícia repercutiu na imprensa de todo o país nesta sexta-feira (24).

O CD intitulado 'On the Road' mais parece um disco de Rock. Mas, apesar do ar de roqueiro que exibe na capa _ óculos escuros, jaqueta de couro, montado numa moto _ o cardápio é inteiramente romântico e inclui clássicos como 'Smile' e 'Fly me to the moon'.

O disco encerra com Let me try again (Deixe-me tentar novamente), apelidado pelos maliciosos como o hino da anistia.

Roberto Jefferson, tem 57 anos, é advogado, ex-deputado, cantor amador e motociclista. Cassado, o presidente do PTB perdeu os direitos políticos após denunciar o esquema do mensalão.

Da primeira vez em que ele soltou a voz, a República tremeu. Hoje, seu repertório é bem mais ameno.


Portal Correio

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"Comumente, na política e na guerra, a verdade é quem primeiro sucumbe como vítima."

Ahmadinejad levanta teorias da conspiração sobre o 11 de setembro


O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, provocou revolta na delegação americana presente na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, ao afirmar que "muitas pessoas acreditam que o governo dos EUA foi responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001".

Em seu discurso na sede da ONU, nesta quinta-feira, Ahmadinejad levantou dúvidas sobre o seqüestro dos aviões que atingiram os prédios do World Trade Center e o Pentágono.

Segundo o líder iraniano, o ataque poderia ter sido orquestrado por segmentos do governo dos EUA interessados em reverter o declínio da economia americana e salvar o regime sionista.

- A maioria do povo americano, assim como a maioria das nações e dos políticos de todo o mundo, concorda com essa visão - disse Ahmadinejad para representantes de 192 países.

Frente às acusações de Ahmadinejad, delegações de vários países deixaram o plenário.

À NBC News, porta-vozes do governo americano definiram os comentários de Ahmadinejad como "abomináveis, delirantes e previsíveis".


O Globo

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O difícil do vinho é a ressaca

Da Inquieta Esperança

Bem sabes Tu, Senhor, que o bem melhor é aquele
Que não passa, talvez, de um desejo ilusório.
Nunca me dê o Céu... quero é sonhar com ele
Na inquietação feliz do Purgatório.


Mário Quintana

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Vital Farias


Vital Farias nasceu no sítio Pedra d'Água, município de Taperoá, estado da Paraíba.

Caçula entre 14 irmãos, Vital alfabetizou-se com as irmãs. Vital viveu em Taperoá até a conclusão do curso ginasial. Aos 18 anos mudou-se para a capital do estado da Paraíba, João Pessoa, onde prestou o serviço militar no 15º Regimento de Infantaria. Ao deixar o serviço militar continuou em João Pessoa e deu prosseguimento aos seus estudos no Lyceu Paraibano. Nesse período começou a estudar violão por conta própria. Depois passou a dar aulas de violão e de teoria musical no Conservatório de Música de João Pessoa. Em 1975 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde participou de vários e importantes eventos artísticos, entre os quais a peça Gota dágua, de Chico Buarque de Hollanda. Em 1976 prestou vestibular para Faculdade de Música, formado-se em 1981. A primeira composição gravada de Vital Farias foi "Ê mãe", em parceria com Livardo Alves e gravada por Ari Toledo. Em 1978 gravou seu primeiro disco Vital Farias. O segundo, Taperoá, surgiu dois anos depois. No final do anos 80, Vital resolveu parar de gravar por um tempo para se dedicar aos estudos. Em 2002 produziu o disco de estréia de sua filha, Giovanna, com 15 composições de sua autoria e lançou o disco "Vital Farias ao vivo e aos mortos vivos". Nesse mesmo ano recebeu o título de Cidadão do Rio de Janeiro.


1° lugar no concurso de fotografia "Paraíba dos seus olhos."
Categoria amador.
Foto de Ana Cristina

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Flávio Venturini e Lô Borges

Conflito

Entre aspas

"Não sou nada que não possa ser tocado. Feito pedra que se transforma em pão".


Ítalo Rovere - Poeta africano.

Ouvir Estrelas

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”


Olavo Bilac

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Historiador explica origem da má fama da cidade de Bayeux-PB

O site Bayeux em foco entrevistou o historiador Ariosvaldo Alves, que explicou porque a cidade de Bayeux é conhecida entre os populares pelo depreciativo título de “cidade dos cornos”, que além de denegrir a imagem da cidade já causou muitos constrangimentos morais à sua população. Poucas pessoas, até mesmo do próprio município, desconhecem a verdadeira origem da famigerada galhofa.

Existem várias teses, mas o historiador revela com detalhes a procedência do adjetivo atribuído ao município. Veja abaixo o relato dele na íntegra.

"Apesar de muitos dignificarem a história progressiva de Bayeux, colocando-se hoje entre as cinco mais desenvolvidas dentre as 223 cidades do Estado da Paraíba, encontra-se ainda denegrida com a galhofa do vício de linguagem ou malícia, caminhando e ouvindo adjetivos vulgares em termos depreciativos da palavra cangalha para cangaia.

O barbarismo ortográfico dos deturpadores foi além de uma ultracorreção até chegar à maldosa denominação de 'Cidade de Corno'. Designaram de “cangaia” a rua Antônio Ferreira, popularmente conhecida como rua da Cangalha por motivo do trabalho árduo de mulheres que enfrentavam o preconceito da época, confeccionando esteira, manga de garrafa e cangalha para burro de carga.

