terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Curiosidade

Por que o mascote do Flamengo é o urubu?

Essa história começa de uma maneira triste. Os flamenguistas eram chamados de "urubus" em virtude de parte dos torcedores serem negros. Por se tratar de gritos racistas, a torcida não aceitava muito bem aquela situação.

No entanto, em 31 de maio de 1969, no Maracanã, tudo mudou. Um rubro-negro levou a ave para o jogo contra o Botafogo. Ela foi solta pelas arquibancadas com a bandeira do time e caiu no gramado antes do apito inicial.

O fato foi motivo de comemoração entre os flamenguistas, que vinham sendo hostilizados pelos torcedores rivais justamente com os gritos de "urubu".


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020



É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de viver com alguém que saiba pensar.


Jovem de Paulista/PB diagnosticado com leucemia faz campanha para continuar tratamento; Conheça história!

Moisés Fernandes Cândido, tem 26 anos,  é natural de Paulista/PB, filho de Geralda e Neguinho de João Tributino (In memória). Viajou para Brasília em 2012 para trabalhar e realizar o sonho concluir o ensino superior, onde cursa o último semestre do curso de Gestão Financeira pela Universidade Católica de Brasília.

Moisés trabalha como Promotor de Vendas da LG TV.  Dia 8 Janeiro de 2020 Moisés recebeu o diagnóstico que esta com Leucemia Mielóido Aguda, através de exames de sangue após sentir dores no abdômen e ir ao hospital se consultar, desde então estou internado a 31 dias no Hospital Alvorada Brasília, onde realizou a primeira etapa do tratamento quimioterápico intensivo durante 7 dias recebendo quimioterapia.

Reagiu bem durante esse período, teve poucas reações, mas os médicos classificaram o seu caso como de alto risco, devido estar com a imunidade baixa e para evitar risco de contrair alguma bactéria, vírus  ou infecção que possa agravar seu quarto clínico, continua internado em observação para recuperação da imunidade e das defesas. Moisés está aguardando o resultado dos exames de compatibilidade dos meus irmãos para realizar o transplante de medula óssea para ser curado 100%.

Ao receber o diagnóstico da leucemia, foi afastado do trabalho com laudo médico, porém ainda não consegue realizar a perícia para dar entrada no auxílio doença do INSS no período em que ele está afastado do trabalho em tratamento. Conseguiu realizar essa primeira etapa do tratamento através do convênio médico que tem pela empresa, mas quando receber alta e ir para casa o convênio não cobre as despesas com os medicamentos que são caros, ele terá gastos com alimentação adequada,  aluguel, e falta algumas mensalidades da faculdade que conclui no mês de abril.

Sua  família e amigos já vinham realizando algumas rifas, então Moisés começou uma campanha nas redes sociais para arrecadar dinheiro e custear o andamento do tratamento, porque não tem previsão de quando pode voltar a trabalhar devido ao transplante de medula óssea que terá que realizar.

Em Conversa com nossa reportagem Moisés falou que esta bastante feliz com a repercussão que essa Campanha está tomando nas redes sociais, principalmente aos seus amigos e familiares de sua  cidade natal Paulista/PB, continua e acrescenta que será grato eternamente a cada um de vocês, e foi graças a Força e Orações que recebi.

Sertão em foco

domingo, 9 de fevereiro de 2020


Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade 



sábado, 8 de fevereiro de 2020

Biblioteca sousense recebe obra de autor Pombalense

Estive no último dia 07 na Biblioteca Pública Municipal Humberto de Campos, na cidade de Sousa-PB, na companhia do colega José Fábio. Na oportunidade, além de conhecer as dependências daquele espaço de leitura, fizemos a doação de nossa obra "Entre Farol, Poesia e Vagalumes" que passa, doravante, a compor o acervo literário daquele núcleo cultural da terra dos Dinossauros.


Quero destacar ainda, a surpresa de ter encontrado ali a instalação do "espaço para uma leitura mais intima", inspirada na obra artística e provocativa de Marcel Duchamp, de 1917, denominada "A Fonte". 


O nosso muito obrigado pelo carinho e pela recepção dos servidores, agradecimento que faço a todos na pessoa de Ogna, Diretora daquele espaço.

De onde vem o nome Mia?


Vem de um convívio que eu tinha
com gatos,com dois, três anos.
É óbvio que eu não me lembro, mas
meus pais contam-me, e têm fotos
para comprovar, que eu comia com
gatos, dormia com gatos, pensava
que era um deles.
Eram gatos vadios que iam para nossa
varanda e ali ficaram.
E um dia decidi
que queria ser chamado
de Mia.
Eles aceitaram e passei a chamar-me
assim.
Acho que foi o meu primeiro
ato de ficção. 



Mia Couto
Obra: "Bums Drinking", 1903 - Charles W. Hawthorne.


A polêmica de Sally Hemings, escrava e mãe dos filhos de Thomas Jefferson

 Pintura rara de Sally Hemings - Wikimedia Commons

Durante mais de um século, historiadores negavam que os descendentes da escravizada eram frutos de uma relação abusiva com seu dono

Sally, apelido de Sarah Hemings, foi uma escrava que realizava trabalhos forçados na fazenda do ex-presidente dos EUA, Thomas Jefferson, com quem teve seis filhos e uma espécie de romance após a morte da primeira-dama Martha Jefferson, em 1782. A vítima era parte da "herança" deixada pela mulher do politico, chegando à Mansão Monticello quando criança.

Sally era a filha mais velha de um relacionamento forçado entre o agricultor John Wayles e a sua escrava Betty Hemings. Tendo parte do sangue europeu, ela era meia-irmã da esposa de Jefferson. Por conta dessa relação, ela foi escolhida para acompanhar Mary, filha mais nova de Thomas, em uma viagem para Londres e, depois, para Paris, onde o ex-presidente trabalhava como Ministro dos EUA.

Sally passou dois anos na França, mas nunca deixou o status de escravizada. Dizendo ter uma relação amorosa com a mulher, Jefferson nunca a concedeu a alforria. Do bizarro relacionamento entre essas partes, nasceu a controvérsia Jefferson-Hemings, conhecida nos EUA. Discute-se ainda hoje a procedência dos seis últimos filhos do presidente, que se falava serem filhos legítimos dele com a escrava.


 Thomas Jefferson / Crédito: Wikimedia Commons

Com minuciosas análises documentais, traçou-se a hipótese de que todos era seus filhos e, em 1998, foi possível realizar-se um estudo do DNA da linhagem masculina de Jefferson, que demonstrou correspondência dos genomas dele com os descendentes de Eston, último filho de Sally. A partir de então, ficou comprovada a paternidade do ex-presidente.

Os filhos de Hemings mantiveram-se escravizados pela família Jefferson, e treinados para serem artesãos. Apenas quando a mãe já era idosa, e quando os quatro filhos que sobreviveram já eram adultos, eles foram alforriados. Beverly, Harriet, Madison e Eston passaram a viver livres nos EUA, sendo que três deles conseguiram acessar escolas para brancos, devido sua ascendência.

Com a saída das crianças da casa de Jefferson, Sally também foi libertada, passando a viver junto a seus filhos Madison e Eston em Charlottesville, na Virgínia, chegando a presenciar o nascimento de um neto. Hoje em dia, a controvérsia que envolve seu nome foi praticamente resolvida, e coloca Sally como um famoso símbolo das relações abusivas entre senhores e escravos nas fazendas dos EUA.

 André Nogueira
Aventuras na História
"A verdade só pede olhos que a vejam. O pior é quando as pessoas teimam em olhar para o outro lado."

José Saramago, in: Cadernos de Lanzarote (1996)