quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Receita de Ano Novo

Editorial


Sonhos de final de ano

Embora possamos recomeçar e repensar as nossas ações todos os dias, é no final do ano que costumamos, impulsionados pelo clima de confraternização universal, concentrar todos os nossos esforços e metas para o ano que chega. Foi assim em 2008, 2009 e será assim em 2010. Reiteramos promessas (geralmente aquelas mesmas cuidadosamente não cumpridas no ano passado), planos são novamente traçados, sonhos recompostos e um baú de expectativas parece explodir de novo como fogos de artifícios lá no céu junto com o caminhar dos ponteiros.

Precisamos de uma simbologia. E o entornar das horas, da meia noite do dia 31 de dezembro, parece servir como borracha para tudo aquilo que não deu certo e como escafandro de esperanças naquilo que almejamos realizar.

Finda a festa, e minimizada a emoção, é hora de cair no dia-a-dia. As promessas que renovamos, aos poucos (salvo as exceções e as mais fáceis de cumprir, claro!), vão tomando contornos mais amenos, acomodam-se novamente em nossas circunstâncias de tal forma que parecem representar bem menos que o nosso euforismo, e lá se vão as nossas promessas rumo ao ano que vem!

E assim caminha a humanidade, girando no circulo da vida. E não teria graça se assim não fosse.

As festas de fim de ano, sem dúvida, nos capacitada ao exercício mais salutar da humanidade: alimenta a nossa condição de reafirmar os sonhos, as promessas, as amizades, as reflexões. Reafirmar as esperanças em si mesmo em busca da tão almejada felicidade.

E todos nós precisamos de sonhos, realizados ou não. Aqueles, permanecem incólumes, irreais até, suspensos feito algodão doce dependurado no nosso céu. Estes, surgem sempre incompletos, tardios a nos reclamar a satisfação de tê-los.

Assim, feliz reafirmação da renovação de sonhos para todos!


Teófilo Júnior

Prazeres

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Homem estupra e mata nove galinhas e um galo


Neste domingo (27), uma ocorrência foi registrada na Central de Polícia de Campina Grande dando conta de que um homem teria praticado sexo com nove galinhas e um galo, caracterizando maus-tratos contra os animais.

O acusado é Valmir Silva de Albuquerque, morador do Sítio Salgadinho, em Campina Grande, que já foi condenado sob a acusação de estupro.

Segundo Geraldo Antônio Clementino, autor da queixa, Valmir teria usado os animais para praticar sexo. As nove galinhas e o galo acabaram morrendo após os atos sexuais.

A polícia foi acionada e prendeu o acusado.


Fonte: Patos Online

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Charge - Néo Correia


O início da vida e o começo da morte


Cada ano tem sua agenda própria de debates. É nesta agenda que o país se faz e se reconhece. Escolhe seus caminhos, delineia seu futuro.

O ano que agora finda foi marcado por um debate importante: o das células tronco. Ou seja, o debate sobre o começo da vida.

Em que momento a vida é definida enquanto vida, e portanto passa a ser um direito do cidadão a ser protegido constitucionalmente?

Esse debate de conotações jurídicas, religiosas, científicas e econômicas se concretizou na questão sobre a permissão ou proibição de pesquisas com células tronco.

O ator principal do debate foi o Supremo Tribunal Federal, que deu a palavra final. Permitiu a pesquisa.

Alguns protestaram dizendo que o Supremo tinha se investido de super poderes, excessivos, capazes até de determinar o início da vida.

Nada disso. Apenas admitiu, em nome da preservação e do futuro da vida, a pesquisa científica com as células tronco. Foi uma opção de pragmática social, e não uma afirmação filosófica ou um ato religioso. Com isso o Supremo se aliou ao progresso e ao futuro.

O ano que se inicia pode vir a ser marcado por outro debate igualmente polêmico. E, no caso, um debate contrário. Em vez de quando começa a vida, quando começa a morte?

E o ator principal não será o Supremo, pelo menos por enquanto. Será o Congresso Nacional.

É o debate sobre a ortotanásias. Conforme explica Carlos Vital Lima na Folha de São Paulo da semana passada, “o processo de ortontanásia significa morte no momento certo, nem apressada como no caso da eutanásia, nem prolongada como no caso da distanásia.”

Correm no Congresso projetos de leis antagônicos. De um lado, o projeto do deputado Talmir Rodrigues que diz “É proibida a suspensão de cuidados de pacientes que apresentarem quadros de Estado Vegetativo Persistente”, sem inclusive nenhuma função cognitiva.

De outro, o projeto do senador Gérson Camata que diz não constituir mais crime “deixar de fazer uso de meios desproporcionais e extraordinários, em situação de morte iminente e inevitável”, com o consentimento do paciente ou de sua família.

Eis aí o campo da batalha, o debate da agenda.

Pode o médico deixar o paciente morrer quando com seu consentimento ou de seus responsáveis, e diante da irreversibilidade da situação, assim lhe for determinado? Ou ele terá que obrigatoriamente usar de todos os meios científicos e tecnológicos disponíveis para manter o paciente vivo?

Esse é o drama vivido por milhares de famílias no Brasil e no mundo todo.

A medicina é capaz de prolongar a vida, hoje, de uma maneira que muitos julgam artificial, impondo ao paciente e seus familiares um sofrimento imenso, tortura mesmo.

Já ouvi de doentes com câncer terminal, meses de hospital, todos os tubos e eletros possíveis, todas as cirurgias invasivas, todos os remédios de efeitos colaterais deprimentes, com dor sequencial e acumulativa; ouvi deles o pedido de "eu quero morrer". Ou o pedido de "me livre desta humilhação."

Pois nos intervalos de lucidez das agonias inevitáveis e irreversíveis, o paciente se sente humilhado e impotente diante do confronto entre a insistência tecnológica e a desesperança moral.

Na elaboração da Constituição de 1988, enquanto funcionava a Comissão Afonso Arinos, o professor Hilton Rocha, oftalmologista emérito, quis inserir um artigo que dizia: diante da falta de órgãos para transplante, inclusive os de córneas, o corpo do cidadão pertence ao Estado. Para este fim específico: transplante de órgãos para salvar vidas.

Cândido Mendes, Cristóvão Buarque e Antônio Ermírio, entre outros, foram contra. Argumentaram que há limites para a intervenção do Estado mesmo socialmente fundamentada.

Estamos diante outra vez desta questão: quais os limites para a ação do Estado?

Do ponto de vista jurídico clássico, que nesse caso muito se confunde com as opções religiosas e as estruturas de personalidade de cada um, a questão é sobre o que deve prevalecer para o apressar ou o adiar a morte.

Ou a vontade do Estado, legalizando e criminalizando a conduta, ou a conduta b.

A conduta b: o Estado nada tem a ver com a situação. Deve prevalecer a autonomia da vontade privada, a vontade do cidadão, representada por ele ou por seus responsáveis, e medicamente fundamentada.

Assim, por exemplo, sugere o artigo 3° do Projeto de Lei 3002/08: “É permitida ao médico assistente a prática da ortotanásia mediante solicitação expressa e por escrito do doente ou seu representante legal.”

Retomo a pergunta: cabe ao Estado ou ao paciente dispor de sua morte?



Joaquim Falcão
Fonte: Blog do Ricado Noblat

Copérnico será enterrado novamente 400 anos após sua morte


Berlim, 28 dez (EFE).- O astrônomo polonês Nicolau Copérnico será enterrado novamente na catedral de Frombork em cerimônia solene no dia 22 de maio de 2010, mais de 400 anos após sua morte, informa a edição de hoje do jornal "Gazeta Wyborcza".

Segundo a diocese de Ermland, no nordeste da Polônia, os ossos do cientista (1473-1543), exumados há quatro anos, serão sepultados sob o altar do templo.

A expectativa é de que as obras de construção do sepulcro, que pesará duas toneladas, comecem em janeiro.

Os restos mortais do astrônomo foram achados em 2005 por arqueólogos poloneses durante escavações nos arredores da catedral de Frombork.

Três anos depois, exames de DNA determinaram que esses restos pertenciam ao astrônomo.

Copérnico foi o criador da teoria heliocêntrica, segundo a qual o Sol é o centro do Sistema Solar, contrariando a ideia predominante em sua época de que a Terra era quem desempenhava esse papel.

Fonte: Agência EFE

domingo, 27 de dezembro de 2009

sábado, 26 de dezembro de 2009

Governo define feriados para 2010


Uma portaria do governo federal definiu os oito feriados nacionais e os oito pontos facultativos de 2010. Das 16 datas que constam no texto, 14 caem em dias úteis. Em 2009, 11 dessas datas foram em dias úteis.

De acordo com o texto, publicado oficialmente em 9 de novembro, são datas de ponto facultativo dois dias de carnaval (15 e 16 de fevereiro), Quarta-feira de Cinzas (17 de fevereiro), Sexta-feira Santa (2 de abril), Corpus Christi (em 3 de junho) e o Dia do Servidor (28 de outubro). A última data, entretanto, deve ser postergada para 1º de novembro, que cai em uma segunda-feira, véspera do feriado de Finados.

