segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Versículos do dia

Aquele que fez o ouvido não ouvirá? E o que formou o olho, não verá? Salmos 94:9

Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via. Mateus 12:22

domingo, 30 de agosto de 2009

Maria Rita: Conversa de Botequim

Gripe A: Vacina fica pronta em outubro


A farmacêutica suíça Novartis informou neste sábado que entregará as primeiras doses de sua vacina contra a nova gripe em outubro, após ter conseguido desenvolver, em parte, um processo mais rápido que os tradicionais para produzi-la.

A colocação em circulação das vacinas foi anunciada pelo chefe da Divisão de Vacinas e Diagnósticos da Novartis, Andrin Oswald, que disse que o lucro a ser obtido pela companhia com as vendas será limitado.

Entrevistado pelo jornal Basler Zeitung, Oswald disse que este processo é delicado e requer grandes investimentos, de modo que o lucro será limitado enquanto a pandemia se mantiver nos níveis moderados atuais.

A Novartis recebeu pedidos de diversos países para fornecer milhões de doses da vacina quando estiver pronta.

A francesa Sanofi-Pasteur, a britânica GlaxoSmithKline, a americana Baxter e a suíça Novartis são as quatro farmacêuticas que estão elaborando a vacina contra a nova gripe.

Os estudos sobre a vacina durarão até 2010, mas sua distribuição começará este outono (hemisfério norte).

França e Reino Unido foram os primeiros países a receber doses de vacinas para a nova gripe, mas as autoridades sanitárias de cada país ainda devem dar sinal verde e aprovar o início da vacinação, prioritariamente de grupos de risco.


Fonte: Terra

Xangai canta "Tirana" - de Elomar

Frase

"É questão clara de status: 99,9% dos brasileiros na situação do ex-ministro [Palocci] seriam réus a essa altura".

Luiz Flávio Gomes, jurista, sobre a decisão do STF de recusar denúncia contra Antonio Palocci por quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa

Belarmino de França - Poeta, Cantador e Repentista


A lembrança chega muito viva. Decorria o ano de 1967. Estava eu na cidade de Pombal, alto sertão paraibano, na agência local do Banco do Brasil, onde trabalhava. De repente, como que por magia, ouvi uma voz alta, meio trôpega, que vinha do outro lado do balcão de atendimento: “Os nove planetas são / Do mais próximo ao mais distante / Mercúrio, Vênus, a Terra / Marte e Júpiter gigante / Saturno, Urano e Netuno / E Plutão, o culminante…”.

Aproximei-me e vi um senhor de boa estatura, idoso, esbelto, agalegado, olhos azuis, pele rosada marcada pelo tempo e olhar vivo. Rodeado por curiosos ele fazia versos. E então perdi a noção do tempo e do trabalho para ficar escutando aquele homem já velho que se expressava de supetão, com certa dificuldade, como que cuspindo as palavras, vez por outra expelindo saliva, aqui acolá pigarreando: “ Nossa terra é um planeta / Que gira pelo espaço / Gravita em volta do sol / Sem o menor embaraço / O seu satélite é a lua / Que lhe segue passo a passo…”.

Tinha contato eu, pela primeira vez, com Belarmino de França, um dos maiores poetas, cantadores e repentistas que conheci. Fiquei tão impressionado com sua verve poética que procurei saber mais a seu respeito. E sabendo mais sobre ele minha admiração aumentou. Admiração pela sua vida, pelo ser humano que era e pelo artista que encarnava.

Belarmino Fernandes de França — esse o seu nome completo — nasceu no dia 26 de dezembro de 1894 no sítio Várzea da Serra, em Paulista, hoje cidade, mas povoado à época e depois vila e distrito do município de Pombal. Era oriundo de uma família humilíssima, como ele mesmo contava em versos: “Lá em casa uns tinham rede / Outros dormiam no chão / Ou numa cama de varas / Sem coberta nem colchão / Mas ali ninguém ouvia / Queixa nem reclamação… Mesa lá não existia / Na hora da refeição / Todos ao redor da panela / Sentado em cepo ou no chão / Botava o prato entre as pernas / Comia à satisfação…”.

Até os 12 anos de idade, seu Belo, como também era conhecido, nunca tinha ouvido falar em estudos. É que passara todo esse tempo da vida no sítio, cuidando de roças e animais. Por essa época, a convite de um tio, passou 26 dias estudando por lá mesmo, com um professor que esse seu parente contratara para ensinar seus filhos. Depois, já com 22 anos de idade, estudou por mais 19 dias numa escola rústica perto de sua casa. E foi só: 45 dias de estudos formais em toda a sua vida. O resto aprendeu sozinho, como ele próprio dizia: “Daquele tempo em diante / Das letras me fiz amigo / Lia jornal e revista / Romance, livro e artigo / Tudo que lia e ouvia /Ficava impresso comigo…”.

Belarmino de França só veio ter consciência dos seus dotes de poeta, cantador e repentista aos 13 anos de idade. E isto surgiu quase que por acaso. É que nos dias de feira, era sempre ele que tinha de ficar tomando conta da casa e preparando a comida, razão pela qual estava impedido de acompanhar a família ao povoado, o que o deixava triste — feiras da espécie são como festa para as pessoas desses rincões sertanejos. Assim, num misto de revolta e desabafo, fez o seu primeiro improviso, com erros de grafia e concordância, mas com muita sabedoria: “Todos sai a passiá / E eu fico dentro de casa / Socado dentro da brasa / Arriscando a mim queimá / Tomém quero ir brincar / Pruquê tenho pricisão / Vivo nessa condição / Não posso nem ir a feira / Sendo assim dessa maneira / Sou das trempes do fogão”.

Após seus primeiros estudos — 26 dias de aulas — e dotado que era de memória fotográfica, Belarmino descobriu que tudo o que lia ficava indelevelmente gravado em sua mente. E que de lá não saía mais. Assim, depois do seu segundo período de escola — 19 dias de aulas — procurou ler o que lhe caísse nas mãos, devorando jornais, revistas, livros, a tabuada, cordéis, bulas, letreiros, folhetos, anúncios, enfim, tudo o que tivesse letras ou números.

Dessa maneira é que o menino que fez seus primeiros versos cheios de erros, quando adulto já estava íntimo da língua pátria, falando e escrevendo corretamente e, ainda, dominando a gramática e suas regras, como ele mesmo reconhecia: “Conheço trema e aférese / Antônimo e interjeição / Síntese, verbo e advérbio / Pronome e preposição / Conjunção, nome e artigo /Crase e traço de união”.

É que, com o tempo, ele deve ter bebido sabedoria e conhecimentos em bibliotecas de intelectuais e instituições de Pombal, a cidade mais próxima da propriedade de sua família, já que, à época, bons livros eram difíceis de ser adquiridos naquela localidade interiorana, como em muitas outras do interior do país. Desse modo, deve ter recebido grande apoio logístico das bibliotecas do médico Atêncio Bezerra Wanderley, do promotor de justiça Nélson Nóbrega, da oficiala de registro público Nena Queiroga, do dentista Wilson Nóbrega Seixas, da professora de história Ivanilde Bandeira, da Sociedade Artística Beneficente de Pombal e da Paróquia local, além de muitos outros.

Por isto é que ao longo da vida, como autodidata que era, adquiriu incomensurável cultura, para o que foram indispensáveis sua grande força de vontade, descomunal inteligência e fabulosa memória. E isto fica muito claro ao se ter conhecimento de depoimento seu, quando afirmou: “Tive apenas 45 dias de aulas. E o pouco que aprendi e do muito que hoje sei foi desembestado por conta própria, comigo mesmo. Entendo do Apocalipse, sei da passagem da Divina Comédia de Dante, sirvo-me de Aristóteles, de Cícero e de Péricles. Luís de Camões é gato de casa e Cleópatra a face da beleza que vespertinamente encontro no poente, em nuvens, ensangüentada”.

Também, depois dos seus primeiros versos, seu Belo nunca mais parou de versejar, tornando-se grande e respeitado poeta, cantador e repentista, vencedor de cantorias e de pelejas. Com isto, era admirado pelos homens, cobiçado pelas mulheres e temidos pelos cantadores que com ele duelavam. Tudo sem nunca ter deixado de lado a sua profissão de lavrador e criador, de onde realmente tirava o sustento da família, já que cantava mais por amor à arte da poesia e do improviso.

Belarmino era uma pessoa serena e bem humorada, mas realista. Assim é que na velhice, quando já chegara aos 83 anos de idade, sentindo o peso da idade, improvisou: “Na mocidade sadia / O poeta é um herói / Mas lhe chegando a velhice / Definha e tudo lhe dói / O que a mocidade cria / Sempre a velhice destrói… A velhice nos corrói / Saúde, força e lembrança / O moço a tudo resiste / O velho com tudo se cansa / E é isto que está se dando / Com Belarmino de França”.

Cinco anos depois destes versos Belarmino Fernandes de França partiu desta para uma vida melhor. Faleceu — no mesmo pé de serra onde nascera — no dia 20 de março de 1982, aos 88 anos de idade, com longevidade para os de sua geração. Morreu satisfeito. Isso por ter amado, sido amado, deixado uma prole, ter aprendido a ler e por ser portador de conhecimentos mil. Por ser poeta, cantador e repentista. Por ter legado ao mundo a sua poesia e o seu saber. E por ter dado sua contribuição à cultura do seu povo. Ou seja, satisfeito pela vida que teve. E hoje deve estar lá no andar de cima improvisando os seus versos. Isto numa roda de parentes, amigos, poetas e intelectuais. Todos cercados por arcanjos, querubins e serafins. Estes atentos e com as harpas mudas. Mudas para não prejudicarem o ponteio da viola do poeta. Nem as rimas dos seus versos.


Everaldo Dantas da Nóbrega

(Obs. — O autor desta matéria reavivou sua memória sobre Belarmino de França ao ler o livro “Belarmino de França, um Trovador do Sertão”, de Verneck Abrantes ).


