domingo, 2 de março de 2014

A morte que trazemos no coração

É no coração que morremos. É aí que a morte habita.

Nem sempre nos damos conta que a carregamos conosco, mas, desde que somos vida, ela segue-nos de perto. Enquanto não somos tomados pela nossa, vamos assistindo e sentindo, em ritmo crescente ao longo da vida, às mortes de quem nos é querido. A morte de um amigo é como uma amputação: perdemos uma parte de nós; uma fonte de amor; alguém que dava sentido à nossa existência... porque despertava o amor em nós.

Mas não há sabedoria alguma, cultura ou religião, que não parta do princípio de que a realidade é composta por dois mundos: um, a que temos acesso direto e, outro, que não passa pelos sentidos, a ele se chega através do coração. Contudo, o visível e o invisível misturam-se de forma misteriosa, ao ponto de se confundirem e, como alguns chegam a compreender, não serem já dois mundos, mas um só.

 
Só as pessoas que amamos morrem. Só a sua morte é absoluta separação. Os estranhos, com vidas com as quais não nos cruzamos, não morrem, porque, para nós, de fato, não chegam sequer a ser.

Só as pessoas que amamos não morrem. O Amor é mais forte do que a morte. O sofrimento que se sente é a prova de uma união que subsiste, agora com uma outra forma, composta apenas de... Amor. Dói, muito. Mas com a ajuda dos que partem acabamos por sentir que, afinal, não fomos separados para sempre...

O Amor faz com que a nossa vida continue a ter sentido. A partida dos que foram antes de nós ensina-nos a viver melhor, de forma mais séria, mais profunda, de uma forma, inequivocamente, mais autêntica.

Devemos cuidar de todos os que amamos. Aos que partiram, porém, aquilo que lhes podemos dar é o amor àqueles que ficaram cá. Porque estes continuam a precisar de nós, do melhor de nós... e é sempre uma iniquidade quando um amor por quem partiu mata, em alguém, o amor por aqueles que ainda cá estão.

A morte ensina-nos que o Amor é perdoar mais do que vingar; consolar mais do que ser consolado; partilhar mais do que acumular; compreender mais do que julgar; dar, darmo-nos, oferecer o melhor de nós, mais do que termos o que sonhámos.

Não é difícil compreender que os nossos sentimentos e gestos são determinantes, não só para a nossa felicidade neste mundo, como também para a da outra vida, de que esta faz parte. Repousa em nós, calma e firme, a certeza de que a vida não se mede pela quantidade dos dias... mas pelo amor de que se foi autor e herói.

... chorar a morte de um amigo é a prova de que a sua vida, aqui, teve valor e sentido. É o mesmo amor que nos deu alegria à vida que nos faz, agora, chorar... não desapareceu, está vivo. Habita-nos o coração.

Ficam as lágrimas choradas no silêncio do fundo de nós. Fica o silêncio onde se ama.

Fica a esperança, que é certeza, de que todo o carinho e ternura que ficaram por dar não se perderam... adiaram-se apenas.

Afinal, a mesma morte que leva os que amamos, também nos levará a nós... será pois uma simples questão de tempo até que possamos abraçar e beijar aqueles a quem, agora, disso a morte nos impede.

No fundo do nosso coração, bem mais fundo do que a morte em nós, está Deus.

A Deus peço a confiança na eternidade do Amor; a Deus peço que ajude os que neste momento sofrem a dor do espinho que a morte crava; a Deus peço que me continue a ensinar e a ajudar a Amar com todas as forças de que sou capaz. A-Deus.