Veja os feriados e pontos facultativos de 2010

Data/ Dia da semana/ O que é Comemoração

1º de janeiro sexta-feira feriado nacional Confraternização universal

15 de fevereiro segunda-feira ponto facultativo Carnaval

16 de fevereiro terça-feira ponto facultativo Carnaval

17 de fevereiro quarta-feira ponto facultativo até as 14h Quarta-feira de cinzas

2 de abril sexta-feira ponto facultativo Paixão de Cristo

21 de abril quarta-feira feriado nacional Tiradentes

1º de maio sábado feriado nacional Dia do Trabalho

3 de junho quinta-feira ponto facultativo Corpus Christi

7 de setembro terça-feira feriado nacional Independência do Brasil

12 de outubro terça-feira feriado nacional Dia de Nossa Senhora Aparecida

28 de outubro quinta-feira ponto facultativo, que será postergado para segunda-feira, 1º de novembro Dia do Servidor Público

2 de novembro terça-feira feriado nacional Finados

15 de novembro segunda-feira feriado nacional Proclamação da República

24 de dezembro sexta-feira ponto facultativo após as 14h Véspera de Natal

25 de dezembro sábado feriado nacional Natal

31 de dezembro sexta-feira ponto facultativo após as 14h Véspera de Ano Novo

A portaria esclarece ainda que os dias de guarda de credo ou religião poderão ser compensados pelos funcionários públicos, desde que haja autorização prévia da chefia. Os feriados estaduais e municipais são de responsabilidade de cada governo.

O grande número de feriados pode confundir muita gente na hora de pagar as contas. O auxiliar técnico da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) Walter Tadeu Pinto de Faria diz que os emissores de contas costumam observar o calendário e postergar o pagamento para o primeiro dia útil depois da folga. "E é importante lembrar que os meios eletrônicos continuam funcionando, mesmo durante feriados. O cliente pode pagar a conta por meio da internet, por exemplo, mas a data de quitação geralmente é do dia útil depois da folga."

Faria destaca, porém, que é necessário redobrar a atenção nos feriados que têm "ponte", ou seja, aqueles que caem de terça ou quinta-feira e muitos trabalhadores acabam emendando com o fim de semana. "Os bancos geralmente não emendam e o consumidor deve pagar as contas na data certa, se o vencimento ocorrer durante a folga prolongada", comenta.


Fonte: G1

Versiculos do Dia

Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. (Eclesiastes 1:1,2)

Americana leva remédio Xanax escondido dentro dela

Mulher tinha pílulas para dormir guardadas em lugar que o policial não imaginaria


A americana Megan Nicole Ray, de 27 anos, moradora de Okaloosa, na Flórida (EUA), estava dirigindo seu Chevy Trailblazer cinza na saída da cidade quando foi parada por um policial rodoviário. Ela estava correndo demais, acima do limite de velocidade. O oficial achou que Megan parecia meio agitada e nervosa. Então, disse que iria revistá-la.

Durante a revista, Megan se entregou, com medo, e informou, chorando, ao oficial:

- Moço, tenho oito caixas de Xanax escondidas na minha vagina. Não tenho receita. Uso para dormir mesmo.

Para surpresa do tira, Megan abaixou a calça e a calcinha e tirou, ali mesmo, de dentro do seu corpo, oito pequenas caixinhas de pílulas do remédio tarja preta, usado para pacientes com crise de ansiedade e síndrome do pânico – também tomado sem prescrição como sonífero.

Megan assumiu que usava a droga com freqüência e que comprava clandestinamente.

Encaminhada à delegacia da cidade, Megan acabou presa. Passou uma noite no xadrez por porte de drogas. No dia seguinte, foi multada e liberada. A polícia não informou o valor da multa.

Sugeriram também que ela corresse ao ginecologista mais próximo, só por precaução.


Fonte: r7

Roberto Carlos e Ana Carolina - Como Vai Você (RC Especial 2009)

Infarto mata integrante da Banda Calcinha Preta


Gilson Pereira de Almeida, 47 anos, o "Gilson Batata", contra-baixista da banda Calcinha Preta, morreu na noite desta sexta-feira (25) em Caicó. A causa provável do falecimento é infarto.

A banda estava hospedada no Hotel Regente, em Caicó, para um show que aconteceria na noite desta sexta no Iate Clube da cidade. A caminho do local da apresentação, Gilson se sentiu mal e foi levado para um Pronto Atendimento da Unimed.

De acordo com informações de uma enfermeira que o atendeu, o músico comentou que desde a manhã vinha sentindo dores no peito, mas só resolveu procurar um médico quando não conseguiu mais suportar a dor.

A festa que aconteceria no Iate Clube foi cancelada. A banda gravou uma participação no programa especial de Roberto Carlos, exibido para o Brasil na noite desta sexta-feira (25), na Rede Globo.


Fonte: Tribuna do Norte

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Papa é derrubado no Vaticano durante Missa do Galo



Uma mulher burlou a segurança local e derrubou o papa Bento 16 enquanto ele caminhava pelo corredor principal da Basílica de São Pedro para começar a Missa do Galo. Vídeo mostra o momento exato da queda do papa. Bento 16, de 82 anos, levantou-se rapidamente e sem ferimentos após o incidente, retomando o caminho em direção ao altar da Basílica.

Fonte: Reuters

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

É natal


Panetone caseiro


Para quem nao dispensa um panetone principalmente no Natal, ai vai uma receita de dar agua na boca. Confira…

Ingredientes:

- 1 Kg de farinha de trigo

- 100 g de fermento biológico

- 200 g de manteiga

- 200 g de açúcar

- 15 g de mel

- 8 gemas

- 10 g de sal

- 250 g de frutas cristalizadas

- 150 g de uvas passas embebidas no rum

- 1 pitada de vanilina ou aroma de baunilha

- raspas e suco de laranja

- água até dar o ponto

Modo de Preparo

1. Numa vasilha, misture 100 g de farinha, o fermento e um pouco de água

2. Fica com aparência de esponja

3. Deixe descansar por 15 minutos e depois adicione o restante dos ingredientes, colocando as frutas cristalizadas e as uvas sempre por último e faça uma massa bem macia

4. Deixe descansar, coberta por um pano, durante 20 minutos e em seguida, faça os modelos, coloque nas formas e deixe descansar novamente até quase atingir o dobro

5. Leve para assar numa assadeira ou em forma de papel, colocando num forno aquecido a uma temperatura média de 180 graus.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pai coruja - Yan aos 6 meses de vida


Belo porque tem do novo
a surpresa e a alegria

Belo como a coisa nova
Na prateleira até então vazia

Como qualquer coisa nova
Inaugurando o seu dia

E belo porque o novo
Todo o velho contagia


João Cabral de Melo Neto

Padre sugere que pobres furtem

O padre Tim Jones, da paróquia de São Lourenço e Santa Hilda, no condado de York, no norte da Inglaterra, disse no sermão de domingo que as pessoas deveriam furtar de grandes cadeias de lojas e não de estabelecimentos pequenos.

Segundo ele, a atitude da sociedade para com os necessitados "deixa algumas pessoas sem outra opção a não ser o crime".

"Meu conselho, como padre cristão, é furtar em lojas", disse. "Eu não faço esta recomendação porque acho que furtar é uma coisa boa, ou porque acho que não faz mal, pois faz."

"Eu pediria que não furtem de lojas pequenas, de negócios familiares, mas de empresas de âmbito nacional, sabendo que os custos acabarão sendo repassados para o restante de nós na forma de preços mais altos."

"Quando as pessoas são libertadas da prisão ou se encontram repentinamente sem trabalho ou apoio da família, deixá-las por semanas e semanas com apoio social inadequado (...) é uma insensatez monumental, catastrófica."

'Irresponsável'

Mas o Arquidiácono de York, Richard Seed, disse: "A Igreja da Inglaterra (anglicana) não recomenda que ninguém furte."

"O padre Tim Jones está levantando questões importantes sobre as dificuldades que as pessoas enfrentam quando o apoio social não é oferecido, mas furto em lojas não é a forma de superar essas dificuldades."

A polícia da região, Yorkshire do Norte, qualificou o sermão como "altamente irresponsável".

Um porta-voz da força disse que, apesar de as pessoas sofrerem dificuldades financeiras, "furtar em lojas ou cometer outros crimes nunca deveria ser a solução".

"Fazer isso seria tornar a espiral (social) descendente ainda mais rápida, tanto para o indivíduo quanto para a sociedade como um todo", afirmou.

Mais tarde, em entrevista à rádio da BBC em York, Jones afirmou que sua intenção não era encorajar as pessoas ao furto, mas a doar mais para a caridade para impedir que os necessitados fiquem desesperados.

"Se uma pessoa esgotou todas as oportunidades dentro da lei para obter dinheiro e ainda está em uma situação desesperadora, a melhor coisa a fazer moralmente é pegar apenas o que precisar e só pelo tempo que precisar", afirmou.

O padre Jones chegou às manchetes dos jornais em maio de 2008, quando fez um protesto contra o uso do logotipo da marca Playboy em material de papelaria destinado ao público infantil. Ele foi a papelarias locais e jogou a mercadoria no chão.


Do Estadão / BBC

Cinema: "Invictus", novo filme de Clint Eastwood, usa poema britânico como inspiração


Escrito em 1875 por William Ernest Henley, o poema britânico "Invictuous" apresenta palavras fortes em seus versos finais: "Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma". Um século depois de escrito, o poema tornou-se o companheiro mais constante de histórico prisioneiro inocente: Nelson Mandela que, aprisionado em Robben Island cumprindo pena de trabalhos forçados, lia e relia o texto de Henley para manter a esperança e a sanidade.

"Invictus", o poema, é mencionado duas vezes em "Invictus", o novo filme dirigido por Clint Eastwood. Da primeira vez, na cena que muda todo o ritmo e a dinâmica do filme, Mandela (Morgan Freeman), já presidente da África do Sul, recita o texto para François Pienaar (Matt Damon), o capitão dos Springboks, a seleção sul africana de rugby. O ano é 1995, uma copa do mundo do rugby se aproxima, a ser disputada numa África do Sul ainda profundamente dividida ao longo das linhas raciais. Os Springboks, contumazes perdedores, são o próprio símbolo da supremacia branca. "Na prisão, nós fazíamos questão de torcer por quem estivesse jogando contra eles", Mandela/Freeman admite.