A Igreja do Rosário de Pombal e o Sincretismo Religioso


O marco do triunfo dos europeus e das idéias que traziam o signo da Cruz, quando da colonização brasileira, era a construção de igrejas católicas. A partir da edificação de inúmeros templos, surgiram diversos aldeamentos na região nordeste, bem como em diversos lugares espalhados pelo Brasil.

Em Pombal, Estado da Paraíba, o testemunho dessa fase ainda se conserva através de relíquia histórica representada pela igreja do Rosário. A construção, em estilo barroco, se concretizou em devida promessa feita pelos conquistadores a Nossa Senhora do Bonsucesso quando das fulminantes e mortíferas investidas dos indígenas,precursoras do estilo de guerrilha que caracterizou dos salteadores das caatingas, principalmente durante o século XIX e boa parte deste passado. O “sucesso” foi pleno, registrando-se episódios surreais de pura perversidade contra povos indígenas.

Inicialmente, a capela onde os colonizadores agradeciam o “sucesso” do massacre, era uma tosca choupana erigida por aventureiros a serviço da famosa Casa da Torre. O genocídio da brava tribo Pegas, bem como de inúmeras outras nações indígenas, verdadeiras donas da terra, se completava, afastando dessa forma a ameaça dos sucessivos e surpreendentes ataques aos colonizadores, e, também, talvez principalmente, aos rebanhos de gado, razão econômica da expansão territorial pelo sertão enfatizada pelos lusitanos em sua colônia nas Américas.

Em 1721, quando a guerra dos “bárbaros” já integrava a memória dos antigos colonizadores, embora ainda incompleta, a estrutura primitiva da tosca capelinha cedeu lugar a uma perfeita obra de arte, com sinuosos traços arquitetônicos que se vinculavam ao estilo vigente quando de sua construção. Ainda sobreviviam, nessa época, tribos dispersas e acuadas, devido à desvantagem da defesa e do ataque patrocinada pelas armas que dispunham. Resistiram poucos remanescentes das heróicas contendas que marcaram os sangrentos embates que envolveram índios e brancos quando das violentas pelejas que obstacularam tenazmente, durante dez anos, o avanço das bandeiras colonizatórias.

A mão de obra utilizada na construção da atual igreja do Rosário de Pombal envolveu índios subjugados, escravos compulsoriamente inseridos na arriscada empreitada gerida pelos poderosos prepostos do famoso império localizado na Bahia. Possivelmente, trabalhadores livres também participaram da efetivação do marco da colonização portuguesa, país católico por excelência, abrigou, durante longos séculos, da nefasta e criminosa instituição da inquisição. O pedreiro responsável pela obra de arte se chamava Simão Barbosa. Com certeza era um homem livre, embora inserido em plano inferior dentro da hierarquia da orgulhosa elite privilegiada da sociedade sertaneja agropastoril, aqual estava firmada sobre o reflexo da estrutura social consolidada no litoral açucareiro.

Até o final do século XIX os cultos católicos, direcionados a Nossa Senhora do Bonsucesso, foram realizados na velha igreja em estilo barroco. Com a construção de novo templo, concluído no início da década de noventa da referida centúria, o recanto de oração dos cristãos da terra de Maringá à sua padroeira, passou a se realizar na matriz inaugurada para receber a devoção dos fiéis. Originalmente arquitetada com apenas uma torre, somente no final da década de cinqüenta do século XX foi construída outra.

A igreja do Rosário só passou a ser conhecida assim depois que mítico negro de nome Manoel Cachoeira conseguiu convencer o Bispo de Olinda a oficializar a festa em que se observa nítida vinculação com manifestações religiosas impostas pelo colonizador aos escravos que penavam no famigerado cativeiro, o qual deixou marcas indeléveis. Amão-de-obra massacrada no trabalho estafante em canaviais, minas,etc., elo importantes dentro da plantation, cuja característica era englobar, além da escravidão, o latifúndio e a monocultura, sofre humilhantemente, ainda hoje, com a permanência aviltante do legado maior do escravismo: O preconceito e a exclusão. Esse sistema imposto pela metrópole portuguesa assegurou o enriquecimento de alguns portugueses e de muitos holandeses que comercializavam o açúcar brasileiro até a crise sucessória em Portugal, a qual definiu a união ibérica.

Reza a tradição que o fundador da festa do Rosário de Pombal fez três viagens a Pernambuco, até alcançar o seu objetivo. Com certeza, houve contato de Manoel Cachoeira com o folclore negro, extremamente rico nas plagas que palmilhou, principalmente no que tange às manifestações culturais personificadas no Reisado, nos Congos e na própria irmandade do Rosário, incorporados ao evento religioso, denotando formas de resistência cultural. O ritual dos Congos é um dos mais significativos, remontando à ênfase ao respeito de súditos à nobrezade tribos africanas.

Três culturas se fundem no ensejo da adoração ao Rosário. Inúmeras tribos islamizadas foram trazidas da África para o Brasil,permanecendo traços culturais destas em razão da presença do Tecebá, o Rosário islâmico, entre os dedos da imagem de Nossa Senhora. Notar queo culto se destina mais precisamente ao Rosário, símbolo da resistência dos descendentes dos filhos de Alá. Em seguida, enquanto signo da imposição do colonizador católico, encontra-se a presença do cristianismo, com Nossa Senhora coadjuvando a expressão de Fé, e,finalizando com as evidentes marcas da louvação que denotam a influência da cultura negra, considerada pagã pela igreja Católica, decerta forma, em diversos momentos.

No início da década de sessenta do século passado, Padre Acácio Rolimse negou a realizar a festa do Rosário. A resposta da sólida cultura de Pombal se deu quando o povo, não se importando com nada, lotou a cidade e realizou sozinho o evento religioso. O sacerdote de nobre família cajazeirense se horrorizava com o espetáculo alegre e festivo promovido pela irmandade do Rosário, o qual ele considerava profano e herético.

Alicerçado em indisfarçável racismo, este sacerdote considerava profana a manifestação negra ao Rosário, desestimulando-a enquanto pôde. Depois da era Padre Sólon, quando houve efetiva articulação de novos rumos da liturgia católica no município de Pombal, a festa do Rosário passou a ser enfatizada de forma exponencial, sobrepujando a tradição antes existente, referente à devoção à padroeira.

A igreja do Rosário, patrimônio importante da História do semi-árido,tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estadoda Paraíba, guarda, com certeza, segredos nunca descobertos. Séculosde História a fez referência à inúmeras gerações.

Sua preservação é definida por lei. Nada pode atentar contra sua integridade estrutural, pelo menos em tese. Na prática, foram registrados verdadeiros atos de vandalismo contra a estrutura que guarda um pedaço da História pombalense. Várias preciosidades foram destruídas enquanto produto da insensatez daqueles que não enxerga a importância que o velho templo em estilo barroco tem para a compreensão do processo que gerou a espacialização deste núcleo da expansão metropolitana em direção ao desconhecido sertão de índios bravios.

A igreja do Rosário de Pombal é uma das maiores riquezas que a terrade Maringá possui, na verdade patrimônio da humanidade em virtude que o legado de gerações pretéritas é um bem coletivo que suscita conscientização a cerca do papel que todos devemos desempenhar na busca incessante pela preservação dos nossos testemunhos Históricos, e,conseqüentemente, de nossa cultura e, mais ainda, de nossa identidade,vilipendiada cotidianamente.



(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor Adjunto doDepartamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociaisda Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Central,Mossoró/RN. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

sábado, 29 de agosto de 2009

5 Peba na Pimenta - Quinteto Violado

Versículos do dia


Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Salmos 19:1


Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Mateus 11:25

Britânicos acreditam ver monstro do Lago Ness em imagem de satélite


Nessie é descrito como um plesiossauro, réptil marinho extinto.

Reprodução do Google Earth foi publicada em jornais da Inglaterra.

Um dos maiores mistérios da Escócia voltou a ser notícia nesta quarta-feira (26) nos jornais britânicos depois que um internauta disse ter visto o monstro do Lago Ness em uma imagem de satélite disponível no Google Earth.

O monstro Nessie é descrito como um plesiossauro, um réptil marinho com quatro nadadeiras e uma cauda longa, extinto há milhões de anos. A reprodução que mostra uma mancha branca com o mesmo formato da criatura na água foi divulgada em veículos como "The Sun" e "Daily Mail".

"Eu não acreditei. Ele é justamente como nas descrições do Nessie", disse o segurança Jason Cooke, que fez a reprodução da imagem. Adrian Shine, um pesquisador do projeto Lago Ness, disse que a imagem é "realmente intrigante" e que merece estudo.

Para ver a imagem do "monstro do lago", basta colocar no Google Earth as coordenadas 57°12'52.13"N (latitude) e 4°34'14.16"W (longitude).


Fonte: G1

Frase



"Se Deus quiser me levar o faria sem o câncer mesmo, mas se ele quiser que eu fique, nem o câncer pode comigo".



José de Alencar, vice-presidente da República



A luta do tratamento experimental ao qual o vice-presidente da República, José Alencar, de 77 anos de idade, vinha se submetendo nos últimos meses será interrompido pelos seus médicos.

Ontem, sexta-feira, o vice voltou ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para avaliação da gravidade de sua doença. Ao término dos exames, constatou-se que o tratamento não surtiu os efeitos desejados e o câncer na região do abdômen voltou a crescer.

Onde havia três lesões há pouco mais de um mês, agora são 11. O tumor também está se infiltrando de novo entre as alças do intestino, o que pode provocar novas obstruções.

Pum mata? Mata, ô se mata. Mata mesmo!

Quer ver um exemplo?

Em Jerusalém, no Pessach do ano de 44 d.C. um pum foi responsável pela morte de aproximadamente dez mil pessoas!

Você acredita?

Pois foi isso mesmo...

Sabe como isso aconteceu? Será que foi o catastrófico resultado de uma feijoada completa e indigesta? Ou será que havia câmaras de execução em massa, para as quais armazenavam-se os indiscretos gases produzidos por nós? Uma versão mais rústica da técnica das câmaras de gases utilizadas para execução nos campos de concentração nazistas?

Não, certamente não foi assim.


