quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Juiz de MG nega aborto a mulher com problema cardíaco

A Justiça mineira negou pedido de aborto para uma mulher que sofre de problemas cardíacos. Apesar de a gravidez ser de risco, o juiz Geraldo Carlos Campos, titular da 32ª Vara Cível de Belo Horizonte, ressaltou que a mulher fez um aborto com autorização judicial no ano passado e não tomou qualquer medida contraceptiva.
 
A primeira gravidez da mulher ocorreu no início do ano passado. Ela recorreu à Justiça para abortar por causa do risco, já que é portadora de miocardiopatia dilatada familiar, patologia que a impede de levar a gravidez adiante.
 
O Judiciário autorizou o aborto, mas orientou o casal sobre a necessidade de "estabelecimento de método de contracepção eficaz e definitivo".
 
 
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Marcelo Portela, O Globo

Apelo só não basta

Em massacres como esse da escola primária de Connecticut, nos EUA, o que aumenta nossa indignação, o que nos faz sofrer ainda mais é a impossibilidade de descarregar nossa revolta em alguém, é não poder punir o culpado, é saber que a justiça não será feita, é não conseguir encontrar alguma justificativa para o que aconteceu.
 
A polícia continua buscando os motivos, a imprensa tenta encontrar as causas, mas nem a família consegue entender o gesto assassino daquele monstro que criou durante 20 anos sem saber do horror de que ele seria capaz.
 
Não cessamos de nos perguntar: como pode um ser humano praticar tanta maldade fria e calculadamente contra 26 semelhantes inocentes — 20 crianças, cinco professoras e a própria mãe?
 
A primeira reação é atribuir a responsabilidade às armas. Episódios recorrentes como esse seriam a metonímia de um país permissivamente armado até os dentes e, em consequência, potencialmente homicida.
 
Sempre que isso acontece, ressurge o debate sobre a necessidade de controlar o uso das armas de fogo. Na sua quarta viagem este ano para consolar parentes de vítimas de massacres semelhantes, Obama chorou e discursou apelando para “ações significativas”, mas silenciou sobre a lei do armamento, como aliás fizera na campanha, quando um atirador de 24 anos lançou uma bomba de gás e fez vários disparos contra a plateia de um cinema de Aurora, no Colorado, matando doze espectadores e ferindo mais de 50.
 
Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, criticou a omissão presidencial: “Apelo só não basta. Já ouvimos essa retórica. O que não vimos é liderança do presidente ou do Congresso.”
 
Os armamentistas alegam que o simples controle de armas não diminui a violência (o Brasil com as altas taxas de crimes seria um exemplo) e nem evita os comportamentos aberrantes.
 
Mesmo países da pacífica Escandinávia têm sido vítimas deles. A Finlândia e a Noruega, modelos no controle de armamento, não conseguiram impedir terríveis tragédias, como a ação coordenada de um neonazista, que em 2011 jogou uma bomba no centro de Oslo e atirou a esmo num acampamento de jovens, exterminando mais de 90 pessoas.
 
O movimento por regras mais rígidas, do qual participam legisladores e 600 prefeitos liderados por Bloomberg, porém, fará pressão sobre Obama para que um maior controle impeça os EUA, onde o número de armas passou de 200 milhões em 1995 para 270 milhões hoje (em cada dez habitantes, nove estão armados), de continuar sendo um dos campeões mundiais em tiro ao alvo — humano.
 
 
Zuenir Ventura, O Globo
Dizer tolices é um direito que assiste a qualquer cidadão. Já esperar que sejam bem aceitas sinaliza desrespeito ao discernimento alheio.
 
(...)
 
Dora Kramer
O Estado de S.Paulo

Moto-contínuo

 
Eu não sabia o que fazer e abri a blusa
mais tarde eu ia dizer foi sem pensar
ele me achou desnorteada, confusa
como acharia qualquer mulher que abre a blusa
e faz tudo que fiz só pra agradar

Minha cabeça não era mesmo muito certa
mulher esperta eu nunca fui, mas deveria
saber me colocar no meu lugar
não adiantava nada, eu era assim desatinada
o tipo de mulher que faz as coisas sem pensar

Você agora, me ouvindo contar essas histórias
talvez me ache, também, um pouco confusa
e eu, que faço tudo para agradar
já sem saber o que fazer abro minha blusa
como faria qualquer mulher confusa no meu lugar.
 
