sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Detalhes do manual de tortura da CIA

A CIA, o principal serviço secreto americano, obedecia um detalhado manual de torturas para interrogar prisioneiros sob a suspeita de terrorismo.

Os detalhes foram revelados nesta quinta-feira pelo jornal "Washington Post".

O mais grotesco nesse manual de tortura, fora a indecência moral de quem imagina uma coisa dessas, é o empenho da CIA em ensinar a bater sem machucar.

O manual faz parte de uma série de documentos sigilosos sobre o tratamento dado aos prisioneiros de grande importância em prisões secretas no exterior. Um dos detidos, que trabalhava como tradutor de Osama Bin Laden, foi mantido acordado por seis dias seguidos.

Fonte:
De Giuliana Morrone, no Jornal da Globo

Charge - Izânio


Jovem é detida por posar nua em museu de Nova York

Uma modelo foi detida por posar nua para um fotógrafo em uma das salas do Museu Metropolitano de Arte (Met) de Nova York, informou nesta quinta-feira a imprensa local. Kathleen Neill, de 26 anos, foi detida pouco depois que para surpresa dos presentes, tirou a roupa na sala de armas e armaduras do museu, acusada de comportamento lascivo.

A sessão fotográfica não-autorizada faz parte do projeto do artista gráfico nova-iorquino Zach Hyman de retratar corpos nus em locais públicos da cidade, como Times Square, o bairro de Chinatown ou a estátua do touro de bronze de Wall Street.

"Tudo foi muito bem até o final, em que ocorreu o pior que podia acontecer", explicou o fotógrafo ao jornal "New York Post", dizendo que se mostrou surpreso pela rápida reação dos guardas de segurança do Met.

"Fizemos questão de entregar a moça à polícia, havia crianças vendo o que acontecia", afirmou um dos vigias à publicação.

Como em outras ocasiões, Hyman tinha planejado meticulosamente a ida ao museu, e inclusive estava acompanhado das câmeras do canal local NBC New York.

Nas imagens, Neill aparece tirando o vestido rapidamente e posando em frente a uma estátua coberta pela armadura de um cavaleiro medieval à luz dos flashes.


Fonte: Folha on Line
Com Efe

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Maria Rita e Quinteto em Branco e Preto - Num corpo só

Aneel aprova internet e TV pela rede elétrica


Tecnologia permitirá o uso dos fios para transmissão de dados e 90% dos ganhos das distribuidoras com o novo serviço será usado para abater tarifas.



A rede de distribuição de energia elétrica do País poderá, em breve, ser usada para acesso à internet por banda larga e também para transmissão de vídeo e voz, viabilizando os serviços de TV por assinatura. O último passo regulatório que faltava para permitir a exploração comercial dessa tecnologia, conhecida como Power Line Communications (PLC), foi dado ontem com a aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) das regras a que estarão sujeitas as distribuidoras de energia. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já havia regulamentado a sua parte nessa tecnologia.

Uma boa notícia é que as regras da Aneel determinam que 90% do lucro obtido pelas distribuidoras com a exploração da tecnologia PLC terão que ser repassados aos consumidores de energia elétrica. Esse repasse será feito por meio de desconto nas tarifas cobradas pelo fornecimento de luz, o que deverá ocorrer no momento das revisões contratuais das distribuidoras que, em média, são feitas a cada quatro anos.

Na prática, a tecnologia permitirá o uso dos fios de energia elétrica para transmissão dos dados multimídia. Algumas adaptações serão necessárias como a instalação de roteadores nos postes de energia para direcionar a transmissão de dados e a instalação de modems na casa ou no escritório dos clientes, parecidos com os aparelhos que as empresas de telefonia ou de TV a cabo hoje usam para fornecer acesso à internet.

A nova tecnologia deverá estimular a concorrência e ampliar a oferta do serviço de internet via banda larga já que a rede de energia elétrica tem uma cobertura maior do que as outras tecnologias disponíveis. Quando aprovou o regulamento, a Anatel destacou que o PLC deverá reduzir os custos dos serviços já que não necessita de grandes investimentos por parte das empresas para implantação de uma infraestrutura. Ainda segundo a Anatel, a velocidade de conexão desse tipo de tecnologia deverá ser maior que a disponível hoje em outros serviços.

Não há data para que a nova tecnologia esteja disponível no mercado porque depende de cada distribuidora decidir pelo seu uso. As empresas de energia, no entanto, estão impedidas de explorar diretamente o novo serviço de banda larga já que não há previsão contratual para isso.

Para usar a rede de fios em transmissão de dados, terão que criar subsidiárias que ainda precisão obter licença da Anatel para operar no sistema de multimídia, o que leva até 90 dias se toda a documentação estiver correta.