Naquele Pessach, como até hoje é comum nas importantes datas religiosas, uma multidão de devotos encheu a cidade sagrada de Jerusalém. Sob o olhar vigilante e apreensivo de tropas romanas, os judeus aglomeravam-se dentro e ao redor do Templo de Jerusalém, entoando suas rezas e cumprindo seus deveres. Eis então que, nesse clima religioso e divino, um dos soldados romanos que fazia a guarda do templo virou as costas para a multidão e... PUM! É isso aí. Soltou um sonoro e estarrecedor pum, daqueles dignos de prêmio!

Mas se você acha que ele foi suficiente para matar dez mil judeus, está precipitando um pouco as coisas...

Segundo Flavius Josephus, o principal historiador do período da ocupação romana na Palestina através do qual nos chega essa narração, esse ato foi suficiente para deixar inconformados os fiéis. Na verdade, isto foi a gota d’água, pois a situação vivida já não era das melhores, uma relação recheada de ódio e ressentimento.

Revoltados, enquanto alguns judeus exigiam punição rigorosa ao desrespeitoso soldado, outros mais exaltados começaram a atirar pedras nos soldados romanos. Em pouco tempo, a festa virou uma enorme confusão, e as estimativas apontam cerca de dez mil mortos nesse triste e fedorento dia.

Mas afinal, o que é um pum?

Chamamos de pum a expulsão dos gases intestinais que se formam nos animais. Sua produção não é um dom exclusivamente humano, sendo freqüente também em outros grupos de animais. Na verdade, quando soltamos um pum, estamos liberando os gases produzidos pelas bactérias que vivem em nosso interior, gases decorrentes de seu metabolismo.

Um “pum médio” contém aproximadamente 58% de nitrogênio, 21% de hidrogênio , 9% de dióxido de carbono, 7% de metano e 4% de oxigênio - todos gases absolutamente inodoros. Os responsáveis por sentirmos a presença mesmo do pum silencioso são compostos de amônia e enxofre, apenas 1% do total do pum.

Todo mundo solta puns. Uns evitam, outros parecem fazer questão de ser notados. Uns soltam mais, outros menos. Isso depende muito do organismo do indivíduo, seu metabolismo e, claro, do que ele se alimenta. Há alguns alimentos que favorecem a produção de gases, como os laticínios, repolho, brócolis e cenoura crus, soja, cebola, maçã, banana, melancia, gorduras, cereais ricos em fibra, carboidratos e, como todos já sabemos – e sentimos - o feijão. Na média, soltamos de 600ml a 1 litro de gases todos os dias, em prestações. Eles são liberados em vigília ou durante o sono...

Agora, essa história de ficar com a mão amarela... Ah! Aí não tenho a mínima idéia!
Fonte:
http://clickeaprenda.uol.com.br/mostraConteudo.action?nivel=M&codigoPagina=NOT0903300101

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Pais que tudo permitem... Que futuro estão legando para seus filhos?


O personagem de Antônio Calloni na novela “Caminho das Índias”, de autoria de Glória Perez, apresentada no horário nobre da Rede Globo é um exemplo vivo criado pela dramaturgia daquilo que vem acontecendo no país há pelo menos 20 anos com sensível piora ao longo da última década. Não há mais limites para os filhos de inúmeras famílias de classe média [principalmente] no Brasil. E os responsáveis por este fato lamentável são os pais. Sei que isso irá gerar muitas reclamações e e-mails condenando a veemência com que trago a tona esta afirmação, mas é mais que urgente não só uma reflexão séria sobre o fenômeno como também ações no sentido de trabalhos que permitam chegarmos a respostas práticas quanto a este.

Antônio Calloni, mais uma vez desempenhando com maestria o seu papel, interpreta um advogado de classe média, casado pela segunda vez, pai de três jovens [duas garotas e um jovem] que, a despeito das inúmeras ocorrências praticadas pelo filho e denunciadas por diferentes pessoas e instituições, teima em lhe passar a mão na cabeça em todas elas e defender-lhe ainda que o ocorrido realmente se revele uma falta de média ou séria implicação.

Utiliza da prerrogativa de bacharel em direito, num país em que os advogados ainda se julgam doutores mesmo que não tenham complementado os estudos em tal nível, para adentrar delegacias e escolas e intimidar sob a ameaça de processo qualquer pessoa que em algum momento ponha em risco todas as liberdades por ele concedidas a seu filho.

Para o personagem a lei existe para garantir-lhes direitos individuais mesmo que em detrimento de outras pessoas, agredidas ou vilipendiadas por seu filho e também por seu comportamento arrogante, impulsivo e agressivo. É claro que por se tratar de uma peça de ficção televisiva o que se espera é que com o decorrer da trama de Glória Perez a justiça seja feita e tanto o jovem infrator quanto seu pai venham a pagar por seus erros tão evidentes...

Mas e na vida real? E se pensarmos em casos e mais casos que se avolumam nos arquivos das escolas a demonstrar o descaso, o desrespeito, o desacato e a violência perpetrada por um crescente número de estudantes contra colegas, professores, funcionários e até mesmo contra o patrimônio público ou privado? O que fazer? Que caminhos tomar se os principais parceiros no combate a fenômenos como o bullying ou a depredação de bens, no caso os próprios pais, se tornam coniventes e em defesa dos filhos resolvem virar as costas para a justiça?

A escola por si só é capaz de solucionar tais problemas? Que encargos devem ser assumidos pelos educadores e até que ponto podem atuar se os pais se mostram ausentes ou coniventes com tudo isto?

Certa vez ouvi o depoimento de um delegado de polícia para um grupo de pais em que o representante da lei ao abordar o assunto assim orientava os pais:

“Se seus filhos cometem erros e vocês não os repreendem e orientam quando ainda crianças a tendência é que eles se sintam cada vez mais livres para novas empreitadas, tentativas e ações em idades mais avançadas, como na adolescência, só que com implicações mais graves. Se também nesta fase os pais fecham os olhos a tudo ou mostram-se coniventes a proteger seus rebentos, a perspectiva futura é ainda pior. Caso nada tenha sido feito nestas faixas etárias, quando jovens e maiores de idade, os corretivos tendem a ser aplicados pela lei, com implicações graves tanto para os filhos quanto para os pais”.

Os termos utilizados pelo delegado não foram tão suaves e nem tampouco o discurso foi exatamente este que apresentei, mas em linhas gerais, a ideia trabalhada neste encontro foi que, caso os pais não participem as necessárias orientações, reprimendas, corretivos e mesmo castigos [obviamente não me refiro neste espaço a agressões físicas] aos filhos no decorrer de seu processo de maturação, iniciando esta prática ainda na infância, a tendência é que tais ações não ocorram de forma suave ou sublimada como seria se feita pelos pais...

A resposta da justiça seria o encarceramento, a abertura de processos judiciais, a inserção de dados no histórico que poderiam afetar o futuro pessoal e profissional do implicado ou ainda outras medidas de tal natureza...

O recente caso envolvendo o megacampeão olímpico da natação, o norte-americano Michael Phelps, flagrado em uma festa universitária a consumir maconha e a divulgação de foto em jornais e na Internet levou a uma retração pública do atleta e ilustra a questão dos limites que temos que estabelecer para que possamos ter o devido reconhecimento e respeito. Ninguém está acima da lei ou do direito individual alheio e, portanto, ao não traçar claras fronteiras entre o que é possível ou não fazer, os pais criam e estimulam a prevalência da ideia de que tudo no mundo é possível, até atos ilícitos que prejudicam outrem.

A situação de Phelps, por exemplo, a despeito de sua retratação, ficou ainda pior com a divulgação da informação de que alguns de seus “representantes” tentaram impedir a publicação da foto dando dinheiro ao jornal que trouxe a notícia a público. Tal ação reforça a ideia de que os erros, quando não conhecidos, não inferem a pessoa que os cometeu nenhum prejuízo [ainda que outros tenham sofrido consequências relativamente a estes]. Enfatiza ainda que o dinheiro pode apagar tais rastros e, literalmente, purificar a pessoa implicada em tais “pecadilhos”...

Para atenuar a responsabilidade dos pais há artigos que retratam comportamentos semelhantes ao do pai personificado por Antônio Calloni em “Caminho das Índias” como resultado de uma liberalização excessiva vivida por estes progenitores que teriam, em suas infâncias ou adolescências, vivido sob a égide de famílias patriarcais tradicionais, daquelas em que tudo o que o pai diz é lei. Outros argumentam que tais ações são respostas a opressão e a coerção vivida no Brasil durante a ditadura militar... As pessoas tenderiam então a radicalizar suas próprias vidas rumo a uma liberdade irresponsável e sem fronteiras...

Pessoalmente acredito que estas afirmações podem até ter, no fundo [bem lá no fundo] algum fundamento, mas não creio que possamos continuar nos apoiando nestas desculpas esfarrapadas por mais tempo enquanto vemos membros da atual geração de adolescentes e jovens a destruir suas vidas futuras por conta de ações desmedidas e sem limites.

Alguns estudiosos afirmam que o fato dos pais [tanto o pai quanto a mãe] estarem envolvidos com suas carreiras e, portanto, ausentes na formação dos filhos os levam a compensar seus rebentos com benefícios materiais e liberdade extremada. Tendo a pensar que tal afirmação tem mais lógica. Entretanto ainda assim creio que não podemos mais procurar subterfúgios e sim que ao invés de justificativas devemos emendar ações conjuntas.

Neste sentido as escolas podem ajudar e muito. Devem desde o princípio, por exemplo, definir suas regras de funcionamento interno em comum acordo com a comunidade e deixar todos cientes delas. Outra medida de grande valor e utilidade é esclarecer a todos que o papel que compete à escola inclui noções de cidadania, ética e civilidade – porém que estes saberes são complementares ao processo de instrução e escolarização e dependem essencialmente de um trabalho em conjunto com as famílias.

A própria participação dos pais na escola e no acompanhamento dos filhos – não só no que se refere ao rendimento escolar de seus filhos [também isto] – acompanhando o seu processo de inserção social e participação em ações culturais é de grande importância. Outra questão primordial para as escolas é a revisão de seus métodos e processos para que as aulas se tornem mais palatáveis e motivadoras para os educandos. Desta forma podem também ser atenuadas e minoradas situações de conflito ou depredação no ambiente escolar.