José Luís Nunes Martins, in 'Filosofias - 79 Reflexões'

A falta de chuvas separa familias no sertão da Paraíba


Tango de Nancy

Quem sou eu para falar de amor
Se o amor me consumiu até a espinha
Dos meus beijos que falar
Dos desejos de queimar
E dos beijos que apagaram os desejos que eu tinha

Quem sou eu para falar de amor
Se de tanto me entregar nunca fui minha
O amor jamais foi meu
O amor me conheceu
Se esfregou na minha vida
E me deixou assim

Homens, eu nem fiz a soma
De quantos rolaram no meu camarim
Bocas chegavam a Roma passando por mim
Ela de braços abertos
Fazendo promessas
Meus deuses, enfim!
Eles gozando depressa
E cheirando a gim
Eles querendo na hora
Por dentro, por fora
Por cima, por trás
Juro por Deus, de pés juntos
Que nunca mais
 
Edu Lobo - Chico Buarque

sábado, 1 de março de 2014

Paixão

De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos, não é a bola
bonita caminhando
solta no espaço.
 
 
Adélia Prado

Versículos do dia

Isto se escreverá para a geração futura; e o povo que se criar louvará ao Senhor. Salmos 102:18
Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. João 14:18

A herança de Salim

Deitado em seu leito de morte, Salim chama o seu filho mais velho, tira um antigo relógio do bolso com dificuldade e diz:
- Filho... Está vendo este relógio aqui?
- Sim, papai... - responde o filho, com lágrimas nos olhos.
- Ele era do meu bisavô! - continuou o pai - Depois ele foi passado para o meu avô... depois para o meu pai... depois para mim... e agora chegou a sua vez... Quer comprar?

Arte de rua

Moral provisória: chifre de carnaval não conta

Seguimos na mesma pegada lírico-momesca, caro Zé Cláudio, cronista-mor de Pernambuco que, por acaso, e jamais só por isso, ilustra esse blog manhoso e pé-de-lã.
 
José Cláudio, você sabe lá o que é isso? Um gênio das artes, que orgulho, procure saber, cambada de corno (rs).
 
Recebi exatas 52 consultas sobre como conviver com o barraco dos casais cujas carnes são carnavais.
 
Amo confiarem tanto num cronista vagabundo cujo lema sempre foi “só o vento sabe a resposta”.
 
Lindo demais e que seja assim por toda a vida, amor mais nada pedirei, como cantava o comovente Nilton César.
 
Só me resta repetir velhas lições para o leitor que chegou agora:
 
O código da moral provisória foi inventado pelo enfezado Jean-Paul Sartre, aquele filósofo francês que queria comer todas as alunas e carecia de uma desculpa intelectual para a coisa. O colega Caio Túlio Costa, no seu livraço “Ética, jornalismo e nova mídia”, que me ensinou essa parada, algo assim como “lavou tá novo”.
 
Sim, amigo, Carnaval sempre foi um perigo para os pombinhos que resolvem brincar juntos. Sempre a favor do amor e da paz nos lares doces lares, este cronista deixa algumas dicas úteis – e outras nem tanto- para os foliões que se arriscam de mãos dadas na festa da carne.
 
Concordo: a missão é quase impossível.
 
“Só se forem brincar em um baile de casa de swing”, corneta aqui um amigo urso pé-de-lã, cético no último. “Utopia, meu caro”, diz o outro, homem sério e ainda enfeitado com as serpentinas de um trauma antigo. “Calma, senhores”, tento amansar os cavalheiros da nossa távola.
 
Até que aparece a primeira dica, com o humor que a ocasião nos pede:
 
“Aprenda a abraçar seu amor de forma satisfatória com apenas um dos braços, já que a outra mão vai ter uma cerveja sempre”, aconselha o estratégico Rodolfo Barreto, o único da mesa que pode ser identificado sem problemas.
 
O mesmo camarada alerta sobre o capítulo das fantasias. É recomendável que o casal saia às ruas ou aos bailes sempre vestido de fantasias complementares, como Adão e Eva, por exemplo. Ou Adão e a cobra. Tabém vale.
 
Agora uma moça se intromete lindamente na conversa. Ótimo, assim não fica uma visão tão porco-chauvinista:
 
“O ideal é se perder do bloco, depois se encontre de trombada e beije seu namorado como se estivesse beijando alguém que nunca viu em uma micareta na vida”, diz a danada, clássica diabinha, afe paudurescência da gota serena.
 
