Claro que nem o governo nem os manifestantes
contavam com o acidente. Acidentes acontecem, e são exatamente esses imprevistos
que determinam derrotas ou vitórias inesperadas. Há na história, principalmente
nas campanhas políticas, muitos exemplos. O rojão, um simples rojão, por
acidente, volto a repetir, matou um cinegrafista durante manifestação no Rio de
Janeiro. Teria sido mais um caso de morte, polícia, entre milhares que acontecem
diariamente no Brasil. Mas foi um cinegrafista, e portanto homem de imprensa.
Conta com o corporativismo da classe. Não foi numa festa de São João, mas numa
manifestação de protesto. O caso tomou o noticiário, e foi assunto por uma
semana. O bastante para colocar em risco novas passeatas e protestos. Qualquer
um pode vir a ser vítima de um novo rojão. Com isso o governo ganha fôlego. Terá
mais tempo para preparar a campanha da reeleição. Um simples rojão salva o
governo.
Eduardo Lunardelli
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