Tais ações são prementes e, penso que o debate deve ser ampliado para que todos possam participar opiniões e ações que efetivamente permitam aos membros desta nova geração uma inserção respeitosa, útil e solidária no seio da sociedade.


João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).


Fonte:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.planetaeducacao.com.br/novo/imagens/artigos/editorial/Desenho-de-duas-pessoas-conversando-amigavelmente_03.jpg&imgrefurl=http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp%3Fartigo%3D1389&h=364&w=376&sz=18&tbnid=Qe9YzoUdGr-HgM:&tbnh=118&tbnw=122&prev=/images%3Fq%3Dimagens%2Bde%2Bpessoas%2Bconversando&hl=pt-BR&usg=__89p1wzAxnIdU9fEYUQcvgJ90gJo=&ei=wViYSrnlKpqg8Qb3pITGAQ&sa=X&oi=image_result&resnum=1&ct=image

Conversar é uma forma de amar


O diálogo foi uma das questões mais importantes no surgimento da filosofia. Serviu de modelo teórico de uma ação prática. Platão, na antiguidade clássica, usou-o como estilo para mostrar que a filosofia dependia da conversação. Ele queria mostrar que ela não era uma teoria isolada das relações humanas. Que nascia da diferença do pensamento de cada um que entrava em contato com o pensamento de outro. Chegou a dizer que o pensamento era o diálogo da alma consigo mesma num sentido muito próximo do “falar com os próprios botões” que conhecemos tão bem. Pensar era uma questão de linguagem. O pensamento precisava das palavras, da gramática, da língua, do imaginário, do mito, para se expressar e, por isso, o cuidado com a escolha e o uso de todos estes elementos era tão essencial.

Da conversação é que surgem todas as nossas relações sociais: desde a família até as decisões políticas, passando pela amizade e pelo amor. É porque não sabemos que a arte da conversa é muito mais do que a mera persuasão, que convencimento ou sedução, que perdemos de vista sua função ética. Conversar serve para criar laços sinceros e reais. Com ele se funda o que chamamos sociedade cujo laço essencial é o amor, segundo Humberto Maturana, importante biólogo e filósofo chileno da atualidade.

Ninguém conversa mais

Desaprendemos de conversar por alguns motivos. Um deles é o descaso que temos com as palavras. Nem nos preocupamos em conhecê-las, não avaliamos a história da humanidade que nelas se guarda. Não imaginamos que palavras tão comuns quanto liberdade, memória, história, pensamento, prática, e tantas outras possuem uma vasta história. E não se trata apenas da etimologia, da origem dos nomes, mas da função simbólica, do que está guardado nas palavras como sentido que vai além delas e mostra o mundo humano dos afetos, sentimentos, desejos, projetos. Não apenas os poetas e escritores devem cuidar das palavras, mas todos os humanos.

Conversar é perigoso, dizem os donos do poder

A má política, aquela que se separou da ética, sempre soube o quão perigoso para si mesma era a conversação. Nos campos de concentração da Alemanha nazista era comum a separação de prisioneiros de mesma língua e o convívio de prisioneiros de nacionalidades diferentes. Podemos chamar “violência simbólica”, segundo a expressão do sociólogo do século XX Pierre Bordieau, a este gesto de impedir o contato pela palavra. Sabiam os nazistas que este era um procedimento de tortura mental e também de proteção do regime. Sabiam que a conversa sempre aproxima os seres humanos por criar afetos e, deles, pode surgir algum projeto que modifique alguma coisa que alguém desejava ver sempre igual. A conversação cria cumplicidade. Por isso, todas as instituições autoritárias proíbem a conversação.

Mas o problema maior em nossa sociedade atual é o fato de que incorporamos a proibição da conversa. Introjetamos o medo do contato. Não sabemos mais conversar, perdemos o estímulo quando caímos em depressão ou morremos de medo quando somos tímidos. A frase de Sartre “o inferno são os outros” muitas vezes pode nos socorrer diante do pavor do contato e da relação mais íntima com quem poderia vir a ser um amigo.

Quantas vezes parecemos conversar, mas isso não ocorre. Conversações estranhas, porque sem diálogo, aparecem quando numa festa, num encontro casual, ou na escola, no trabalho, ou mesmo em casa, contamos sobre um filme que vimos. A pessoa a quem nos dirigimos, quem deveria conversar sobre o que lhe dizemos, recorre imediatamente a outro filme que ela viu ou diz não gostar de cinema. Fazemos isso e assim nem conversamos sobre o filme assistido por quem narra o fato, nem o visto por quem o ouve. Perdemos a capacidade de prestar atenção no que foi dito. A capacidade de escutar está em extinção. Se usarmos outro exemplo perceberemos o fenômeno de modo ainda mais claro: quando alguém fala de seus problemas, o outro, aquele que deveria ouvir, sempre comparece com seus exemplos interrompendo a atenção necessária à exposição do primeiro, quando não chega a dizer “não quero ouvir, pois isso não me acrescentará nada”, como se conversar – o que fazemos de mais humano - fosse uma troca mercantil de lucros e ganhos. Ou ainda, interrompe com um “eu sei” prepotente, inviabilizando toda descoberta. Em outras palavras, nos tornamos – em graus variados - incomunicáveis. Em tempos de comunicação de massas, numa sociedade estimulada pela mídia que nem sempre cumpre com seu papel de comunicar, esta se tornou uma questão essencial.

O que teremos a nos dizer no futuro?

Walter Benjamin dizia que a incapacidade de narrar experiências comunicáveis resulta das experiências negativas que sofremos. Um soldado que vai a guerra é o seu exemplo, mas podemos usar nossos mais próximos: aquele que vive na rua sem lar, o que vive na miséria material qualquer que seja, aquele que se sente só num asilo, num orfanato, num hospital. Que criança será capaz de sobreviver em sua intimidade se nenhuma linguagem será capaz de expressar o sofrimento que ela viveu na pele perambulando pelas faróis e, do outro lado, não havendo ninguém que possa ouvi-la? Que poderá ela nos dizer se chegar a ser adulta? Não temos o que dizer aos descendentes de escravos, aos aviltados históricos deste país?

O que temos nós, de fato, a dizer e a ouvir desta esta criança nas ruas? Elie Wiesel, autor de A Noite, quando criança assistiu à morte por enforcamento de um menino num campo de concentração. A condenação fora a condenação do futuro e de toda a humanidade. Mas ainda podemos corrigir os erros. Melhor começar conversando direito, descobrindo o que temos a dizer e ouvir.


Marcia Tiburi
Publicado em Vida Simples

Noivos têm 'onda de azar' antes de casamento na Inglaterra


Empresas envolvidas na cerimônia faliram e loja do vestido foi assaltada. Apesar do azar nos preparativos, casamento 'foi perfeito' para noiva.

Um casal britânico passou por uma série de infortúnios durante os preparativos para seu casamento, ocorrido neste mês em Bishop Auckland.

De acordo com uma reportagem do jornal "Daily Mail", Kenneth e Karen Porter foram apelidados de o noivo e a noiva mais azarados da Grã Bretanha, depois que várias empresas envolvidas com seu casamento foram à falência antes do grande dia.

O fornecedor da linha aérea e do hotel reservado para sua lua de mel grega ruiu logo depois de os dois fazerem suas reservas. A loja onde Karen encomendou seu vestido foi assaltada. A loja fornecedora dos vestidos de madrinha faliu. O hotel reservado para a recepção, para o qual já haviam feito um depósito de 300 libras, também foi à falência. Karen passou por uma cirurgia no pé que a deixou impossibilitada de usar sapatos até três semanas antes do casamento. O vaporizador portátil comprado para passar as roupas de casamento explodiu.

Além de tudo isso, eles tinham ingressos para o show de Michael Jackson. Ingressos para um show substituto, para ver o Oasis, tiveram de ser cancelados depois que a operação significou que a noiva não poderia andar.

Apesar de todo o azar nos preparativos, nada de errado aconteceu durante o casamento. "Todo mundo que acertou conosco teve azar. Mas o casamento foi perfeito", disse Karen.

Fonte: G1

Waldick, Sempre no meu coração

Estréia hoje, 28.08.09, documentário dirigido por Patrícia Pillar que mostra a história do famoso cantor da música popular brasileira Waldick Soriano, desde suas remotas memórias da província agrária, percorrendo o duro trajeto da migração até os episódios típicos da sua vida na estrada, com suas alegrias e desencantos.

FICHA DO FILME
Título original: Waldick, Sempre no meu coração.
Diretor: Patrícia Pillar
Gênero: Documentário
Duração: 58 minutos
Ano: 2007
Data da Estreia: 28/08/2009
Cor: Colorido
Classificação: Não disponível

Vírus da gripe suína já é dominante no mundo, diz OMS


De acordo com um comunicado no site da organização, provas recolhidas em vários locais onde ocorreram epidemias do vírus A (H1N1) mostraram que ele proliferou rapidamente.

"O monitoramento pela rede de laboratórios da OMS mostra que o vírus, em todos os locais onde há surtos, permanece virtualmente idêntico. Estudos não detectaram sinais de que o vírus tenha sofrido mutações para uma forma mais perigosa ou fatal", informou a OMS.

"A grande maioria dos pacientes continua sofrendo de uma doença leve. Apesar de o vírus poder levar a uma doença muito grave e fatal também em pessoas jovens e saudáveis, o número de casos assim permanece pequeno."

A OMS também advertiu que "a pandemia vai persistir nos próximos meses enquanto o vírus continua se movendo entre as populações suscetíveis".

Segunda onda

Em sua declaração, a OMS afirma há o risco de uma segunda grande onda de contaminação pelo vírus da gripe suína. "Países de clima tropical, onde o vírus da pandemia chegou mais tarde, também precisam se preparar para um aumento do número de casos."

"Países nas partes temperadas do hemisfério sul devem permanecer atentos. Locais restritos com aumento de transmissão podem continuar surgindo mesmo quando a pandemia já tiver atingido seu auge no nível nacional."