Há também quem acredite existir uma única fantasia possível para os enamorados: um se veste de paciência; o outro de compreensão. E segurem a onda para que as máscaras não caiam diante de possíveis tentações avulsas. Nada fácil.
 
Não é à toa que muitos casais preferem o sossego de uma praia, a mais sábia das decisões. Principalmente para quem já correu muito atrás do trio elétrico e do Galo da Madrugada.
 
Otimista qual uma Pollyana fanática, eu acredito na celebração conjunta. Palavra de quem já viveu o inferno de brincar juntos, mas também encarou, na boa, e com muito amor, até o inferninho brega e fogoso do I Love Cafusú no Preto Velho, Olinda.
 
E depois, evidentemente, o baile mais quente e joiado do pedaço: “Seguranças de Lala K”, pense na raparigagem. Culpa, óbvio uluante, minha criança, do Felipe Machado –soube que anda pensando em virar a tapioca para o Santinha, minha gente, vê se phode!
 
Sim, existem os espertinhos(as) que arranjam uma briga ainda na véspera. São os piores: crime premeditado.
 
Pior mesmo é tentar bancar o casal moderno e fazer o pacto da carnificina. Aquele em que cada um brinca em um canto da cidade ou em Estados diferentes. Terrorismo amoroso na certa. Fica o suspense e um sofrimento medonho. Carece muita evolução ou safadeza propriamente dita para segurar essa bronca.
 
E entre os mascarados papangus de Bezerros?
 
Ninguém é de ninguém mesmo. Pense num terrorismo amoroso, pense em um suspense à Hitchcock.
 
Amar é… lindamente não ter certeza das coisas. No amadorismo do carnaval ou no resto da vida que nos sobeja.
 
Pombinhos, paz na terra aos homens de boa vontade. E se rolar algum acidente, dêem aquele desconto necessário, afinal de contas chifre de Carnaval não dói nem enxovalha a honra de seu ninguém. Acontece.
 
As cinzas da quarta, reza a cartilha religiosa, ungem lindamente as nossas testas, amém
 
Evoé, Baco!
 

 
Xico Sá

Lembres de mim


Imagem

De uma base no Japão a NASA lança foguete com satélite que irá aprimorar monitoramento cimático.


Foto de Bill Inglalls/ NASA

Esse é o Brasil!


Acompanhamento médico

O sujeito vai ao médico, caindo de bêbado. Durante a consulta, vem as perguntas de praxe:
- Nome?
- Juvenal dos Santos!
- Idade?
- 32 anos.
- O senhor bebe?
- Vou aceitar um golinho, pra te acompanhar!

Fora do armário

Como numa peça de Gil Vicente, o ministro Barroso acusou Todo Mundo para não punir Ninguém.
 
Como num conto de Machado de Assis, "O Cônego ou Metafísica do Estilo" (leiam), substantivo e adjetivo --que Machado batiza de "Sílvio" e "Sílvia"-- já haviam se enlaçado na minha cachola e deveriam estar agora na tela e no papel. Classificavam Gilberto Carvalho de agente sabotador do governo Dilma a serviço de Lula. Sílvio e Sílvia sabem que a presidente detesta Carvalho, no que é correspondida. Terão de esperar. Algo mais urgente se alevantou: Luís Roberto Barroso, a esfinge sem segredos do STF.
 
Não me lembro de nada tão grotesco no tribunal. O ministro decidiu ser o Catão da política, exacerbando a retórica moralista para cobrar uma reforma que barateie as campanhas eleitorais, lamentar a inércia dos políticos, afirmar que o idealismo se converteu em argentarismo, fustigar o "abominável espetáculo de hipocrisia" em que "todos apontam o dedo contra todos, mas mantêm "seus cadáveres no armário"... Pego carona na metáfora. Barroso saiu do armário e disse o que pensa sobre o mensalão: apenas "recursos não contabilizados" de campanha, como disse Delúbio Soares. Apesar do complexo de Schopenhauer, ele é só um Delúbio com toga, glacê e fricotes retóricos.
 