Esses produtos considerados de boa qualidade ganharam fama, vindo a ser vendido inclusive para outros Estados. Como também ganhou fama o adjetivo da Rua Antônio Ferreira, tomando proporção de cidade. De Rua da cangaia, passou a cidade da cangaia. Daí veio o termo depreciativo criado pelos maliciosos que não a amam e não conhecem sua história".


Fonte:Bayeux em Foco

Hora do recreio: "Pracas"



















domingo, 19 de setembro de 2010

sábado, 18 de setembro de 2010

Eleições 2010. Sob a proteção da lei

No Brasil candidatos e eleitores não são alcançados pela lei.

A partir deste sábado (18), faltando 15 dias para as eleições gerais, nenhum candidato que concorre aos cargos disponíveis no pleito de 2010 poderá ser detido ou preso, a não ser em caso de flagrante delito ou sentença condenatória por crimes inafiançáveis.

A lei também contempla os convocados para trabalhar nas eleições (membros das mesas receptoras) e fiscais de partido.

A partir de 28 de setembro até 5 de outubro, a medida se estende aos eleitores. Segundo o Código Eleitoral, nenhum eleitor pode ser preso nos 5 dias que antecedem o pleito — que acontece em 3 de outubro — e nas próximas 48 horas após as eleições, salvo em ocasiões já citadas.

Candidatos e eleitores que praticarem atos para prejudicar uma pessoa que vai votar ou já tiver votado (desrespeito ao salvo conduto) também podem ser detidos no período.

De acordo com levantamento feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram apresentados 22.570 pedidos de candidatura para os cargos de presidente, vice-presidente, governador, vice-governador, senadores e suplentes, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais para as eleições de 2010.

Do you know where you're going - Diana Ross

Texto para uma separação


Olhe aqui, olhos de azeviche
Vamos acertar as contas
porque é no dia de hoje
que cê vai embora daqui...
Mas antes, por obséquio:
Quer me devolver o equilíbrio?
Quer me dizer por que cê sumiu?
Quer me devolver o sono meu doril?
Quer se tocar e botar meu marcapasso pra consertar?
Quer me deixar na minha?
Quer tirar a mão de dentro da minha calcinha?
Olhe aqui, olhos de azeviche:
Quer parar de torcer pro meu fim
dentro do meu próprio estádio?
Quer parar de saxdoer no meu próprio rádio?
Vem cá, não vai sair assim...
Antes, quer ter a delicadeza de colar meu espelho?
Assim: agora fica de joelhos
e comece a cuspir todos os meus beijos.
Isso. Agora recolhe!
Engole a farta coreografia destas línguas
Varre com a língua esses anseios
Não haverá mais filho
pulsações e instintos animais.
Hoje eu me suicido ingerindo
sete caixas de anticoncepcionais.
Trata-se de um despejo
Dedetize essa chateação que a gente chamou de desejo.
Pronto: última revista
Leve também essa bobagem
que você chamou
de amor à primeira vista.
Olhos de azeviche, vem cá:
Apague esse gosto de pescoço da minha boca!
E leve esses presentes que você me deu:
essa cara de pau, essa textura de verniz.
Tire também esse sentimento de penetração
esse modo com que você me quis
esses ensaios de idas e voltas
essa esfregação
esse bob wilson erotizado
que a gente chamou de tesão.
Pronto. Olhos de azeviche, pode partir!
Estou calma. Quero ficar sozinha
eu co'a minha alma. Agora pode ir.
Gente! Cadê minha alma que estava aqui?



Elisa Lucindo

(...)tenho na tua língua o pulsar de todas as minha palavras
e no seu tempo tenho o compasso de tudo o que eu digo!

Aniversário na lata


Dentre outros modos de ser sou uma adoradora de palavras. Sempre que uma me toca corro a procura de saber sua história. Hoje estou tocada com a palavra aniversário. Não atoa hoje é o meu ANIVERSÁRIO. E mesmo tendo passado anos fazendo “aniversários” senti-me, toquei-me com essa palavra.

E antes de falar por que fiquei assim, depois de tantos anos de nascimento sem ter sido tocada pela palavra, conto a história dessa palavra, dando uma googlada, rapidinha:

"Ela vem do Latim, de anniversaria dies, “dias a serem observados em especial”. E anniversaria vem de annus, “ano”, mais vertere, “virar”, ou seja, quando se completava mais um ano dum acontecimento. Quanto ao costume de comemorar o dia do nascimento de alguém, segundo estudiosos, tal prática teve início em Roma: “Esta solenidade, que se renovava todos os anos, era festejada sob os auspícios do Gênio que se invocava como a divindade que presidia ao nascimento das pessoas. Costumavam erguer um altar sobre a relva e o cercavam com ervas e plantas sagradas. Junto desses altares as famílias ricas imolavam um cordeiro.”

Como disse, faz um bom tempo que nasci. Na minha família de origem não se comemora aniversários. Nesse dia acordamos como um dia qualquer. Minha mãe olhava para nós e dizia: hei hoje é seu aniversário! Que Deus te abençoe minha filha!

Mas o que rodeia o não comemorar aniversários em minha família é que figura como o trágico. Por que o dia que se abençoa, ou o dia em que se comemora o nosso nascimento não é o que faz sermos especiais, ou o que nos soleniza, ou nos diviniza. O que nos diviniza e nos torna especiais é o ritual que permeia o nascer.

Conta minha mãe que, embora tivesse ela vindo de uma família muito humilde, gaba-se em dizer que durante dezoito anos conviveu com pessoas que tinham "educação", para não dizer "requinte". Assim casou-se com meu pai cujo dicionário dispersonaliza qualquer coisa entre educação sinônimo de requinte. Educação para o meu pai era essencialmente respeito. O meu pai nasceu e morreu sob o cheiro de leite das vacarias. A cartilha de vida dele foi apreendida entre os animais. Daí entendo a completude entre ele e minha mãe.

