segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Eu defendo o imaginário como antídoto da crise. Não para a "imaginação no poder", que é o grito dos perversos que aspiram a lei. Mas por uma saturação dos poderes e contrapoderes pelas construções imaginárias: fantasmáticas, ousadas, violentas, críticas, exigentes, tímidas... Fale quem quiser, os ETs viverão. O imaginário vence ali onde o narcisismo esvazia e o paranóico malogra.


Ora, o imaginário é um discurso de transferência: de amor.

Julia Kristeva in Histórias de Amor.


Charge

Sou totalmente favorável a casamentos gays, desde que sejam só entre os políticos do PT Tudo o que venha contribuir para que eles não se reproduzam... é bom para o Brasil e o mundo!
 
Mário Ascenso
"(...) eu não sei se o senhor já viu que a caneta corre no papel assim sem freio. Aí se agente erra e quer arrumar, aí emporcalha tudo. Fica aquela disenteria de tinta. Agora o lápis, não! O Lápis é maravilhoso, porque ele agarra o papel, ele aceita a borracha. Ele obedece a mão e ao pensamento da gente. Aliás, EU SOU UM HOMEM QUE PENSA A LÁPIS".
 

 (Antonio Piá. Narradores de Javé)
 
 
P.S. Pescado do face da Vanessa Spinosa

domingo, 20 de outubro de 2013

Roxette


"(...)porque sou inimiga pessoal da tal ortografia velha coroca que complica a vida da gente com coisas inúteis... Não entendo essas viscondadas, não... Queremos estilo de clara de ovo, bem transparentinho, que não dê trabalho para ser entendido."
 
 
Emília, em A Reforma da Natureza, de Monteiro Lobato

Curiosidade

O sinal tipográfico de arroba já existia antes de virar uma espécie de síntese virtual da internet. Era sinônimo de peso, equivalente a 15 quilos, e veio do árabe ar-rub ("a quarta parte"). Ociosa nas máquinas de escrever, a tecla de @ foi associada aos endereços de e-mail por obra de Ray Tomlinson, da BBN Technologies, em 1971, como forma de separar o nome do usuário do nome do servidor. Em inglês, o sinal pronunciar-se at, que remete ao latim ad, sinônimo de "em", "para".  
 
 
Fonte
Revista Língua Portuguesa
Ano 8. n. 92. pag. 19

Fotografia

Eduardo Lunardelli

Em tempos
de aperto
financeiro
o poeta
tem a missão
de trazer
liquidez
ao coração
porque rima
não paga conta
mas anima.


Do livro poesia todo dia
(Eduardo Penteado Lunardelli)

sábado, 19 de outubro de 2013

TAC regulariza o pagamento dos funcionários da Prefeitura de São Bentinho/PB e o repasse das contribuições sindicais

A Promotoria de Justiça de Pombal – PB formalizou, em 9 de outubro de 2010, um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Município de São Bentinho/PB (Prefeitura), regularizando o pagamento dos funcionários (que ocorrerá até o dia o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado) e o repasse das contribuições sindicais ao Sindicato dos Servidores Públicos do Município de São Bentinho/PB (o repasse ocorrerá no dia útil seguinte ao pagamento das remunerações dos agentes públicos municipais).

 
No mesmo ajuste, o Município de São Bentinho/PB se comprometeu a efetuar o pagamento do 13º salário de maneira integral, em um só momento (parcela única e sem parcelamento), incluindo o vencimento e as demais parcelas remuneratórias, por exemplo, quinquênios, gratificações, etc.

 
Na oportunidade, também ficou formalizado o compromisso de quitação, de forma parcelada, das contribuições sindicais pendentes do ano de 2012 (em favor da entidade sindical) e da remuneração dos servidores municipais referente ao mês de dezembro de 2012 (até então não paga).

 
A situação era apurada no Auto 005.2012.000343/MPVIRTUAL02, em corrimento perante a 3ª Promotoria de Justiça de Pombal/PB, constituindo o TAC meio hábil à resolução do caso com posterior arquivamento, sendo determinada a instauração de um novo procedimento administrativo (PA) exclusivamente para a fiscalização do seu cumprimento e/ou promoção da execução judicial (em caso de descumprimento do TAC).