Mesmo criando uma subsidiária para atuar no setor, as distribuidoras terão que "leiloar" a sua rede de transmissão de energia para exploração comercial da tecnologia PLC entre todas as empresas interessadas - e não entregar sua rede diretamente à sua coligada.

"Elas terão que escolher o maior preço oferecido, garantindo como referência os preços de mercado para o serviço", comentou o superintendente de Regulação de Serviços de Distribuição da Aneel, Paulo Henrique Lopes.

Os "leilões" de oferta de rede terão que ter uma publicidade antecipada de pelo menos três dias sobre as condições de uso da infraestrutura disponível, com publicação em três jornais, sendo dois de circulação nacional. As distribuidoras também estão obrigadas a fornecer todas as informações às empresas interessadas para realização dos estudos técnicos e econômicos para desenvolvimento das atividades comerciais. Pelas regras da Aneel, as distribuidoras terão liberdade para utilizar a tecnologia PLC para melhorar suas próprias atividades por meio da internet. Elas poderão, por exemplo, implantar a medição eletrônica do consumo de energia de seus consumidores e ainda fazer cortes ou religamento de fornecimento de luz elétrica.


Fonte: Isabel Sobral, BRASÍLIA
O Estadão

Tarifa de energia cai 15,01% na Paraíba


Os paraibanos vão pagar menos pela energia elétrica. Um milhão e 25 mil paraibanos de 216 municípios serão beneficiados com a redução no valor da fatura da Energisa. A redução no valor do consumo foi divulgada por volta das 19h00 de ontem em razão da segunda revisão tarifária das distribuidoras de quatro Estados do Nordeste pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os paraibanos foram beneficiados com a redução de 15,01% no valor das tarifas cobradas atualmente pela Energisa Paraíba (EPB). Foram aprovadas a revisão tarifária das distribuidoras Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Energisa Paraíba (EPB) e Companhia Energética do Maranhão (Cemar). As novas tarifas entrarão em vigor na próxima sexta-feira (28).

Os índices aprovados para as tarifas das distribuidoras são resultantes da avaliação do equilíbrio econômico-financeiro dessas empresas com destaque para redução da parcela B que corresponde aos custos gerenciáveis das concessionárias.


Fonte
Jornal Correio da Paraíba

Juiz faz audiência por celular pela primeira vez no Acre


O juiz Cloves Augusto, titular da 4ª Vara da Comarca de Rio Branco, realizou pela primeira vez na história do Judiciário do Acre uma audiência por meio de um telefone celular. O uso da tecnologia possibilitou que extinguisse em três minutos e três segundos um processo que poderia durar anos para ser julgado.

O magistrado recebeu a denúncia do Ministério Público contra Artur Vieira, acusado dos crimes de roubo e extorsão. De acordo com a denúncia, o acusado teria subtraído, através de ameaça pelo emprego de revólver, a quantia de R$ 12 mil, de Rosiele Silva de Oliveira e Clodomar Almeida da Silva.

O réu foi interrogado e se declarou inocente. Afirmou que no período em que ocorreu o assalto não sabia dizer o local exato onde estava, mas que deveria estar trabalhando em pintura ou outro serviço.

O juiz então ouviu a vítima Clodomar Almeida da Silva, que se encontrava em São Paulo, por meio de aparelho celular, com o uso do recurso viva-voz. Também participaram da audiência o acusado, membros do Ministério Público e da Defensoria Pública.

A vítima Clodomar Almeida, em seu depoimento, declarou que não tinha certeza de que o réu era o autor do crime, o que levou o juiz decidir pela absolvição do acusado.

- O Judiciário tem de utilizar todas as tecnologias que concebam maior celeridade processual, sobretudo as que promovam maior dinâmica e promovam acesso do cidadão aos seus direitos. O maior benefício é para a sociedade - disse o juiz sobre o procedimento inédito.


Fonte:
Blog da Amazônia, de Altino Machado.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Luiz Gonzaga - A morte do vaqueiro

Vidas Secas


“(...)A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pêlo caíra em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-lhe a comida e a bebida. (...) Então Fabiano resolveu matá-la. Foi buscar a espingarda de pederneira, lixou-a, limpou-a com o saca-trapo e fez tenção de carregá-la bem para a cachorra não sofrer muito. Sinhá Vitória fechou-se na camarinha, rebocando os meninos assustados, que adivinhavam desgraça e não se cansavam de repetir a mesma pergunta: – Vão bulir com a Baleia? (...) Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme.”