 
Bruna Lombardi

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O homem, a luta e a eternidade

Adivinho nos planos da consciência
dois arcanjos lutando com esferas e pensamentos
mundo de planetas em fogo
vertigem
desequilíbrio de forças,
matéria em convulsão ardendo pra se definir.
Ó alma que não conhece todas as suas possibilidades,
o mundo ainda é pequeno pra te encher.
Abala as colunas da realidade,
desperta os ritmos que estão dormindo.
À guerra! Olha os arcanjos se esfacelando!


Um dia a morte devolverá meu corpo,
minha cabeça devolverá meus pensamentos ruins
meus olhos verão a luz da perfeição
e não haverá mais tempo.



Murilo Monteiro Mendes,
Pescado do face da Josélia Rodrigues

Boas ideias


O velho diálogo

- Por cem mil Euros, faria amor comigo?
- Cem mil Euros é um valor considerável...
- E por cem Euros?
- Julga que sou o quê? Alguma puta?
- Isso já foi estabelecido na resposta anterior. Agora é só uma questão de preço.

"A nossa maior ilusão é acreditar que somos o que pensamos ser”


 Henri Amiel

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

"Seja piloto de seus sonhos, seja completo dono de sua cabeça. Nunca permita que ponham palavras onde não existem ideias, e ideias aonde nunca se quer houve uma palavra dita!”
 

Rafael Silveira

Muito cuidado ao contratar um guia para um safari


Inscrição para uma lareira

A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...
 
 

