sábado, 22 de janeiro de 2011

Pou que beleza não tem padrão

Hora do recreio: ciúme à siciliana

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


Carlos Drummond de Andrade

Os versos acima foram publicados originalmente no livro "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro, 1940. Foram extraídos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.


Sincronia

O gato sou eu.

Aí então, eu sonhei que tinha acordado. Mas continuei dormindo.
- Continuou dormindo.
- Continuei dormindo e sonhando. Sonhei que estava acordado na cama, e ao lado, sentado na cadeira, tinha um gato me olhando.
- Que espécie de gato?
- Não sei. Um gato. Não entendo de gatos. Acho que era um gato preto. Só sei que me olhava com aqueles olhos parados de gato.
- A que você associa essa imagem?
- Não era uma imagem: era um gato.
- Estou dizendo a imagem do seu sonho: essa criação onírica simboliza uma profunda vivência interior. É uma projeção do seu subconsciente. A que você associa ela?
- Associo a um gato.
- Eu sei: aparentemente se trata de um gato. Mas na realidade o gato, no caso, é a representação de alguém. Alguém que lhe inspira um temor reverencial. Alguém que a seu ver está buscando desvendar o seu mais íntimo segredo. Quem pode ser essa alguém, me diga? Você deitado aí nesse divã como na cama em seu sonho, eu aqui nesta poltrona, o gato na cadeira… Evidentemente esse gato sou eu.
- Essa não, doutor. A ser alguém, neste caso o gato sou eu.
- Você está enganado. E o mais curioso é que, ao mesmo tempo, está certo, certíssimo, no sentido em que tudo o que se sonha não passa de uma projeção do eu.
- Uma projeção do senhor?
- Não: uma projeção do eu. O eu, no caso, é você.
- Eu sou o senhor? Qual é, doutor? Está querendo me confundir a cabeça ainda mais? Eu sou eu, o senhor é o senhor, e estamos conversados.
- Eu sei: eu sou eu, você é você. Nem eu iria pôr em dúvida uma coisa dessas, mais do que evidente. Não é isso que eu estou dizendo. Quando falo no eu, não estou falando em mim, por favor, entenda.
- Em quem o senhor está falando?
- Estou falando na individualidade do ser, que se projeta em símbolos oníricos. Dos quais o gato do seu sonho é um perfeito exemplo. E o papel que você atribui ao gato, de fiscalizá-lo o tempo todo, sem tirar os olhos de você, é o mesmo que atribui a mim. Por isso é que eu digo que o gato sou eu.
- Absolutamente. O senhor vai me desculpar, doutor, mas o gato sou eu, e disto não abro mão.
- Vamos analisar essa sua resistência em admitir que eu seja o gato.
- Então vamos começar pela sua insistência em querer ser o gato. Afinal de contas, de quem é o sonho: meu ou seu?
- Seu. Quanto a isto, não há a menor dúvida.
- Pois então? Sendo assim, não há também a menor dúvida de que o gato sou eu, não é mesmo?
- Aí é que você se engana. O gato é você, na sua opinião. E sua opinião é suspeita, porque formulada pelo consciente. Ao passo que, no subconsciente, o gato é uma representação do que significo para você. Portanto, insisto em dizer: o gato sou eu.
- E eu insisto em dizer: não é.
- Sou.
- Não é. O senhor por favor saia do meu gato, que senão eu não volto mais aqui.
- Observe como inconscientemente você está rejeitando minha interferência na sua vida através de uma chantagem…
- Que é que há, doutor? Está me chamando de chantagista?
- É um modo de dizer. Não vai nisso nenhuma ofensa. Quero me referir à sua recusa de que eu participe de sua vida, mesmo num sonho, na forma de um gato.
- Pois se o gato sou eu! Daqui a pouco o senhor vai querer cobrar consulta até dentro do meu sonho.
- Olhe aí, não estou dizendo? Olhe a sua reação: isso é a sua maneira de me agredir. Não posso cobrar consulta dentro do seu sonho enquanto eu assumir nele a forma de um gato.
- Já disse que o gato sou eu!
- Sou eu!
- Ponha-se para fora do meu gato!
- Ponha-se para fora daqui!
- Sou eu!
- Eu!
- Eu! Eu!
- Eu! Eu! Eu!


Fernando Sabino

Maricotinha

Varal

Pescado de Benedito Cesar Silva

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Traços

Humor

Versículos do dia

Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos. (Salmos 19:8)

Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. (1 João 2:4)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O CEMAR inaugurará CASA DE MARGARIDAS em Pombal-PB

