quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Luís Fernando Veríssimo

Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.


(Veríssimo, Luís Fernando. O gigolô das palavras. In: - . O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 11ª ed., 3ª impressão, 2004, p. 92, coleção "Para Gostar de Ler", nº 14.)

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Dia do Livro


"Um país se faz com homens e livros."

(Monteiro Lobato)


Ontem foi comemorado o dia do livro. A data foi pouco lembrada pela imprensa e passou despercebida até mesmo por este blog.

Mas, antes tarde do que nunca né?!!!

Fica aqui a nossa lembrança.
VERBOS NOVOS E HORRÍVEIS...(Ricardo Freire)

Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero. Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem. É uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez tope. Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite. Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.
Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde de já: pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém, nem compactuo com quem operacionalize.
Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação. Se você pedir com jeitinho, eu até implemento, mas operacionalizar, jamais.
O quê? Você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar. Precisando, eu apresso, eu ponho na frente, eu "dou um gás". Mas agilizar, desculpe, não posso, acho que matei essa aula.
Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual. Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo. Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave. Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.
Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos. Eu sei, é uma atitude um tanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada. Tenho consciência de que, a cada dia que passa, mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais. Agora só uso. E recomendo. Se você soubesse como é mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.
Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar". Todos os dias, os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas.
A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis. Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos, "viabilizar"? É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão.
Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar. Caso contrário, daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações: "Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".
Problema seu e da vilipendiada lingua portuguesa. Me inclua fora dessa.

"Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência?(...)"

Marcos Tullius Cicero, orador, politico e intelectual romano, em seu discurso contra Catilina, que fora derrotado por ele nas últimas eleições para cônsul. Catilina preparava uma conspiração para assassinar Cícero, mas foi desmascarado e morreu no ano seguinte.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Clareza é tudo

Pontuação


Sentindo a proximidade da morte, uma milionária dona de uma grande multinacional pediu papel e caneta e escreveu de maneira sucinta o seu testamento:

- Deixo os meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.

Tomada de mal repentino, não teve tempo de executar a pontuação no texto que acabara de escrever – e morreu. A quem ela deixava a fortuna que tinha? Eram quatro os concorrentes.

Chegou o sobrinho e fez estas pontuações numa cópia do testamento:

- Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate! Nada aos pobres!

A irmã do falecida chegou, com outra cópia do texto do testamento, e pontuou-o nestes termos:

- Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho! Jamais será paga a conta do alfaiate! Nada aos pobres!

Surgiu então o alfaiate que, pedindo a cópia do testamento original, fez estas pontuações:

- Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres!

E o litígio estava formado, quem herdaria? O juiz estudava o caso, quando chegaram os pobres da cidade. Um deles, mais sabido, tomando outra cópia do testamento, pontuou-o assim:

- Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres!

Moral da história: Clareza é tudo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Para aqueles filósofos de ocasião, instruídos em mesa de bar:

"Só há uma coisa pior no mundo do que ficar falado: é não ser falado"

Oscar Wilde

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Canção da plenitude

Não tenho mais os olhos de menina nem corpo adolescente, e a pele translúcida há muito se manchou.Há rugas onde havia sedas, sou uma estruturaagrandada pelos anos e o peso dos fardos bons ou ruins.(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)O que te posso dar é mais que tudo o que perdi: dou-te os meus ganhos.A maturidade que consegue rir quando em outros tempos choraria, busca te agradar quando antigamente quereria apenas ser amada.Posso dar-te muito mais do que beleza e juventude agora: esses dourados anos me ensinaram a amar melhor, com mais paciênciae não menos ardor, a entender-te se precisas, a aguardar-te quando vais, a dar-te regaço de amante e colo de amiga, e sobretudo força — que vem do aprendizado. Isso posso te dar: um mar antigo e confiável cujas marés — mesmo se fogem — retornam, cujas correntes ocultas não levam destroços mas o sonho interminável das sereias.
Lya Luft
O texto acima foi extraído do livro “Secreta Mirada
"No caminho para a Faculdade, vi hoje uma pixação no mínimo curiosa: "político bom é político morto". Interessante é que ela deve ter sido feita por algum militante político, uma contradição, portanto. Lembrei-me da origem da palavra idiota: idiotes, em grego, ou seja, aquele que não gosta de política. Não se pode confundir os políticos com os "políticos". No mais, de algum modo, somos todos potencialmente corruptos ou burladores da lei. Tudo é questão de maior ou menor vigilância. Falei outro dia aqui que vi Tropa de Elite numa cópia piratex? Então, não sou desonesto de alguma forma?"

Eduardo Rabenhorst

segunda-feira, 8 de outubro de 2007




"Começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer."