A fala ignora a essência golpista do mensalão. O que o foragido Henrique Pizzolato, por exemplo, tem a ver com custo de campanha? Parte do dinheiro que comprava partidos e políticos era público. Como numa peça de Gil Vicente, o ministro acusou Todo Mundo para não punir Ninguém. Nome do espetáculo: "A Farsa de Barroso". E a peroração assombrosa foi condizente com a sordidez do prólogo.
 
Um das coisas exóticas que já fiz na vida foi ter lido o livro "O Novo Direito Constitucional Brasileiro", de Barroso. Ele nos conta, entre ligeirezas, que era tal a sua ignorância da ritualística do processo penal que teve de indagar a um repórter desta Folha o que deveria fazer com o alvará de soltura do terrorista Cesare Battisti. Eu teria respondido.
 
Apelando a um procedimento descabido no julgamento de embargos infringentes --a Preliminar de Mérito--, o ministro resolveu pegar carona numa conta extravagante de Teori Zavascki --fruto de uma disciplina em voga chamada "direito criativo"--, e refazer a dosimetria, o que lhe era vedado nesta fase do processo, para declarar a prescrição da pena por quadrilha. A escolha era tão esdrúxula que, para que triunfasse, os ministros que antes absolveram teriam de condenar, mas com mansidão, para que, então, se declarasse a prescrição. Impossível, como sabe qualquer estudante no nível "massinha 1" de direito.
 
Com qual propósito? Barroso queria livrar a cara da turma, mas sem ficar com a pecha de salva-mensaleiro. Deve ter sido uma das maiores batatadas da história da corte. Flagrado, teve de refazer o seu voto e admitir, desenxabido, que estava inocentando todo mundo do crime de quadrilha.
 
Ainda que a ignorância fosse culposa, a argumentação foi tecnicamente dolosa. Segundo disse, na primeira votação, seus pares usaram a dosimetria para evitar a prescrição e agravar o regime inicial de cumprimento das penas. Essa é a posição oficial do PT, expressa em vários documentos. Joaquim Barbosa indagou se seu voto já estava pronto antes de se tornar ministro. Barroso havia ofendido o tribunal primeiro.
 
 
Nota: Natan Donadon foi condenado por crime de quadrilha no desvio de R$ 8,4 milhões da Assembleia de Rondônia. Um bando que atua em escala nacional e que desviou R$ 73,8 milhões só do Fundo Visanet foi absolvido. Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli condenaram Donadon, mas absolveram os mensaleiros. Padre Vieira escreveu que o roubar pouco faz os piratas; o roubar muito, os Alexandres Magnos.

Ao ler o livro de Barroso, a gente entende que, para ele, a pressão de minorias organizadas, desde que "progressistas" --isto é, de esquerda--, tem mais valor do que a letra da lei. Os nossos bolivarianos estão saindo do armário.

 
Reinaldo Azevedo

Aquele que partiu

Aquele que partiu
Precedendo os próprios passos como um jovem morto
Deixou-nos a esperança.


Ele não ficou para connosco
Destruir com amargas mãos seu próprio rosto
Intacta é a sua ausência
Como a estátua dum deus
Poupada pelos invasores duma cidade em ruínas


Ele não ficou para assistir
À morte da verdade e à vitória do tempo


Que ao longe
Na mais longínqua praia
Onde só haja espuma sal e vento
Ele se perca tendo-se cumprido
Segundo a lei do seu próprio pensamento


E que ninguém repita o seu nome proibido.


Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Então fica combinado assim. José Dirceu não é o chefe da quadrilha do mensalão!

A dor de um povo

Um mar de rostos famintos e assombrados se aglomeram no campo de refugiados palestinos de Yarmouk, em Damasco (capital da Síria). Na foto, tirada em 31 de janeiro, homens, mulheres e crianças esperam em uma enorme fila com a esperança de receber comida e remédios. Há mais de 18.000 pessoas no campo de Yarmouk, e muitas estão morrendo de fome.