 
Com a resolução do caso, obteve-se a proteção do patrimônio público, dos direitos dos servidores públicos e da entidade sindical, evitando-se o ajuizamento de mais uma ação judicial."
Não é ângulo reto que me atrai
nem a linha reta, dura, inflexível,
criada pelo homem.

O que me atrai é a curva livre e sensual,
a curva que encontro nas montanhas
do meu país,

no curso sinuoso dos rios,
nas ondas do mar,
no corpo da mulher preferida.

De curvas é feito todo o universo,
o universo curvo de Einstein.



Oscar Niemeyer
Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...


Mario Quintana

Comissão da Câmara aprova projeto que permite a templos vetar gays

Parado e sem tramitar desde 2011, foi aprovado nesta quarta-feira na Comissão de Direitos Humanos da Câmara projeto que autoriza líderes religiosos a se recusarem a efetuar cerimônias em desacordo com suas crenças - como o casamento entre homossexuais - em liturgias, sem que esse ato se caracterize crime de preconceito. A proposta foi incluída na pauta da comissão este ano, após o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP, foto abaixo) assumir a presidência.
 
Em setembro, Feliciano determinou a prisão de duas jovens que se beijavam num culto no qual estava presente, em São Sebastião (SP). Ele chamou policiais militares e as duas foram parar na delegacia. O deputado, ao microfone, pediu que os policiais dessem um "jeito nas meninas", que saíram do local algemadas e foram levadas num camburão.
 
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O Globo

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Baú de saudades - Sucesso de 1987 - The Great Pretender com Freddie Mercury


Razões para a lentidão da Justiça

A Justiça brasileira é lenta. Logo, pouco produtiva. Qualquer pessoa que já tenha enfrentado alguma pendência nos tribunais, como autor ou réu, pode atestar o quanto de tempo se gasta entre o início de uma ação penal e a respectiva sentença definitiva.
 
Invariavelmente, a contagem de prazo se estende por anos, não raro por décadas, muitas vezes avançando sobre o limite da prescrição do crime.
 
Essa proverbial constatação também é confirmada por números. Dados de uma pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgada anteontem, dimensionam o tamanho da ineficiência. Somente no ano passado, o acúmulo de processos sem sentença chegou a 70%.
 
Ou seja, de cada cem ações em tramitação no Judiciário brasileiro, apenas 30 foram julgadas. Em dez estados, a baixa produtividade é especialmente preocupante, alerta o Conselho. Por si, o percentual dá boa medida da morosidade.
 
Pior: ele se mantém praticamente inalterado desde 2009, quando o CNJ começou a medir a produção dos tribunais, sintoma inegável de que, apesar dos esforços do órgão, se trata de mal crônico.
 
É imperioso discutir as razões mais profundas dessa lentidão, suas graves implicações na sociedade (tanto em relação ao fim em si da Justiça, um dos pilares do estado de direito, quanto pela imagem que dela fazem os cidadãos, tendo em vista os riscos que a simples percepção de ineficiência do sistema jurídico acarreta para a credibilidade da instituição) e o que fazer para agilizar o Judiciário. É um debate complexo, que não pode ser mitigado por soluções rasas, pontuais.
 
Caso, por exemplo, do quase invariável receituário prescrito por boa parcela da magistratura — ampliação do já inchado quadro de pessoal da grande maioria das unidades, criação de novos tribunais e incremento de verbas.
 
Ocorre, no entanto, que os gastos do Poder Judiciário são crescentes ano a ano. Em 2012, por exemplo, alcançaram R$ 57,1 bilhões, contra R$ 53,3 bilhões em 2012.
 
Do total orçamentário, 88% foram gastos com o pagamento de pessoal; apenas 4,5% destinaram-se à informatização das repartições. Ou seja, o Judiciário gastou com pagamento de salários e afins quase vinte vezes mais do que o aplicado em ações de modernização administrativa. Eis uma boa pista para explicar a razão do engarrafamento de 70% dos processos.
 
