sábado, 5 de agosto de 2017

A Paraíba perde Zabé da Loca


E a Paraíba, por sua vez, perdeu Zabé da Loca, um das nossas representantes mais simpáticas da Música Invisível Brasileira. Zabé fazia uma música dos tempos das cavernas, a música coletiva e tradicional que não tem nada a ver com a indústria. Que tenha feito shows pelo Brasil e gravado discos é um pequeno milagre.

Bráulio Tavares
A fotografia nunca se revela por inteiro quando você se desmancha por alguém. Essas relações lembram uma foto polaroid: a imagem vai aparecendo aos poucos. Algumas coisas se distanciam do sentimento original, mas isso é a vida.

Mia Farrow

Solidariedade

Sou ligado pela herança do espírito e do sangue
Ao mártir, ao assassino, ao anarquista.
Sou ligado
Aos casais na terra e no ar,
Ao vendeiro da esquina,
Ao padre, ao mendigo, à mulher da vida,
Ao mecânico, ao poeta, ao soldado,
Ao santo e ao demônio,
Construídos à minha imagem e semelhança  


Murilo Mendes

O discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo porque, pelo que se luta, o poder do qual nos queremos apoderar.

Michel Foucault
Nós estamos condicionados a pensar que nossas vidas giram em torno apenas de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos frequentemente nos pegam desprevenidos, e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância. E da mesma forma ocorrem outros momentos...

Mário Lago

Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.
Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?

Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.

Mário Quintana
Há um ditado chinês que diz que, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, ao se encontrarem, eles trocam os pães; cada um vai embora com um. Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando uma ideia, ao se encontrarem, trocam as ideias; cada um vai embora com duas.

Quem sabe, é esse mesmo o sentido do nosso fazer: repartir ideias, para todos terem pão...

Mario Sergio Cortella
Imenso amor?
Imenso amor, paixão, violenta
acrescentando que talvez a definição já não coubesse bem ao atual sentimento da pessoa. Agora era uma adoração quieta e calada...

Por que os bancos de igreja foram inventados?

E por que algumas igrejas católicas não os possuem?

Em muitos países, os bancos são vistos como uma parte necessária e básica de toda igreja católica. No entanto, eles são uma invenção bastante recente e, surpreendentemente, não tiveram origem no Catolicismo.

Na maior parte da história da Igreja, os fiéis permaneciam em pé durante a celebração da Missa. Havia alguns bancos dispersos para que os idosos se sentassem, mas, em geral, a nave da igreja não tinha assentos.

Isso fez sentido especialmente quando o ato de ajoelhar-se tornou-se uma postura comum dos leigos. Ademais , nas igrejas medievais o púlpito e o santíssimo eram colocados no meio da igreja e os leigos tinham de caminhar até lá para ouvir a homilia do sacerdote.

Havia tantos movimentos durante a Missa que ninguém – nem mesmo o padre – tinha a oportunidade de se sentar.

Os bancos eram praticamente inexistentes até a Reforma Protestante. Na maioria das igrejas protestantes, o foco não estava nos movimentos litúrgicos, mas no sermão dado por um pregador. A interpretação da Bíblia pelo pastor local era o centro das liturgias, o que gerou longos discursos no púlpito.

Os bancos foram introduzidos gradualmente ao longo do tempo e se tornaram especialmente populares nas igrejas inglesas. Devido à natureza cara, indivíduos e famílias compravam esses assentos e os guardavam com seus nomes. Em alguns casos, eles até construíam “caixas de bancos” para protegê-los, trancando-os para que ninguém mais pudesse usá-los. Infelizmente, surgiram várias batalhas legais, uma vez que as pessoas consideravam seus lugares como propriedade pessoal.

Mais tarde, mesmo quando as igrejas já podiam pagar a instalação de assentos, elas ainda dependiam dos paroquianos para obter renda adicional e começaram a “alugar” bancos. Esta prática foi levada da Inglaterra para os Estados Unidos e adotada pela Igreja Católica. Os aluguéis foram até mesmo autorizados pelo Terceiro Concílio de Baltimore como um tipo de arrecadação de fundos.

Ao mesmo tempo, os bancos não foram facilmente adotados pelos cristãos bizantinos ou ortodoxos. Até hoje, a maioria das igrejas orientais não tem bancos e defende vigorosamente a escolha. Uma publicação ortodoxa explica as razões espirituais pelas quais elas se recusam a ter esse tipo de assento em suas igrejas.
 
 “Os bancos incentivam os leigos a permanecer em seus lugares, a observar passivamente o que está acontecendo na frente, onde o clero executa a Liturgia. Os bancos proclamam e ensinam que a religião e a espiritualidade são o trabalho do sacerdote, a quem pagamos um salário para que eles sejam religiosos por nós (…) Os bancos de igreja têm o mesmo propósito que os assentos dos cinemas e das arquibancadas de estádios; nós nos sentamos neles para vermos profissionais: o clero e os servos de altar profissionalmente treinados, enquanto o coro – também profissionalmente treinado – canta para o nosso entretenimento.”