Trecho de Vidas Secas - Graciliano Ramos

Bolero de Ravel - Bar do Jacaré - João Pessoa

"O Pai dos Burros", de Humberto Werneck, reúne 4.500 frases feitas que a gente escuta (e fala) todos os dias, mas podia evitar


Não digo que "O Pai dos Burros" (Arquipélago Editorial) é daqueles "livros que não se consegue largar" porque isso pode soar como ofensa, ou no mínimo uma afronta ao autor, o jornalista Humberto Werneck. É que esse mineiro, que também assina "O santo sujo - A vida de Jayme Ovale" (CosacNaify), eleito pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como a melhor biografia de 2008, se ocupa há quase 40 anos em anotar, guardar e quebrar ao meio frases feitas como a acima citada. Dessa pesquisa saiu o dicionário, com mais de 4.500 expressões espalhadas pelos 2.000 verbetes da obra, apresentados em ordem alfabética a partir da palavra-chave. Pérolas que a gente escuta (e fala) todo dia como "façanha sem precedentes" ou "múltipla faceta" nos faz sentir meio burrinho mesmo. Mas, graças a Deus, protegido pelo pai.

A obsessão do autor em juntar essas fórmulas prontas (anotava em guardanapo, maço de cigarro ou no que estivesse ao alcance) é a prova de uma "preocupação sadia" (essa pode entrar na próxima edição do livro!) com a linguagem. Humberto é reconhecidamente um dos melhores textos do jornalismo brasileiro. E é famoso, justamente, por retorcer a frase-feita, dando-lhe um sentido original. Porque dizer que a vida está de "vento em popa" não tem o menor charme, mas o contrário, de que está de "vento em proa" é mesmo bem interessante.

Para chegar até "O Pai dos Burros", Humberto vem num longo caminho de fórmulas prontas. Leu "Dicionário das idéias feitas", de Gustave Flaubert (1952), e "Lugares-comuns", de Fernando Sabino (1974). Passou um bom tempo da vida, e talvez ainda passe, obcecado em catalogar frases e mais frases. "Inclui coisas novas até o último minuto possível no processo de edição e já tenho novas anotadas", diz o autor.

Seu olhar está tão treinado que Humberto identifica fácil o nascimento de um lugar-comum. Afinal, "as expressões só se gastaram por terem sido, um dia, luminosos lugares-incomuns, a partir daí repetidos até a exaustão semântica". Ele diz, por exemplo, que até vai sua memória os "porões da ditadura" e os "anos de chumbo" que a gente lê tanto por ai são criações do jornalista Augusto Nunes, lá pelos anos 1970, na revista Veja. "O problema é que a imitação é sempre tão menos talentosa", diz Humberto, que lança na entrevista a seguir o convite à reciclagem das palavras.

UOL: Por que colecionar lugares-comuns?
Humberto Werneck
: Sempre fui obcecado pela eficiência da linguagem, e radicalizei quando fui trabalhar no "Jornal da Tarde", de 1970 a 1973. Havia lá uma preocupação extrema com o texto. A gente fazia o que se chama hoje jornalismo literário. Era preciso evitar expressões que, de tão batidas, perderam o sentido. O papel do jornalista é mostrar o novo, e não tem cabimento tentar dizer o novo com linguagem velha. Para passar a informação, é preciso seduzir o leitor, e linguagem velha não seduz. Eu não tenho religião, mas tenho uma padroeira: Sherazade, a moça que salvou o pescoço porque soube seduzir o sultão com suas palavras durante 1001 noites. Nem tanto pelas histórias que contava, mas pelo modo de contar. Quando o leitor me abandona no meio do texto, ele está me decapitando.

No prefácio você explica que uma frase só entra pro hall dos lugares-comuns porque um dia já foram incomuns.
Humberto Werneck : Sim, são coisas que foram novas e deixaram de ser. Como tenho um olho bom para defeitos (não necessariamente os meus, esses muitas vezes me escapam), comecei a tomar nota de lugares-comuns, sem saber bem para quê.

Qual foi a sua principal fonte?
Humberto Werneck : A imprensa. Mas no meu livro tem muitas expressões que ouvi por aí, às vezes em circunstâncias bizarras - até mesmo em velório, acredita? Na época, tinha umas "febres", acordava no meio da noite para anotar lugares-comuns. Às vezes o sentido do que estava lendo chegava a me escapar, tamanha a preocupação em caçar fórmulas prontas.

E como pessoalmente você se relaciona com os lugares-comuns?
Humberto Werneck
: Falando, certamente digo lugares-comuns, mas ao escrever procuro evitar. O uso do lugar-comum denota preguiça, falta de imaginação e insegurança. É escolher a facilidade do caminho já trilhado. É usar o velho tal qual, sem a inventividade e a graça que os brechós verbais nos oferecem.