O campo foi construído originalmente em 1948 para abrigar refugiados palestinos que fugiam da guerra entre árabes e israelenses. Desde o começo do conflito sírio, a área virou uma zona de desastre humanitário em meio a confrontos entre forças do governo e rebeldes que impedem a chegada de alimentos e tratamento médico.

Dezenas de pessoas morreram no campo de desnutrição, com informações de que muitos moradores precisam comer grama e gatos para sobreviver. A ajuda da ONU ficou mais lenta desde janeiro de 2014, e, quando chega, o resultado pode ser visto na foto.

Joaquim só vence

É cada vez mais confortável a situação do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Joaquim ganha quando ganha. E ganha quando perde. Ou quando “aparentemente” perde.
 

Confuso? Explico.
 

A se acreditar nas pesquisas de opinião pública, a esmagadora maioria dos brasileiros queria a condenação dos mensaleiros. Joaquim também queria. Mensaleiros foram condenados.
 

Agora, a esmagadora maioria dos brasileiros quer a condenação de alguns dos mensaleiros por crime de quadrilha. Joaquim também quer. O STF deverá absolvê-los.
 

Então...
 

Então por pensar nesse caso como pensa a maioria dos brasileiros, Joaquim ganhará outra vez.
 

Com pouco espaço e pouco tempo para escrever, não consigo ser mais claro do que imagino que estou sendo.
 

(Rezo para que me compreendam!)
 
 
Ricardo Noblat

Bulería por Soleá, com Paco de Lucía (guitarra) e Antonia (voz)


Paco de Lucía nasceu em 21 de dezembro de 1947 e faleceu em 26 de fevereiro de 2014

Frase

"O Brasil precisa de ar novo, sangue novo. Minha geração já passou. Nós já morremos.”

Fernando Henrique Cardoso

Associação acusa presidência do Tribunal de Justiça de negar direitos aos próprios servidores

Associação dos Técnicos, Auxiliares e Analistas Judiciários da Paraíba (Astaj) acusa a presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ) de descumprir Lei de Planos e Cargos dos servidores ao não permitir o direito às progressões funcionais no judiciário, o que está provocando prejuízos financeiros aos funcionários que já adquiram esse direito.

“A Astaj está realizando reuniões com os servidores e deverá anunciar medidas, a fim de assegurar a aplicação desse direito adquirido por lei”, disse José Ivonaldo presidente da entidade.

Segundo o presidente da entidade, José Ivonaldo, os servidores requerem suas progressões funcionais de acordo com o que preceitua a Lei Estadual nº10.195/2013, contudo, esses pedidos não são atendidos pela administração do TJ.

José Ivonaldo afirmou ainda que até recentemente a administração do TJ vinha concedendo as progressões aos seus servidores sem nenhum problema. Contudo, a partir de janeiro desde ano passou a suspender, sem prazo para definição, todos os pedidos alegando que a matéria precisa ser alvo de regulamentação pela corte.

De acordo com a presidente da entidade, o Plano de Cargos e Carreiras dos servidores do judiciário existe desde o ano de 2011. “Mesmo tendo passado três anos de sua vigência, o TJ nunca se preocupou em regulamentar a matéria. Mas, os servidores não podem ser penalizados pela inércia ou omissão da administração do TJ. O não cumprimento da Lei Estadual que implantou as progressões funcionais está trazendo sérios prejuízos financeiros para os servidores”, disse Ivonaldo.

Falta de diálogo


O presidente da Astaj afirmou ainda que, mesmo sabendo dos prejuízos que vêm causando aos seus servidores, a administração do TJ não acena com qualquer possibilidade de diálogo com a entidade a fim de solucionar o problema.

“Casa de ferreiro, espeto de pau”

Para Ivonaldo não dar para acreditar como é que o TJ da Paraíba exige que prefeituras e demais esferas da administração pública cumpram as leis em relação a funcionários, ao passo que o mesmo tribunal descumpri a lei que garante benefícios aos seus próprios servidores

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