Neste contexto, nasceu meu primeiro irmão. Sendo o primeiro, beneficiou-se de uma comemoração de aniversário, travada nos bastidores sob o olhar crítico e ferrinho da minha avo, sogra da minha mãe. Lembro-me das histórias contadas por minha mãe quando da feitura desse dito aniversário. Contou-me que depois deste dia jamais faria qualquer um outro em sua casa, pois minha avo durante o aniversário anunciou que “mulheres ricas sem dinheiro jamais deveria casar com homens pobres”. Este anuncio ficou martelando a minha mãe. Na verdade o que martelou a minha mãe foi a quebra do decoro. O decoro do requinte que ela tanto fazia questão de carregar consigo.

Desse dia em diante a minha mãe que aprendeu a se portar em uma mesa com requinte e receber qualquer convidado, amoldou-se a mulher pobre de homem pobre que tinha uma mãe dominadora.

Deste dia em diante, jamais comemorou-se aniversários na minha família de origem. E eu, perpetuando comportamentos da minha mãe, também, não comemorei os aniversários de meus filhos por um bom tempo, até o dia que... conto mais à frente. Nem realizei qualquer outro ritual de comemoração seja o que fosse. Comemorar era correr riscos. Riscos de ouvir alguém sair de algum canto e dizer: “Volte a sua origem”. “_ Você não é isso que aparenta ser.” Como se “ser” tivesse que caber em alguma lata. Em algum molde.

Reconheço as dificuldades da minha mãe. Os limites dela frente si mesmo e a sua sogra. Esses limites me marcaram muito. Feito tatuagem que jamais escolhi. Tem umas que acho o máximo, outras nem tanto.

Mas as bençãos que minha mãe me dava, nos dias do meu aniversário, foram meus rituais. Hoje é um dia que as observo em especial. Observo não os meus dias, porque esses faço diariamente. Cada dia o seu dia como dádiva. Observo as minhas bençãos. Benção vem do hebraico BARAK, que tem na sua raiz os seguintes significados: ajoelhar-se, submeter-se, honrar algo ou alguém.

Minha mãe com suas bençãos dizia-me: ” esse é seu ritual respeite a sua história”. Quando recebi, respeitei, submeti-me, honrei as minhas bençãos; ritualizei o meu nascimento. Sou especial e divina na minha humanidade e, sendo como tal posso ocupar qualquer espaço: latas, bacias, caixas, caixotes, casas, cazinhas ou cazarões.

Tem espaços para todos nesta vida. Não vou pedir desculpas por ocupar somente o meu. O teu é teu. O meu conquistei com um “charminho” que, também, é só meu. Posso ensinar qualquer coisa. Posso aprender também. Mas serei sempre o intervalo entre o “entre” e o “entre”.

Por isso ENTRE! Hoje comemora-se o meu aniversário. Na lata cabe todo o mundo de cada um no mundo. E se ao final comemorarmos a sua vida também, é porque no ritual todos somos “entre”.



Márcia Cristini

sexta-feira, 17 de setembro de 2010


"Vivemos longe de nós, em distante fingimento. Desaparecemo-nos. Porque nos preferimos nessa escuridão interior ? Talvez porque o escuro junta as coisas, costura os fios no disperso. No aconchego da noite, o impossível ganha a suposição do visível. Nessa ilusão descansam os nossos fantasmas.”


*Mia Couto
(O Pescador Cego)


*Escritor moçambicano

A felicidade e as suas variantes

A Felididade e a ética.

"A felicidade é um conceito ético reduzido em nossos tempos a uma mercadoria publicitária. A desvalorização da felicidade no contexto capitalista relaciona-se ao mundo do espetáculo, a industrialização da cultura, do desejo e do afeto. Podemos devolver a felicidade à ética? A felicidade é uma grande saúde. Não é apenas um dever, mas um direito. Neste sentido, a felicidade é um bem social. Inserido na economia dos bons afetos e encontros criativos, a felicidade, como a arte, pode nos “salvar” dos cultuadores da infâmia e dos pregadores do tédio ou do ressentimento."


Daniel Soares Lins

Filósofo, sociólogo e psicanalista, possui graduação em Sociologia e Filosofia pela pela Université de Paris VII – Université Denis Diderot, mestrado e em Sociologia pela Université de Paris X – Nanterre, doutorado em Sociologia pela Université de Paris VII – Université Denis Diderot e pós-doutorado em filosofia pela Université de Paris VIII. Atualmente é professor na área de filosofia da educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará. Atua nas áreas de Filosofia Contemporânea, Antropologia e Educação. Publicou cerca de dez livros e organizou cerca de quinze livros em português, francês e inglês.

_____________________________________________________________________________________

A Felicidade e a poesia

"O que é poesia? Há poesia em nossa vida? O que esperamos dela não é que seja uma promessa de felicidade? Ou nos contentamos que seja discurso e encontro? Não seria a felicidade uma questão poética, da invenção da vida por meio das palavras, do que de sua descoberta por meio de práticas científicas ou éticas?"

Fabrício Carpinejar

Poeta, cronista, jornalista e professor, autor de dezesseis livros, oito de poesia. Ao mesmo tempo em que seus poemas são recitados pela cantora Ana Carolina nas turnês “Dois Quartos” e “Nove”, aparecem como questão de grande parte dos vestibulares do Rio Grande do Sul, como a UFRGS, a Unisc e a UCS.