Então há um modo de usar bem o lugar-comum?
Humberto Werneck : O livro não tem caráter policial. Não é um "não pode", é um "se liga". Defendo o uso criativo do lugar-comum. A proposta é de reciclagem. Desarticular o comum e, como num Lego, fazer outra figurinha com ele. Criar lugares-incomuns.

Algumas pérolas
"O mundo todo não vale o meu lar"
"Jurar de pés juntos"
"Num futuro próximo"
"O futebol é uma caixinha de surpresas"
"Ter um grande futuro pela frente"
"Aproveitar o ensejo"
"Com a voz embargada pela emoção"
"A vida é feita de pequenas coisas"
"Por N motivos"

"O Pai dos Burros - Dicionário de Lugares-Comuns e Frases Feitas
Autor: Humberto Werneck
Arquipélago Editorial
205 páginas
Preço sugerido: R$ 29,90

Lançamento
São Paulo: terça, dia 25/08, às 18h30, na Livraria Cultura da Avenida Paulista
01/09 - Porto Alegre
15/09 - Rio de Janeiro
19/09 - Belo Horizonte


Fonte:
MARTA BARBOSA
Colaboração para o UOL

Desaparecimento do cantor Belchior intriga amigos e fãs


Uma matéria especial exibida no Fantástico do último domingo (24) levantou uma dúvida entre familiares, amigos e fãs de um dos maiores cantores e compositores da história da nossa MPB: onde está Belchior?

Na reportagem, a equipe da revista eletrônica da Rede Globo não localizou o artista cearense, que foi visto pela última vez há quatro meses, quando deu uma palinha em um show de Tom Zé em Brasília. Mas levantou dados interessantes sobre seu desaparecimento: Belchior não fez check-out do hotel onde viveu por mais de um ano, em São Paulo; abandonou um de seus carros, uma Mercedes, no estacionamento; e largou seu outro carro no estacionamento do aeroporto de Congonhas.

Além disso, afirmou a matéria, o ateliê de pintura do cantor localizado na capital paulista está com a caixa de correio lotada e não há sinal de que ele tenha passado pelo endereço.

A família do cantor afirma que os últimos contatos deles com Belchior foram feitos em 2007, quando ele falava sem parar em uma guinada na sua carreira. Vários produtores, empresários e antigos parceiros do cantor também não sabem de seu paradeiro.

Mesmo sem dar nenhuma resposta final para o enigma, a equipe do Fantástico deixou a entender que Belchior estaria preparando uma volta triunfal aos holofotes e ainda prometeu solucionar o estranho caso do sumiço do cantor.


Fonte: Uol

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Feliz Aniversário


Acreditar em algo e não vivê-lo é desonesto”.
Maratma Gandhi



É próprio da capacidade humana a condição de criar, fazer, planejar, realizar. O homem necessita do pulsar de suas vontades, da matéria de suas mãos e do colorido de suas fantasias! Sem sonho, é impossível ir adiante, sem sonho é impossível caminhar na vida.

Há, todavia, ainda no universo humano, aqueles que se detêm apenas e unicamente aos sonhos e passam o teor de suas existências planejando como seria se assim fosse. A cada sexta-feira teorizam soluções e resultados ora mirabolantes, ora simplórios, para os mais variados conflitos que nos cercam. São falazes capazes de resolver os problemas mais variados, mas que são incapazes de colocar seus projetos em ação na segunda-feira. Teóricos de ocasião, filósofos de mesa de bar, têm quase sempre a receita ideal para tudo, e tudo resolveriam se estivesse no meu ou no seu lugar.

Conhece alguém assim? Às vezes, nós mesmos somos assim.

Mas, como eu dizia, o homem só vive enquanto o seu sonho dura. E o idealismo é a escada para as grandes montanhas, a propulsão das invenções, dos empreendimentos, muitas vezes, acalentados por uma vida inteira. Alguns, dificílimos de serem enfrentados, outros nem tanto.

Assim, rendido em idealismos, nasceu o “www.omundocomoelee.blogspot.com”, que nunca teve e nem tem o propósito de ser grande ou pequeno, rico ou pobre, culto ou inculto, maior ou menor, belo ou feio, mas que se traduz genuinamente na materialização de mais uma vontade, de mais um sonho. Não apenas de um, mas de outros tantos companheiros que o germinaram e o adubaram até aqui com as suas opiniões, sugestões, comentários e criticas.

Seja como for, ei-lo aqui. Vivo, presente em nossos dias já há 753 dias.