Há outros fatores nesse gargalo, como as brechas que dão margem a chicanas protelatórias. Nos tribunais superiores, a adoção de dispositivos como as súmulas e o princípio da repercussão geral no julgamento de ações tem sido de grande valia para aliviar pautas, mas é preciso que essa preocupação com a agilização dos processos, assegurado o amplo direito de defesa, chegue às instâncias inferiores da Justiça.
 
O Judiciário precisa se abrir mais para essa discussão. Há tribunais que parecem refratários à modernização.
 
 
Editorial de O Globo

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ciência ainda não sabe responder por que o fim de uma paixão 'dói'

Coloque um coração disparado, respiração ofegante, encantamento, ciúme, prazer e euforia, talvez misturada à ansiedade, num pote. Além disso, ponha perda de sono e da fome e uma pitada de algumas atitudes irracionais, como mudar de emprego ou cidade para acompanhar a pessoa amada. Pronto, o resultado da fórmula é paixão. Sim, você está apaixonada. Mas o que a paixão provoca em nosso organismo? Costuma durar quanto tempo? É possível controlar ou até evitar a paixão? Quais neurotransmissores estão envolvidos nesse processo?
 
"Controlada pelo sistema límbico, a paixão é ativada por um aumento intenso de substâncias como a dopamina, neurotransmissor do prazer, e a adrenalina. Elas trabalham no cérebro liberando todos os tipos de emoções, do prazer à ansiedade. A pessoa aumenta os batimentos cardíacos, acelera a respiração, fica arrepiada", diz Carolina Godinho Retondo, autora do livro "Química das Sensações" (Ed. Alinea).
 
Embora pertença ao time de emoções positivas, a paixão provoca uma série de alterações no corpo assemelhando-se ao estresse, explica o neurocientista Renato Sabbatini, professor de Ciências Médicas da Unicamp: "Prejudica a memória e a concentração e causa, entre outras coisas, insônia e até falta de apetite. Por isso, não dura muito tempo. O organismo passa a se defender destas alterações, entendendo que são prejudiciais". Sabattini completa: "Uma paixão dura entre três e 18 meses".
 
Entre os principais hormônios e neurotransmissores liberados na paixão, a médica endocrinologista do Hospital Marcelino Champagnat, Thaisa Jonasson, explica que a feniletilamina, noradrenalina, dopamina, serotonina e a endorfina estão envolvidas nesse processo químico. "Sempre que alguém percebe outro ser humano como romanticamente atraente, o hipotálamo transmite uma mensagem, através de vários produtos químicos, para a hipófise, a qual libera hormônios que são rapidamente liberados na corrente sanguínea", destaca a endocrinologista.
 
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Fonte

O poder do crime

Uma organização que movimenta R$ 120 milhões por ano, que possui mais de 11 mil "colaboradores" e que atua em 22 estados brasileiros, além da presença em dois países vizinhos, seria, sob todos os aspectos, um empreendimento respeitável, se não estivéssemos falando da maior agremiação criminosa do país.
 
Segundo O Estado de S.Paulo, o faturamento estimado da quadrilha a colocaria entre as mil maiores empresas do país.
 
O poder de corromper, de ameaçar e de subjugar por meio da violência que um grupo desses possui ultrapassa os limites das atribuições, jurisdições e responsabilidades dos entes públicos isoladamente.
 
Quando o crime se articula com tal poderio e sofisticação, ele deve ser objeto de uma política de Estado, e não somente de governos. Isso significa esforços contínuos e integrados na repressão policial, no sistema prisional, no monitoramento de fronteiras e no ativismo judiciário, sem esquecer da lavagem de dinheiro.
 
Mas quando analisamos as investigações do Ministério Público descobrimos que o grupo possui uma rede de laranjas para "girar" seu capital criminoso; que ele se utiliza das liberdades do Estado de direito para conspirar contra a lei e a ordem; que a única preocupação ao cruzar fronteiras é quanto ao meio de transporte.
 
