quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Um suplemento probiótico chamado Sweet Peach, que tem como objetivo prevenir infecções causadas por fungos ou infecções urinárias, causou polêmica ao ser lançado como um suplemento probiótico personalizado que faria as vaginas exalarem aroma de pêssego. A informação é do jornal The Guardian.

Em uma conferência realizada há uma semana em San Jose, Califórnia, Austen Heinz, CEO da empresa Cambrian Genomics, e o empresário de biotecnologia Gillas Gome disseram que as "pessoas deveriam ter controle sobre seus micróbios, o que quer dizer que se elas querem adicionar fragância as suas bactérias, cabe a elas fazer essa escolha".

Entretanto, a criadora do produto, Audrey Hutchinson, descrita como uma "ultrafeminista de 20 anos", CEO dos Probióticos Sweet Peach, esclareceu que a ideia não é que os produto faça "as mulheres terem vaginas que cheirem a pêssego", e que apenas 10% de sua empresa pertence a Austen Heinz. Gillas Gome, por sua vez, não detém parte alguma da companhia.

Mas isso não impediu que ele declarasse em uma entrevista que o Sweet Peach era capaz de deixar a vagina com cheiro de rosa e gosto de Coca Diet. A inventora do suplemento contou ao The Guardian que ficou furiosa com a forma como a imagem de seu produto está sendo deturpada e que vomitou duas vezes ao ler a repercussão que ele teve na imprensa.

Ela explicou o que, de fato, é o seu produto. "O suplemento será realmente personalizado de acordo com os indivíduos. Uma amostra dos microorganismo existentes na vagina será enviada para análise. Sweet Peach fornecerá então substâncias capazes de equilibrar os níveis de PHD da vagina, permitindo que ‘bons‘ micróbios cresçam, reduzindo assim o risco de infecções por fungos e infecções urinárias, e optimizando a saúde da vagina".
 
The Guardian

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