_____________________________________________________________________________________

A Felicidade e o ciúme

"Quando se trata da felicidade no contexto de “como viver junto”, o ciúme aparece como um afeto corrompido situado na posição do algoz da felicidade. Envolvido na economia antipolítica do desejo, o ciúme é a destruição do amor. Pode a felicidade conviver com o ciúme sem se deixar destruir?"

Francisco Bosco

Ensaísta, autor dos livros E livre seja este infortúnio (Ed. Azougue, no prelo), Banalogias (Ed. Objetiva, 2007), Dorival Caymmi (Ed. Publifolha, 2006) e Da amizade (Ed. 7letras, 2003). Mestre e doutor em teoria da literatura, pela UFRJ. É coordenador da rádio Batuta, do Instituto Moreira Salles. Escreve semanalmente no Segundo Caderno do jornal O Globo.

_____________________________________________________________________________________

A Felicidade e a música

Se “a felicidade é como a gota de orvalho, uma pétala de flor… de leve oscila… e cai como uma lágrima de amor”, é porque foi, no contexto da canção, relacionada ao amor. A música sempre prometeu a felicidade, a canção prometeu a felicidade como amor. Podemos olhar para a canção e pensar na felicidade para além deste ideal específico?

Rodrigo Faour

Jornalista, crítico, pesquisador musical, também atua como escritor e produtor musical. Entre 1996 e 2000 trabalhou no jornal carioca Tribuna da Imprensa. Transferiu-se para o site CliqueMusic, onde permaneceu até 2001 – ano em que lançou seu primeiro livro, “Bastidores – Cauby Peixoto: 50 anos da voz e do mito”. No ano seguinte, viria “Revista do Rádio – Cultura, fuxicos e moral nos anos dourados”. Em 2006, “História Sexual da MPB”, um estudo pioneiro sobre a evolução de comportamento na canção brasileira, que originou o programa de TV homônimo no Canal Brasil, iniciado em 2010, e um de rádio, “Sexo MPB”, que produz e apresenta desde 2008 na MPB FM carioca.Atualmente, trabalha na produção de novos artistas, diversas reedições e pesquisas de repertório para cantores, além de ser um dos “Consultores Masters” do Novo Museu da Imagem e do Som (RJ).

_____________________________________________________________________________________

A Felicidade e o desejo

"Quando estamos vivendo algo realmente feliz, em geral não nos damos conta. Já quando a felicidade nos falta isso nunca fica sem registro, importante mesmo é ficar cobrando sua ausência. A infelicidade, em versão mais popular, a tristeza, essa sim é sempre considerada bem-vinda, como se a reconhecêssemos como própria. Pena, porque o que é bom é fugaz, mas existe. Afinal, a felicidade não se compra, se aluga. Quando a gente está bem instalado sempre nos tiram de lá."

Diana Corso

Nasceu em Montevidéu, em 1960, e atualmente vive em Porto Alegre. É psicanalista, membro da APPOA (Associação Psicanalítica de Porto Alegre). Formada em psicologia pela UFRGS, trabalhou com crianças e no campo dos problemas de desenvolvimento infantil.Atualmente atende jovens e adultos em seu consultório particular. É autora de Fadas no Divã: psicanálise nas histórias infantis (Ed. Artmed) , em parceria com seu marido Mário Corso. É colunista do Segundo Caderno do jornal Zero Hora de Porto Alegre.

_____________________________________________________________________________________

A Felicidade e Corpo

O corpo é um capital na sociedade brasileira. As diferenças culturais entre o corpo masculino e feminino definem o lugar do mercado sexual. Modelos de corpo e de beleza definem, neste sentido, o que podemos considerar como felicidade.

Mirian Goldenberg

Antropóloga e professora do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É doutora em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mirian Goldenberg tem orientado dezenas de pesquisas, e é autora de vários livros nas áreas de gênero, desvio, corpo, sexualidade e novas conjugalidades na cultura brasileira.



Fonte: Blog da Marcia Tiburi

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Petra


Em estilo helenístico, a cidade de Petra foi esculpida na rocha pelos nabateus entre os anos 9 a.C. e 40. Situadas ao longo de um planalto, na atual Jordânia, as fachadas monumentais impressionavam os comerciantes que usavam Petra como atalho para cruzar o deserto.

Numa área que representa apenas 2% da região central da cidade, cerca de 800 construções já foram identificadas por arqueólogos.

Aula de Inglês

— Is this an elephant?

Minha tendência imediata foi responder que não; mas a gente não deve se deixar levar pelo primeiro impulso. Um rápido olhar que lancei à professora bastou para ver que ela falava com seriedade, e tinha o ar de quem propõe um grave problema. Em vista disso, examinei com a maior atenção o objeto que ela me apresentava.

Não tinha nenhuma tromba visível, de onde uma pessoa leviana poderia concluir às pressas que não se tratava de um elefante. Mas se tirarmos a tromba a um elefante, nem por isso deixa ele de ser um elefante; mesmo que morra em conseqüência da brutal operação, continua a ser um elefante; continua, pois um elefante morto é, em princípio, tão elefante como qualquer outro. Refletindo nisso, lembrei-me de averiguar se aquilo tinha quatro patas, quatro grossas patas, como costumam ter os elefantes. Não tinha. Tampouco consegui descobrir o pequeno rabo que caracteriza o grande animal e que, às vezes, como já notei em um circo, ele costuma abanar com uma graça infantil.

Terminadas as minhas observações, voltei-me para a professora e disse convincentemente:

— No, it's not!