Acolhimento Institucional em março/2011
O Centro de Educação Integral “Margarida Pereira da Silva CEMAR é uma entidade filantrópica de cunho social que surgiu na perspectiva de promover o desenvolvimento integral de crianças adolescentes e jovens necessitados com faixa etária de 07 a 24 anos de idade em situação de risco social e pessoal, atendendo ao público alvo em meio aberto, através de programas sócio-educativos, bem como promover a qualificação profissional e estimular o empreendedorismo e geração de trabalho e Renda das famílias atendidas, buscando torná-las agentes de transformação de sua própria história, na construção da cidadania.
A presente proposta de “Casa de Margaridas” (Acolhimento Institucional) será um espaço que garantirá o direito a Convivência Familiar e Comunitária tendo como base a reintegração das crianças, adolescentes e famílias atendidas, promovendo atividades educacionais de esporte, cultura, lazer e profissionalização.
A Diretriz da extensão do trabalho social do CEMAR consiste em proporcionar um lar para as crianças, embora provisório, com característica de proteção e moradia, visando a garantia de direitos a Convivência Familiar e Comunitário visando preferencialmente o fortalecimento dos vínculos familiares na família biológica ou extensa, sendo um trabalho continuo, onde a criança e ou adolescente/família permanece sendo assistida pela entidade através das 07 linhas de ação   da mesma, após o desligamento institucional, são linhas de ações da Entidade: AÇÃO 01 ESPORTE CULTURA E LAZER (oficina de musica, Dança, Esporte e Arte- educação) AÇÃO 02 – COMPLEMENTAÇÃO ESCOLAR; 03 – ARTICULAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL ; AÇÃO 04 – PROTAGONISMO INFANTO-JUVENIL; AÇÃO 05 CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS ; AÇÃO 06 – CAPTAÇÃO DE RECURSOS; AÇÃO 07 APOIO SÓCIO-FAMILIAR E COMUNITARIO.
Dentro deste contexto pleiteia-se também a participação do poder públicos representados através das Secretarias de Governo e do CMDCA, bem como Ministério Público nas questões que envolvem o acolhimento das crianças e adolescentes, com a oferta das políticas que possam contribuir na qualidade do atendimento a criança e adolescente e investimento na família para o breve retorno da criança e do adolescente ao seio da familiar.
A Inauguração da “Casa de Margaridas” Acolhimento Institucional acontecerá no mês de março data do aniversário de 25 anos da Entidade CEMAR.

Atenciosamente,

José Ribeiro da Silva
Presidente do CEMAR
    
Maiores informações: cemarbrasil@bol.com.br ou (83) 3431-2727

A idade e a mudança

Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo .

Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.

E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível...

A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.

Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.

Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.

A fonte da juventude chama-se "mudança".

De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.

A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.

Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.

Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.

Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.

Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.

Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.

Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.

Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...


Lya Luft

*Texto indicado e enviado pela amiga Josélia





Romaria

Ilustração de Andrés Casciani

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Imperialismo bundão!

Com esse calor...

TPM é fogo!

Bacanal

Quero beber! Cantar asneiras
No esto brutal das bebedeiras
Que tudo emborca e faz em caco...
Evoé, Baco!


Lá se me parte a alma levada
No torvelim da mascarada,
A gargalhar em doudo assomo...
Evoé, Momo!


Lacem-na toda, multicores,
As serpentinas dos amores,
Cobras de lívidos venenos...
Evoé, Vênus!


Se perguntarem: Que mais queres,
Além de versos e mulheres?...
- Vinhos!... o vinho que é o meu fraco!...
Evoé, Baco!


O alfanje rútilo da lua,
Por degolar a nuca nua
Que me alucina e que eu não domo!...
Evoé, Momo!


A Lira etérea, a grande Lira!...
Por que eu extático desfira
Em seu louvor versos obscenos,
Evoé, Vênus!


Manuel Bandeira, in Carnaval (1919, edição do autor)

Nossa gente, nossa música!

Pescado do blog www.operadanoite.blogspot.com

domingo, 16 de janeiro de 2011

Enfim, férias!