A OMS também alertou que grandes números de pessoas em todos os países continuam suscetíveis à doença e que, mesmo se o padrão de uma doença menos grave continuar, o impacto da pandemia durante a segunda onda pode ser pior.

"Números maiores de pessoas gravemente doentes, que precisam de cuidados intensivos, poderão se transformar no problema mais urgente para os serviços de saúde, criando pressões que podem sobrecarregar unidades de terapia intensiva e possivelmente prejudicar o fornecimento de tratamento para outras doenças."

A organização acrescentou que, como boa parte dos dados atuais a respeito da pandemia de gripe suína vem de países mais ricos, a situação nos países em desenvolvimento precisará ser monitorada com muita atenção.

"O mesmo vírus que causa problemas gerenciáveis em países ricos pode ter um impacto devastador em muitas partes do mundo em desenvolvimento", informou a organização em sua declaração.


Fonte:
G1

Sumiço de Belchior pode estar ligado a problemas financeiros


Longe de ser uma estratégia de marketing para reerguer a carreira ou o exílio voluntário de alguém com dinheiro no bolso, tudo indica que o desaparecimento de Belchior está ligado a uma disputa familiar e a problemas financeiros, informa a coluna de Barbara Gancia publicada na Folha desta sexta-feira.

A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

Para a colunista, o sumiço do compositor de "Como Nossos Pais", sucesso na voz de Elis Regina, que foi noticiado em 11 de agosto na "Palma Louca", revista literária da internet, mudou a vida da família do músico, que agora é alvo constante da imprensa.

Angela, ex-mulher de Belchior, se escondeu em casa e recusa-se a falar sobre o caso. Nem mesmo a filha do cantor, Camila, que mora no Reino Unido, foi completamente poupada, já que o assunto foi tema também de reportagem do britânico "The Guardian".

A coluna ainda afirma que, além de virar assunto em jornais e na internet, o desaparecimento do cantor também motivou campanhas em diversos locais do país. No Recife, o jornal popular "Aqui PE" lançou campanha oferecendo um engradado de cerveja e colocou na primeira página com a manchete: "A gente paga uma cerveja pra quem achar o Belchior".


Fonte:Folha On line

Versículos do dia


Porque, quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esses sete se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel; esses são os sete olhos do SENHOR, que percorrem por toda a terra. Zacarias 4:10

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23

Professora é demitida após vídeo sensual cair na web


Uma professora de educação infantil e alfabetização de uma escola particular de Salvador foi demitida depois de aparecer em vídeos postados no site "You Tube", dançando o pagode Todo Enfiado, da banda O Troco. Nas imagens, feitas em junho, a professora de 28 anos é vista fazendo a coreografia erótica da música, no palco, ao lado da banda. Em determinado momento, o vocalista do grupo e autor da canção, Mario Brasil, levanta o vestido dela e puxa a calcinha para cima, movimento que faz parte da coreografia.

Depois de virar celebridade na capital baiana - os vídeos, registrados por câmeras amadoras, já foram vistos mais de 100 mil vezes -, ela foi demitida da escola e, ridicularizada pelos vizinhos, teve de se mudar de bairro. Ela tem uma filha de 7 anos. "Pelo menos temporariamente não tenho como voltar para lá", avalia a professora, formada em pedagogia. Ela passou a morar com parentes.

Os responsáveis pela escola na qual lecionava não quiseram se pronunciar sobre o caso. Informam apenas que a demissão foi causada por pressão feita por pais de alunos. A professora diz estar arrependida. "Eu tinha bebido", justifica, e diz entender a decisão da escola. A demissão causou revolta entre os integrantes da banda. "Aquilo foi só uma brincadeira", avalia o autor da música. "Não faz sentido ela ter prejuízo por isso."


Fonte: Uol

Demônios Da Garoa & Fundo De Quintal - Trem Das Onze

Detalhes do manual de tortura da CIA

A CIA, o principal serviço secreto americano, obedecia um detalhado manual de torturas para interrogar prisioneiros sob a suspeita de terrorismo.

Os detalhes foram revelados nesta quinta-feira pelo jornal "Washington Post".

O mais grotesco nesse manual de tortura, fora a indecência moral de quem imagina uma coisa dessas, é o empenho da CIA em ensinar a bater sem machucar.

O manual faz parte de uma série de documentos sigilosos sobre o tratamento dado aos prisioneiros de grande importância em prisões secretas no exterior. Um dos detidos, que trabalhava como tradutor de Osama Bin Laden, foi mantido acordado por seis dias seguidos.

Fonte:
De Giuliana Morrone, no Jornal da Globo

Charge - Izânio


Jovem é detida por posar nua em museu de Nova York

Uma modelo foi detida por posar nua para um fotógrafo em uma das salas do Museu Metropolitano de Arte (Met) de Nova York, informou nesta quinta-feira a imprensa local. Kathleen Neill, de 26 anos, foi detida pouco depois que para surpresa dos presentes, tirou a roupa na sala de armas e armaduras do museu, acusada de comportamento lascivo.

A sessão fotográfica não-autorizada faz parte do projeto do artista gráfico nova-iorquino Zach Hyman de retratar corpos nus em locais públicos da cidade, como Times Square, o bairro de Chinatown ou a estátua do touro de bronze de Wall Street.

"Tudo foi muito bem até o final, em que ocorreu o pior que podia acontecer", explicou o fotógrafo ao jornal "New York Post", dizendo que se mostrou surpreso pela rápida reação dos guardas de segurança do Met.

"Fizemos questão de entregar a moça à polícia, havia crianças vendo o que acontecia", afirmou um dos vigias à publicação.

Como em outras ocasiões, Hyman tinha planejado meticulosamente a ida ao museu, e inclusive estava acompanhado das câmeras do canal local NBC New York.

Nas imagens, Neill aparece tirando o vestido rapidamente e posando em frente a uma estátua coberta pela armadura de um cavaleiro medieval à luz dos flashes.


Fonte: Folha on Line
Com Efe

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Maria Rita e Quinteto em Branco e Preto - Num corpo só

Aneel aprova internet e TV pela rede elétrica


Tecnologia permitirá o uso dos fios para transmissão de dados e 90% dos ganhos das distribuidoras com o novo serviço será usado para abater tarifas.



A rede de distribuição de energia elétrica do País poderá, em breve, ser usada para acesso à internet por banda larga e também para transmissão de vídeo e voz, viabilizando os serviços de TV por assinatura. O último passo regulatório que faltava para permitir a exploração comercial dessa tecnologia, conhecida como Power Line Communications (PLC), foi dado ontem com a aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) das regras a que estarão sujeitas as distribuidoras de energia. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já havia regulamentado a sua parte nessa tecnologia.

Uma boa notícia é que as regras da Aneel determinam que 90% do lucro obtido pelas distribuidoras com a exploração da tecnologia PLC terão que ser repassados aos consumidores de energia elétrica. Esse repasse será feito por meio de desconto nas tarifas cobradas pelo fornecimento de luz, o que deverá ocorrer no momento das revisões contratuais das distribuidoras que, em média, são feitas a cada quatro anos.

Na prática, a tecnologia permitirá o uso dos fios de energia elétrica para transmissão dos dados multimídia. Algumas adaptações serão necessárias como a instalação de roteadores nos postes de energia para direcionar a transmissão de dados e a instalação de modems na casa ou no escritório dos clientes, parecidos com os aparelhos que as empresas de telefonia ou de TV a cabo hoje usam para fornecer acesso à internet.

A nova tecnologia deverá estimular a concorrência e ampliar a oferta do serviço de internet via banda larga já que a rede de energia elétrica tem uma cobertura maior do que as outras tecnologias disponíveis. Quando aprovou o regulamento, a Anatel destacou que o PLC deverá reduzir os custos dos serviços já que não necessita de grandes investimentos por parte das empresas para implantação de uma infraestrutura. Ainda segundo a Anatel, a velocidade de conexão desse tipo de tecnologia deverá ser maior que a disponível hoje em outros serviços.

Não há data para que a nova tecnologia esteja disponível no mercado porque depende de cada distribuidora decidir pelo seu uso. As empresas de energia, no entanto, estão impedidas de explorar diretamente o novo serviço de banda larga já que não há previsão contratual para isso.

Para usar a rede de fios em transmissão de dados, terão que criar subsidiárias que ainda precisão obter licença da Anatel para operar no sistema de multimídia, o que leva até 90 dias se toda a documentação estiver correta.

Mesmo criando uma subsidiária para atuar no setor, as distribuidoras terão que "leiloar" a sua rede de transmissão de energia para exploração comercial da tecnologia PLC entre todas as empresas interessadas - e não entregar sua rede diretamente à sua coligada.

"Elas terão que escolher o maior preço oferecido, garantindo como referência os preços de mercado para o serviço", comentou o superintendente de Regulação de Serviços de Distribuição da Aneel, Paulo Henrique Lopes.

Os "leilões" de oferta de rede terão que ter uma publicidade antecipada de pelo menos três dias sobre as condições de uso da infraestrutura disponível, com publicação em três jornais, sendo dois de circulação nacional. As distribuidoras também estão obrigadas a fornecer todas as informações às empresas interessadas para realização dos estudos técnicos e econômicos para desenvolvimento das atividades comerciais. Pelas regras da Aneel, as distribuidoras terão liberdade para utilizar a tecnologia PLC para melhorar suas próprias atividades por meio da internet. Elas poderão, por exemplo, implantar a medição eletrônica do consumo de energia de seus consumidores e ainda fazer cortes ou religamento de fornecimento de luz elétrica.


Fonte: Isabel Sobral, BRASÍLIA
O Estadão

Tarifa de energia cai 15,01% na Paraíba


Os paraibanos vão pagar menos pela energia elétrica. Um milhão e 25 mil paraibanos de 216 municípios serão beneficiados com a redução no valor da fatura da Energisa. A redução no valor do consumo foi divulgada por volta das 19h00 de ontem em razão da segunda revisão tarifária das distribuidoras de quatro Estados do Nordeste pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os paraibanos foram beneficiados com a redução de 15,01% no valor das tarifas cobradas atualmente pela Energisa Paraíba (EPB). Foram aprovadas a revisão tarifária das distribuidoras Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Energisa Paraíba (EPB) e Companhia Energética do Maranhão (Cemar). As novas tarifas entrarão em vigor na próxima sexta-feira (28).