Sem a obrigatoriedade com os acertos, mas também, sem compromisso com os erros, “O Mundo Como Ele É” ao longo desses dois anos de existência, vem se propondo a ser mais um veículo de difusão de idéias e ideais, de disseminação de cultura e de informação de nosso povo e da nossa gente com seus traços e tradições nordestinas.

Desse modo, é com muita alegria que neste mês de agosto fazemos aniversário de (02) dois anos de existência ao tempo em que continuamos convidamos os internautas, colaboradores, incentivadores, críticos, enfim, a todos, a conhecer o nosso site e navegar conosco no “O Mundo Como Ele É” e como nós podemos transformá-lo.

Obrigado a todos!



Cantilena de Lua Cheia - Vital Farias, Elomar, Geraldo Azevedo e Xangai

Ensino religioso em escolas públicas pode gerar discriminação, avalia professor

O ensino religioso que aborda uma doutrina específica pode gerar discriminação dentro das salas de aula, segundo o sociólogo da Unesp (Universidade Estadual Paulista), José Vaidergorn. "O ensino religioso identificado com uma religião não é democrático, pode ser considerado discriminatório", disse em entrevista à Agência Brasil.

Segundo Vaidegorn, o ensino voltado para uma determinada religião pode constranger os alunos que não compartilham dessas ideias. O professor ressalta ainda a possibilidade de que, dependendo da maneira que forem ministradas, as aulas de religião podem incentivar a intolerância entre os estudantes. "Em vez da educação fazer o seu papel formador, o seu papel de suprir, dentro das suas condições, as necessidades de formação da população ela passa a ser também um campo de disputa política e doutrinária."

As aulas de religião estão previstas na Constituição de 1988. No entanto, um acordo entre o governo brasileiro e o Vaticano, em tramitação no Congresso Nacional, estabelece o ensino católico e de outras doutrinas.

O presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Leão, contesta a justificativa apresentada na lei de que o ensino religioso é necessário para a formação do cidadão. "Não podemos considerar que a questão ética, a questão moral, o valores sejam privilégios das religiões", ressaltou. A presença do elemento religioso não faz sentido na educação pública e voltada para todos os cidadãos brasileiros, segundo ele. " A escola é pública, e a questão da fé é uma coisa íntima de cada um de nós".

Ele indicou a impossibilidade de todos os tipos de crença estarem representados no sistema de ensino religioso. Segundo ele, religiões minoritárias, como os cultos de origem afro, não teriam estrutura para estarem presentes em todos os pontos do país.

Além disso, as pessoas que não têm religião estariam completamente excluídas desse tipo de ensino, como destacou o presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), Daniel Sottomaior. "Mesmo que você conseguisse dar um ensino religioso equilibradamente entre todos os credos você ia deixar em desvantagem os arreligiosos e os ateus."

Sottomaior vê com preocupação a possibilidade de a fé se confundir com os conhecimentos transmitidos pelo sistema educacional."Como o aluno pode distinguir entre a confiabilidade dos conteúdos das aulas de geografia e matemática e o conteúdo das aulas de religião?"

Para o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Geraldo Lyrio Rocha, a religião é parte importante no processo educacional. "Uma educação integral envolve também o aspecto da dimensão religiosa ao lado das outras dimensões da vida humana", afirmou.


Fonte:
Da Agência Brasil
Daniel Mello

domingo, 23 de agosto de 2009

Provérbio Chinês


“Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se fazer um lar”


Marisa Monte e Paulinho da Viola - Dança da Solidão

Educação sexual é tabu nas escolas

Orgasmo, masturbação, virgindade, primeira vez, aborto, métodos anticoncepcionais, gravidez, homossexualidade, doenças sexualmente transmissíveis. Esses são alguns dos temas que enchem a cabeça dos adolescentes de dúvidas e têm respostas não tão fáceis para quem está nessa fase. Especialistas afirmam que a família e a escola têm papéis essenciais diante desses questionamentos. No entanto, a situação fica complicada quando, nas escolas, a educação sexual é tratada como um tema transversal que enfoca, na grande maioria das vezes, aspectos biológicos e fisiológicos do funcionamento do sistema reprodutor e deixa de lado os aspectos comportamentais que tiram o sono de muitos.

Segundo sexólogos, as consequências da inexistência ou errada exploração da educação sexual desde os primeiros anos de escola podem ser frustrações e disfunções sexuais que, sem o devido tratamento, têm a possibilidade de acompanhar o indivíduo pelo resto da vida.

No Brasil, desde a implantação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), em 1997, a educação sexual foi incorporada como tema transversal a ser trabalhado nas diversas disciplinas, o que refletia a preocupação do Estado com as questões relacionadas à disseminação da Aids e à gravidez na adolescência.