Blogando de uma das praias do litoral cearense

O flagelo do vestibular

Não tenho curso superior. O que eu sei foi a vida que me ensinou e, como eu não prestava atenção e faltava muito, aprendi pouco. Sei o essencial, que é amarrar sapatos, algumas tabuadas e como distinguir um bom Beaujolais pelo rótulo. E tenho um certo jeito ─ como comprova este exemplo ─ para usar frases entre travessões, o que me garante o sustento. No caso de alguma dúvida maior, recorro ao bom senso. Que sempre me responde da mesma maneira:
─ Olha na enciclopédia, pô.
Este naco de autobiografia á apenas para dizer que nunca tive que passar pelo martírio do vestibular. É uma experiência que jamais vou ter, como a dor do parto. Mas isso não impede que todos os anos eu sofra com o padecimento de amigos que se submetem à terrível prova, ou até de estranhos que vejo pelos jornais chegando um minuto atrasados, tendo insolações e tonturas, roendo metade do lápis durante o exame e, no fim, olhando para o infinito com aquele ar de sobrevivente da marcha da morte de Bataan*. Enfim, os flagelados do unificado. Só lhes posso oferecer minha simpatia, como oferecia uma conhecida nossa que este ano esteve no inferno.
─ Calma, calma. Você pode parar de roer as unhas. O pior já passou.
─ Não consigo. Vou levar duas semanas para me acalmar.
─ Então roa as próprias unhas. Essas são as minhas.
─ Ah, desculpe. Foi terrível. A incerteza, as noites sem sono. Eu estava de um jeito que calmante me excitava. E, quando conseguia dormir, sonhava com escolhas múltiplas: a) fracasso, b) vexame, c) desilusão. E acordava gritando: Nenhuma dessas! Nenhuma dessas! Foi horrível.
─ Só não compreendo por que você inventou de fazer vestibular a esta altura da vida.
─ Mas quem é que fez vestibular? Foi meu filho. E o cretino está na praia enquanto eu fico aqui, à beira do colapso.
Mãe de vestibulando. Os casos mais dolorosos. O inconsciente do filho às vezes nem tá, diz pra coroa que cravou coluna do meio em tudo e está matematicamente garantido. E ela ali, desdobrando fibra por fibra o gabarito. Não haveria um jeito mais humano de fazer a seleção para as universidades? Por exemplo, largar todos os candidatos no ponto mais remoto da Floresta Amazônica e os que voltassem à civilização estariam automaticamente classificados? Afinal, o Brasil precisa de desbravadores. E as mães dos reprovados, indagadas sobre a sorte do filho, poderiam enxugar uma lágrima e dizer com altivez:
─ Ele foi um dos que não voltaram.
Em vez de:
─ É uma besta!
Os candidatos a Engenharia no Rio de Janeiro poderiam ser postos a trabalhar no metrô dia e noite, quem pedisse água seria desclassificado. O Estado acabaria com poucos engenheiros novos ─ aliás, uma segurança para a população ─, mas as obras do metrô progrediriam como nunca. Na direção errada, mas que diabo.
O certo é que do jeito que está não pode continuar. E ainda há os cursinhos pré-vestibulares. Em São Paulo os cursinhos usam helicópteros na guerra pela preferência dos vestibulandos. Daí para o napalm, o bombardeio estratégico, o desembarque anfíbio e, pior, a interferência do Reagan para negociar a paz é um pulo. Em São Paulo há cursinhos tão grandes que, para o professor se comunicar com as filas de trás, tem de usar o correio. Se todos os alunos de cursinhos no centro de São Paulo saíssem para a rua ao mesmo tempo, ia ter gente caindo no mar em Santos. O vestibular virou indústria. E os robôs que saem das usinas pré-vestibulares só têm dois movimentos: marcar cruzinha e rezar.
O filho da nossa nervosa amiga chegou em casa meio pessimista com uma de suas provas.
─ Sei não. Acho que entrei pelo cano. O inglês não tava mole.
─ Mas, meu filho, hoje não era inglês. Era Física e Matemática.
─ Oba! Então acho que fui bem.


Luis Fernando Veríssimo

(VERISSIMO, Luis Fernando Veríssimo. O flagelo do vestibular. In: Antologia de crônicas: crônica brasileira contemporânea; organização e apresentação de Manuel da Costa Pinto. São Paulo: Moderna/Salamandra, 1ª ed., 2005, pp. 128-31, “Lendo & Relendo”.)


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Bataan: “Célebre batalha entre os exércitos do Japão e EUA, ocorrida nas Filipinas durante a Segunda Guerra Mundial.”

* Texto enviado pelo amigo e colaborador Adauto Neto

sábado, 15 de janeiro de 2011

Por um triz!!!

Comentário que vale um Post, por Dagvan Formiga

A QUESTÃO DA OCUPAÇÃO URBANA É ALGO EXTREMAMENTE COMPLEXO E DE DIFÍCIL SOLUÇÃO ! UMA COISA É CERTA. AS CHUVAS QUE ESTÃO CAINDO TODO O MES DE JANEIRO NÃO SÃO MAIS EXTEMPORÂNEAS; OU SEJA, EM JANEIRO DO ANO QUE VEM, VAI CHOVER FORTE DE NOVO E A TRAGÉDIA VAI SE REPETIR MESMO QUE SEJA EM MENORES PROPORÇÕES DO QUE AGORA, JÁ QUE CENTENAS DE FAMÍLIAS CONSTRUIRAM A VIDA NESTE ESPAÇO E CERTAMENTE VÃO QUERER PERMANECER POR LÁ ENQUANTO PUDER ! ATÉ A PRÓXIMA CHUVA, ATÉ A PRÓXIMA QUEDA DE BARREIRA...INFELISMENTE ! É PRECISO BUSCAR UMA FORMA CONTUDENTE DE RETIRAR O MÁXIMO DE PESSOAS POSSÍVEIS;POPULAÇÕES INTEIRAS PRECISAM SER DESLOCADAS... PORÉM ISSO É MUITO DIFÍCIL DE SER REALIZADO, POIS ENVOLVE DIREITOS INDIVIDUAIS COMO DIREITO DE PROPRIEDADE, ONDE NAQUELA ÁREA MUITAS RSIDÊNCIAS FORAM CONSTRUIDAS EM TERRENOS DA UNIÃO COM O SILÊNCIO E A OMISSÃO DAS AUTORIDADES. (TO BE CONTINUED).

Deus é perfeito em tudo o que faz!