Jornalismo é uma profissão ingrata. Você, enquanto brilha, aparece nas rodas sociais e suas fotos são fartas como fartas são bananas em meio de feira. Basta, porém, aposentar-se e sair do foco para se tornar um anônimo.
Eis o exemplo de Franto júnior, falecido nesta sexta-feira, aos 76 anos. Os poucos que noticiaram sua morte, não ilustraram a matéria com a foto do morto. E sabem por que? Não existe foto de Franto, como não existirá de Tião Lucena e de incontáveis outros depois da aposentadoria. Nem no Google existia imagem de Franto.Aliás, por mais que insistisse, o Google não aceitava o Franto, substituindo-o sempre por Franco.
Franto Júnior foi repórter radiofônico durante mais de 40 anos. Foi o mais antigo e conhecido integrante da bancada de imprensa da Assembléia Legislativa.Também foi diretor da Rádio Tabajara.
Andava sempre elegantemente vestido e nos tempos das vacas magras destacava-se entre os colegas por ter carro do ano e trocar de carro todo ano.
Não o via fazia tempo. Soube que se isolou em Camboinha, onde morava, até morrer. Hoje se sentiu mal, foi levado à Unimed e da Unimed saiu morto. Morto e esquecido. Mereceu um registro esparso em alguns blogs e portais. Mas nem no Google mereceu uma menção.
Tião Lucena
Do blog do Tião

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