Os índices aprovados para as tarifas das distribuidoras são resultantes da avaliação do equilíbrio econômico-financeiro dessas empresas com destaque para redução da parcela B que corresponde aos custos gerenciáveis das concessionárias.


Fonte
Jornal Correio da Paraíba

Juiz faz audiência por celular pela primeira vez no Acre


O juiz Cloves Augusto, titular da 4ª Vara da Comarca de Rio Branco, realizou pela primeira vez na história do Judiciário do Acre uma audiência por meio de um telefone celular. O uso da tecnologia possibilitou que extinguisse em três minutos e três segundos um processo que poderia durar anos para ser julgado.

O magistrado recebeu a denúncia do Ministério Público contra Artur Vieira, acusado dos crimes de roubo e extorsão. De acordo com a denúncia, o acusado teria subtraído, através de ameaça pelo emprego de revólver, a quantia de R$ 12 mil, de Rosiele Silva de Oliveira e Clodomar Almeida da Silva.

O réu foi interrogado e se declarou inocente. Afirmou que no período em que ocorreu o assalto não sabia dizer o local exato onde estava, mas que deveria estar trabalhando em pintura ou outro serviço.

O juiz então ouviu a vítima Clodomar Almeida da Silva, que se encontrava em São Paulo, por meio de aparelho celular, com o uso do recurso viva-voz. Também participaram da audiência o acusado, membros do Ministério Público e da Defensoria Pública.

A vítima Clodomar Almeida, em seu depoimento, declarou que não tinha certeza de que o réu era o autor do crime, o que levou o juiz decidir pela absolvição do acusado.

- O Judiciário tem de utilizar todas as tecnologias que concebam maior celeridade processual, sobretudo as que promovam maior dinâmica e promovam acesso do cidadão aos seus direitos. O maior benefício é para a sociedade - disse o juiz sobre o procedimento inédito.


Fonte:
Blog da Amazônia, de Altino Machado.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Luiz Gonzaga - A morte do vaqueiro

Vidas Secas


“(...)A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pêlo caíra em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-lhe a comida e a bebida. (...) Então Fabiano resolveu matá-la. Foi buscar a espingarda de pederneira, lixou-a, limpou-a com o saca-trapo e fez tenção de carregá-la bem para a cachorra não sofrer muito. Sinhá Vitória fechou-se na camarinha, rebocando os meninos assustados, que adivinhavam desgraça e não se cansavam de repetir a mesma pergunta: – Vão bulir com a Baleia? (...) Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme.”

Trecho de Vidas Secas - Graciliano Ramos

Bolero de Ravel - Bar do Jacaré - João Pessoa

"O Pai dos Burros", de Humberto Werneck, reúne 4.500 frases feitas que a gente escuta (e fala) todos os dias, mas podia evitar


Não digo que "O Pai dos Burros" (Arquipélago Editorial) é daqueles "livros que não se consegue largar" porque isso pode soar como ofensa, ou no mínimo uma afronta ao autor, o jornalista Humberto Werneck. É que esse mineiro, que também assina "O santo sujo - A vida de Jayme Ovale" (CosacNaify), eleito pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como a melhor biografia de 2008, se ocupa há quase 40 anos em anotar, guardar e quebrar ao meio frases feitas como a acima citada. Dessa pesquisa saiu o dicionário, com mais de 4.500 expressões espalhadas pelos 2.000 verbetes da obra, apresentados em ordem alfabética a partir da palavra-chave. Pérolas que a gente escuta (e fala) todo dia como "façanha sem precedentes" ou "múltipla faceta" nos faz sentir meio burrinho mesmo. Mas, graças a Deus, protegido pelo pai.

A obsessão do autor em juntar essas fórmulas prontas (anotava em guardanapo, maço de cigarro ou no que estivesse ao alcance) é a prova de uma "preocupação sadia" (essa pode entrar na próxima edição do livro!) com a linguagem. Humberto é reconhecidamente um dos melhores textos do jornalismo brasileiro. E é famoso, justamente, por retorcer a frase-feita, dando-lhe um sentido original. Porque dizer que a vida está de "vento em popa" não tem o menor charme, mas o contrário, de que está de "vento em proa" é mesmo bem interessante.

Para chegar até "O Pai dos Burros", Humberto vem num longo caminho de fórmulas prontas. Leu "Dicionário das idéias feitas", de Gustave Flaubert (1952), e "Lugares-comuns", de Fernando Sabino (1974). Passou um bom tempo da vida, e talvez ainda passe, obcecado em catalogar frases e mais frases. "Inclui coisas novas até o último minuto possível no processo de edição e já tenho novas anotadas", diz o autor.

Seu olhar está tão treinado que Humberto identifica fácil o nascimento de um lugar-comum. Afinal, "as expressões só se gastaram por terem sido, um dia, luminosos lugares-incomuns, a partir daí repetidos até a exaustão semântica". Ele diz, por exemplo, que até vai sua memória os "porões da ditadura" e os "anos de chumbo" que a gente lê tanto por ai são criações do jornalista Augusto Nunes, lá pelos anos 1970, na revista Veja. "O problema é que a imitação é sempre tão menos talentosa", diz Humberto, que lança na entrevista a seguir o convite à reciclagem das palavras.

UOL: Por que colecionar lugares-comuns?
Humberto Werneck
: Sempre fui obcecado pela eficiência da linguagem, e radicalizei quando fui trabalhar no "Jornal da Tarde", de 1970 a 1973. Havia lá uma preocupação extrema com o texto. A gente fazia o que se chama hoje jornalismo literário. Era preciso evitar expressões que, de tão batidas, perderam o sentido. O papel do jornalista é mostrar o novo, e não tem cabimento tentar dizer o novo com linguagem velha. Para passar a informação, é preciso seduzir o leitor, e linguagem velha não seduz. Eu não tenho religião, mas tenho uma padroeira: Sherazade, a moça que salvou o pescoço porque soube seduzir o sultão com suas palavras durante 1001 noites. Nem tanto pelas histórias que contava, mas pelo modo de contar. Quando o leitor me abandona no meio do texto, ele está me decapitando.

No prefácio você explica que uma frase só entra pro hall dos lugares-comuns porque um dia já foram incomuns.
Humberto Werneck : Sim, são coisas que foram novas e deixaram de ser. Como tenho um olho bom para defeitos (não necessariamente os meus, esses muitas vezes me escapam), comecei a tomar nota de lugares-comuns, sem saber bem para quê.

Qual foi a sua principal fonte?
Humberto Werneck : A imprensa. Mas no meu livro tem muitas expressões que ouvi por aí, às vezes em circunstâncias bizarras - até mesmo em velório, acredita? Na época, tinha umas "febres", acordava no meio da noite para anotar lugares-comuns. Às vezes o sentido do que estava lendo chegava a me escapar, tamanha a preocupação em caçar fórmulas prontas.

E como pessoalmente você se relaciona com os lugares-comuns?
Humberto Werneck
: Falando, certamente digo lugares-comuns, mas ao escrever procuro evitar. O uso do lugar-comum denota preguiça, falta de imaginação e insegurança. É escolher a facilidade do caminho já trilhado. É usar o velho tal qual, sem a inventividade e a graça que os brechós verbais nos oferecem.

Então há um modo de usar bem o lugar-comum?
Humberto Werneck : O livro não tem caráter policial. Não é um "não pode", é um "se liga". Defendo o uso criativo do lugar-comum. A proposta é de reciclagem. Desarticular o comum e, como num Lego, fazer outra figurinha com ele. Criar lugares-incomuns.

Algumas pérolas
"O mundo todo não vale o meu lar"
"Jurar de pés juntos"
"Num futuro próximo"
"O futebol é uma caixinha de surpresas"
"Ter um grande futuro pela frente"
"Aproveitar o ensejo"
"Com a voz embargada pela emoção"
"A vida é feita de pequenas coisas"
"Por N motivos"

"O Pai dos Burros - Dicionário de Lugares-Comuns e Frases Feitas
Autor: Humberto Werneck
Arquipélago Editorial
205 páginas
Preço sugerido: R$ 29,90

Lançamento
São Paulo: terça, dia 25/08, às 18h30, na Livraria Cultura da Avenida Paulista
01/09 - Porto Alegre
15/09 - Rio de Janeiro
19/09 - Belo Horizonte


Fonte:
MARTA BARBOSA
Colaboração para o UOL

Desaparecimento do cantor Belchior intriga amigos e fãs


Uma matéria especial exibida no Fantástico do último domingo (24) levantou uma dúvida entre familiares, amigos e fãs de um dos maiores cantores e compositores da história da nossa MPB: onde está Belchior?

Na reportagem, a equipe da revista eletrônica da Rede Globo não localizou o artista cearense, que foi visto pela última vez há quatro meses, quando deu uma palinha em um show de Tom Zé em Brasília. Mas levantou dados interessantes sobre seu desaparecimento: Belchior não fez check-out do hotel onde viveu por mais de um ano, em São Paulo; abandonou um de seus carros, uma Mercedes, no estacionamento; e largou seu outro carro no estacionamento do aeroporto de Congonhas.

Além disso, afirmou a matéria, o ateliê de pintura do cantor localizado na capital paulista está com a caixa de correio lotada e não há sinal de que ele tenha passado pelo endereço.

A família do cantor afirma que os últimos contatos deles com Belchior foram feitos em 2007, quando ele falava sem parar em uma guinada na sua carreira. Vários produtores, empresários e antigos parceiros do cantor também não sabem de seu paradeiro.

Mesmo sem dar nenhuma resposta final para o enigma, a equipe do Fantástico deixou a entender que Belchior estaria preparando uma volta triunfal aos holofotes e ainda prometeu solucionar o estranho caso do sumiço do cantor.


