Casal está detido desde abril, quando a polícia encontrou as duas mulheres dentro de um carro estacionado em uma praça pública
Duas jovens muçulmanas foram chicoteadas publicamente nesta
segunda-feira (3/9) na Malásia, após serem condenadas por tentar manter
relações homossexuais, ato considerado uma violação das leis islâmicas.
O casal foi sentenciado pelo Tribunal Superior da Sharia de Kuala
Terengganu, no mês passado, informou um oficial de justiça ao jornal
“The Star”. Elas tiverem que ser submetidas a seis chicotadas nas costas cada uma.
De acordo com a publicação, as mulheres, de 22 e 32 anos de idade,
estão detidas desde abril, quando a polícia islâmica encontrou as duas
dentro de um carro estacionado em uma praça pública. A decisão foi
duramente criticada por organizações de direitos humanos, que alegam que
a medida é uma deterioração dos direitos da comunidade LGBT no país.
A Anistia Internacional da Malásia condenou a decisão e a chamou de
“cruel, desumana e degradante”. “As autoridades malaias devem revogar
imediatamente a legislação repressiva, proibir a tortura e ratificar a
Convenção das Nações Unidas contra isso”.
O vice-presidente dos advogados muçulmanos, Abdul Rahim Sinwan, por sua vez, defendeu a medida tomada contra as duas mulheres. Em sua opinião, a punição aplicada “não é dolorosa” e tem o objetivo de “educar as mulheres a se arrependerem”.
No país asiático, cerca de 60% dos 32 milhões de habitantes são
muçulmanos e devem se submeter aos tribunais islâmicos para tratar
questões familiares e religiosas, casamentos e problemas pessoais.
Metrópoles

Nenhum comentário:
Postar um comentário