Mas, apesar deste aval e do consenso entre os professores e pais sobre a importância dos temas, grande parte das escolas ainda restringe as atividades nesta área à promoção de palestras eventuais com profissionais não integrantes do corpo docente.

A transversalidade estabelecida pelos PCNs encontra dificuldade de ser aplicada diante da vivência pedagógica real da maioria das instituições escolares do país. Outro aspecto diz respeito à necessidade de capacitação sistemática de professores, já que os PCNs destacam a figura do professor como detentor de uma postura crítica sobre seus valores e os socialmente atribuídos à sexualidade, incluindo o respeito aos posicionamentos dos alunos.

Fonte:
Portal Correio

sábado, 22 de agosto de 2009

Fenômeno nos EUA, "Se Beber, Não Case" oferece ressaca divertida e lucrativa


Na lista dos filmes de maior bilheteria do ano nos Estados Unidos, não poderiam faltar superproduções como o blockbuster "Transformers: A Vingança dos Derrotados", a aventura infanto-juvenil "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" e a animação "Up: Altas Aventuras". O título que vem logo em seguida, entretanto, é o que mais chama a atenção.

A despretensiosa comédia "Se Beber, Não Case!" chegou como quem não queria nada, mas virou sensação mesmo sem fazer parte de uma bem sucedida franquia ou contar com um elenco de estrelas. Com um orçamento de apenas US$ 35 milhões, o filme já passou a marca dos US$ 260 milhões - arrecadados apenas nos cinemas americano - e deve faturar mais de US$ 400 milhões ao redor do mundo. Se existe um fenômeno cinematográfico em 2009, seu nome é "Se Beber, Não Case!".

A história mostra um grupo de amigos que organizam a despedida de solteiro de um deles na capital mundial dos jogos de azar, Las Vegas. A viagem se transforma em um pesadelo quando, no dia seguinte, a turma acorda em um quarto de hotel completamente destruído. Além de não lembrar absolutamente nada da noitada de arromba, eles se dão conta que o noivo desapareceu. Para tentar descobrir o paradeiro do amigo, eles partem em busca de pistas para refazer os próprios passos. Aí a diversão começa.

"A coisa mais divertida foi filmar com toda essa gente", conta Bradley Cooper - talvez o nome mais conhecido do elenco ao lado de Heather Graham (que pouco aparece, apesar de ser um dos pivôs da história) - durante uma entrevista para o UOL, em Los Angeles. Coadjuvante de carteirinha, ele foi visto recentemente contracenando com Jim Carrey em "Sim Senhor".

"Era uma ótima ideia, o roteiro era muito bom e foi muito bem executado pelo melhor diretor de comédias e também pelo resto do elenco", completa, formalmente, na tentativa de começar o bate-papo de maneira séria antes de ser avacalhado sem pena pelo diretor Todd Phillips (o mesmo de "Dias Incríveis", confira também a entrevista exclusiva a seguir) e os colegas Ed Helms (da série "The Office"), Zach Galifianakis (nas telas atualmente em "Força G"), Justin Bartha (de "A Lenda do Tesouro Perdido") e Heather.

A conversa descontraída aconteceu em uma sala de estar de um hotel, durante uma exibição prévia do filme para a imprensa mundial. A química entre todos ficou mais que evidente. "Esta é a primeira entrevista que damos sobre o filme, então não combinamos o que vamos responder. Estamos trabalhando nisso, então vamos mentir", explica o diretor.

Las Vegas é um cenário perfeito para um filme sobre despedida de solteiro. No ano passado, UOL também participou das filmagens da comédia, que aconteceram no luxuoso hotel Caesars Palace. A cena, embora simples, exigiu bastante da equipe de produção. A sequência mostrava o grupo de amigos chegando e saindo do hotel.

Como é impossível fechar a entrada do lugar para filmar, o jeito era tentar controlar o máximo a presença dos hóspedes e visitantes que passavam por lá. A confusão só não era maior porque não havia nenhum grande astro no elenco Mesmo assim, haviam muitos curiosos que se amontoavam atrás das câmeras. Um dia inteiro foi gasto para uma cena que dura, no máximo, alguns segundos na tela. Para Phillips, isso não foi problema. "Vegas é um lugar ótimo para filmar. E acho que a coisa mais interessante é mostrar a cidade durante o dia. É como ver uma stripper sem maquiagem. Você não vê isso normalmente no cinema."

"Se Beber, Não Case!" conta com uma participação especial antológica do ex-campeão mundial de boxe Mike Tyson, que interpreta a si mesmo. "A melhor parte foi a cena em que Zach leva um soco dele. Tyson não estava conseguindo fazer o movimento correto para a câmera e daí o Todd veio explicar pra ele como se dava um soco", lembrou Ed Helms.

