Você já parou para analisar o que diz, pede ou manda uma
criança fazer? Experimente. Provavelmente irá se surpreender. Já vi e ouvi
coisas absurdas que quero aqui compartilhar.
Crianças são crianças, vivem subindo em grades,
cercas, sofás, mesas, etc. E, pode acreditar, não fazem isso só para irritar os
adultos. Fazem porque têm uma energia vital, porque são aventureiras, porque
precisam ver as coisas de cima, como só os adultos vêem. De outra vez, uma mãe
levou seu filhinho de uns 4 anos rigorosamente vestido, penteado e arrumado
para o departamento infantil da igreja e lhe deu ordens estritas de não se
sujar. Criança é criança! Ela gosta de desenhar no papel, na mesa, no chão;
gosta de sentir a textura da massa, da areia, da tinta; há centenas de coisas à
sua volta para descobrir, conhecer, experimentar, por isso é mais prático
limpar as mãozinhas na roupa ou na toalha do que perder tempo indo lavar as
mãos.
Doutra feita, um pai repreendeu o filho, chamando-o
de mentiroso e ordenando-lhe que fosse para a cama dormir porque não havia
monstro algum no quarto. Criança é criança. Em sua imaginação existe
super-herói, monstro, papai-noel, chupa-cabra e etc. No escuro, uma camisa
dependurada vira fantasma, uma sombra vira monstro, um ruído vira um estrondo.
Por que a criancice da criança irrita o adulto? Por
que é exigido dela comportamento de gente grande? Dê uma resposta para você
mesmo a estas perguntas.
Devemos então deixá-las pular em cima de todos os
sofás, mesas e árvores; que se sujem dos pés à cabeça; levar ao pé da letra
tudo o que dizem? Claro que não. Crianças para se tornar adulto responsável
precisa de limites, regras, educação. E, acima de tudo, da sua mão.
Que nas brincadeiras a crianças encontre diversão;
nas dúvidas encontre verdadeiras respostas; nas conversas, sinceridade; na
solidão e no medo, uma voz familiar que lhe diga: Estou aqui, meu filho...
Elizabete Bifano
Psicóloga
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