E é por isso mesmo que Mandela chama o jovem capitão do time a Pretória - ele quer não apenas que o time ganhe a copa, mas aproxime-se da população negra que o hostiliza. E para que Pienaar saiba que não é tarefa fácil, mas possível, ele cita o poema. "Ele me disse uma vez - e eu, no papel dele, repito isso no filme - que ir aos jogos olímpicos de Barcelona foi uma experiência fundamental para ele", diz Morgan Freeman, escolhido pessoalmente por Mandela para representá-lo na tela. "Ele viu como países diferentes, até inimigos, podiam se unir em torno do esporte. Mandela é um grande processador de informação."

A segunda aparição de "Invictus" é fictícia, mas poderosa como signo: o poema está na carta que Mandela envia a Pienaar no início da copa de rugby (na verdade Mandela enviou um trecho de um discurso do presidente norte americano Theodore Roosevelt). "Eles sabiam que representavam algo maior", diz Matt Damon, que treinou com o próprio Pienaar para adquirir a endurance necessária ao jogo. "Foi uma jornada incrível para eles não apenas até a vitória, mas principalmente até aprender a letra para "Nkosi Sikele iAfrica" (o hino da África do Sul pós-apartheid) e jogar representando, de fato, todo o país."

Indicados ao Globo de Ouro por Invictus, respectivamente como melhor ator e melhor coadjuvante, Freeman e Damon tiveram experiências diferentes mas complementares fazendo Invictus - rodado na África do Sul, um país que ambos adoraram. Para Damon foi "a descoberta do esporte, que é incrivelmente exigente e violento. Mas aceitei o desafio para honrar Pienaar, uma pessoa decente e corajosa." Para Freeman, que conhece Mandela de longa data, foi a oportunidade de viver integralmente a experiência do homem que admira. "Mas, ao contrário dele, não sou capaz de perdoar integralmente. Perdoar, talvez. Esquecer, jamais."


Fonte:
ANA MARIA BAHIANA,
Especial para o UOL, de Los Angeles, EUA

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tim Maia - Ensaio 1992 - Gostava tanto de você


Carteiros vestidos de Papai Noel dirigem motos para entregar presentes a crianças pobres em campanha de caridade na capital da Coreia do Sul, Seul.
(Foto: Jung Yeon-Je/AFP)

Verão começa nesta segunda às 14h47


O verão tem início nesta segunda-feira (21) às 14h47 (15h47 no horário de verão), segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos. As temperaturas para a estação devem ser acima da média em praticamente todo o país, com exceção da Região Sul.

Na faixa que se estende de Roraima até a Paraíba, as chuvas devem ficar abaixo do normal.

Por outro lado, no Sul e em parte do Sudeste, o volume de chuvas deve ser maior do que o normalmente registrado nessa época.

O verão termina às 8h44 do dia 20 de março, quando começa o outono.


Do G1

Charge - Eramos6


domingo, 20 de dezembro de 2009

Israel pede investigação para impedir papa Pio 12 de virar santo


Israel pediu neste domingo a abertura dos arquivos do Vaticano sobre a Segunda Guerra (1939-1945), depois da decisão do papa Bento 16, ontem (19), de acelerar o processo de beatificação do Papa Pio 12 (1939-58), criticado por seu silêncio durante o Holocausto.

"O processo de beatificação não nos diz respeito, é uma questão da Igreja Católica. Cabe aos historiadores avaliarem o papel de Pio 12, e é por isso que pedimos a abertura dos arquivos do Vaticano sobre a Segunda Guerra", disse à agência de notícias France Presse o porta-voz do ministério israelense das Relações Exteriores, Yigal Palmor.

Ontem, Bento 16, que fez neste ano uma peregrinação em Terra Santa, declarou seus dois antecessores, João Paulo 2º (1920-2005) e Pio 12, "veneráveis", o que adiantou os trâmites para que ambos se tornem santos.

No fim dos anos 60, Pio 12 foi acusado de ter tido uma atitude passiva frente ao Holocausto, o que desacelerou seu processo de beatificação, iniciado em 1967. Porém, desde que substituiu João Paulo 2º, em 2005, o cardeal alemão Joseph Ratzinger, que era adolescente na época do nazismo, já defendeu Pio 12 diversas vezes.

Os arquivos do Vaticano não serão disponíveis antes de 2013, disse no ano passado o rabino David Rosen, que ajudou a negociar o "acordo fundamental" sobre o estabelecimento, em 1993, de relações diplomáticas entre Israel e a Santa Sé.

No ano passado, o ministro israelense dos Assuntos Sociais, Yitzhak Herzog, qualificou de "inaceitável" o projeto para "transformar Pio 12 em santo". "O Vaticano sabia o que estava acontecendo na Europa durante o Holocausto. O Papa se manteve em silêncio e talvez fez pior, em vez de denunciar o sangue derramado, como manda a Bíblia", afirmou.

Na Alemanha, o secretário-geral do Conselho Central dos Judeus, Stephan Kramer, disse estar "triste e furioso" com a decisão de Bento 16. "Estou ao mesmo tempo triste e furioso, pois a Igreja Católica está tentando reescrever a história. [...] É uma manipulação evidente dos fatos históricos envolvendo a época nazista."


Fontes:
da France Presse, em Jerusalém
Agência EFE

Sítio Caldeirão, o Araguia do Ceará

Denúncia: Sítio Caldeirão, o Araguaia do Ceará – Uma história que ninguém conhece porque jamais foi contada...


"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!
" Otoniel Ajala Dourado


No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública inicialmente foi distribuída para o MM. Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal na cidade de Juazeiro do Norte/CE, e lá chegando, foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.

AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS inconformada com a decisão do magistrado da 16ª Vara de Juazeiro do Norte/CE, apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife, com os seguintes argumentos: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão, é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do Czar Romanov, que foi morta no ano de 1918 e encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, a exemplo dos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, por violação dos direitos humanos perpetrado contra a comunidade do Sítio Caldeirão.

PROJETO CORRENTE DO BEM

A SOS DIREITOS HUMANOS pede que todo aquele que se solidarizar com esta luta que repasse esta notícia para o próximo internauta bem como, para seu representante na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando dos mesmos um pronunciamento exigindo ao Governo Federal que informe a localização da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.

Paz e solidariedade,


Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197 – 8719.8794
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br

*Matéria enviada por e-mail para o nosso Blog

Camila Morgado - Soneto de Separação

Entrevista - Profª Terezinha da Silva Almeida


“Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um mérito, mas um hábito.”

Como fazemos sempre, continuando a nossa série de opiniões, o Blog o mundo como ele é tem o imenso prazer de trazer mais um de nossos colaboradores como entrevistado(a). Desta feita, o colóquio foi com a professora Terezinha da Silva Almeida.

A nossa entrevistada com seu modo simples e discrição vem se tornando referência para os que procuram afrescos literários, recentes, suaves, sobrepostos ao nosso dia a dia e de extrema lucidez. Nesses anos, vem otimizando suas obras literárias a ponto de estar mais que justificada a frase inicial desse prefácio.

Natural de Piancó-PB, mas há muito já adotada por todos nós pombalenses, a entrevistada tem formação acadêmica na área de Licenciatura Plena em Letras – Portugués/Inglês, com especialização em Literatura pela Universidade Federal da Paraíba e em Metodología do Ensino Superior – FAFIC.

Com reconhecido destaque na área da educação, foi profesora do ensino fundamental, médio e superior nas Faculdades de Agronomia e de Ciências Contabéis de Pombal).

Escritora e poetisa, é autora de Páginas da Vida; Brasil 500 Anos, Raio X da Nossa História; Relicário; Poemas Diversos; e Um Anjo Entre Nós (contos).

Com ativa participação na comunidade, a professora também já enveredou pela trilha da política, lançando-se candidata a vereadora no último pleito.

Sem maiores delongas, a professora Terezinha Almeida, concedeu-nos a entrevista que temos a satisfação de apresentar a todos vocês:


1 - Blog – Língua Portuguesa, ao lado de Matemática, Física e Química são as disciplinas que mais assustam o aluno. Por que há essa dificuldade?

Profª Terezinha – A dificuldade decorre, em primeiro lugar, da complexidade dessas disciplinas. Junto a isso vem a deficiência da metodologia usada desde o ensino fundamental. Sem base, o aluno tem muita dificuldade de raciocinar, de entender e de memorizar, no caso de Química, por exemplo. A deficiência das primeiras séries prejudica a aprendizagem nas séries posteriores.

2 - Blog – Ao longo de sua carreira como professora de português, qual foi o seu maior desafio em lecionar a disciplina em um Estado onde o “ôxente” e o “viche” são palavras vivamente incorporadas ao nosso vocabulário popular ?

Profª. Terezinha – Termos usados na linguagem falada não constituem grande problema no ensino da Língua Portuguesa. O grande desafio é desenvolver no aluno a capacidade de redigir, dada a grande diferença entre língua falada e língua escrita. A fala é espontânea, a escrita é reflexiva. Expressar o pensamento através da língua escrita é muito difícil.

3 - Blog – Na sua opinião, qual o fator preponderante para explicar o motivo pelo qual a nossa juventude ler tão pouco? Como isso pode ser resolvido?

Profª. Terezinha – O hábito da leitura deve ser desenvolvido logo no ensino fundamental. Essa tarefa não deve ser negligenciada pelo professor. É uma tarefa que exige tempo, planejamento e pesquisa. Já lecionei no ensino fundamental e conheço bem o trabalho que o professor enfrenta, para desenvolver no aluno o hábito da leitura não só dos livros didáticos como também dos paradidáticos. Para resolver esse problema não existe regra prática, porque vai depender do próprio aluno. Cabe ao professor orientar o aluno e aplicar o método Aprender a fazer fazendo, isto é, o aluno tem que colaborar, realizando as tarefas propostas pelo professor e não descuidar de tentar ler o mais que puder fora da sala de aula. É pelo hábito que surge o interesse pela leitura.

