domingo, 8 de março de 2020

Florbela Espanca

Florbela foi a primeira mulher a ingressar na Universidade de Lisboa no curso de Direito. Filha ilegítima, a sua mãe postiça a criou em casa logicamente com muito ressentimentos, e o pai a rejeitou antes mesmo de nascida e por toda a sua vida, vida "desrregrada". Somente depois de morta e só então reconhecida como grande poetisa pelo povo português, foi que o pai a registrou como filha, já morta. Flor perdida de si mesma. Filha de Antônia da Conceição Lobo e de João Maria Espanca, que era casado com Mariana do Carmo Toscano, mas não tinha filhos. Florbela Lobo só foi batizada no dia 20 de junho de 1895, como filha de Antônia da Conceição Lobo e de pai incógnito, que só a reconheceu como filha depois de sua morte. Ficou órfã de mãe em 1908, sendo então criada, junto com seu irmão Apeles, na casa da madrasta Mariana e do pai. Em 1903, com sete anos começou a escrever seus primeiros textos e assinar “Flor d’Alma da Conceição”. Nesse mesmo ano, escreveu “A Vida e a Morte”, seu primeiro poema, já mostrando sua opção por textos amargos. Em 1906 escreveu seu primeiro conto intitulado “Mamã!”. 

Florbela de Alma da Conceição Espanca, dita FLORBELA ESPANCA, poetisa portuguesa, nasceu em Vila Viçosa, no Alentejo, Portugal, em 08 de dezembro de 1894 e faleceu em Matosinhos, Portugal, no dia 8 de dezembro de 1930, aos 36 anos de idade. Conhecida na imprensa lusitana pelo pseudônimo de "Flor Bela Lobo". Escreveu poesias, contos e fez um Diário, sua última obra literária. Escreveu poesias, contos e um soneto patriota: “No Meu Alentejo”, que era sua terra Natal. Traduziu romances e colaborou com várias revistas e jornais, como ‘’Modas & Bordados’’ (do jornal O Século de Lisboa), ‘’Notícias de Évora’’, ‘’A Voz Pública’’, e outros. Pelo seu comportamento singular foi a precursora do feminismo em Portugal. Teve uma vida tumultuada e cheia de sofrimentos, que eram transformados em poesias. Suas primeiras composições poéticas datam dos anos de 1903. Florbela foi desprezada porque desafiou os padrões da sociedade de seu tempo. Casou-se três vezes, frequentava as rodas de boemia, fumava e bebia, falava abertamente de amor, o que escandalizava a sociedade portuguesa de sua época. Aos 11 anos de idade ingressou no curso secundário do Liceu de Évora, e depois foi a primeira mulher portuguesa a ingressar na Faculdade de Direito de Lisboa. Somente após sua morte foi lhe dado o merecido valor. Há referências de que diagnosticada com um edema pulmonar, ela desejou que a vida findasse. Tentou o suicídio duas vezes, inclusive na véspera da publicação de sua principal obra, “Charneca em Flor”, porém, não resistiu à terceira. Florbela faleceu em Matosinhos, de overdose de barbitúricos.


*Pescado do Grupo Florbela Espanca. Autoria não identificada

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