Fonte: Uol

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Feliz Aniversário


Acreditar em algo e não vivê-lo é desonesto”.
Maratma Gandhi



É próprio da capacidade humana a condição de criar, fazer, planejar, realizar. O homem necessita do pulsar de suas vontades, da matéria de suas mãos e do colorido de suas fantasias! Sem sonho, é impossível ir adiante, sem sonho é impossível caminhar na vida.

Há, todavia, ainda no universo humano, aqueles que se detêm apenas e unicamente aos sonhos e passam o teor de suas existências planejando como seria se assim fosse. A cada sexta-feira teorizam soluções e resultados ora mirabolantes, ora simplórios, para os mais variados conflitos que nos cercam. São falazes capazes de resolver os problemas mais variados, mas que são incapazes de colocar seus projetos em ação na segunda-feira. Teóricos de ocasião, filósofos de mesa de bar, têm quase sempre a receita ideal para tudo, e tudo resolveriam se estivesse no meu ou no seu lugar.

Conhece alguém assim? Às vezes, nós mesmos somos assim.

Mas, como eu dizia, o homem só vive enquanto o seu sonho dura. E o idealismo é a escada para as grandes montanhas, a propulsão das invenções, dos empreendimentos, muitas vezes, acalentados por uma vida inteira. Alguns, dificílimos de serem enfrentados, outros nem tanto.

Assim, rendido em idealismos, nasceu o “www.omundocomoelee.blogspot.com”, que nunca teve e nem tem o propósito de ser grande ou pequeno, rico ou pobre, culto ou inculto, maior ou menor, belo ou feio, mas que se traduz genuinamente na materialização de mais uma vontade, de mais um sonho. Não apenas de um, mas de outros tantos companheiros que o germinaram e o adubaram até aqui com as suas opiniões, sugestões, comentários e criticas.

Seja como for, ei-lo aqui. Vivo, presente em nossos dias já há 753 dias.

Sem a obrigatoriedade com os acertos, mas também, sem compromisso com os erros, “O Mundo Como Ele É” ao longo desses dois anos de existência, vem se propondo a ser mais um veículo de difusão de idéias e ideais, de disseminação de cultura e de informação de nosso povo e da nossa gente com seus traços e tradições nordestinas.

Desse modo, é com muita alegria que neste mês de agosto fazemos aniversário de (02) dois anos de existência ao tempo em que continuamos convidamos os internautas, colaboradores, incentivadores, críticos, enfim, a todos, a conhecer o nosso site e navegar conosco no “O Mundo Como Ele É” e como nós podemos transformá-lo.

Obrigado a todos!



Cantilena de Lua Cheia - Vital Farias, Elomar, Geraldo Azevedo e Xangai

Ensino religioso em escolas públicas pode gerar discriminação, avalia professor

O ensino religioso que aborda uma doutrina específica pode gerar discriminação dentro das salas de aula, segundo o sociólogo da Unesp (Universidade Estadual Paulista), José Vaidergorn. "O ensino religioso identificado com uma religião não é democrático, pode ser considerado discriminatório", disse em entrevista à Agência Brasil.

Segundo Vaidegorn, o ensino voltado para uma determinada religião pode constranger os alunos que não compartilham dessas ideias. O professor ressalta ainda a possibilidade de que, dependendo da maneira que forem ministradas, as aulas de religião podem incentivar a intolerância entre os estudantes. "Em vez da educação fazer o seu papel formador, o seu papel de suprir, dentro das suas condições, as necessidades de formação da população ela passa a ser também um campo de disputa política e doutrinária."

As aulas de religião estão previstas na Constituição de 1988. No entanto, um acordo entre o governo brasileiro e o Vaticano, em tramitação no Congresso Nacional, estabelece o ensino católico e de outras doutrinas.

O presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Leão, contesta a justificativa apresentada na lei de que o ensino religioso é necessário para a formação do cidadão. "Não podemos considerar que a questão ética, a questão moral, o valores sejam privilégios das religiões", ressaltou. A presença do elemento religioso não faz sentido na educação pública e voltada para todos os cidadãos brasileiros, segundo ele. " A escola é pública, e a questão da fé é uma coisa íntima de cada um de nós".

Ele indicou a impossibilidade de todos os tipos de crença estarem representados no sistema de ensino religioso. Segundo ele, religiões minoritárias, como os cultos de origem afro, não teriam estrutura para estarem presentes em todos os pontos do país.

Além disso, as pessoas que não têm religião estariam completamente excluídas desse tipo de ensino, como destacou o presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), Daniel Sottomaior. "Mesmo que você conseguisse dar um ensino religioso equilibradamente entre todos os credos você ia deixar em desvantagem os arreligiosos e os ateus."

Sottomaior vê com preocupação a possibilidade de a fé se confundir com os conhecimentos transmitidos pelo sistema educacional."Como o aluno pode distinguir entre a confiabilidade dos conteúdos das aulas de geografia e matemática e o conteúdo das aulas de religião?"

Para o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Geraldo Lyrio Rocha, a religião é parte importante no processo educacional. "Uma educação integral envolve também o aspecto da dimensão religiosa ao lado das outras dimensões da vida humana", afirmou.


Fonte:
Da Agência Brasil
Daniel Mello

domingo, 23 de agosto de 2009

Provérbio Chinês


“Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se fazer um lar”


Marisa Monte e Paulinho da Viola - Dança da Solidão

Educação sexual é tabu nas escolas

Orgasmo, masturbação, virgindade, primeira vez, aborto, métodos anticoncepcionais, gravidez, homossexualidade, doenças sexualmente transmissíveis. Esses são alguns dos temas que enchem a cabeça dos adolescentes de dúvidas e têm respostas não tão fáceis para quem está nessa fase. Especialistas afirmam que a família e a escola têm papéis essenciais diante desses questionamentos. No entanto, a situação fica complicada quando, nas escolas, a educação sexual é tratada como um tema transversal que enfoca, na grande maioria das vezes, aspectos biológicos e fisiológicos do funcionamento do sistema reprodutor e deixa de lado os aspectos comportamentais que tiram o sono de muitos.

Segundo sexólogos, as consequências da inexistência ou errada exploração da educação sexual desde os primeiros anos de escola podem ser frustrações e disfunções sexuais que, sem o devido tratamento, têm a possibilidade de acompanhar o indivíduo pelo resto da vida.

No Brasil, desde a implantação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), em 1997, a educação sexual foi incorporada como tema transversal a ser trabalhado nas diversas disciplinas, o que refletia a preocupação do Estado com as questões relacionadas à disseminação da Aids e à gravidez na adolescência.

Mas, apesar deste aval e do consenso entre os professores e pais sobre a importância dos temas, grande parte das escolas ainda restringe as atividades nesta área à promoção de palestras eventuais com profissionais não integrantes do corpo docente.

A transversalidade estabelecida pelos PCNs encontra dificuldade de ser aplicada diante da vivência pedagógica real da maioria das instituições escolares do país. Outro aspecto diz respeito à necessidade de capacitação sistemática de professores, já que os PCNs destacam a figura do professor como detentor de uma postura crítica sobre seus valores e os socialmente atribuídos à sexualidade, incluindo o respeito aos posicionamentos dos alunos.

Fonte:
Portal Correio

sábado, 22 de agosto de 2009

Fenômeno nos EUA, "Se Beber, Não Case" oferece ressaca divertida e lucrativa


Na lista dos filmes de maior bilheteria do ano nos Estados Unidos, não poderiam faltar superproduções como o blockbuster "Transformers: A Vingança dos Derrotados", a aventura infanto-juvenil "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" e a animação "Up: Altas Aventuras". O título que vem logo em seguida, entretanto, é o que mais chama a atenção.

A despretensiosa comédia "Se Beber, Não Case!" chegou como quem não queria nada, mas virou sensação mesmo sem fazer parte de uma bem sucedida franquia ou contar com um elenco de estrelas. Com um orçamento de apenas US$ 35 milhões, o filme já passou a marca dos US$ 260 milhões - arrecadados apenas nos cinemas americano - e deve faturar mais de US$ 400 milhões ao redor do mundo. Se existe um fenômeno cinematográfico em 2009, seu nome é "Se Beber, Não Case!".

A história mostra um grupo de amigos que organizam a despedida de solteiro de um deles na capital mundial dos jogos de azar, Las Vegas. A viagem se transforma em um pesadelo quando, no dia seguinte, a turma acorda em um quarto de hotel completamente destruído. Além de não lembrar absolutamente nada da noitada de arromba, eles se dão conta que o noivo desapareceu. Para tentar descobrir o paradeiro do amigo, eles partem em busca de pistas para refazer os próprios passos. Aí a diversão começa.

"A coisa mais divertida foi filmar com toda essa gente", conta Bradley Cooper - talvez o nome mais conhecido do elenco ao lado de Heather Graham (que pouco aparece, apesar de ser um dos pivôs da história) - durante uma entrevista para o UOL, em Los Angeles. Coadjuvante de carteirinha, ele foi visto recentemente contracenando com Jim Carrey em "Sim Senhor".

"Era uma ótima ideia, o roteiro era muito bom e foi muito bem executado pelo melhor diretor de comédias e também pelo resto do elenco", completa, formalmente, na tentativa de começar o bate-papo de maneira séria antes de ser avacalhado sem pena pelo diretor Todd Phillips (o mesmo de "Dias Incríveis", confira também a entrevista exclusiva a seguir) e os colegas Ed Helms (da série "The Office"), Zach Galifianakis (nas telas atualmente em "Força G"), Justin Bartha (de "A Lenda do Tesouro Perdido") e Heather.

A conversa descontraída aconteceu em uma sala de estar de um hotel, durante uma exibição prévia do filme para a imprensa mundial. A química entre todos ficou mais que evidente. "Esta é a primeira entrevista que damos sobre o filme, então não combinamos o que vamos responder. Estamos trabalhando nisso, então vamos mentir", explica o diretor.

Las Vegas é um cenário perfeito para um filme sobre despedida de solteiro. No ano passado, UOL também participou das filmagens da comédia, que aconteceram no luxuoso hotel Caesars Palace. A cena, embora simples, exigiu bastante da equipe de produção. A sequência mostrava o grupo de amigos chegando e saindo do hotel.