Nada disso parece sensibilizar o judiciário. Mesmo planejando fugas e resgates, armando campanas contra agentes do Estado, cuidando abertamente da logística dos crimes ou ameaçando a vida de autoridades, os criminosos foram "aliviados" pela Justiça, que viu nas solicitações do MP algo "infundado, desproporcional, desnecessário e inútil".
 
Se tais circunstâncias não põem a ordem pública em risco, é de supor que as 52 mil páginas de evidências compiladas pelo MP nos últimos três anos e meio, embasadas em gravações telefônicas de clareza inquestionável, não passam de ficção -- embora a violência e a impunidade estejam aí, vergonhosamente reais.
 
A sociedade cobra do Estado brasileiro um poder de reação pactuado acima dos governos e dos partidos. Mas enquanto as mazelas que assolam a vida dos brasileiros servirem como artefato político, o imobilismo não vai deixar de ser a política oficial do governo federal.
 
O crime prospera quando as esferas de poder, achando que o problema é dos outros, deixam de se importar.

 
José Aníbal é economista e ex-presidente do PSDB.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Imagem do dia

Imagem do açude Estevam Marinho (açude de Coremas) atualmente com apenas 30% de sua capacidade de armazenamento que é de um bilhão e trezentos milhões de metros cúbicos.
 
 
Foto: Clemildo Brunet

Eficiência de 10 dos 27 tribunais estaduais é 'preocupante', diz CNJ

CNJ aponta má gestão em GO, BA, PB, TO, ES, PI, PE, MT, RR e CE. 70% das ações em trâmite nos tribunais não foram julgadas em 2012.
 
 
Relatório sobre o panorama da Justiça brasileira divulgado nesta terça-feira (15) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que, no ano passado, 10 dos 27 tribunais estaduais do país tiveram baixa produtividade dos magistrados e alta taxa de congestionamento de processos (ações que terminaram o ano sem conclusão).
 
Segundo o documento "Justiça em Números", é "preocupante" o quadro de produtividade dos tribunais de Goiás, Bahia, Paraíba, Tocantins, Espírito Santo, Piauí, Pernambuco, Mato Grosso, Roraima e Ceará.
 
"A situação menos desconfortável é a do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que, com pequenos aumentos na produtividade, poderá melhorar os indicadores de seus magistrados e de seu congestionamento", afirmou o CNJ.
 
Os outros nove tribunais, apontou o conselho, "precisariam empreender esforços para melhorar suas marcas de produtividade".
 
No levantamento anterior, sobre o ano de 2011, o CNJ não verificou a eficiência dos tribunais levando em conta vários dados, apenas avaliou a taxa de processos que não foram julgados. Na ocasião, 11 TJs do país tinham índice superior a 71% de ações não julgadas.
 
'Problema de gestão'

 A ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e conselheira do CNJ que acompanhou o estudo, Maria Cristina Peduzzi, afirmou a jornalistas após a apresentação dos dados que os 10 TJs com baixo desempenho enfrentam problemas de gestão.
 
"Esses dados baixos refletem processo de gestão. Considera força de trabalho em atividade, despesa existente, número de processos e processos baixados [resolvidos]. Esse cálculo matemático pode não significar eficiência da prestação jurisdicional do magistrado, mas mostra um problema de gestão."
 
Segundo ela, o conselho se propõe a dar orientações aos tribunais com mais dificuldades. "O próprio CNJ vai socorrer para dar orientação de gestão para o que for necessário."
 
A ministra acrescentou que o problema se dá em tribunais de pequeno e médio porte onde nem sempre o problema é o excesso de processos. "O problema não é só congestionamento e litigiosidade, esses dados devem provocar um diálogo sobre uma melhor gestão de recursos e de pessoal."
 
Eficiência

 O relatório, divulgado anualmente pelo CNJ desde 2009, visa possibilitar "conhecimento amplo" do Judiciário e possibilitar medidas de integração, redução das desigualdades regionais e melhor prestação do serviço à sociedade.
 