4 - Blog – A internet vem introduzindo em nosso português uma linguagem cifrada, diminuta, abreviada, cheia de códigos onde o porquê é “pq” e você é “vc”. Isso é reflexo do empobrecimento lingüístico ou exemplo de que a nossa língua não é estática e que se está continuamente se renovando?

Profª. Terezinha – Isso provém do interesse de determinado grupo criar seu próprio código de comunicação, como sempre acontece, até mesmo entre os jovens. O ato da comunicação realiza-se através de diferentes códigos de linguagem. Na internet não poderia ser diferente. Acredito que isso é reflexo do hábito de sintetizar o que se expressa, na tentativa de ganhar tempo, ocupando o menor espaço possível, já que a língua é dinâmica a ponto de aceitar extravagâncias, sem prejudicar a comunicação.

5 - Blog – O que a seduz na Língua Portuguesa?

Profª. Terezinha – A Língua Portuguesa me seduz pela complexidade de sua estrutura morfossintática e a dinamicidade do seu léxico.

6 - Blog – Na sua visão, quais as grandes diferenças entre a nossa língua e a de outros países?

Profª. Terezinha – As diferenças são mais evidentes no vocabulário entre a nossa língua e as línguas que não se originaram do Latim. As línguas neolatinas apresentam muita semelhança entre si. Veja o espanhol, o italiano, por exemplo. Quanto à sua estrutura, percebemos diferença até entre o nosso português e o português luso, que apresenta acentuação gráfica, nalguns casos, diferente da acentuação da nossa língua.

7 - Blog – Há quem defenda que o ato de ler muito não faz a pessoa escrever melhor. O que a senhora acha dessa assertiva?

Profª Terezinha – A leitura feita com proveito ajuda muito não só a capacidade de redigir como também a ampliação do nosso conhecimento. Quem lê com freqüência tem mais facilidade de escrever, portanto não concordo com essa assertiva. Não se escreve sobre o que não se conhece, e a leitura é uma fonte de conhecimento.

8 – Blog – Se a senhora só pudesse adquirir três livros e nenhum outro mais. Que obras literárias escolheria?

Profª. Terezinha – Por gostar do estilo destes escritores e ainda não conhecer estes livros, eu escolheria AS INTERMITÊNCIAS DA MORTE, de José Saramago; MEMÓRIA DE MINHAS PUTAS TRISTES, de Gabriel García Márquez; e ASSASSINATOS NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, de Jô Soares.

9 – Blog – A linguagem usada no século passado por bandos como o de Lampião influenciou a própria expressão sertaneja. E hoje, que influência deixaremos para as novas gerações?

Profª. Terezinha – As influências lingüísticas passadas de uma geração a outras decorrem dos próprios costumes de cada geração. Um exemplo disso são as frases feitas. Com certeza, vamos deixar muitas influências e em diferentes campos, pois os termos regionais sempre estão surgindo no nível popular da nossa Língua. Muitos surgem da gíria usada por jovens, por malandros, entre outros grupos.

10 – Blog – É comum se utilizar palavra inglesa para definir um simples cachorro-quente, por exemplo. Essa invasão de linguagem não deveria ser combatida?

Profª. Terezinha – O uso de palavras ou expressões estrangeiras introduzidas no nosso idioma, parece, de início, uma invasão prejudicial, mas termina por enriquecer o nosso léxico, porque naturalmente surge a forma aportuguesada. Acredito que se deve combater o emprego de palavras estrangeiras que têm uma correspondente em português, de uso freqüente, como o exemplo dado na questão.

11 - Blog – Deixo aqui uma pergunta de um internauta de Santa Catarina: Professora, qual o correto: “Um dos médicos que fizeram” ou “fez”?

Profª Terezinha – Na questão expressa, a forma no plural é a mais usada, porque a concordância é feita com o nome que está no plural (médicos). Quando, porém, se deseja destacar o indivíduo do grupo, usa-se a forma singular: Um dos médicos que fizeram inclui o grupo todo. Um dos médicos que fez destaca apenas um: o único que fez no grupo.

12 – Blog – Que crítica a senhora faria a esse modelo filosófico de educação ora implantada no ensino médio do nosso país?

Profª Terezinha – Se a referência é feita quanto ao modelo estabelecido pela LDB, tudo não passa de teoria (refiro-me ao meu Estado). Conforme determina o Art.36, § 1º, inciso III, o conhecimento que o aluno tem que adquirir depende da implantação de outras disciplinas na grade curricular, e até agora nada foi feito. O PCN do ensino médio visa as estratégias de aprendizagem nos domínios da ação humana na sociedade, na atividade produtiva e na experiência subjetiva, numa proposta curricular baseada em aprender a conhecer, a fazer, a viver e a ser. Entretanto, falta capacitação necessária ao educador. Os cursos de capacitação que aparecem não atendem às necessidades mais urgentes para a aplicação desse modelo educacional.

13 – Blog - O modo de ensinar Língua Portuguesa hoje difere de como a estudávamos dez ou vinte anos atrás. O que a senhora acha dos novos métodos de ensinar a matéria através principalmente da contextualização e leituras críticas do texto para só a partir daí aprendermos gramática de acordo com o que nos diz Paulo Freire?

Profª Terezinha – O ensino de gramática através do texto torna as aulas menos abstratas, leva o aluno a entender como aplicar as regras gramaticais no texto, além de desenvolver o processo de análise da leitura de forma crítica. A contextualização favorece melhor aquisição na aprendizagem, porque facilita a compreensão do assunto em estudo. Sem contextualização fica mais difícil de desenvolver o senso crítico do aluno.

14 – Blog - Além de professora a senhora se destaca por refinadas publicações poéticas. Quando teremos uma nova publicação sua?

Profª Terezinha – Refinado não seria o termo exato para minha criação poética, já que uso vocabulário de uso comum e estilo simples. As mensagens dos poemas que escrevo são de fácil compreensão. Estou com dois livros de poesia (Relicário e Poemas Diversos) já editados. Tenciono fazer o lançamento deles depois do período eleitoral.

15 – Blog – Que livro atualmente a senhora está lendo?

Profª Terezinha – Ulisses, de James Joyce.

16 – Blog – Agradecemos pela disponibilidade da entrevista.

Profª Terezinha – Eu é que devo agradecer pela oportunidade que me é concedida. Espero tê-los atendido nas respostas dadas.

Marisa Monte - Eu te amo, eu te amo, eu te amo

Charge - Amarildo


sábado, 19 de dezembro de 2009

Cúpula do clima de Copenhague termina sem acordo unânime


Terminou em completo desacordo a conferência mundial do clima, em Copenhague. Depois de horas de discussão, os 193 países encerraram a fracassada negociação ao "tomar nota" do acordo que havia sido aprovado, ontem (18), por Estados Unidos, China, Índia, Brasil e a África do Sul. Isso significa, segundo especialistas, que o acordo não teve a unanimidade de que precisava para vigorar, mas que, ainda assim, pode ser aplicado.

Pelas regras da ONU (Organização das Nações Unidas), um acordo precisa de unanimidade para vigorar. Neste caso, no entanto, essa unanimidade exigia a conciliação de interesses de países exportadores de petróleo com os de ilhas tropicais preocupadas com as elevações do nível do mar --o que, afinal, se mostrou impossível.

Ontem, durante todo o dia, os chefes de Estado realizaram reuniões para tentar chegar a um acordo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encarnou o papel de mediador entre os ricos e os emergentes e recebeu, em seu hotel, Nicolas Sarkozy (França), Angela Merkel (Alemanha) e Gordon Brown (Reino Unido), além do premiê chinês, Wen Jiabao.

O brasileiro também pôs na mesa a possibilidade de "dar dinheiro" para o fundo que ajudaria países em desenvolvimento a adotar medidas pelo clima. "Estamos dispostos a participar do financiamento se nós nos colocarmos de acordo numa proposta final, aqui." Não funcionou. Por fim, tentou conciliar os gigantes poluidores, Wen e o americano Barack Obama, na busca de uma linguagem adequada para atender aos dois antagonistas, no texto final. À noite, todos os líderes deixaram Copenhague visivelmente insatisfeitos, embora com a certeza do acordo.

Durante a madrugada, o diálogo só piorou. O texto pré-aprovado por, no total, 30 países ricos, emergentes ou em desenvolvimento, foi barrado por países como Tuvalu, Venezuela, Bolívia, Cuba e Sudão, para quem a adoção de um acordo com o qual não tinham colaborado não era uma opção. Houve intensos debates.

Já neste sábado, o presidente da Conferência, o primeiro-ministro dinamarquês Lars Lokke Rasmussen, fez uma pausa de algumas horas na sessão, para consultar com os advogados uma possível saída. O meio encontrado foi a "tomada de nota" que, de acordo com o diretor da ONG Union of Concerned Scientists (União dos Cientistas Preocupados, em inglês), Alden Meyer, significa que "há status legal suficiente para que o acordo seja funcional, sem que seja necessária a aprovação pelas partes".

O acordo pré-aprovado --que Obama definiu como "insuficiente"-- trazia como metas limitar o aquecimento global a 2ºC e criar um fundo que destinaria US$ 100 bilhões todos os anos para o combate à mudança climática --sem nenhuma palavra sobre metas para corte em emissões de CO2, a grande expectativa da cúpula, que era pra ser a maior do século.

O desacordo levou algumas delegações a afirmar que o impasse na cúpula do clima estava próximo do da rodada Doha. Um integrante da delegação sudanesa comparou políticas dos países desenvolvidos ao Holocausto, dizendo que o aquecimento global está matando gente na África.

Já ontem, diante do inevitável fiasco de Copenhague, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, convocou uma nova reunião para Bonn, na Alemanha, em junho. A próxima COP está marcada para dezembro de 2010 no México.


