Aprendi que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos.
sábado, 7 de dezembro de 2019
Nada no mundo se compara à
persistência. Nem o talento; não há nada mais comum do que homens
malsucedidos e com talento. Nem a genialidade; a existência de gênios
não recompensados é quase um provérbio. Nem a educação; o mundo está
cheio de negligenciados educados. A persistência e determinação são, por
si sós, onipotentes. O slogan "não desista" já salvou e sempre salvará
os problemas da raça humana.
PLACAR DA PROPINA NA CALVÁRIO. Novas delações revelam montanha de mais de R$ 300 milhões desviados dos cofres públicos
Com as novas delações realizadas no âmbito da Operação Calvário, as
estimativas da força tarefa indicam que o dinheiro público desviado para
pagamento de propinas teria ultrapassado a cifra dos R$ 300 milhões. Apenas
no capítulo da Cruz Vermelha gaúcha, o Gaeco já havia previsto desvio
de R$ 200 milhões em propinas para o bolso de empresários e agentes
públicos. Mas, vai ser preciso refazer as contas.
A mais recente delação, do ex-secretário Ivan Burity, trouxe inúmeros
novos elementos, de como a organização criminosa vinha operando há mais
de uma década. Pelo que circula nos bastidores, Ivan teria
entregue nomes de figurões que, ao longo desse período, se apropriaram
da propina para financiamento de campanha e, especialmente,
enriquecimento ilícito para si e familiares.
Há especulações de que, em uma única operação, parceiros da
organização criminosa teriam adquirido, em viagem aos Estados Unidos,
vários imóveis em Miami, num esquema milionário de lavagem de dinheiro. O
detalhe é que a delação de Ivan ainda passará pelo crivo dos
investigadores para apurar a veracidade e extensão dos dados e
documentos que apresentou ao Gaeco, numa colaboração de 18 horas.
Após delação, Ivan aguarda sua soltura, que deve ocorrer a qualquer momento.
Fonte
Helder Moura
Com escassez de comida, mais de 300 macacos descem da serra em Vista Serrana e estão passando fome. Morador começa a alimentá-los e pede doações
Todos os anos é a mesma coisa. A água e a
comida acabam na Serra de João Ferreira, em Vista Serrana, Região
Metropolitana de Patos, e os macacos descem em massa e ficam no Sítio
Alto do Desterro, onde tem água, mas não tem comida.
Ele ficam lá até o período das chuvas.
Na primeira chuva que acontecer voltam todos para a serra, um ciclo já
conhecido pelos moradores da localidade.
Mais de 300 macacos desceram e estão no
Sítio Alto do Desterro, há cerca de quilômetros da zona urbana do
município, e estão passando fome. Não há comida para eles no local.
Francisco das Chagas Gomes Xavier,
conhecido por Chaguinha, frentista do Posto União, vai toda tarde até o
local deixar comida para os animais, que ficam agitados, animados com a
chegada dele.
Chaguinha pede ajuda para continuar alimentando esses animais. “Faço
um apelo para quem puder me ajudar. Pode trazer doações em comida até o
posto onde eu trabalho, o único da cidade. São cerca de 300 macacos e
só de mães alimentando filhos têm umas dez. Quem puder ajudar leve
bananas, milho, rapadura, bolachas, até o posto onde eu trabalho que eu
levo pra eles”, disse Chaguinha.
Contatos com Chaguinha: (83) 9.8135-0233.
Fonte: folha patoense
Foram-se,
há muito, os vinte anos, a época das análises, das complicadas
dissecações interiores.Compreendi por fim que nada compreendi, que mesmo
nada poderia ter compreendido de mim. Restam-me os outros...talvez por
eles possa chegar às infinitas possibilidades do meu ser misterioso,
intangível, secreto!
Florbela Espanca (Diário Do Último Ano).
Florbela Espanca (Diário Do Último Ano).
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
Mistério
Gosto de ti, ó chuva, nos beirados,
Dizendo coisas que ninguém entende!
Da tua cantilena se desprende
Um sonho de magia e de pecados.
Dos teus pálidos dedos delicados
Uma alada canção palpita e ascende,
Frases que a nossa boca não aprende,
Murmúrios por caminhos desolados.
Pelo meu rosto branco, sempre frio,
Fazes passar o lúgubre arrepio
Das sensações estranhas, dolorosas…
Talvez um dia entenda o teu mistério…
Quando, inerte, na paz do cemitério,
O meu corpo matar a fome às rosas!
Florbela Espanca
Dizendo coisas que ninguém entende!
Da tua cantilena se desprende
Um sonho de magia e de pecados.
Dos teus pálidos dedos delicados
Uma alada canção palpita e ascende,
Frases que a nossa boca não aprende,
Murmúrios por caminhos desolados.
Pelo meu rosto branco, sempre frio,
Fazes passar o lúgubre arrepio
Das sensações estranhas, dolorosas…
Talvez um dia entenda o teu mistério…
Quando, inerte, na paz do cemitério,
O meu corpo matar a fome às rosas!
Florbela Espanca
O Universo não é uma ideia minha.
A minha ideia do Universo é que é uma ideia minha.
A noite não anoitece pelos meus olhos,
A minha ideia da noite é que anoitece por meus olhos.
Fora de eu pensar e de haver quaisquer pensamentos
A noite anoitece concretamente
E o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso
A minha ideia do Universo é que é uma ideia minha.
A noite não anoitece pelos meus olhos,
A minha ideia da noite é que anoitece por meus olhos.
Fora de eu pensar e de haver quaisquer pensamentos
A noite anoitece concretamente
E o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso
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