Ela soltou um pequeno suspiro, satisfeita: a demora de minha resposta a havia deixado apreensiva. Imediatamente perguntou:

— Is it a book?

Sorri da pergunta: tenho vivido uma parte de minha vida no meio de livros, conheço livros, lido com livros, sou capaz de distinguir um livro a primeira vista no meio de quaisquer outros objetos, sejam eles garrafas, tijolos ou cerejas maduras — sejam quais forem. Aquilo não era um livro, e mesmo supondo que houvesse livros encadernados em louça, aquilo não seria um deles: não parecia de modo algum um livro. Minha resposta demorou no máximo dois segundos:

— No, it's not!

Tive o prazer de vê-la novamente satisfeita — mas só por alguns segundos. Aquela mulher era um desses espíritos insaciáveis que estão sempre a se propor questões, e se debruçam com uma curiosidade aflita sobre a natureza das coisas.

— Is it a handkerchief?

Fiquei muito perturbado com essa pergunta. Para dizer a verdade, não sabia o que poderia ser um handkerchief; talvez fosse hipoteca... Não, hipoteca não. Por que haveria de ser hipoteca? Handkerchief! Era uma palavra sem a menor sombra de dúvida antipática; talvez fosse chefe de serviço ou relógio de pulso ou ainda, e muito provavelmente, enxaqueca. Fosse como fosse, respondi impávido:

— No, it's not!

Minhas palavras soaram alto, com certa violência, pois me repugnava admitir que aquilo ou qualquer outra coisa nos meus arredores pudesse ser um handkerchief.

Ela então voltou a fazer uma pergunta. Desta vez, porém, a pergunta foi precedida de um certo olhar em que havia uma luz de malícia, uma espécie de insinuação, um longínquo toque de desafio. Sua voz era mais lenta que das outras vezes; não sou completamente ignorante em psicologia feminina, e antes dela abrir a boca eu já tinha a certeza de que se tratava de uma palavra decisiva.

— Is it an ash-tray?

Uma grande alegria me inundou a alma. Em primeiro lugar porque eu sei o que é um ash-tray: um ash-tray é um cinzeiro. Em segundo lugar porque, fitando o objeto que ela me apresentava, notei uma extraordinária semelhança entre ele e um ash-tray. Era um objeto de louça de forma oval, com cerca de 13 centímetros de comprimento.

As bordas eram da altura aproximada de um centímetro, e nelas havia reentrâncias curvas — duas ou três — na parte superior. Na depressão central, uma espécie de bacia delimitada por essas bordas, havia um pequeno pedaço de cigarro fumado (uma bagana) e, aqui e ali, cinzas esparsas, além de um palito de fósforos já riscado. Respondi:

— Yes!

O que sucedeu então foi indescritível. A boa senhora teve o rosto completamente iluminado por onda de alegria; os olhos brilhavam — vitória! vitória! — e um largo sorriso desabrochou rapidamente nos lábios havia pouco franzidos pela meditação triste e inquieta. Ergueu-se um pouco da cadeira e não se pôde impedir de estender o braço e me bater no ombro, ao mesmo tempo que exclamava, muito excitada:

— Very well! Very well!

Sou um homem de natural tímido, e ainda mais no lidar com mulheres. A efusão com que ela festejava minha vitória me perturbou; tive um susto, senti vergonha e muito orgulho.

Retirei-me imensamente satisfeito daquela primeira aula; andei na rua com passo firme e ao ver, na vitrine de uma loja,alguns belos cachimbos ingleses, tive mesmo a tentação de comprar um. Certamente teria entabulado uma longa conversação com o embaixador britânico, se o encontrasse naquele momento. Eu tiraria o cachimbo da boca e lhe diria:

- It's not an ash-tray!

E ele na certa ficaria muito satisfeito por ver que eu sabia falar inglês, pois deve ser sempre agradável a um embaixador ver que sua língua natal começa a ser versada pelas pessoas de boa-fé do país junto a cujo governo é acreditado.



Rubem Braga

A crônica acima foi extraída do livro "Um pé de milho", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1964, pág. 33.

Versículos do dia

Não retires de mim, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade. (Salmos 40:11)

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (2 Timóteo 2:15)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Poema sobre as ondas


..., ..., ...., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ...,, ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ...,...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ...,
..., ..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,
..., ...,
...
E o meu silêncio,
Nem vive, nem morre,
Sofre!

- E está foi a última rima que afundou!


Teófilo Júnior

Anúncio de sorvete com freira grávida é proibido no Reino Unido


Um anúncio de sorvete com a fotografia de uma modelo como uma freira grávida foi proibido pelo órgão que regula a publicidade no Reino Unido.

A Advertising Standards Authority (ASA, na sigla em inglês) considerou que o anúncio desrespeitava as crenças cristãs, principalmente de católicos.

A empresa por trás do anúncio, Antonio Federici, no entanto, prometeu exibir posteres semelhantes em parte do trajeto que o Papa Bento 16 fará na capital britânica. A visita de estado do Papa, que começa nesta quinta-feira, é a primeira desde a criação da Igreja Anglicana em 1534.

A peça publicitária mostra uma modelo grávida, vestida de freira, saboreando o sorvete em uma igreja com os dizeres: "Concebido imaculadamente" em referência ao dogma cristão da concepção de Jesus e "Sorvete é a nossa religião".

Novo anúncio.

A empresa britânica responsável pela peça disse que exibirá posteres com imagens semelhantes perto da Abadia de Westminster. A agenda do Papa prevê uma visita à abadia nesta sexta-feira, que será seguida da celebração de uma missa na Catedral de Westminster no sábado.