Como é impossível fechar a entrada do lugar para filmar, o jeito era tentar controlar o máximo a presença dos hóspedes e visitantes que passavam por lá. A confusão só não era maior porque não havia nenhum grande astro no elenco Mesmo assim, haviam muitos curiosos que se amontoavam atrás das câmeras. Um dia inteiro foi gasto para uma cena que dura, no máximo, alguns segundos na tela. Para Phillips, isso não foi problema. "Vegas é um lugar ótimo para filmar. E acho que a coisa mais interessante é mostrar a cidade durante o dia. É como ver uma stripper sem maquiagem. Você não vê isso normalmente no cinema."

"Se Beber, Não Case!" conta com uma participação especial antológica do ex-campeão mundial de boxe Mike Tyson, que interpreta a si mesmo. "A melhor parte foi a cena em que Zach leva um soco dele. Tyson não estava conseguindo fazer o movimento correto para a câmera e daí o Todd veio explicar pra ele como se dava um soco", lembrou Ed Helms.

Ele olha para o diretor e pede para ele repetir as palavras ditas pelo campeão na ocasião. "Ele disse 'Eu não acredito que estou tendo aulas de boxe com o capitão de competições escolares de debate'", lembrou Phillips. "Ele é um cara com um senso de humor muito bom e foi ótimo trabalhar com ele."

No filme, o personagem de Helms, Stu Price, acorda com um dente faltando. O resultado não parecia ser um efeito especial. "Não, foi totalmente real. Eu perdi este dente quando era criança e coloquei um implante. Quando comecei a conversar com Todd sobre fazer o filme, estava planejando trocar o implante, que já não combinava mais com o resto", contou. "Tentamos fazer com uma dentadura e eu fiquei parecendo um cavalo. Daí pensei 'bom, eu poderia simplesmente tirar o implante'. Combinei com meu dentista e ele adorou a ideia."

Outro momento impagável é do tigre no banheiro. O elenco estava realmente apavorado, já que o bicho era verdadeiro. "Perguntaram para o treinador se podíamos fazer isso, e ele respondeu 'não sei, temos que tentar", conta Zach Galifianakis, que é o primeiro a contracenar com o animal, quando inadvertidamente entra no toalete seminu. "O tigre era segurado por um treinador, o que não dava segurança nenhuma. Ele podia simplesmente avançar e facilmente arrastar o sujeito", completa Helms. O que esses atores não fazem por uma boa risada...


Fonte:
RICARDO MATSUMOTO
Colaboração para o UOL, de Las Vegas e Los Angeles

Homem é preso por roubar shampoo


Diferentemente de alguns "deslizes de conduta" vistos em Brasília, um paraibano com nome de canto (Gregoriano Raí Moreira Coutinho), de 21 anos, foi preso no início da manhã de ontem(21) após consumar o roubo de oito frascos de shampoo e duas latas de leite em pó de uma farmácia localizada na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa.

Após o roubo acusado foi interceptado por funcionários do estabelecimento que chamaram a Polícia.

Gregoriano foi encaminhado à 3ª Delegacia Distrital, onde foram tomadas as medidas cabíveis.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O Gibão do Sertão


Longe de ser um especialista na área da gastronomia e dos sabores mas um atento observador da polidez e do trato escorreito, outro dia, tive a grata satisfação de conhecer o mais novo restaurante de nossa região. Postado ali, bem as margens da BR 230, o "Gibão do Sertão" se destaca por alguns diferenciais importantes e raramente visto na nossa terrinha: o atendimento, a presteza, a educação, a rapidez, o cardápio e a higiene. Marcas que posicionam o Gibão um passo à frente das demais cozinhas que o cercam.

Com um menu tipicamente regional, de sabores inconfundíveis e ambiente climatizado, o Gibão também já dá os primeiros passos rumo a informatização no atendimento ao cliente, aposentando de vez a velha apresentação da conta manuscrita em formulário ou até mesmo em pedaço de papel comum.

Acredito que o "Gibão do Sertão", nesses aspectos, é o melhor restaurante de Pombal não fosse um pequeno detalhe: Ele está situado no município de São Bentinho-PB.

Say. Say. Say - Paul McCartney & Michael Jackson

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Frase

Não pode haver felicidade quando as coisas nas quais acreditamos são diferentes das que fazemos

( Freya Stark)

Assombrações


Existem uns amores que já morreram há muito tempo mas de vez em quando aparecem, como um assombração. Não, não falo de assombrações que voltam para seduzir, como a moça-fantasma de Belo Horizonte poetizada por Carlos Drummond de Andrade; ou voltam para apimentar uma vida que ficou insossa, como o Valdinho de Jorge amado faz com dona Flô. Não. Estas, diz o ditado, sabem para quem devem aparecer, ou seja: só aparecem com a ajuda daqueles para quem aparecem. Falo de outras, que fazem uma visita breve, uma aparição, e somem, de improviso, sem arrepiar ninguém.

Às vezes esses amores nem se mostram inteiros. Surge uma boca, um seio, uma pele, um andar, uma risada. Quando se presta atenção, a figura desaparece: era assombração. O fantasma antigo pode aparecer de repente no meio de uma leitura, ao escovarmos os dentes, e até na hora do amor. A gente pode estar conversando, discutindo um negócio, um filme, uma jogada, e se intromete aquele olhar. Pode estar dirigindo um carro e a mão que repousa hoje na nossa perna tem o mesmo peso de alguma do passado e aí vem o fantasma sem-que-fazer e puxa conversa.

Não é saudade, não é nada: é intromissão. A figura surge concreta, sensível, do mesmo modo como nos vem um gosto de doce de abacaxi ou uma chinelada de mãe. Quem governa fantasma? Quem chama? Ninguém, é ele mesmo que se convida.

Não tem nada a ver com aquela coisa de telenovela, aqueles dramas de folhetim em que se comenta: ele ainda gosta dela, não tira essa mulher da cabeça, até hoje é apaixonado por ela e etc. Nada disso. É pura farra de assombração, que irrompe de repente na hora própria oi imprópria, independentemente de vontade ou convite. Ora uma, ora outra, faz sua visita-relâmpago, muda ou falante e some.

Que dizem? Cada visitado recebe seu recado conforme gravou. Uma confessa trêmula, temerosa de desamor: “Não sou mais virgem” – quando isso tinha importância. Outra, espantada com as descobertas: “Eu não achava que ia gostar tanto disso”. Outra, cobrando: “Você não assume.” Outra, no escuro: “Quem é você?” Amores de outro mundo não se sentem obrigados a diálogo, dão seu recado e vão. Ou nem dão, só se entremostram.

Alguns perdem a viagem, e nos assaltam só com uma sensação, um nome, uma covinha, tranças negras. Não têm mais aparência corpórea. Será que morreram na vida real? Desvaneceram-se no tempo, frágeis como velhas cartas que se esfarelam, como madeira sem lei. Nem por isso menos reais em sua fantasmice, menos carentes de sentido que não a própria visita inesperada.

De maneira nenhuma pertubam o amor em curso, nem é essa sua intenção, se é que aparições têm algum propósito. O amor em curso é feito de beijo e resposta – e segue intocado por essas intromissões. Também não se pode dizer: são desejos, frustrações. Não. Tiveram, no seu tempo, beijo e resposta. Nada ficou por explorar, quando seus corpos eram matéria propícia. Foram generosas no dar, alegres no receber: tiveram fartura. Não vagam por aí à procura, estão satisfeitas no seu canto.

Nem se pode dizer: são visitas malfazejas. Pelo contrário, são cordiais! São borboletas: passam, enfeitam o instante com algumas cores, voejam e partem. Se deixam alguma coisa, é um sorriso na alma do visitado.

Ivan Ângelo

O meu nome é Trupizupe


Da cultura popular do nordeste surge o repente do Trupizupe, o maior cantador de todos os desafios que nunca perdeu uma peleja.


O meu nome é Trupizupe,
Sou o galo de Campina,
Me chamam Trupizupe
O Raio da Cilibrina!

Eu não digo a ninguém que sou valente
Vivo longe dos grupos desordeiros
Sei tratar muito bem meus companheiros
Mas se um dia eu ficar de sangue quente

Chegarei no inferno de repente
Faço o diabo chefão virar mulher
Mando logo prender a Lúcifer
Solto almas de deuses e pagãos
Se o cão cocho cair nas minhas mãos
Só se solta com vida se eu quiser!

O meu nome é Trupizupe,
Sou o galo de Campina,
Me chamam Trupizupe
O Raio da Cilibrina!

Qualquer dia do ano se eu puder
Para o céu eu farei uma jornada
E como a lua já esta desvirginada
Olha, eu posso tomá-la por mulher

Se acaso São Jorge não quiser
Olha eu tomo a cavalo que ele tem
Se a lua quiser me amar também
Dou-lhe um beijo nas traças do cabelo
Deixo o Santo com dor de cotovelo
Sem cavalo, sem lua e sem ninguém!

O meu nome é Trupizupe,
Sou o galo de Campina,
Me chamam Trupizupe
O Raio da Cilibrina!

Sou o bote da cobra caninana
Sou dentada de tigre enraivecido
Sou granada que solta um estampido
Que se escuta por mais de uma semana

Sou picada de abelha italiana
Sou a bala que acerta o meio da testa
Sou incêndio que arrasa uma floresta
Sou a bruta explosão da dinamite
Sou micróbio feroz da meningite
Liquidando com gente que não presta!

O meu nome é Trupizupe,
Sou o galo de Campina,
Me chamam Trupizupe
O Raio da Cilibrina!

Dei um murro nas ventas de um mau poeta
Que a cabeça voo fez pirueta
Passando por todos os planetas
Foi parar num reinado de um profeta

Disse um santo que viu ficou pateta
A cabeça do cabra estava um facho
Uma alma gritou: ô velho macho!
São Pedro falou: o que é isso?
Disse um anjo que estava junto a Cristo
É Zé Ramalho zangado lá embaixo!

O meu nome é Trupizupe,
Sou o galo de Campina,
Me chamam Trupizupe
O Raio da Cilibrina!


Zé Ramalho