Fontes:Uol
Com Folha de S.Paulo

A agressividade infantil


Conforme os estudos de Donald W. Winnicott (*), a agressividade é vista em suas raízes como sendo algo da ordem do inato, coexistentes com o amor, constituindo uma das fontes de energia de um indivíduo, além de significar direta ou indiretamente uma reação à frustração. “Amor e o ódio constituem os dois principais elementos a partir dos quais se constroem as relações humanas. Mas amor e ódio envolvem agressividade” (1999, p. 93). Segundo o autor, todo ser humano guarda em sua essência esse paradoxo entre o amor e o ódio, e isso é próprio da natureza humana. Por isso, ele parte do pressuposto que o bem e o mal andam juntos no mundo das relações humanas, e que já no bebê, coexistem amor e ódio em plena intensidade humana.

Também Freud (1929/1996) afirmava que os homens não são criaturas gentis que desejam ser amadas, e que, na pior das hipóteses, podem defender-se quando atacados. São, ao contrário, criaturas cujos dons instintivos incluem uma grande parcela de agressividade. Winnicott (1999) afirma que “de todas as tendências humanas, a agressividade, em especial, é escondida, disfarçada, desviada, atribuída a agentes externos, e quando se manifesta é sempre uma tarefa difícil identificar suas origens”. (p. 94).

Percebe-se que a manifestação da agressividade, principalmente na criança, é sempre vista com espanto e estranheza. Observando relatos de pais aflitos no consultório, denota-se o mal-estar desses sujeitos diante da agressividade dos filhos. O sentimento de impotência que os invade, mostra a dificuldade em lidar com a sua própria agressividade. É como se a tendência agressiva fosse estranha à sua natureza, como se não fizesse parte, também, da sua constituição. E a demanda é sempre a mesma – livrar-se desse “problema”.

Winnicott diz que “ser capaz de tolerar tudo o que podemos encontrar em nossa realidade interior é uma das grandes dificuldades humanas, e um dos importantes objetivos humanos consiste em estabelecer relações harmoniosas entre as realidades pessoais internas e as realidades exteriores” (Idem, p. 98). A fala do autor aponta para uma realidade dolorosa que todo pai e mãe deve enfrentar um dia – seus próprios “fantasmas” internos, sua própria agressividade que não foi muito bem elaborada numa infância remota. Resquícios, muitas vezes, de uma educação rígida, intolerante, repressora, que não possibilitou à criança aprender a lidar com seus impulsos agressivos, destrutivos; possivelmente, não teve pais fortes e seguros o suficiente para suportar suas manifestações de agressividade.

Por não saberem como conter as crianças, a maioria dos pais reprime as manifestações agressivas dos filhos, sem saber que “a energia instintiva reprimida constitui um perigo potencial para o indivíduo e para a comunidade (...)” (WINNICOTT, 1999, p. 94). Perigo para si mesmo quando essa energia pulsional de agressividade se volta contra o próprio sujeito numa forma de auto-agressão ou autodestruição, como acontece na depressão, por exemplo; e perigo para a comunidade quando esse impulso agressivo se torna uma ameaça para os outros, atingindo-os física e moralmente.

“Às vezes, a agressão se manifesta plenamente e se consome, ou precisa de alguém para enfrentá-la e fazer algo que impeça os danos que ela poderia causar. Outras vezes os impulsos agressivos não se manifestam abertamente, mas aparecem sob a forma de algum tipo oposto”. (Idem, p. 103). O autor frisa que, apesar dos fatores hereditários que distingue os indivíduos uns dos outros, há certas características que são inerentes ao desenvolvimento da personalidade humana, e que se encontram tanto nas crianças, quanto nos adultos. Alguns indivíduos demonstram mais e outros dificilmente revelam os sintomas de sua agressividade, assim apenas o que se modifica é a maneira de expressar e de lidar com os impulsos agressivos.

Quando se coloca a questão dos opostos da agressão, refere-se a atitudes distintas diante de um mesmo problema, assim têm-se alguns contrastes, como por exemplo, o contraste entre a criança tímida e a ousada, entre a criança que expõe facilmente sua agressividade e a que a retém dentro de si mesma. Entende-se que, no primeiro caso, a atitude de ousadia em manifestar abertamente a agressão e a hostilidade, permite à criança obter um alívio e sentir-se bem, pois descobre que a manifestação dos seus impulsos agressivos é limitada e consumível.

Ao contrário, aquela criança que reteve sua hostilidade tende a encontrar essa agressividade não no eu, mas em outro lugar, ficando apreensiva e temerosa, na expectativa de que aquele impulso se volte para ela própria, a partir do mundo externo. Assim, a mesma jamais chegará a uma satisfação, mas permanecerá sempre à espera de alguma dificuldade, tornando-se tensa e ansiosa.

Ao acompanhar o desenvolvimento de uma criança verifica-se que os impulsos agressivos já aparecem desde cedo, nas mais primitivas ações do bebê de morder, bater, espernear, gritar, etc. A criança agride, fere, destrói, rouba, etc., como uma forma de expressar o que se passa no seu interior; assim, a agressão manifesta-se, também, como uma forma de linguagem. Como a criança ainda não consegue “falar” do que sente, ela age agressivamente por se sentir incapaz de expressar de outro modo o que está se passando em seu mundo interno. Muitas vezes a agressão também pode ser sinal de uma grande excitação, já que a criança não sabe o que fazer com sua excitação, ela agride. O sentimento de desamparo também pode levar a uma reação de violência, ou seja, a uma manifestação agressiva destrutiva.

Percebe-se que a agressividade pode se apresentar de diversas formas no cotidiano da vida de uma criança em desenvolvimento. A agressividade é uma força que pode ser usada de forma construtiva ou destrutiva, ela impulsiona a pessoa à ação. Entende-se que a violência seja a manifestação da agressão de forma destrutiva. Tanto a destruição quanto a construção são aspectos pertinentes no processo de amadurecimento da criança. Winnicott (1999) destaca que o impulso construtivo relaciona-se à aceitação pessoal por parte da criança, num ambiente favorável, da responsabilidade pelo aspecto destrutivo da sua natureza. O aparecimento e a manutenção do brincar construtivo, na criança, constitui um sinal de saúde, sendo resultado da totalidade das suas experiências de vida, proporcionadas pelos pais ou seus substitutos.

Um exemplo disso é quando a criança quer ajudar de qualquer modo à mãe a cuidar do seu irmãozinho ainda bebê; se a mãe não lhe dá uma oportunidade de fazer alguma coisa útil por ela, de demonstrar seu amor ajudando-a, essa criança poderá sentir-se impotente e inútil; assim, poderá reagir com uma atitude de agressão e destrutividade, ou seja, ela se torna violenta. O sonhar e o brincar são meios eficazes de simbolização que ajudam à criança expressar sua agressividade de forma mais madura. A brincadeira da criança aproxima-se da fantasia e daquilo que poderia ser sonhado, do material inconsciente, porque constitui uma grande possibilidade de simbolização. Essa capacidade de simbolização é importantíssima no processo de desenvolvimento infantil. Quando a criança aceita os símbolos, ela terá condições de desenvolver-se de forma mais saudável, conseqüentemente, sentirá alívio em relação aos conflitos pertinentes à verdade pura. O conflito entre o amor e o ódio que se instala no interior da criança, é embaraçoso e gera sofrimento à mesma. Assim sendo, quando a aceitação de símbolos se inicia cedo, haverá mais condições da criança enfrentar essas experiências conflituosas de forma sadia.

Os indivíduos devem guardar dentro de si certa dose de agressividade que os impulsionará a lutar por seus objetivos na vida. A criança deve aprender a conviver com essas realidades antagônicas em seu interior que, de certa forma, se complementam, que é o amor e o ódio. Winnicott frisa que, ao cuidar de crianças, observa-se que elas tendem a amar aquilo que machucam, e isso faz parte de sua vida. A partir disso ele coloca uma questão instigante – “de que maneira seu filho encontrará uma forma de aproveitar essas forças agressivas para a tarefa de viver, amar, brincar e (finalmente) trabalhar?” (WINNICOTT, 1999, p.108). É importantíssimo o papel dos pais, principalmente o da mãe, na facilitação do processo de maturação e de desenvolvimento de cada criança. Somente quando a criança adquire uma consciência de si e do outro, ela passa a agredir como reação a algum tipo de frustração, medo, raiva, etc.

Ao se investigar a origem da agressão, passa-se naturalmente pelas fases de desenvolvimento infantil, e não se pode negligenciar que a criança vive num mundo “mágico”, aonde tudo pode ser aniquilado num piscar de olhos e depois recriado conforme a necessidade o exija. Durante o seu desenvolvimento, a criança deve passar da destruição mágica para a agressão concreta, e a mãe deve ter sensibilidade para ajudá-la nesse processo de reconhecer a existência de um mundo que está fora do seu controle mágico. Há um tempo de maturação que é preciso se respeitar na vida da criança, quando ela se tornará capaz de aceitar que não pode aniquilar o mundo de forma mágica, mas que pode ser capaz de destruir, de odiar, de agredir e gritar de forma concreta e real.

Esse processo é positivo para a criança e é essencial a participação efetiva e afetiva dos pais neste momento, quando a criança abandona o controle e a destruição mágica e passa a desfrutar da agressão e todas as suas gratificações. A pertinência do apoio parental adequado nessa fase da vida permite à criança alcançar a saúde psíquica. Suportar tudo o que se encontra em nossa realidade interna é uma das grandes dificuldades do homem. Mas é função parental ajudar à criança suportar essa força pulsional intensa que a assusta, quando a mesma lhe causa uma sensação de aniquilamento. Neste momento, a segurança de uma mãe e de um ambiente suficientemente bons, como diz o autor, é imprescindível; já que o comportamento anti-social em crianças deve-se tanto a uma reação à perda de pessoas amadas, quanto à perda de segurança. Por isso ele insiste que o mundo interno da criança precisa ser levado em conta, não se pode negligenciá-lo.