A partir deste ano, o CNJ começou a medir a taxa de eficiência pelo Índice de Produtividade Comparada (IPC-Jus). Esse índice considera a força de trabalho do tribunal, as despesas totais, a litigiosidade e número de processos resolvidos. A partir dos dados, se estabelece a eficiência do TJ considerando a estrutura que ele tem e comparando com a atuação dos outros tribunais de acordo com o porte de cada um. Tribunais que conseguem atuar melhor considerando sua estrutura, ficaram mais próximos dos 100%.
 
Dos 27 TJs, dois de grande porte - Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul - e três de pequeno porte - Amapá, Mato Grosso do Sul e Acre - tiveram 100% de eficiência considerando os critérios analisados. A pior situação de eficiência é verificada em Roraima (35% de eficiência), Piauí (37%) e Tocantins (55%).
 
A conselheira Maria Cristina Peduzzi destacou que a eficiência é medida conforme a estrutura de cada tribunal e que nem todo tribunal com 100% de eficiência está sem processos parados. "O índice mede a eficiência considerando os dados que lhe alimentam. [...] O caminho é positivo, mas não significa que está zerado."
 
Alta dos processos em andamento

 Os dados do relatório mostram que, em todo o país, estão em andamento no Judiciário 92,2 milhóes de processos, 4,3% mais do que no ano anterior (2011), quando os tribunais somavam 88,4 milhões de ações. Em relação ao primeiro estudo, em 2009, o aumento foi de 10%.
 
Isso significa que sete de cada dez processos judiciais nos tribunais brasileiros não tiveram a tramitação concluída em 2012 porque não foram julgados. Esse número vem se repetindo desde o início da série histórica do relatório, em 2009.
 
Na primeira instância da Justiça (varas de justiça estaduais e federais), a taxa de congestionamento é maior – 85% dos processos em andamento no ano passado não foram julgados.
 
Segundo o relatório, em 2012, cada um dos 17 mil juízes do país sentenciou, em média, 1,45 mil processos, 1,4% mais que no ano anterior. Além disso, cada magistrado resolveu 1.628 casos definitivamente, 4,1% mais do que em 2011.
 
O número de casos julgados, diz o conselho, não acompanha o volume de processos que entram no Judiciário e, por causa disso, a taxa de produtividade não evolui consideravelmente.
 
"A resolução dos processos judiciais, seu julgamento definitivo e sua baixa, é responsabilidade constitucional do Poder Judiciário e de todo o sistema de Justiça. O aumento da litigância, por outro lado, é fenômeno mais complexo. A quantidade de processos que ingressam cresce mais significativamente que o quantitativo de sentenças e o de baixas."
 
O presidente do CNJ e do STF, Joaquim Barbosa, esteve na apresentação dos dados e afirmou que o excesso de novos processos não é fenômeno que envolve somente o Judiciário, mas a sociedade como um todo.
 
“Esse excesso de litigância não pode ser explicado apenas por estatísticas e não pode ser respondido apenas pelo Judiciário. [...] O retrato que ora se apresenta é nacional, demonstra as disparidades nacionais, a diferença na produtividade regional e expõe a carga de trabalho a que se submetem os juízes", disse Barbosa no lançamento dos dados, na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
 
Custos da Justiça
 
Segundo dados do relatório, as despesas do Judiciário somaram R$ 57,2 milhões no ano passado, equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Por habitante, o custo é de R$ 300,48. Dos gastos, R$ 50,7 bilhões (88,7% da despesa) são com recursos humanos.
 
A Justiça tinha, em 2012, 17.077 juízes, dos quais 14.410 na primeira instância, 2.379 desembargadores e 82 ministros dos tribunais superiores (Supremo Tribunal Federal, Tribunal Superior do Trabalho, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior Eleitoral e Superior Tribunal Militar).
 
Ao todo, o Judiciário tem 390 mil funcionários, sendo 269 mil efetivos e comissionados e 121 mil terceirizados, estagiários e conciliadores sem vínculo.
 
 
Mariana Oliveira
Do G1, em Brasília
 
Fonte:
Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem.