Toda saída é um começo


domingo, 16 de dezembro de 2012

A Lei da ficha limpa e seus reflexos na crucificação


Passadas as eleições, a Lei Complementar nº 135 de 04 de junho de 2010, popularmente batizada de “Lei da ficha limpa”, nascida sob os auspícios da iniciativa popular, ainda suscita acalorada discussão entre aqueles que a defendem incondicionalmente e os que a veem com declarada desconfiança. Vez enquando, a temática povoa, acaloradamente, o ambiente acadêmico e a sociedade em geral.
A sociedade brasileira movida pela ânsia do combate à corrupção e à afirmação da moralidade pública insta a promulgação da Lei que estabelece, dentre outras diretrizes normativas, a inelegibilidade por oito anos de agentes políticos condenados por órgão colegiado, cassados ou que tenham renunciado para fugir da perda do mandato eletivo.
Longe de querer aqui discutir as questões éticas e morais que serviram de sustentáculos à égide da citada Lei; entrementes, é imperioso do Estado democrático de direito o respeito à normatização e aos princípios que circundam o estado e as garantias fundamentais de seu povo.
A esse despeito, é merecedor de registro o fato de que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou pela constitucionalidade da Lei Complementar 135/2010, abrindo, ao meu juízo, perigoso precedente quanto à observância e  respeito ao basilar princípio da inocência presumida agasalhado por nossa Magna Carta no tangente à celebração de que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.”
O fato é que, abraçada pela Suprema Corte brasileira, impõe a Lei Complementar 135/2010 para o fato de bastar tão somente que o cidadão seja julgado por um órgão colegiado, independentemente da incidência de trânsito em julgado, ou seja, de decisão irrecorrível, para se abater sobre ele a condição de inelegibilidade. Em alguns casos, não há sequer a necessidade da decisão se processar em segunda instância, a exemplo da condenação recorrível em sede do Tribunal do Júri, de competência de juízo a quo, de primeira instância.
Indiscutível que a moralidade, o exercício da impessoalidade, a ética e o respeito às coisas e à administração pública devem ser perseguidas e perseguidas com afinco através de mecanismos materiais nesse sentido, mas parece-me desproporcional o fato dessa busca desaguar em imperfeições legislativas, Frankensteins jurídicos, retalhos de legislação nascidos sob a emoção e comoção popular que, por vezes, desaguam em inevitáveis confrontos com preceitos constitucionais já consolidados.
A Lei vigente ignora algumas situações, não levando em consideração, por exemplo, o fato de que em casos determinados, os órgãos colegiados não atuam como instâncias recursais mas sim como órgãos originários das causas. Apenas no âmbito da exemplificação, pelo que prevê a Constituição, um prefeito é julgado originalmente em ação criminal pelo Tribunal de Justiça de seu Estado (órgão colegiado). Se condenado, inevitavelmente estaria inelegível em um julgamento único, sem possibilidade de revisão recursal por outro órgão.
Ademais, é preciso estarmos atentos à possível produção de condenados de circunstâncias num país de partidos políticos frágeis onde, não raramente, se formalizam denuncias de toda ordem, em alguns casos, com a única finalidade de aleijar disputas eleitorais e tirar da possibilidade pretensos candidatos.
De tudo, o que tenho como conclusivo é que guardadas as exceções e as devidas e necessárias proporções, a história da humanidade está repleta de julgamentos extremamente democráticos e circunstancialmente discutíveis sob todos os aspectos.
O mais famoso deles, surge-me lembrar, ocorrido há cerca de dois mil anos, um desentendimento entre o então Procurador da Judeia e o Sinédrio de Jerusalém, pôs em julgamento a vida de um nazareno. Pilatos, na ocasião, se colocou entre a decisão monocrática de libertar Jesus como ato de império ou deferir o que queria os membros do colegiado que formavam o Sinédrio. Optou, porém, por uma decisão eminentemente mais democrática, com a participação direta do povo, oferecendo ao acusado as garantias do devido processo legal, direito de defesa e contraditório.
O resultado do julgamento todos nós conhecemos. A decisão final foi proclamada por um colegiado com impressionante apelo popular.
A preço de hoje, o carpinteiro além de condenado estaria, inevitavelmente,  inelegível por oito anos.
Teófilo Júnior.
"Mulher que diz que homem é tudo igual, é porque nunca soube fazer a diferença na vida de nenhum."

Versiculo do dia

"Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade".
 

Eclesiastes 1:2

Em Alto Paraíso, no estado de Goiás, o fim do mundo é o máximo

Cidade, que segundo místicos escapará da catástrofe prevista pelos maias, se prepara para receber multidões.
 
O fim do mundo virou conversa de bar em Alto Paraíso. Às vésperas do dia 21 de dezembro, data que, de acordo com o calendário maia, encerra um ciclo de 5.125 anos e marca o fim do planeta, a cidade do interior goiano, encravada na Chapada dos Veadeiros, só pensa nisso. Não é à toa. Cético ou crédulo, difícil é encontrar algum morador alheio ao assunto. A crença de que a localização da cidade pode protegê-la do apocalipse fez a venda de terrenos explodir este ano.
Foto Givaldo Barbosa / O Globo

As reservas nas pousadas para a próxima sexta-feira estão esgotadas. Com medo de desabastecimento, a prefeitura orientou a população a estocar comida. Até os que não dão bola para a previsão temem que, pelo menos em Alto Paraíso, o mundo acabe de verdade.
 
Cortada pelo paralelo14, que também atravessa Machu Picchu, no Peru, Alto Paraíso fica sobre uma placa de quartzo de quatro mil metros quadrados cercada por rochas e paredões. Os místicos acreditam que a força dos cristais protege a cidade de qualquer Armagedom. A dúvida é o quanto poderá protegê-la da horda de turistas. A prefeitura estima dez mil, numa cidade com sete mil habitantes.
 
 
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Guilherme Amado, O Globo
Foto de Chiara Buldrini (ChiaraLoveHouse)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Professor armênio cria técnica para revelar a íris dos olhos em detalhes

Suren Manvelyan, de 36 anos, fotografou amigos, colegas e alunos. De perto, a membrana que regula a luz se parece com superfície de planetas.
 