Resumindo: os bancos são uma invenção recente na história da Igreja e uma tradição adotada da Reforma Protestante para livrar os fiéis da necessidade de se manterem em pé durante uma homilia. Em muitos casos, é uma invenção bem-vinda aos paroquianos, especialmente para homilias mais longas. No entanto, não é aceita por todos os cristãos, cujo uso continua a ser debatido em certas igrejas.

Hora do lanche

Rocambole de chocolate, baunilha e amendoim

O extraordinário estado de conservação do manto da Virgem de Guadalupe “está completamente
fora de todo tipo de explicação científica”, afirma investigador

O Dr. Adolfo Orozco (foto), investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México, assinalou que o extraordinário estado de conservação do manto da Virgem de Guadalupe “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”.

Orozco, que também é especialista no manto da Virgem, falou em Phoenix, EUA, no 1º Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe.

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O especialista disse que “todos os tecidos similares a do manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”.

Em 1789 fora pintada uma cópia a imagem de Guadalupe.

“Essa imagem foi feita com as melhores técnicas de seu tempo, era formosa e estava feita com um tecido bastante similar a do manto original. Além disso, também estava protegida com um vidro desde que foi exposta”, indicou.

Entretanto, “oito anos depois, essa cópia teve que ser desprezada porque estava perdendo as cores e as fibras se estavam rompendo.

Em contraste – acrescentou Orozco – o manto original vem sendo exposto há 116 anos sem nenhum tipo de amparo, recebendo todos os raios infravermelhos e ultravioletas de dezenas de milhares de velas que estavam perto dela”.
Uma das características mais interessantes do manto, prosseguiu, “é que a parte de trás do tecido é rugoso e pouco liso; enquanto que a parte de adiante (onde está a imagem de Guadalupe) é ‘tão suave como a seda’ como assinalavam os pintores e cientistas em 1666; e confirmou quase cem anos depois, em 1751, o pintor mexicano Miguel Cabrera”.
O manto de São Juan Diego é feito de fibras de agave (da mesma família botânica que produz o sisal e a iúca, foto embaixo).

O Dr. Orozco relatou mais dois fatos sem explicação científica ligados à conservação da imagem.
O primeiro ocorreu em 1785 quando um trabalhador acidentalmente derramou um líquido que continha um 50% de ácido nítrico na parte direita do tecido.

“Está fora do entendimento natural o fato que o ácido não tenha destruído a malha; e que ademais não danificasse as partes coloridas da imagem”, precisou.
 Agave: de um pé semelhante ao da foto foi tirada a fibra do manto de São Juan Diego

O segundo relaciona-se com a explosão de uma bomba perto do manto em 1921. A bomba explodiu a 150 metros da imagem e destruiu todos os vidros nesse raio.

Entretanto, explicou o perito, “nem o manto nem o vidro comum que a protege foram danificados ou quebrados”. O único afetado foi um Cristo de ferro que terminou dobrado.
“Não há explicação para o fato que as ondas expansivas que romperam os vidros a 150 metros ao seu redor não destruíram o que cobria a manto.
“Alguns dizem que o Filho, com o crucifixo que sim foi afetado, protegeu a imagem de Sua Mãe. O certo é que não temos uma explicação natural para essa ocorrência”, concluiu.

Fonte: Aleteia

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

As cenas de nossa vida são como imagens em um mosaico tosco; vistas de perto, não produzem efeitos – devem ser vistas à distância para ser possível discernir sua beleza. Assim, conquistar algo que desejamos significa descobrir quão vazio e inútil este algo é; estamos sempre vivendo na expectativa de coisas melhores, enquanto, ao mesmo tempo, comumente nos arrependemos e desejamos aquilo que pertence ao passado. Aceitamos o presente como algo que é apenas temporário e o consideramos como um meio para atingir nosso objetivo. Deste modo, se olharem para trás no fim de suas vidas, a maior parte das pessoas perceberá que viveram-nas ad interim [provisoriamente]: ficarão surpresas ao descobrir que aquilo que deixaram passar despercebido e sem proveito era precisamente sua vida – isto é, a vida na expectativa da qual passaram todo o seu tempo. Então se pode dizer que o homem, via de regra, é enganado pela esperança até dançar nos braços da morte!
Novamente, há a insaciabilidade de cada vontade individual; toda vez que é satisfeita um novo desejo é engendrado, e não há fim para seus desejos eternamente insaciáveis.

Isso acontece porque a Vontade, tomada em si mesma, é a soberana de todos os mundos: como tudo lhe pertence, não se satisfaz com uma parcela de qualquer coisa, mas apenas como o todo, o qual, entretanto, é infinito. Devemos elevar nossa compaixão quando consideramos quão minúscula a Vontade – essa soberana do mundo – torna-se quando toma a forma de um indivíduo; normalmente apenas o que basta para manter o corpo. Por isso o homem é tão miserável.





Tomara

Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...  


Vinicius de Moraes



quinta-feira, 3 de agosto de 2017