Sophia de Mello Breyner Andresen

Na Islândia, uma em cada dez pessoas publicará um livro

A Islândia está vivendo um boom literário. Esta ilha com um pouco mais de 300 mil habitantes tem mais escritores, mais livros publicados e mais livros lidos per capita do que qualquer outro lugar do mundo.
 
É difícil evitar o contato com escritores na capital Reykjavik.
 
Há uma frase em islandês que diz, "ad ganga med bok I maganum", todo mundo dá origem a um livro. Literalmente, todo mundo "tem um livro em seu estômago".
 
Um em cada dez islandeses irá publicar um livro.
 
"A competição é grande?", pergunto à jovem romancista Kristin Eirikskdottir.
 
"Sim. Especialmente porque eu moro com a minha mãe e o meu parceiro, que também são escritores em tempo integral. Mas tentamos publicar em anos alternados para não competirmos muito."

 
Datadas do século 13, as sagas islandesas contam histórias de colonos nórdicos que começaram a chegar à ilha no final do século 9.
 
Sagas são escritas em guardanapos e copos de café. Cada gêiser e cachoeira que visitamos serviu de inspiração para um conto de antigos heróis e heroínas.

 
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Rosie Goldsmith, BBC News em Reykjavik

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Homenagem ao professor

Professora Cleonice
 
Professora Jayenne
 
Titias Cleonice e Jayenne,
 
Como você sabe, tenho apenas sete aninhos e sou muito pequeninho ainda para compreender a sua importância para a minha vida, mas ouvi papai dizer que você vai me ajudar a entender as coisas e a responder as minhas perguntas. Ele me disse ainda que hoje é o dia da professora, não compreendo muito o que isso significa nem sei se isso tem muita importância, pois como estou com você todos os dias, para mim todos os dias são seus!
 
Papai me disse também um montão de coisas bonitas sobre as professoras, me disse que são fadas  encantadas que nos abrem caminhos na vida e me contou até uma historinha sobre vocês. Como ainda estou aprendendo a ler e escrever, pedi que ele que ajudasse a juntar as letrinhas daquela história pra eu trazer para a senhora ler. E ela começa mais ou menos assim: Era uma vez, um menininho loiro chamado Yan Félix e suas professoras Cleonice e Jayenne. Acho que era assim que começava, igual à história da Cinderela e que terminava com todos felizes para sempre.




Papai também contou-me que a maior lição que uma professora pode ensinar aos alunos é a arte de viver! Os livros, as lição, as letrinhas e os desenhos são elementos vazios e não dizem nada se não vieram alicerçados pela experiência e pela arte da vida nas mãos da família e da escola. Ele me disse que ser professora é algo muito importante e que a senhora tem a tarefa de formar homens e mulheres e preparar cidadãos para o futuro, formadores da paz. Coisas ainda muito complicadas para eu compreender.

 
Contou-me também que, educar é antes de tudo, um ato de amor e de consciência! De aproximação da família, da transformação e fomentação do senso crítico de nossas crianças e de nossa comunidade para a tomada da ciência da educação. – Essa parte eu achei muito complicada de entender.

 
Mamãe disse também que educar é transformar. Mudar realidades, fornecer elementos capazes de estimular toda uma consciência e uma vida nova. E essa, sem sombra de dúvida, tem sido sua busca no dia a dia no nosso jardim I. 

 
Assim, é com imensa alegria que agradeço a sua devoção como minha professora, em especial a sua forte, inovadora, criativa e carinhosa atuação. 

 
Assim, quero dividir com você a minha emoção nesse seu dia, sempre na esperança de que a senhora me ajude a vencer com maturidade as etapas de minha vida escolar, me preparando para um futuro seguro.

 
Papai ainda me disse que as nossas primeiras professoras são como a primeira namorada, a gente nunca esquece. Não sei direito o que é namorada, mas acho que deve ser uma pessoa muito boa como a senhora e por isso vou lembrar de você sempre. Muito obrigado e parabéns titia. 
 

 
Yan Félix