A empresa não revelou que imagem será exibida no novo anúncio, dizendo apenas que será uma "continuação do tema". Por meio de uma porta-voz, a empresa disse que a nova peça tem como objetivo "desafiar" a proibição do órgão regulador.

Por meio de um comunicado, a agência reguladora disse não poder fazer comentários sobre anúncios que ainda não foram divulgados, mas que está atuando, nos bastidores, para que o anunciante respeite as diretrizes.

A empresa disse ainda que tem o objetivo de comentar e questionar, usando a sátira e o humor, a relevância e a hipocrisia da religião e a postura da igreja em relação a questões sociais.

O anúncio proibido foi publicado em edições das revistas The Lady e Grazia e recebeu 10 reclamações.

A empresa tentou argumentar que o baixo número de queixas não deveria comprometer a liberdade de expressão com o grande público.

Este é o segundo anúncio de Antonio Federici proibido pela ASA. Em 2009, uma imagem que mostrava um padre e uma freira se preparando para um beijo foi também rejeitada pela agência reguladora.


BBC Brasil

Inscrição para um portão de cemitério


Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"


Mário Quintana

Luiz Melodia e Cássia Eller

França veta o uso da burca

Foto AFP
O Parlamento da França aprovou nesta terça-feira a proibição ao uso de véus islâmicos que cobrem todo o rosto da mulher, como a burca.

A decisão foi tomada no mesmo dia em que duas ameaças de bomba, já durante a noite francesa, forçaram o fechamento temporário da Torre Eiffel e seus arredores e da estação de trens e metrôs de Saint-Michel, no centro de Paris e a mesma onde, em 1995, um atentado terrorista deixou oito mortos.

Segundo policiais, havia cerca de duas mil pessoas no principal ponto turístico de Paris e no vizinho Campo de Marte no momento da evacuação.

O diário francês "Le Figaro" explica que a retirada das pessoas foi feita de forma tranquila após a polícia ter recebido uma chamada anônima sobre a suposta bomba. A ligação teria sido feita de uma cabine pública dentro de Paris.


O Globo

Censo 2010




terça-feira, 14 de setembro de 2010

Casinha branca, Renato Teixeira

Jovem britânico é banido dos EUA por ofender Obama por e-mail


Um adolescente britânico de 17 anos foi banido para sempre dos Estados Unidos por, após uma bebedeira, escrever um email para o presidente Barack Obama repleto de ofensas, como informa nesta segunda-feira o diário "New York Daily News".

A mensagem foi enviada por Luke Angel, da Inglaterra, no último sábado - quando os americanos lembravam os nove anos dos atentados do 11 de Setembro - e acabou interceptada pelo FBI, a polícia federal dos EUA.

O adolescente então recebeu a visita das autoridades britânicas em sua casa em Bedfordshire, na Inglaterra, e admitiu ter enviado o email para a Casa Branca, embora ainda não consiga lembrar o que escreveu.

- Ele enviou um email para a Casa Branca com uma linguagem totalmente ameaçadora e abusiva - disse um porta-voz da polícia britânica.

Além disso, Luke, que não foi detido e não enfrentará qualquer processo criminal, foi informado de que não poderia nunca mais entrar nos EUA.

- Eu realmente não me importo com isso. Sei que meus pais não estão muito felizes. A polícia veio aqui, tirou uma foto minha e disse que eu estava banido dos EUA - contou à imprensa britânica o jovem, que explicou que enviou a mensagem após ver um programa na TV sobre o 11 de Setembro.


O Globo

Suspensão do turismo em Fernando de Noronha

O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco recomendou à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) que suspenda imediatamente todas as licenças ambientais ou qualquer outro tipo de autorização ambiental que permita a atividade turística de cruzeiros no arquipélago de Fernando de Noronha.

O MPF entende que, conforme estabelece a legislação ambiental, é competência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o licenciamento de empreendimentos e atividades desenvolvidas no mar territorial ou em unidades de conservação federal caso do Parque Nacional Marinho e a Área de Proteção Ambiental, localizadas no arquipélago.

A recomendação tem de ser atendida em até dez dias a partir da data de notificação da CPRH. Em caso de omissão do órgão estadual, o MPF informou que irá fazer uso das medidas administrativas e judiciais cabíveis, incluindo a possível responsabilização por danos materiais e morais causados à Administração Pública.

O MPF revelou que existem infrações ambientais relativas a operação de navios transatlânticos de turismo no arquipélago. O Ibama tentou assumir a competência pelos licenciamentos de cruzeiros em Fernando de Noronha, mas as tentativas de ajuste com a CPRH não tiveram êxito.

A Agência informou que o assunto está sob apreciação e vai se pronunciar dentro do prazo estipulado pelo Ministério.


O Globo

CEMAR divulga ações solidárias


Os nossos vizinhos do Nordeste precisam de ajuda!

O CEMAR (Pombal – Paraíba) é uma ONG que, há 24 anos, envolve toda a comunidade no auxílio de crianças, jovens e suas famílias. O CEMAR abraça 300 crianças diariamente, oferecendo cursos profissionalizantes, alimentação, lazer e sonhos.

Quando milhares de brasileiros jogam juntos, os sonhos se transformam em realidade.

A Vostu acredita que ações solidárias podem realmente mudar o mundo! Que plantar e colher na Mini Fazenda pode, literalmente, fazer com que muitas crianças e jovens brasileiros aumentem de “nível”. De nível de vida, cultural e educacional.

Cultive a Semente do Agodão Doce e ajude a concretizar sonhos!

