“As Mil e uma Noites” é o título de uma das mais famosas obras da
literatura árabe, em suma, ela é composta por uma coleção de contos
escritos entre os séculos XIII e XVI. O livro trata de uma história de
amor que não acaba nunca.
Um sultão, traído pela esposa, resolve
tomar uma cruel decisão. Não podendo viver sem o amor de uma mulher,
resolve determinar que se casaria, a cada dia, com as moças mais belas
dos seus domínios e, para não mais suportar
a possibilidade de uma outra traição, mandaria decapitar a escolhida
após a noite de núpcias. Uma forma de renovar o amor a cada dia.
Assim, correm as notícias das tragédias pelo Tribunal, digo, pelo
palácio real. As jovens desapareciam após o casamento. Sherazade, filha
do vizir, procura seu pai e anuncia o desejo de se tornar esposa do
Sultão. Apesar da advertência do pai, a jovem se mantém irredutível. E
Sherazade se casa com o Sultão. Ao nascer do dia, a jovem passa a contar
histórias ao Sultão, envolve-o sempre com a expectativa de um final
dramático que nunca vem, discorre um enredo com sinuosos cálculos, cria
obstáculos, dificuldades e ganha mais um dia.
As palavras de Sherazade parecem músicas aos ouvidos do Sultão e outras reuniões são marcadas, juras, promessas, pompas, expectativas, mais cálculos, mais impossibilidades, aventuras e Sherazade ganha mais um dia.
Relata o clássico literário que o Sultão, encantado pelas histórias de Sherazade, foi adiando, adiando, adiando por mil e uma noites, eternamente e um dia mais a sua execução, permanecendo incólume no Tribunal.
Parece que nessa história da data-base nós temos a nossa Sherazade e o nosso Sultão. Aquele que, com sutileza, se delicia com os estranhos sabores de negar direitos, penalizar e suprimir salários. Ora, o palácio é do palácio, da casa grande. O bom da história é que resta, em cada um de nós servidores, a certeza que as madrugadas passam e se renovam, elas não terminam com o sopro que apaga a luz, mas com o vento que sopra a brasa e faz a luz reacender.
Amanhã há de ser outro dia!
Teófilo Júnior
Técnico Judiciário da 1ª Vara de Pombal
As palavras de Sherazade parecem músicas aos ouvidos do Sultão e outras reuniões são marcadas, juras, promessas, pompas, expectativas, mais cálculos, mais impossibilidades, aventuras e Sherazade ganha mais um dia.
Relata o clássico literário que o Sultão, encantado pelas histórias de Sherazade, foi adiando, adiando, adiando por mil e uma noites, eternamente e um dia mais a sua execução, permanecendo incólume no Tribunal.
Parece que nessa história da data-base nós temos a nossa Sherazade e o nosso Sultão. Aquele que, com sutileza, se delicia com os estranhos sabores de negar direitos, penalizar e suprimir salários. Ora, o palácio é do palácio, da casa grande. O bom da história é que resta, em cada um de nós servidores, a certeza que as madrugadas passam e se renovam, elas não terminam com o sopro que apaga a luz, mas com o vento que sopra a brasa e faz a luz reacender.
Amanhã há de ser outro dia!
Teófilo Júnior
Técnico Judiciário da 1ª Vara de Pombal

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