terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
Humor
O bêbado chegava todo dia no boteco, pedia uma pinga, tampava o nariz e tomava tudo num só gole. Um dia, o balconista não se conteve:
- Escuta aqui, ô cara! Por que você tapa o nariz enquanto bebe?
E o bêbado:
- É que o cheiro da pinga me dá água na boca... e eu gosto dela é pura!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
A fotografia que você vê aqui faz parte de um conjunto de oito itens que estão disponíveis para consulta on-line no Sistema de Informações do Arquivo Nacional (Sian).
Nas imagens, trabalhadores e um veículo utilizado pelo serviço postal brasileiro, Rio de Janeiro, [1925-1935]. Arquivo Nacional. Coleção Fotografias Avulsas. BR_RJANRIO_O2_0_FOT_0454_0001
domingo, 5 de fevereiro de 2023
Frase
(...)
Meu pai tentou encher de fantasia e enfeitar as coisas que eu via. Mas aqueles anjos agora já se foram depois que eu cresci
(...)
(Traumas - RC)
Frase
Apenas os loucos e os solitários é que se podem dar ao luxo de serem eles próprios. Os solitários não têm ninguém pra agradar e os loucos não se importam se agradam ou não."
Charles Bukowiski
sábado, 4 de fevereiro de 2023
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023
quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas —
a da minha nascença e
Entre uma e outra cousa
todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem
sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo
que não pudesse realizar,
porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim
senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e
todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos,
nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento
seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono
como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso,
fui o único poeta da Natureza.
— Alberto Caeiro em “Poemas Inconjuntos"
(Fernando Pessoa)
Arte digital de Francisco Ruivo (Xico Forever)
Ferreiros damascenos produzindo espadas da famosa liga metálica medieval conhecida como "aço damasco'', Síria, Império Otomano, inicio do século XX. As lâminas de Damasco eram fabricadas no Oriente Médio a partir de lingotes de aço wootz importados da Índia, bem como do Sri Lanka, vindas das distantes rotas de comércio em caravanas e navios. Os árabes introduziram o aço wootz em Damasco, onde a indústria de armas prosperou durante todo período medieval e além, e por suas qualidades únicas, o aço damasco passou a ter uma fama quase lendária. A produção dessas espadas padronizadas diminuiu gradualmente no Oriente Médio islâmico, se extinguindo por volta de 1900, e o processo foi se perdendo para os ferreiros nas décadas seguintes. Várias teorias modernas se aventuraram a explicar esse declínio, incluindo a quebra de rotas das comércio para suprir os metais necessários, a falta de impurezas nos metais, a possível perda de conhecimento sobre as técnicas de fabricação por meio de sigilo e falta de transmissão, supressão da indústria na Índia pelo Raj britânico, ou uma combinação de todos estes. Recriar o aço de Damasco é um subcampo da arqueologia experimental. Muitos tentaram descobrir ou refazer engenharia reversa do processo pelo qual ela foi feita. Acredita-se que o aço damasco tenha sido a inspiração histórica real de George R. R. Martin para criação do "aço valiriano'' de seus contos em Game of Thrones.
Bibliografia:
-Pacey, Arnold (1991). Technology in World Civilization: A Thousand-year History. MIT Press. p. 80.
-"Early Islamic manufacture of crucible steel at Merv, Turkmenistan"
-Burton, Sir Richard Francis (1884). The Book of the Sword. London: Chatto and Windus. p. 111.
terça-feira, 31 de janeiro de 2023
segunda-feira, 30 de janeiro de 2023
“Todas as prendas que me deste, um dia, Guardei-as, meu encanto, quase a medo, e quando a noite espreita o pôr-do-sol, eu vou falar com elas em segredo...
E falo-lhes d’amores e de ilusões, choro e rio com elas, mansamente... pouco a pouco o perfume do outrora flutua em volta delas, docemente...
Pelo copinho de cristal e prata
Bebo uma saudade estranha e vaga, uma saudade imensa e infinita
Que, triste, me deslumbra e m’embriaga
A doce oferta que eu amava tanto, que refletia outrora tantos risos, e agora reflete apenas pranto,
e o colar de pedras preciosas, de lágrimas e estrelas constelado, resumem em seus brilhos o que tenho de vago e de feliz no meu passado...
Mas de todas as prendas, a mais rara, aquela que mais fala à fantasia, são as folhas daquela rosa branca
que a meus pés desfolhaste, aquele dia...”
Florbela Espanca
Folhas de Rosa
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