Com a colaboração de todos os Fazendeiros o CEMAR será melhor equipado e a comunidade ganhará melhor assistência!

"São iniciativas como essa da VOSTU SOLIDÁRIA que alimentam e fortalecem a esperança de ONG´s como o CEMAR na continuidade de ações que visem uma melhoria na qualidade de vida da população em situação de vulnerabilidade social".

O que é a VOSTU

Vostu è a maior desenvolvedora de jogos do Brasil! Jogando desde contruções de fazendas à RPG’s de futebol, temos mais de mais de 10 milhões de usuários ativos nos jogos do Orkut e do Facebook. Nosso grande objetivo e aproximar pessoas através dos jogos, estamos conseguindo!

A Vostu foi fundada em Junho de 2007 e está sediada em Nova York, com escritórios em Buenos Aires e São Paulo.

Veja maiores informações no SITE da Vostu - WWW.vostu.com/br/solidaria sua participação fortalecerá a entidade CEMAR que há 24 anos ajuda a construir um mundo melhor para as crianças, adolescente e jovem do Estado da Paraíba.


José Ribeiro – Presidente do CEMAR

A quem possa interessar!


Pérolas do último Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM


'O sero mano tem uma missão...'
(A minha, por exemplo, é ter que ler isso!)

'O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas. .'
(Levei uns minutos para identificar o El Niño...)

'O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!'
(Eu não sabia que a camada tinha esse nome bonito)

'Enquanto isso os Zoutros... tudo baixo nive...'
(Seja sempre você mesmo!!)

'A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região.'
(E além de tudo, viajam pra caramba, hein?)

'O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente. '
(Entendeu ...?)

'Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele.'
(Faz sentido)

'O grande problema do Rio Amazonas é a pesca dos peixes'
(Achei que fosse a pesca dos pássaros.)

'É um problema de muita gravidez.'
(Com certeza...se seu pai usasse camisinha, não leríamos isso!)

'A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO.'
(Sem comentário)

'Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia'
(Que pena. Também ursos e elefantes sumiram de lá)

'A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando'
(Foi trazida nas caravelas, certo ?)

'O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos.'
(Não conte comigo)

'Na verdade, nem todo desmatamento é tão ruim. Por exemplo, o do Aeds Egipte seria um bom beneficácio para o Brasil'
(Vamos trocar as fumaças pelas moto-serras)

'Vamos mostrar que somos semelhantemente iguais uns aos outros'
(Com algumas diferenças básicas!!)

'... menos desmatamentos, mais florestas arborizadas. '
(Concordo! De florestas não arborizadas, basta o Saara!)

'.... provocando assim a desolamento de grandes expecies raras.'
(Vocês não sabiam que os animais têm depressão?)

'Nesta terra ensi plantando tudo dá.'
(Isto deve ser o português arcaico que Caminha escrevia...)

'Isso tudo é devido ao raios ultra-violentos que recebemos todo dia.'
(Meu Deus... Haja pára-raio!)

'Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado.'
(Quem teria sido o fabricante? Compaq ? Apple? IBM?)

'Imaginem a bandeira do Brasil. O azul representa o céu , o verde representa as matas, e o amarelo o ouro. O ouro já foi roubado e as matas estão quase se indo. No dia em que roubarem nosso céu, ficaremos sem bandeira..'
(Caraca! Ainda bem que temos aquela faixinha onde está escrito 'Ordem e Progresso'.)

'Ultimamente não se fala em outro assunto anonser sobre os araras azuls que ficam sob voando as matas.'
(Talvez por terem complexo de urubus!)

'... são formados pelas bacias esferográficas. '
(Imaginem as bacias da BIC.)

'Eu concordo em gênero e número igual.'
(Eu discordo!)

'Precisa-se começar uma reciclagem mental dos humanos, fazer uma verdadeira lavagem celebral em relação ao desmatamento, poluição e depredação de si próprio.'
(Putz, que droga é essa?)

'O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas.
(Esse deve ter tomado uma na veia)

'A concentização é um fato esperansoso para todo território mundial..'
(Haja coração!)

'Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos.'
(Que maravilha!)



P.S. Enviada por e-mail pela amiga e leitora Seane Nóbrega

domingo, 12 de setembro de 2010

Dia de sol, Mara Lima



Um dia de chuva
É tão belo
Como um dia de sol.
Ambos existem:
cada um como é.


Fernando Pessoa

Faz escuro mais eu canto
Porque o amanhã vai chegar!


Thiago de Mello

A inglesa Katherine Jenkins

As palavras sempre estiveram comigo em estado de dormência.
Anos a fio elas me acompanham tesas.
E eu as conservei quietas, caladas.
Hoje elas ultrapassa
e eclodem aos montes:
em pedaços de papel, guardanapo ou folha.
Agora tento organizar em buquê,
o que cresceu das sementes.


Lisbeth Lima de Oliveira

Lionel Richie

Criatividade

Viagem longa, destino incerto...


Esse é o mês em que sofro mais por causa de vocês, moços. Tenho dó. Ainda nem deixaram de ser adolescentes, e já são obrigados a comprar passagens para um destino desconhecido, passagens só de ida, as de volta são difíceis, raras, há uma longa lista de espera. Alguns me contestam: afirmam saber muito bem o lugar para onde estão indo. Assim são os adolescentes: sempre têm os bolsos cheios de certezas. Só muito tarde descobrem que certezas valem menos que um tostão.

