Florbela foi a primeira mulher a ingressar na
Universidade de Lisboa no curso de Direito. Filha ilegítima, a sua mãe
postiça a criou em casa logicamente com muito ressentimentos, e o pai a
rejeitou antes mesmo de nascida e por toda a sua vida, vida
"desrregrada". Somente depois de morta e só então reconhecida como
grande poetisa pelo povo português, foi que o pai a registrou como
filha, já morta. Flor perdida de si mesma. Filha de Antônia da Conceição
Lobo e de João Maria Espanca, que era
casado com Mariana do Carmo Toscano, mas não tinha filhos. Florbela Lobo
só foi batizada no dia 20 de junho de 1895, como filha de Antônia da
Conceição Lobo e de pai incógnito, que só a reconheceu como filha depois
de sua morte. Ficou órfã de mãe em 1908, sendo então criada, junto com
seu irmão Apeles, na casa da madrasta Mariana e do pai. Em 1903, com
sete anos começou a escrever seus primeiros textos e assinar “Flor
d’Alma da Conceição”. Nesse mesmo ano, escreveu “A Vida e a Morte”, seu
primeiro poema, já mostrando sua opção por textos amargos. Em 1906
escreveu seu primeiro conto intitulado “Mamã!”.
Florbela de Alma da Conceição Espanca, dita FLORBELA ESPANCA, poetisa
portuguesa, nasceu em Vila Viçosa, no Alentejo, Portugal, em 08 de
dezembro de 1894 e faleceu em Matosinhos, Portugal, no dia 8 de dezembro
de 1930, aos 36 anos de idade. Conhecida na imprensa lusitana pelo
pseudônimo de "Flor Bela Lobo". Escreveu poesias, contos e fez um
Diário, sua última obra literária. Escreveu poesias, contos e um soneto
patriota: “No Meu Alentejo”, que era sua terra Natal. Traduziu romances e
colaborou com várias revistas e jornais, como ‘’Modas & Bordados’’
(do jornal O Século de Lisboa), ‘’Notícias de Évora’’, ‘’A Voz
Pública’’, e outros. Pelo seu comportamento singular foi a precursora do
feminismo em Portugal. Teve uma vida tumultuada e cheia de sofrimentos,
que eram transformados em poesias. Suas primeiras composições poéticas
datam dos anos de 1903. Florbela foi desprezada porque desafiou os
padrões da sociedade de seu tempo. Casou-se três vezes, frequentava as
rodas de boemia, fumava e bebia, falava abertamente de amor, o que
escandalizava a sociedade portuguesa de sua época. Aos 11 anos de idade
ingressou no curso secundário do Liceu de Évora, e depois foi a primeira
mulher portuguesa a ingressar na Faculdade de Direito de Lisboa.
Somente após sua morte foi lhe dado o merecido valor. Há referências de
que diagnosticada com um edema pulmonar, ela desejou que a vida
findasse. Tentou o suicídio duas vezes, inclusive na véspera da
publicação de sua principal obra, “Charneca em Flor”, porém, não
resistiu à terceira. Florbela faleceu em Matosinhos, de overdose de
barbitúricos.
*Pescado do Grupo Florbela Espanca. Autoria não identificada
*Pescado do Grupo Florbela Espanca. Autoria não identificada
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