Um professor de física armênio criou uma técnica que mostra em close a íris dos olhos, que aparece bem diferente da forma esférica e lisa como é vista normalmente.

 
De perto, essa membrana fina e colorida que fica no centro do globo ocular, abriga a pupila e regula a entrada de luz que chega até a retina, assemelha-se à superfície de planetas desconhecidos, cheios de crateras.
 
Nos detalhes, é possível observar estruturas complexas e texturas escondidas dentro da íris, responsável por dar um caráter único aos olhos humanos. O nome dessa parte do corpo vem da deusa grega do arco-íris, por causa das muitas cores que ela pode ter.
 
O responsável pelas macrofotos, Suren Manvelyan, de 36 anos, usou amigos, colegas e alunos como modelos. Na área há 20 anos, ele diz que não esperava que os olhos tivessem uma aparência tão complicada e bonita. Funcionário da "Yerevan Magazine", Manvelyan resiste em compartilhar sua técnica e dar detalhes sobre como ela é feita.
 
A íris humana pode ter as cores marrom, verde, azul e, em casos mais raros, avelã, acinzentada, violeta e até cor-de-rosa. Ela se divide em duas regiões principais: a zona pupilar, onde fica o limite da pupila, e a zona ciliar, toda a parte restante.
 
As imagens mostram o tecido fibrovascular conhecido como estroma e, por baixo, estão as células epiteliais pigmentadas, com toda a estrutura que se conecta aos músculos responsáveis por controlar o tamanho da abertura da pupila.
 
Segundo cientistas, foram necessários milhões de anos de adaptação para que os nossos olhos adquirissem as complexas estruturas que têm hoje.
 
Fonte: G1

Bispa Sônia lança cosméticos que exalam o ‘bom cheiro de Jesus’

 



Bispa disse ter
testado o kit
A bispa Sônia Hernandes, da Igreja Renascer, lançou o kit de cosméticos Divinessence, que é composto por um perfume, creme hidratante e sabonete líquido. A bispa Fernanda (foto), filha da Sônia, afirmou que, a preço razoável, R$ 79, esses produtos “exalam o bom cheiro de Jesus”.

Ao lançar o kit “De Bem com a Vida” durante um culto, Sônia afirmou que os cosméticos são uma benção da “Ceia dos Oficiais”, que é um encontro de pregação que ocorre no primeiro sábado do mês.

O kit foi lançado para que os fiéis comprem como presente de Natal, mas até hoje à tarde ele ainda não estava à venda no Gospel Bay, que é o site de vendas pela internet da Renascer.

Fernanda falou da “extrema qualidade” do Divinessence e que da textura dos produtos, a qual foi testada “pessoalmente” por ela e sua mãe.

“Reunimos qualidade, essências especiais em embalagens exclusivas”, disse a bispa-filha, “para tornar essa comemoração uma celebração à vida”.

Sônia disse que em breve haverá outros lançamentos, entre as quais uma linha de perfumes para homens que levará o nome do chefe da Igreja. Trata-se do “kit Apóstolo Estevam”.
 
Com informação e foto do iGospel.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O desabafo de Getúlio

A poucos dias de “deixar a vida para entrar na História”, Getúlio Vargas desabafou com o seu ministro da Viação, José Américo de Almeida:
 
- Impossível governar este País. Os homens de verdadeiro espírito público vão escasseando cada vez mais...
- E o que o senhor acha dos homens de seu governo?
- A metade não é capaz de nada, e a outra metade é capaz de tudo...
 
 
*Da coluna de Cláudio Humberto

Navegar é preciso,
mesmo nos dias de nuvens negras...
o sol ainda pode voltar a brilhar!!!

The Edge Effect, 2012




 
"(...) Com um espelho grande e um cavalete de pintor Daniel Kukla capturou elementos adversários dentro do meio ambiente. Usando um único recurso visual, esta série de imagens unifica o jogo de fenômenos temporais, contrastes de cor e textura, e interações naturais do próprio ambiente.”
 
As imagens foram feitas em um parque na Califórnia