Graciliano Ramos

sexta-feira, 5 de outubro de 2007


"Sempre tive pensamento baço, com juízo seco. Porque eu, meu neto, eu era ainda muito novo quando desatei a envelhecer. Tal como agora: comecei a morrer ainda vivo. Ir falecendo assim sem dar conta, isso não me dava custo. Mas ficar velho sim. Esse entorpecimento me dava apenas tristeza. Pior, me dava vergonha. Esse declínio me vergava a um peso que vinha de dentro, como se estivesse engravidando do meu próprio falecimento e sentisse a presença crescente, dentro de mim, desse feto que era minha própria morte. (...) Viu? Sempre acabamos por desembocar nelas, as malfiguradas mulheres. No princípio, elas estavam fora de minhas razões. À medida que a idade me consumia eu ia ficando mais capaz de entender as mulheres. Quanto menos as podia amar, mas eu ganhava um outro afeto por essas criaturas. Menos eu precisava de corpo para saltar por cima de suas belezas, mais elas me ficavam próximas, quase parecidas"

Mia Couto (Um rio chamado tempo. Uma casa chamada terra).

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

A dificil arte de agradar

Quem pauta sua vida em querer agradar Gregos e Troianos estará fadado a não satisfazer nenhum deles. É preciso que se entenda que o compromisso maior do homem, a princípio, é agradar a sim mesmo mas com o olhar extendido a coletividade, ao bem comum, quando isso for possível, claro.

Diz a lenda:

Um velho e um garotinho iam viajando sobre um jumento por um vilarejo, quando de repente foram interrompidos por um homem que os indagava:

- Vocês não se envergonham de viajar em cima desse pobre animal?

Então o velho, envergonhado, desceu da sua condução, deixou somente a criança nela e seguiram viagem.

Mas adiante eles são novamente parados por uma mulher, que, admirada, pergunta ao garotinho:

- Menino, como você é capaz de viajar sobre este animal, enquanto este pobre velho vai a pé? Você não se envergonha disto?

O garoto, enrubescido, desceu do animal, cedendo seu lugar ao velho. E novamente seguiram seu rumo.

Mas, por ironia do destino, mais uma vez o trajeto foi interrompido, agora por um jovem que questionou o velho:

- O senhor não se intimida em viajar sobre este jumento, enquanto essa pequena criança vai a pé?

O velho e a criança então olharam um para o outro e fizeram um ar de indagação, tipo: “quem pode agradar a todas as pessoas?”

E decidiram que, dali em diante, não iriam ouvir os palpites de mais ninguém. Montaram no jumento e foram-se embora.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007


“Mas tu estavas de olhos fechados prendendo o tempo em teu sorriso. E em tua vida a primavera não pôde achar nenhum motivo.”


Descanse em paz colega!
Que Deus esteja contigo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A essência da liberdade



"Quando eu vivia num dos campos de concentração da Alemanha nazista, pude observar que alguns dos prisioneiros andavam de barraca em barraca, consolando outros, distribuindo suas últimas fatias de pão. Podem ter sido poucos, mas me ensinaram uma lição que jamais esqueci: tudo pode ser tirado de um homem, menos a última de suas liberdades – escolher de que maneira vai agir diante das circunstâncias do seu destino".


Viktor E. Frankal

Graciliano Ramos



”A carne é fraca.” É dos evangelhos. Pelo menos foi o que me disseram, e eu não tenho
motivo para duvidar. Ora, é inegável que o estômago seja feito de carne. Como exigir,
pois, da fraqueza deste pobre órgão, elasticidade bastante para transformar numa jibóia
o mísero bípede religioso que nós somos? (Ramos, 2005: 103).
"Apesar de você amanhã há de ser outro dia"

segunda-feira, 17 de setembro de 2007


"Não é a intensidade da pena, mas a certeza dela que tende a diminuir o crime."


Beccaria

terça-feira, 11 de setembro de 2007

O Silêncio


"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."


Martin Luther King

segunda-feira, 3 de setembro de 2007


Hoje apenas eu acordei.
A minha vida continuou dormindo!

domingo, 2 de setembro de 2007

Erasmo de Rotterdam

"A pior das loucuras é, sem dúvida, pretender ser sensato num mundo de doidos.
"Não tenho cadernos
tudo o que eu escrevo
escrevo nas paredes do meu quarto
se é para estar presa
que seja entre quatro poemas"


Rita Apoema

O seu santo nome


NÃO FACILITE com a palavra amor.
Não a jogue no espaço, bolha de sabão.
Não se inebrie com o seu engalanado som.
Não a empregue sem razão acima de toda razão (e é raro).
Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão
de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra
que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra.
Não a pronuncie.

Drummond

domingo, 19 de agosto de 2007

Tempus fugit: A arte de viver


Em muitas casas, no passado, havia um móvel cuja função era ser um guardião do tempo, refiro-me aos relógios de carrilhão, capazes de marcar as horas com seu canto de passagem e até mesmo os minutos com um tic-tac tão sonoro que se podia ouvir durante todo o dia, particularmente no silêncio da noite. Um antigo mestre, Rubem Alves, costuma dizer que estes relógios, bem como todos os demais, falam conosco, dizem: tempus fugit, o tempo foge, escoa, escapa por entre os nossos dedos. Quanto mais eu vivo, mais me convenço de que isto é verdade. Posso dividir a minha vida em duas fases: a primeira, em que as pessoas me diziam: “você é novo demais pra isso...” e a segunda, em que elas me dizem: “você não vê que já está velho demais pra isso...”. Aí não há como evitar que bata uma angústia. Será que nunca estamos prontos para os desafios da vida? Será que haverá sempre uma inadequação entre a maturidade/capacidade que as pessoas percebem em nós e aquilo que a vida demanda?