Ele olha para o diretor e pede para ele repetir as palavras ditas pelo campeão na ocasião. "Ele disse 'Eu não acredito que estou tendo aulas de boxe com o capitão de competições escolares de debate'", lembrou Phillips. "Ele é um cara com um senso de humor muito bom e foi ótimo trabalhar com ele."

No filme, o personagem de Helms, Stu Price, acorda com um dente faltando. O resultado não parecia ser um efeito especial. "Não, foi totalmente real. Eu perdi este dente quando era criança e coloquei um implante. Quando comecei a conversar com Todd sobre fazer o filme, estava planejando trocar o implante, que já não combinava mais com o resto", contou. "Tentamos fazer com uma dentadura e eu fiquei parecendo um cavalo. Daí pensei 'bom, eu poderia simplesmente tirar o implante'. Combinei com meu dentista e ele adorou a ideia."

Outro momento impagável é do tigre no banheiro. O elenco estava realmente apavorado, já que o bicho era verdadeiro. "Perguntaram para o treinador se podíamos fazer isso, e ele respondeu 'não sei, temos que tentar", conta Zach Galifianakis, que é o primeiro a contracenar com o animal, quando inadvertidamente entra no toalete seminu. "O tigre era segurado por um treinador, o que não dava segurança nenhuma. Ele podia simplesmente avançar e facilmente arrastar o sujeito", completa Helms. O que esses atores não fazem por uma boa risada...


Fonte:
RICARDO MATSUMOTO
Colaboração para o UOL, de Las Vegas e Los Angeles

Homem é preso por roubar shampoo


Diferentemente de alguns "deslizes de conduta" vistos em Brasília, um paraibano com nome de canto (Gregoriano Raí Moreira Coutinho), de 21 anos, foi preso no início da manhã de ontem(21) após consumar o roubo de oito frascos de shampoo e duas latas de leite em pó de uma farmácia localizada na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa.

Após o roubo acusado foi interceptado por funcionários do estabelecimento que chamaram a Polícia.

Gregoriano foi encaminhado à 3ª Delegacia Distrital, onde foram tomadas as medidas cabíveis.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O Gibão do Sertão


Longe de ser um especialista na área da gastronomia e dos sabores mas um atento observador da polidez e do trato escorreito, outro dia, tive a grata satisfação de conhecer o mais novo restaurante de nossa região. Postado ali, bem as margens da BR 230, o "Gibão do Sertão" se destaca por alguns diferenciais importantes e raramente visto na nossa terrinha: o atendimento, a presteza, a educação, a rapidez, o cardápio e a higiene. Marcas que posicionam o Gibão um passo à frente das demais cozinhas que o cercam.

Com um menu tipicamente regional, de sabores inconfundíveis e ambiente climatizado, o Gibão também já dá os primeiros passos rumo a informatização no atendimento ao cliente, aposentando de vez a velha apresentação da conta manuscrita em formulário ou até mesmo em pedaço de papel comum.

Acredito que o "Gibão do Sertão", nesses aspectos, é o melhor restaurante de Pombal não fosse um pequeno detalhe: Ele está situado no município de São Bentinho-PB.

Say. Say. Say - Paul McCartney & Michael Jackson

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Frase

Não pode haver felicidade quando as coisas nas quais acreditamos são diferentes das que fazemos

( Freya Stark)

Assombrações


Existem uns amores que já morreram há muito tempo mas de vez em quando aparecem, como um assombração. Não, não falo de assombrações que voltam para seduzir, como a moça-fantasma de Belo Horizonte poetizada por Carlos Drummond de Andrade; ou voltam para apimentar uma vida que ficou insossa, como o Valdinho de Jorge amado faz com dona Flô. Não. Estas, diz o ditado, sabem para quem devem aparecer, ou seja: só aparecem com a ajuda daqueles para quem aparecem. Falo de outras, que fazem uma visita breve, uma aparição, e somem, de improviso, sem arrepiar ninguém.

Às vezes esses amores nem se mostram inteiros. Surge uma boca, um seio, uma pele, um andar, uma risada. Quando se presta atenção, a figura desaparece: era assombração. O fantasma antigo pode aparecer de repente no meio de uma leitura, ao escovarmos os dentes, e até na hora do amor. A gente pode estar conversando, discutindo um negócio, um filme, uma jogada, e se intromete aquele olhar. Pode estar dirigindo um carro e a mão que repousa hoje na nossa perna tem o mesmo peso de alguma do passado e aí vem o fantasma sem-que-fazer e puxa conversa.