Quando a agressão é guiada pelo medo, e a dramatização da realidade interior for insuportável para a criança, essa agressão tende a buscar o controle, forçando-o a funcionar. O adulto é quem deve barrar tal agressão, para que a mesma não fuja ao controle. Assim, tendo alguém mais forte e seguro que lhe dê suporte, a criança terá condições de dramatizar e usufruir um certo grau de “maldade”, sem se prejudicar.

"É tarefa de pais e professores cuidar para que as crianças nunca se vejam diante de uma autoridade tão fraca a ponto de ficarem livres de qualquer controle ou, por medo, assumirem elas próprias a autoridade. A assunção de autoridade provocada por ansiedade significa ditadura, e aqueles que tiveram a experiência de deixar as crianças controlarem seus próprios destinos sabem que o adulto tranqüilo é menos cruel, enquanto autoridade, do que uma criança poderá se tornar se for sobrecarregada com responsabilidades." (WINNICOTT, 1999, p.101).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. In: Freud, S. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1929/1996, v. XXI.

WINNICOTT, Donald W. Privação e delinqüência. 3a. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

(*) Donald W. Winnicott – Foi médico e grande psicanalista inglês. Sua vasta obra sobre a psicanálise da criança contempla conceitos importantes acerca do desenvolvimento psíquico infantil; foi um grande estudioso sobre a agressividade e a tendência anti-social.



Lany Leilah S. Dantas
Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica – Psicanálise,
membro da equipe de profissionais do EPSI –
Espaço Psicanalítico – Estudos, Clínica e Consultoria
João Pessoa – PB. E-mail: lanyleilah@hotmail.com

Curiosidade

A expressão “primeira-dama” nasceu no século 19


A expressão “primeira-dama” que hoje é usada para designar as esposas dos governantes, tornou-se popular apenas no governo do presidente americano Rutherford B. Hayes (1877 – 1881). Ela se referia à sua mulher, Lucy Webb Hayes, considerada a mais carismática primeira-dama americana no século 19. Até a chegada de Lucy à Casa Branca, as esposas dos presidentes não costumavam ser designadas por um nome específico, já que isso era considerado típico de governo monárquicos – em que as mulheres eram identificadas como rainhas, imperatrizes, princesas etc.

Ainda hoje o termo “primeira-dama” não é mencionado sequer uma vez na Constituição americana, assim como na maioria das constituições mundiais – inclusive a brasileira. Segundo os historiadores, é provável que a expressão tenha se originado da prima-donna das companhias de ópera italianas, a mais importante figura feminina na hierarquia dos espetáculos.

A primeira mulher a ser chamada dessa forma foi também a primeira a ter cursado uma faculdade. Lucy Webb Hayes se interessava por política e converteu o marido à causa abolicionista. A primeira-dama americana era considerada ainda uma grande anfitriã na Casa Branca – apesar de defender a abstenção alcoólica e fazer questão de servir limonada no lugar de vinhos ou bebidas destiladas.

Sem poder, mas com influência.

Apesar de não possuírem poder oficial, algumas primeiras-damas tiveram influência direta no governo de seus maridos. Esse é o caso, por exemplo, da americana Edith Wilson, que chegou a despachar com os ministros da Casa Branca após o presidente Woodrow Wilson sofrer um derrame, em 1919.

Já Eleanor Roosevelt, primeira-dama no governo Franklin Roosevelt (1933-1945), representava seu marido em viagens e escrevia artigos polêmicos em defesa dos afro-americanos e dos pobres – isso décadas antes da popularização do movimento de direitos civis nos Estados Unidos. Outras, como Jacqueline Onassis, se eternizaram como símbolo de glamour, estilo e beleza, tornando-se referência na indústria da moda e da beleza até hoje.

E no Brasil... cada uma é lembrada por um motivo diferente

Contra os cassinos – Carmela Leite, esposa do presidente Dutra, ficou famosa por ter influenciado o marido na decisão de proibir cassinos e outros jogos no Brasil, em 1946.

Tudo pelo social – Sarah Kubitschek foi a primeira a se engajar diretamente em obras sociais, na década de 1950. A tradição é até hoje seguida pelas primeiras-damas.

Nossa Jackie – Maria Teresa Goulart, mulher de Jango, presidente entre 1961 e 1964, foi considerada a Jacqueline Kennedy do Brasil. Isso por causa de sua beleza.


Fonte: Aventuras na história
Roberto Cavalcante.

Hora do recreio

Como viver 100 anos

- Querido, onde está aquele livro: "Como viver 100 anos?"
- Joguei fora!
- Jogou fora? Por quê?
- É que a sua mãe vem nos visitar amanhã e eu não quero que ela leia essas coisas!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Traduzir-se

Natal no sertão


Esta semana, entre tantas confraternizações, resolvemos fazer a nossa. Juntar os amigos para uma conversa despretenciosa, aproveitarmos o clima contagiante do Natal para também fazermos a nossa reunião.

Aproveitamos para também realizar o "bota-fora" do amigo Adauto que, depois de longos anos clinicando as crianças em Pombal, resolveu arribar de vez para as bandas da capital.

Mas, diferentemente da ceia tradicional do Natal, no sertão as iguarias são outras. Ao som do "Esplanada do Forró", o típico grupo pé-de-serra do Zé Preá, passamos momentos memoráveis ao lado de Paulo, Célia, Djonierison, Erlângea, Jairo, Cabo Kenedy, Malba, Marileide e as crianças.

Os pratos e petiscos eram os mais variados e inusitados para a época: ao invés do panetone, entrou mesmo foi o queijo de coalho assado na brasa; o peru deu vez ao churrasco e a farofa; o vinho foi superado pela pinga e pela cerveja; a harpa cedeu lugar a sanfona e as sonatas de natas ao forró autêntico.

Esse é o típico natal sertanejo.



Foto: Grupo Esplanada do Forró

Gansos fazem segurança em penitenciária de SC


Bando com 16 aves faz barulho quando há tentativa de fuga.


Cachorros ocupavam função até um ano atrás.

A penitenciária de São Pedro de Alcântara, a maior de Santa Catarina, com 1,2 mil presos, está usando gansos como uma espécie de alarme antifuga. As aves ficam em um corredor que circula o presídio. Se um preso tentar escapar, o bando faz barulho e alerta os atiradores nas torres de vigilância.

Os antigos romanos já usavam os gansos para vigiar seus templos sagrados. Na penitenciária, eles provaram ser bem mais eficientes do que os cachorros, que ocupavam o mesmo espaço até um ano atrás.

Como todo mundo sabe, o cachorro é o melhor amigo do homem. Especialmente daqueles homens que tratam bem dele. "Como quem tratava os cachorros eram os presos, eles estavam se tornando os melhores amigos deles. Quando chegávamos perto dos cachorros, eles já estavam latindo. Vimos que não estavam servindo para nada", contou o chefe de segurança da penitenciária, Névio Dallagnol.

Já os gansos não se comovem com o tratamento que recebem dos detentos e estão sempre prontos para cumprir a missão de dedurar.

A direção da penitenciária quer aumentar o bando. Hoje, são 16 gansos. Os bichos decidiram não esperar pelo reforço e já há ovos que indicam a chegada de novos sentinelas.


Fonte: Do G1, com informações do Bom Dia Brasil
Foto: Baixaki

Saiba lidar com a depressão que surge no Natal e Ano Novo

A imagem de propagandas e programas de TV com pessoas extremamente felizes festejando o Natal e o Réveillon levam alguns a acreditar na alegria de todos, menos na sua.

Os quadros de Depressão no fim de ano são muito comuns, podendo aparecer, particularmente, entre pessoas que têm vulnerabilidade para aceitar mudanças no ritmo e nas circunstâncias de vida do ser humano. Há vários contextos e situações de vida que incidem neste período e que funcionam como gatilhos estressores.

Memórias remotas negativas, lutos e feridas psicológicas ainda latentes e dolorosas podem contribuir para a depressão natalina, por exemplo.

É comum que em determinadas épocas do ano, as pessoas reajam de maneira diferente, em consequência aos determinados estímulos que a estação do ano, épocas comemorativas, férias, bem como fim e início de ano. Muitas vezes sentem-se eufóricas, cheias de esperança; mas, em outras, ficam mais recolhidas e pensativas, com o humor deprimido, algumas sentem dificuldade de sair da cama, ou aumentam o consumo de massas e chocolates (alimentos precursores de serotonina). Outro sintoma comum costuma ser a falta de motivação para realizar as funções básicas do dia-a-dia. Muitas pessoas não se sentem felizes com o advento do Natal e do Ano Novo, e sua tristeza, contextual e localizada, a faz sentir culpada por não conseguir achar graça em comemorar algo que todos estão comemorando.

Banalização

Muitos profissionais não acreditam que esses sintomas são motivos para procurar um médico, pois consideram que: “a pessoa está tristinha” e “um pouquinho desanimada”. A questão é: Quem se responsabiliza pelas proporções que esse estado de desânimo pode chegar? Como nós, profissionais da área da saúde mental, podemos qualificar e banalizar sentimentos das pessoas? Como autorizar aquele que sofre a deixar de lado seu sentimento, legitimando sua tristeza como “menor” ou “não tão grave”.

É muito importante que a Depressão de Fim de Ano ou não seja diagnosticada e orientada por profissionais das áreas competentes e responsáveis. Temos todos que ficar atentos. Profissionais, familiares, amigos e até mesmo aqueles que estão passando por tal situação. Justificar como sendo comum ficar triste no Natal ou no Fim de Ano, é o mesmo que abandonar ao mero acaso tal sofrimento, sendo que a medicina e a psicologia, atualmente, possuem recursos com poucos efeitos colaterais e eficazes - para casos específicos e contextuais.