Eu, de minha parte, jamais liguei para estes “alertas”. Aprendi que eu estou no ponto para viver o dia de hoje! Fiz sempre o que as pessoas não queriam que eu fizesse por ser novo demais e almejo, um dia, me tornar um velho que escandalize até mesmo os meus melhores amigos, fazendo o que não se faz em “certas idades”. O meu compromisso é com a vida e não com a conveniência; com a verdade que se coloca diante dos meus olhos e não com o consenso; com o amor ao próximo e não com o aplauso do próximo. Não quero ser coerente, eu não posso ser.Eu nasci do ventre de minha mãe sozinho e um dia partirei para o ventre da mãe-terra igualmente só, portanto levo a vida com os outros e não para os outros. Quero expressar respeito e carinho, mas não submissão e passividade.



Não exijo que ninguém ande comigo, nem que concorde com o meu modo de caminhar. Peço apenas que me respeitem e que me compreendam como um homem fazendo escolhas, as suas escolhas, que é o único modo de se viver.O Senhor me ensinou que a melhor maneira de existir é viver plenamente este fugidio momento que se chama presente, o dia de hoje. O presente é um presente de um Deus presente. Eu preciso torná-lo único, especial, memorável. Para isso, faz-se necessário que eu me desvencilhe do passado. Quero olhar para trás sem mágoas e ressentimentos. Distribuo prodigamente o perdão, a minha “luta não é contra a carne e contra o sangue”, não é contra as pessoas, mas contra idéias, posturas, atitudes e estas foram já não são. Não há porque lutar hoje contra o que só existiu ontem.Também não sou um cruzado, empreendendo “guerras santas”. Deus cuida de si e do que é seu. Se a terra é santa, o é porque Ele a guarda, não eu.



A única terra sacrossanta que me foi confiada é o meu próprio coração. Que nele não habitem os ídolos da vaidade, da arrogância, da auto-suficiência; que nele não se erijam altares para a ilusão das riquezas, à opulência mentirosa dos títulos e patentes, à maligna petulância piegas que despreza o abraço e o sorriso.Até hoje nunca vi um soldado-raso prestando continência pra túmulo de general. Os mais belos, os mais sábios, os mais fortes, os mais ricos, os mais virtuosos entre nós, cedo ou tarde, vão virar refeição de tapuru. Mas também não me preocupo com eles. Que esperem muito por mim, porque hoje estou ocupadíssimo vivendo.



Quero amar minha mulher debaixo dos nossos lençóis, viajar com meu filho, dançar uma valsa com minha filha, sorrir muito de estórias idiotas com meus amigos, chorar lendo um poema de Drummond, rever velhos filmes, ouvir Chico e quedar-me silencioso ante a beleza inexprimível de um crepúsculo no sertão. Isto é vida, o resto são coisas que fazemos enquanto estas não vêm.Também aprendi a arte de travestir de prazer tudo que se chama obrigação. Quando os professores exigem que leia pilhas de textos sobre assuntos desinteressantes. Eu brinco com os livros, rio deles, chamo-os para passear comigo. Às vezes penso que sou capaz de me divertir lendo até lista telefônica. Nada é impossível pra quem tomou a decisão de rir, sobretudo de si mesmo e de suas inúteis e efêmeras construções.



Quando estou preparando um sermão ou escrevendo um texto como este, não penso nas transformações que eles podem promover na vida das pessoas. Sinto a alegria terna e simples de fazer, de pré-parar, como uma mulher que sente tanto prazer em se vestir para o amor como em amar propriamente.Também aprendi a fazer do futuro o meu melhor amigo. Quando penso sobre ele só vejo coisas boas. Não antevejo nem a ruína nem a dor. Se estas me sobrevierem me tomarão de surpresa. Quero que seja assim. Não vou, como já vi muitos, me preparar para o que não quero viver, pois fazê-lo seria um modo de lhe invocar. Ansiedade não é pensar no futuro, é sofrer com o futuro, mas o meu futuro não me faz sofrer, posto que é meu amigo. No futuro eu sou sábio e magro, amado e amante, mestre e aprendiz. Não sou rico, porque ser rico dá muito trabalho.



No futuro eu morro, que morrer não é ruim, é só uma viagem que nos “convidam” a fazer antes da hora, e eu embarco em sua nau cheio de curiosidade. Deixo pra trás meus amigos e inimigos chorando, estes por nunca terem me pegado, aqueles por nunca terem me perdido.



Martorelli Dantas

sábado, 18 de agosto de 2007

Mulher não tem coração



Um cientista profundo

Solicitou-me, uma vez,
Que eu enumerasse os três
Desmantelos desse mundo.
Eu respondi num segundo:
Doido, mulher e ladrão!
E disse mais a razão:
Doido não tem paciência,
Ladrão não tem consciência,
Mulher não tem coração!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Ruy Barbosa


"Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência
Que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma Ciência."