segunda-feira, 5 de abril de 2021


Desbravo o mar
Finco o navio na noite escura
Busco, alheio, a direção do seu farol
 
A negritude dessa noite
É como o balanço das ondas.
Vai e vem, esbarra no casco, espuma.
Iço velas. Te procuro na imensidão
 
O vento nos açoita, assovia
Toma-me o leme, o navio.
 
Me recolho em solidão.
 
 
Teófilo Júnior

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