Sentimentos de depressão podem ser altamente danosos à saúde

Os sintomas de depressão podem ser altamente danosos à saúde, um exemplo é o fato do consumo ou da compulsão por carboidratos, açúcares e álcool, que além do aumento de peso, trás consigo problemas cardíacos, risco de diabetes, dependência e outras doenças, além do comportamento distorcido de que tais ações tranquilizam e miniminizam a dor.

Caso você tenha qualquer sintoma melancólico ou depressivo, procure a ajuda médica, pois quanto antes seu diagnóstico for detectado, mais rápido será o tratamento e, consequentemente, o alívio do sintoma.

Mesmo aqueles que não se sentem deprimidos, aproveitem o final de ano para fazer um balanço de tudo o que aconteceu, e fazer novos projetos, estabelecendo novas metas.

Para muitos, datas como Natal e Ano Novo lembram família. Perdas e mortes, separações, luto e saudade podem favorecer, em indivíduos vulneráveis, o surgimento de um quadro depressivo. Sua intensidade varia de acordo com cada pessoa.

A imagem de propagandas e programas de TV com pessoas extremamente felizes festejando o Natal e o Réveillon levam alguns a acreditar na alegria de todos, menos na sua.

Depressão: sintomas comuns

Pessimismo;

Dificuldade de tomar decisões;

Dificuldade para começar a fazer suas tarefas;

Irritabilidade ou impaciência;

Inquietação;

Desejo de morrer;

Chorar por qualquer motivo;

Dificuldade de terminar coisas que começou;

Sentimento de pena de si mesmo;

Persistência de pensamentos negativos;

Queixas frequentes;

Sentimentos de culpa injustificáveis;

Perda ou aumento de peso e apetite;

Insônia;

Perda ou Diminuição do desejo sexual;


Fonte: por Joel Rennó Jr.
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/depressao_final_de_ano.htm

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Calendário Pirelli 2010


A beleza do Brasil e seus encantos naturais, na visão das lentes do do fotógrafo americano Terry Richardson.

As fotos compõem o calendário Pirelli, edição 2010, apresentado nesta quinta (19/11), em Londres.
As modelos foram fotografadas em Trancoso na Bahia.

Em destaque, a modelo sérvia Georgina Stojiljkovic, além do bicho preguiça, é claro.

Fonte : Bol
EFE/Terry Richardson

Juruna, o espírito da floresta

"O Cineclube FGV recebe a Itinerância da Mostra Internacional do Filme Etnográfico, com a exibição do filme "Juruna, o espírito da floresta".A partir da biografia apresentada pelo primogênito Diogo Amhó, o documentário resgata a história do único indígena a ocupar uma cadeira no Parlamento brasileiro, o cacique xavante Mário Juruna. Ao apontar as diferenças que separam e estigmatizam os povos indígenas, o filme propicia uma reflexão sobre a conjuntura político-social do país da metade do século XX até o presente momento.

A sessão será seguida de debate conduzido por Christiane Jalles, professora do CPDOC da FGV, doutora em Ciência Política pelo IUPERJ.

Juruna, o espírito da floresta (86 min)
Direção: Armando Lacerda

17 de dezembro, quinta-feira, às 19h
Local: Fundação Getulio Vargas - Sala 911 (9º andar)
Praia de Botafogo 190, Rio de Janeiro"

Remadoras britânicas pretendem atravessar nuas o oceano Atlântico


Objetivo é remar mais de 4.800 quilômetros durante a viagem.


Elas vão remar completamente nuas para reduzir o atrito com a roupa.

As remadoras britânicas Mel King, de 37 anos, e Annie Januszewski, de 40, pretendem atravessar nuas o oceano Atlântico. O objetivo é remar mais de 4.800 quilômetros durante a viagem, segundo reportagem do jornal inglês "The Sun".

Mel e Annie vão começar a viagem em Gomera, uma das ilhas do arquipélago das Canárias, e seguir até a ilha caribenha de Antígua. O objetivo é completar a viagem em 70 dias, superando o recorde mundial que é de 75 dias.

Inicialmente, a dupla pretendia remar 15 horas por dia usando biquíni. Mas, de acordo com o "The Sun", elas decidiram remar completamente nuas para reduzir o atrito com a roupa.


Fonte:
Do G1, em São Paulo

Conta de vidro


Guarde sempre uma lágrima no canto do olho,
uma reserva de pranto, uma saudade de molho;
quando um dia não chegar o amor que tanto esperas,
quando o coração pesar em meio às trevas, às guerras,
e tua alma soterrada não souber mais o caminho,
quando o tempo te mostrar, além da flor, o espinho.
Teu corpo já não descansa, nem no vazio da estrada,
uma porta entreaberta e, logo, uma curva fechada:
é a dor que te espreita, estás sozinho.
Guarda sempre aquela gota, dela irás precisar.

Podes rir, enquanto isso - esperneia, vai, consome-te,
mas não te esqueças de guardar essa reserva de pranto
que um dia irá te salvar,
quando a Noite sobre ti estender seu negro manto,
quando o sol, ao despontar, já não trouxer mais o dia:
só neblina, só chover! As nuvens de vidro, aquele molho,
será a tua salvação na estrada fria.
E mais? não deixa endurecer jamais teu coração,
lubrifica teu olho
e te alivia.


Pedro Lage

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Versículos do dia

Eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada como vide estranha? (Jeremias 2:21)

Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; (2 Tessalonicenses 2:13)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os Acrobatas, Camila Morgado

Charge


Canção do exílio - Casimiro de Abreu

Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!

Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
Respirando este ar;
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo
Os gozos do meu lar!

O país estrangeiro mais belezas
Do que a pátria não tem;
E este mundo não vale um só dos beijos
Tão doces duma mãe!

Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
Lá na quadra infantil;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
O céu do meu Brasil!

Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já!
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!

Quero ver esse céu da minha terra
Tão lindo e tão azul!
E a nuvem cor-de-rosa que passava
Correndo lá do sul!

Quero dormir à sombra dos coqueiros,
As folhas por dossel;
E ver se apanho a borboleta branca,
Que voa no vergel!

Quero sentar-me à beira do riacho
Das tardes ao cair,
E sozinho cismando no crepúsculo
Os sonhos do porvir!

Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
A voz do sabiá!

Quero morrer cercado dos perfumes
Dum clima tropical,
E sentir, expirando, as harmonias
Do meu berço natal!

Minha campa será entre as mangueiras,
Banhada do luar,
E eu contente dormirei tranqüilo
À sombra do meu lar!

As cachoeiras chorarão sentidas
Porque cedo morri,
E eu sonho no sepulcro os meus amores
Na terra onde nasci!

Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!


O poeta Casimiro José Marques de Abreu, ou Casimiro de Abreu, ( Barra de São João, Rio de Janeiro 4 de janeiro de 1839 - Nova Friburgo, Rio de Janeiro 18 de outubro de 1860) - Foi um dos poetas mais populares do Romantismo Brasileiro. Colaborou com as revistas O Espelho, Revista Popular, A Marmota e com o Jornal do Correio Mercantil. Foi escolhido por Teixeira de Melo para patrono da cadeira nº 6 da Academia Brasileira de Letras no momento de sua fundação.


Fonte: Blog do Ricardo Noblat

O manual de conduta dos sequestradores da Al Qaeda


Um documento da rede terrorista detalha o que seus integrantes podem fazer com os sequestrados: casar-se com as mulheres, assassinar os militares e pedir resgate pelo restante

Num apartamento do popular bairro de Takrzaina, em Nuakchott, capital da Mauritânia, os policiais encontraram em 2008 um documento intitulado "A lei dos prisioneiros estrangeiros", um manual clandestino da Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) sobre o que fazer e como tratar os sequestrados. Os três pontos principais do documento refletem a mente distorcida dos membros do grupo salafista argelino que atua com liberdade pelo inóspito deserto de Sahel: 1) Se houver uma mulher entre os sequestrados, pode-se tomá-la como esposa; 2) se forem inimigos (militares, policiais ou agentes secretos), há autorização para matá-los; 3) se não o são, deve-se negociar um resgate em dinheiro ou uma troca de prisioneiros. Os analistas franceses que assessoram a polícia mauritana estimam que os três membros da ONG catalã supostamente sequestrados por este grupo terrorista se encontram nesta última categoria. "Esperamos que peçam um resgate", afirma um chefe da luta antiterrorista espanhola.
No manual da rede terrorista de Osama Bin Laden, um detalhamento do que os integrantes podem fazer com seus prisioneiros: casar-se com as mulheres, matar militares e pedir resgate pelo resto

O manual, um punhado de folhas escritas em árabe, foi encontrado na casa onde se refugiou Jahen Olsaman, um islamista suspeito de participar do assassinato de quatro franceses, uma família com dois menores que passava férias de Natal a 250 quilômetros da capital mauritana. Olsalam cumpre hoje sua pena na prisão mauritana de Lahsar junto com outros 24 membros da AQMI, o grupo aliado a Osama bin Laden que tira o sono do chefes de inteligência de toda a Europa.

A AQMI se nutre de militantes de seis nacionalidades: argelinos, marroquinos, tunisianos, mauritanos, malineses e senegaleses, e, na Europa, recruta integrantes principalmente na Espanha e na França, segundo informes confidenciais do Centro Nacional de Inteligência (CNI), O Comissariado Geral de Informação da Polícia e a Guarda Civil.

Olheiros como o professor de taekwondo marroquino Mbar el Jaafari, preso em Reus em 2007, enviaram mais de uma centena de recrutas da Espanha para Sahel, para serem treinados no deserto com armas pesadas, morteiros e explosivos, segundo fontes consultadas por "El País".