Seria muito mais racional e menos doloroso que vocês fossem obrigados agora a escolher a mulher ou o marido. Hoje casamento é destino para o qual só se vende passagem de ida e volta. É muito fácil voltar ao ponto de partida e recomeçar: basta que os sentimentos e as idéias tenham mudado.

Mas a viagem para a qual vocês estão comprando passagens dura cinco anos, pelo menos. E se depois de chegar lá vocês não gostarem? Nada garante...Vocês nunca estiveram lá. E se quiserem voltar? Não é como no casamento. É complicado. Leva pelo menos outros cinco anos para chegar a um outro lugar, com esse bilhete que se chama vestibular e essa ferrovia que se chama universidade. E é duro voltar atrás, começar tudo de novo. Muitos não têm coragem para isso, e passam a vida inteira num lugar que odeiam, sonhando com um outro.

Em Minas, onde nasci, se diz que para se conhecer uma pessoa é preciso comer um saco de sal com ela. Os apaixonados desacreditam. Quem é acometido da febre da paixão desaprende a astúcia do pensamento, fica abobalhado, e passa a repetir as asneiras que os apaixonados têm repetido pelos séculos afora: "Ah! mãe, ele é diferente..." "Eu sei que o meu amor por ela é eterno. Sem ela eu morro..." E assim se casam, sem a paciência de comer um saco de sal. Se tivessem paciência descobririam a verdade de um outro ditado: "Por fora bela viola; por dentro pão bolorento..."

Coisa muito parecida acontece com a profissão: a gente se apaixona pela bela viola, e só tarde demais, no meio do saco de sal, se dá conta do pão bolorento.

O Pato Donald arranjou um emprego de porteiro, num edifício de ricos. Sentiu-se a pessoa mais importante do mundo e estufou o peito por causa do uniforme que lhe deram, cheio de botões brilhantes, fios dourados e dragonas...

Acontece assim também na escolha das profissões: cada uma delas tem seus uniformes multicoloridos, seus botões brilhantes, fios dourados e dragonas. Veja, por exemplo, o fascínio do uniforme do médico. Por razões que Freud explica qualquer mãe e qualquer pai desejam ter um filho médico. Lembram-se da "Sociedade dos Poetas Mortos"? O pai do jovem ator queria, por tudo nesse mundo, que o filho fosse médico. E ele não está sozinho. O médico é uma transformação poética do herói Clint Eastwood: o pistoleiro solitário, apenas com sua coragem e o seu revólver, entra no lugar da morte, para travar batalha com ela. Como São Jorge. O médico, em suas vestes sacerdotais verdes, apenas os olhos se mostrando atrás da máscara, a mão segurando a arma, o bisturi, o sangue escorrendo do corpo do inocente, em luta solitária contra a morte. Poderá haver imagem mais bela de um herói?

Todas as profissões têm seus uniformes, suas belas imagens, sua estética. Por isso nos apaixonamos e compramos o bilhete de ida... Mas a profissão não é isso. Por fora bela viola, por dentro pão bolorento...

Uma amiga me contou, feliz, que uma parente querida havia passado no vestibular de engenharia. "Que engenharia?", perguntei. "Civil", ela respondeu. "Por que esta escolha?" — insisti. "É que ela gosta muito de matemática". Pensei então na bela imagem do engenheiro — régua de cálculo, compasso e prumo nas mãos, em busca do ponto de apoio onde a alavanca levantaria o mundo! "Se ela tanto ama a matemática talvez tivesse feito melhor escolha estudando matemática".

Engenheiro, hoje, mexe pouco com matemática. Tudo já está definido em programas de computador. O dia a dia da maioria dos engenheiros é tomar conta de peão em canteiro de obra..."

Isso vale para todas as profissões. É preciso perguntar: "Como será o meu dia a dia, enquanto como o saco de sal que não se acaba nunca?"

Mas há outros destinos, outros trens. Não é verdade que o único caminho bom seja o caminho universitário. Acho que poucos jovens sequer consideram tal possibilidade. É que eles se comportam como bando de maritacas: onde vai uma vão todas. Não podem suportar a idéia de ver o "bando" partindo, enquanto ele não embarca, e fica sozinho na plataforma da estação...

Deixo aqui, como possibilidade não pensada, este poema de Walt Whitman, o poeta da "Sociedade dos Poetas Mortos":

"Em nome de vocês...
Que ao homem comum ensinem
a glória da rotina e das tarefas
de cada dia e de todos os dias;
que exaltem em canções
o quanto a química e o exercício
da vida não são desprezíveis nunca,
e o trabalho braçal de um e de todos
— arar, capinar, cavar,
plantar e enramar a árvore,
as frutinhas, os legumes, as flores:
que em tudo isso possa o homem ver
que está fazendo alguma coisa de verdade,
e também toda mulher
usar a serra e o martelo
ao comprido ou de través,
cultivar vocações para a carpintaria,
a alvenaria, a pintura,
trabalhar de alfaiate, costureira,
ama, hoteleiro, carregador,
inventar coisas, coisas engenhosas,
ajudar a lavar, cozinhar, arrumar,
e não considerar desgraça alguma
dar uma mão a si próprio."

Desejo a vocês uma boa viagem. Lembrem-se do dito do João: "A coisa não está nem na partida e nem na chegada, mas na travessia..." Se, no meio da viagem, sentirem enjôo ou não gostarem dos cenários, puxem a alavanca de emergência e caiam fora. Se, depois de chegar lá, ouvirem falar de um destino mais alegre, ponham a mochila nas costas, e procurem um outro destino. Carpe Diem!


Rubem Alves


O texto acima foi extraído do livro "Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares", editora Ars Poetica — São Paulo, 1995, pág. 37.