O relógio marcava 4:50 da madrugada.Era um cinco de janeiro de 1986.
Ronaldo Cunha Lima e Raimundo Asfora estavam em Brejo das Freiras,
bebendo e declamando, quando os dois,
mais inspirados do que nunca, resolveram compor, a quatro mãos, o
célebre “Soneto do Eterno Amor”, que ficou assim:
Asfora – Amor, que graves coisas, mas antigas
Ronaldo – Se tornam hoje muito mais presentes
Asfora – Será que eu sinto o que acaso sentes?
Ronaldo – Se sentes todas emoções, que digas!
Asfora – Amor não sejam coisas só amigas,
Ronaldo – Sejam paixões eternas e frementes
Asfora – Ah! Muito mais amor, que agora crentes
Ronaldo – Criamos um caminho, que o sigas.
Asfora – Será o que fizermos de nós dois
Ronaldo – E o que fizermos antes, e depois...
Asfora – Tudo será nós mesmos! Namorados!
Ronaldo – Um pedaço de vida renascida
Asfora – A união integral da nossa vida.
Ronaldo – Nossos sonhos, enfim, realizados.
Do face do Gutemberg Cardoso

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