Outros grupos, como o dos seis islamitas que foram julgados há algumas semanas na Audiência Nacional, em Madri, invadem chalés na Costa do Sol e roubam joias para financiar sua atividade no deserto. Eles fornecem um fluxo intermitente de centenas de milhares de euros para financiar a jihad na nova base da Al Qaeda na África. As prisões espanholas são uma mostra de sua frenética atividade na Espanha. "Até quando nossos filhos, irmãos e mulheres puras e virtuosas abarrotarão suas prisões?", perguntava-se um dos dirigentes num comunicado.

Um analista de inteligência espanhol explica a situação da seguinte
maneira: "São imigrantes marroquinos e argelinos de primeira e segunda geração que deixaram tudo, família e trabalho na Espanha, para se juntar à jihad na África. Desapareceram de repente de suas casas e mais tarde ficamos sabendo que viajaram para o Sahel, um destino tão apreciado por eles quanto antes o era o Iraque".

Desde 2007, os informes das Forças de Segurança espanholas advertem ao governo de forma reiterada e sem rodeios sobre a ameaça representada por esta nova base da Al Qaeda na África. "Dos atentados e sequestros no Sahel, eles podem passar a enviar grupos à Espanha para semear o terror. Isso sim que nos preocupa", afirma um chefe da Guarda Civil.

O libanês Abu Yahya al Libi é o ícone dos jovens mauritanos que se unem à AQMI, uma organização que reúne o Grupo Islâmico Combatente Líbio, do qual provém Yahya, o Grupo Islâmico Combatente Marroquino (GICM), vinculado ao 11-M, os salafistas argelinos do Grupo Salafista para a Pregação e o Combate (GSPC), além de movimentos tunisianos e outros grupos satélites. "Não há desculpa para ficar fora desta aliança... A 'umma' (comunidade) não pode vencer seus inimigos se não for capaz de renunciar a suas diferenças", advertiu em 2006 o emir Abu Musad Abde-I-Wadud em seu manifesto de adesão a bin Laden.

Nos anos 90, Abu Yahya, o herói dos islamistas mauritanos, estudou religião durante cinco anos numa madrasa (escola muçulmana) mauritana, casou-se com uma jovem local com a qual tem vários filhos e juntou-se a bin Laden no Afeganistão. Depois da invasão norte-americana em 2001, foi capturado e fugiu da prisão de Bagram. Desde então, aparece em vídeos na Al Jazeera nos quais justifica a jihad.

Sua esposa mora em Nuakchott e promove a imagem de seu marido com protestos diante do governo mauritano. A polícia a vigia e a proibiu de sair do país para viajar a Meca. Os Estados Unidos oferecem uma recompensa de US$ 1 milhão por Abu Yahya al Libi. Foi ele quem plantou a semente islamista que agora cresce na Mauritânia, um país muçulmano de cerca de 3,3 milhões de habitantes, onde antes não era comum ver barbas longas, burkas nem véus.

A base da Al Qaeda no Sahel, a região árida e semi-desértica da África que se estende desde o oceano Atlântico até o Mar Vermelho, tem seu refúgio mais seguro em Mali, país que faz fronteira com a Mauritânia e para onde os sequestradores supostamente levaram os espanhóis.

Dos 13,5 milhões de habitantes, 90% são muçulmanos, há 17.500 mesquitas, mas em Bamaco é difícil encontrar uma burka. Em Timbuctu e Gao, ao norte do país, é diferente. Ali fica o cativeiro preferido da AQMI para esconder seus sequestrados, uma zona impossível de vigiar, para onde George Bush enviou forças especiais para treinar o raquítico exército de cerca de 7.500 homens. "Um esforço insuficiente", nas palavras de um diplomata da região.

"Não me cumprimente na rua"

Mohamed, um profissional mauritano que mora em Madri, explica a mudança que aconteceu em seu país: "Um dia bateram à minha porta. Era um amigo que havia desaparecido da cidade. Estava com uma barba comprida e vestia uma túnica. Olhou para mim e disse: 'Sua família não cumpre as regras do Alcorão. Por favor, não me cumprimente quando me encontrar na rua'. Pouco depois o prenderam como suspeito de ter participado de um atentado. Esta é a consequência do trabalho de pessoas como Abu Yahya." Jovens de um país pobre e sem oportunidades, como o argelino Ahmed Salem Uld M'Beinik, que no mês de agosto passado se lançou com um cinturão de explosivos contra a embaixada da França em Nuakchott.

Segundo sua mãe, ele não sabia nem uma palavra do Alcorão, o homem que o recrutou ofereceu-lhe trabalho como vendedor de peixes na fronteira e fez-lhe uma lavagem cerebral para que se suicidasse por Alá. "Saiam, que tenho uma bomba!", gritava o rapaz para os transeuntes ao chegar perto do escritório diplomático. O terrorista tropeçou contra um muro e dois policiais e uma jovem ficaram feridos. Meses antes, o norte-americano Christophe Languet fora assassinado a tiros no centro de Nuakchott. "Temos medo de que isso se transforme em uma nova Somália", confessa um funcionário mauritano.

A adesão cega da AQMI a bin Laden se reflete no comunicado que Abu Musab Abde I Wadud, o emir do Grupo Salafista para a Pregação e o Combate (GSPC), divulgou em em 2006. "Decidimos prometer fidelidade ao chefe Osama bin Laden. Fechamos o acordo com um aperto de mãos e oferecemos a ele o fruto de nossos corações. Continuamos nossa jihad na Argélia sob seu comando, para atacar, em nome de Alá, quem ele quiser, e quando quiser."


Fonte: El País
José María Irujo
Em Madri (Espanha)
Tradução: Eloise De Vylder

domingo, 13 de dezembro de 2009

Experiência das Pedras de Sal


13 de dezembro. Dia de Santa Luzia. Para o homem do campo, hoje é o marco inicial para uma série de "experiências" e perspectivas de inverno para o ano seguinte.

Essas "experiências" representam muito mais que exercícios de possiveis previsões de chuva. São, antes de tudo, um traço cultural do povo do nordeste que tem no bom inverno a redenção de sua miséria com a fartura de sua lavoura.

Tenho notado, porém, que essas "experiências, vem perdendo força ao longo dos anos e está, perigosamente, fadada ao esquecimento. Essas tradições não são mais praticadas pelos agricultores mais jovens e tendem a se perderem no tempo.

Cabe aqui, fazer o nosso resgate e, antes de tudo, por em prática essas duas "experiências" que trataremos a seguir. E faremos isso hoje a noite. Noite de Santa Luzia.

Na obra "A Terra e o Homem no Nordeste", o geógrafo Manuel Correia de Andrade apresenta um minucioso relato do que podemos considerar uma cronologia das práticas do sertanejo neste aspecto:

“Assim, preocupando-se com uma possível seca, o sertanejo está sempre às voltas com as ‘experiências’ e prognósticos sobre a possibilidade de chuvas nos anos que virão. Para estas ‘experiências’ o dia de Santa Luzia (13 de dezembro) é o mais importante, uma vez que o toma como ponto de referência para o mês de janeiro do ano seguinte e os dias que se seguem correspondem aos outros meses (assim o dia 14 é fevereiro, 15 é março, 16 é abril e assim por diante até o dia 24 que corresponde ao mês de dezembro). No dia em que chover, o mês correspondente será de chuva e naquele em que não chover, o mês correspondente será seco.

Outra experiência consiste em colocar-se seis pedras de sal, representando os seis primeiros meses do ano (vindouro) sobre um plano, no ‘sereno’, na noite de Santa Luzia. Pela manhã, a pedra que mais estiver dissolvida representa o mês mais chuvoso do ano que se segue. Se essas experiências derem resultados negativos, o sertanejo, apreensivo, começa a pensar nos horrores da seca e na possível necessidade de retirada.

Amanhã, publicaremos aqui o resultado da "experiência" do Blog com as pedras de sal para o inverno de 2010.

STF debate alcance do segredo de Justiça


Os argumentos usados por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento que manteve a censura ao Grupo Estado mostra que, a depender de alguns magistrados, jornalistas poderão ser proibidos de publicar detalhes de processos que correm em segredo de Justiça ou trechos de interceptações telefônicas captadas durante investigações policiais. Esse tema específico nunca foi decidido pelo tribunal e há casos de jornalistas processados por publicar detalhes de investigações sigilosas ou, como no caso do Grupo Estado, impedidos previamente de publicar os dados. Parte dos ministros, entre eles Celso de Mello e Carlos Ayres Britto, entende que a liberdade de imprensa permite a publicação dos dados. Mas outros ministros indicaram que esta tese não é pacífica.

O ministro Eros Grau, por exemplo, afirma ser possível impedir por via judicial a publicação de matérias. "O juiz não está limitado pela lei. O censor não está limitado por lei alguma. Aí não há censura. Há aplicação da lei", disse na quinta-feira. O presidente do STF, Gilmar Mendes, que votou pelo arquivamento do recurso do jornal, afirmou que a liberdade de expressão e de imprensa "não pode permitir que alguém grite fogo num teatro lotado". "Esse direito comporta limitações", disse. Por esse entendimento, os jornalistas poderiam ser acusados de violar o segredo de Justiça e o direito ao sigilo das comunicações telefônicas. A lei das interceptações telefônicas, que foi usada para embasar a censura ao Grupo Estado, prevê pena de reclusão de dois a quatro anos para quem quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei. Os detalhes de processos sob sigilo só poderiam ser publicados depois de julgado o caso ou se o magistrado julgasse não ser mais necessário o segredo.

Na outra direção, o ministro Celso de Mello adiantou que escreverá expressamente no acórdão do julgamento que entende não ser possível punir um jornalista que publique conversas captadas em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. A obrigação de manter o sigilo, afirmou o ministro, não compete aos jornalistas, mas é obrigação das autoridades que lidam diretamente com o processo: o juiz, o integrante do Ministério Público e os policiais que participam da investigação. O Código Penal prevê pena de detenção de seis meses a dois anos para quem revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo. Mas não há especificamente previsão de punição para o jornalista.


Fonte:Estadão