Não é saudade, não é nada: é intromissão. A figura surge concreta, sensível, do mesmo modo como nos vem um gosto de doce de abacaxi ou uma chinelada de mãe. Quem governa fantasma? Quem chama? Ninguém, é ele mesmo que se convida.

Não tem nada a ver com aquela coisa de telenovela, aqueles dramas de folhetim em que se comenta: ele ainda gosta dela, não tira essa mulher da cabeça, até hoje é apaixonado por ela e etc. Nada disso. É pura farra de assombração, que irrompe de repente na hora própria oi imprópria, independentemente de vontade ou convite. Ora uma, ora outra, faz sua visita-relâmpago, muda ou falante e some.

Que dizem? Cada visitado recebe seu recado conforme gravou. Uma confessa trêmula, temerosa de desamor: “Não sou mais virgem” – quando isso tinha importância. Outra, espantada com as descobertas: “Eu não achava que ia gostar tanto disso”. Outra, cobrando: “Você não assume.” Outra, no escuro: “Quem é você?” Amores de outro mundo não se sentem obrigados a diálogo, dão seu recado e vão. Ou nem dão, só se entremostram.

Alguns perdem a viagem, e nos assaltam só com uma sensação, um nome, uma covinha, tranças negras. Não têm mais aparência corpórea. Será que morreram na vida real? Desvaneceram-se no tempo, frágeis como velhas cartas que se esfarelam, como madeira sem lei. Nem por isso menos reais em sua fantasmice, menos carentes de sentido que não a própria visita inesperada.

De maneira nenhuma pertubam o amor em curso, nem é essa sua intenção, se é que aparições têm algum propósito. O amor em curso é feito de beijo e resposta – e segue intocado por essas intromissões. Também não se pode dizer: são desejos, frustrações. Não. Tiveram, no seu tempo, beijo e resposta. Nada ficou por explorar, quando seus corpos eram matéria propícia. Foram generosas no dar, alegres no receber: tiveram fartura. Não vagam por aí à procura, estão satisfeitas no seu canto.

Nem se pode dizer: são visitas malfazejas. Pelo contrário, são cordiais! São borboletas: passam, enfeitam o instante com algumas cores, voejam e partem. Se deixam alguma coisa, é um sorriso na alma do visitado.

Ivan Ângelo

O meu nome é Trupizupe


Da cultura popular do nordeste surge o repente do Trupizupe, o maior cantador de todos os desafios que nunca perdeu uma peleja.


O meu nome é Trupizupe,
Sou o galo de Campina,
Me chamam Trupizupe
O Raio da Cilibrina!

Eu não digo a ninguém que sou valente
Vivo longe dos grupos desordeiros
Sei tratar muito bem meus companheiros
Mas se um dia eu ficar de sangue quente

Chegarei no inferno de repente
Faço o diabo chefão virar mulher
Mando logo prender a Lúcifer
Solto almas de deuses e pagãos
Se o cão cocho cair nas minhas mãos
Só se solta com vida se eu quiser!

O meu nome é Trupizupe,
Sou o galo de Campina,
Me chamam Trupizupe
O Raio da Cilibrina!

Qualquer dia do ano se eu puder
Para o céu eu farei uma jornada
E como a lua já esta desvirginada
Olha, eu posso tomá-la por mulher

Se acaso São Jorge não quiser
Olha eu tomo a cavalo que ele tem
Se a lua quiser me amar também
Dou-lhe um beijo nas traças do cabelo
Deixo o Santo com dor de cotovelo
Sem cavalo, sem lua e sem ninguém!

O meu nome é Trupizupe,
Sou o galo de Campina,
Me chamam Trupizupe
O Raio da Cilibrina!

Sou o bote da cobra caninana
Sou dentada de tigre enraivecido
Sou granada que solta um estampido
Que se escuta por mais de uma semana

Sou picada de abelha italiana
Sou a bala que acerta o meio da testa
Sou incêndio que arrasa uma floresta
Sou a bruta explosão da dinamite
Sou micróbio feroz da meningite
Liquidando com gente que não presta!

O meu nome é Trupizupe,
Sou o galo de Campina,
Me chamam Trupizupe
O Raio da Cilibrina!

Dei um murro nas ventas de um mau poeta
Que a cabeça voo fez pirueta
Passando por todos os planetas
Foi parar num reinado de um profeta

Disse um santo que viu ficou pateta
A cabeça do cabra estava um facho
Uma alma gritou: ô velho macho!
São Pedro falou: o que é isso?
Disse um anjo que estava junto a Cristo
É Zé Ramalho zangado lá embaixo!

O meu nome é Trupizupe,
Sou o galo de Campina,
Me chamam Trupizupe
O Raio da Cilibrina!


Zé Ramalho