Quem viu jamais um médico aproveitar a receita do colega sem lhe tirar ou acrescentar alguma coisa?
sexta-feira, 11 de outubro de 2019
A Fanta foi criada na Alemanha Nazista
As condições de guerra levaram a um novo refrigerante na Alemanha — completamente diferente da versão atual.
Em 1930, a Coca-Cola era a bebida não alcoólica mais popular da Alemanha. Nos primeiros anos do regime nazista, foram construídas cerca de 50 fábricas do refrigerante. O país vendia cerca de 5 milhões de caixas por ano.
Quando a Segunda Guerra Mundial
eclodiu, em 1939, acabou a festa. Com a guerra no Atlântico, e o o
xarope usado na produção da Coca-Cola, importado dos EUA, se tornou uma
raridade. Com a entrada dos EUA na guerra, em 1941, nada mais de Coca: os laços comerciais entre os dois países foram rompidos.
Incapazes
de produzir a bebida, os alemães precisavam de algo que pudesse
refrescar suas gargantas. Max Keith, chefe de operações da filial alemã,
precisava encontrar uma solução. Keith utilizou os ingredientes
existentes na Alemanha para criar uma alternativa. Misturou soro de
leite e fibras de maçã — dois "restos dos restos" da indústria
alimentícia, segundo ele mesmo lembrou — com açúcar e água carbonada. Só
faltava o nome.
Foi uma escolha rápida. A reunião para decidirem como chamariam o
produto começou por Keith falando a todos usarem de sua imaginação
(fantasie em alemão). E ouviu, gritado, do vendedor Joe Knipp:
"Fanta!".
A bebida virou uma febre no país – chegando a ser utilizada inclusive em receitas de doces e bolos.
Keith apresentou a bebida para a filial na Holanda ocupada, que assim
como a da Alemanha, estava impossibilitada de prosseguir com a produção
de Coca-Cola. Diferentemente do refrigerante alemão baseado em maçã, a
Fanta holandesa possuía o sabugueiro, uma fruto europeu, como a base do
sabor.
Após o fim da guerra, a produção da Coca-Cola foi restabelecida na
Alemanha e na Holanda. A Fanta foi aposentada, mas não esquecida. Por
vontade do público, a bebida voltaria às prateleiras em 1955, quando a
Coca-Cola quis competir com o lançamento de vários refrigerantes sabor
fruta da Pepsi. Só então, numa fábrica italiana, surgiu a Fanta sabor
laranja, a que hoje é sinônimo de simplesmente Fanta.
Hoje, a bebida é vendida em mais de 100 países com mais de 90 sabores.
Thiago Lincolins
Revista Aventuras na História
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Neymar recebe salário de R$ 35 milhões e Hulk é o quarto mais bem pago jogador brasileiro; confira a lista
O atacante Neymar continua recebendo a maior remuneração entre os
jogadores brasileiros. O ex- jogador do Santos e atualmente no PSG
recebe de salário R$ 35 milhões. Já o paraibano Hulk que joga no futebol
chinês tem o quarto maior salário. Ele tem vencimentos de R$ 8,5
milhões.
A segunda posição entre os brasileiros fica com Philippe Coutinho, emprestado pelo Barcelona ao Bayern de Munique, com menos de um terço do que ganha Neymar: R$ 11,4 milhões.
Também jogadores do PSG, Thiago Silva e Marquinhos são os outros dois
únicos atletas do futebol europeu a entrar na lista dos 10 mais bem
pagos.
Veja a lista dos maiores salários de jogadores brasileiros:
Neymar (PSG): R$ 35 milhões por mês
Coutinho (Bayern de Munique): R$ 11,4 milhões
Oscar (Shanghai SIPG): R$ 9,25 milhões
Hulk (Shanghai SIPG): R$ 8,9 milhões
Ricardo Goulart (Guangzhou Evergrande): R$ 6,1 milhões
Thiago Silva (PSG): R$ 6 milhões
Paulinho (Guangzhou Evergrande): R$ 5,3 milhões
Marquinhos (PSG): R$ 5 milhões
Alex Teixeira (Jiangsu Suning): R$ 4,2 milhões
Elkeson (Guangzhou Evergrande): R$ 3,8 milhões
ResenhaPolitika
quarta-feira, 9 de outubro de 2019
Revelado em um livro, o total horror da indústria de carnes levou à criação da vigilância sanitária moderna
Revelado em um livro, o total horror da indústria de carnes levou à criação da vigilância sanitária moderna.
O presunto estragou? Sem problemas! Elzbieta, uma imigrante lituana,
faz o seu trabalho diário: coloca o presunto podre numa cortadeira, a
duas mil rotações por minuto. Junta meia tonelada de presunto bom, e
ninguém nem nota. A linguiça importada da Europa está branca e mofada? Bórax e glicerina e está novinha.
Funcionários
precisam lavar as mãos antes de sair? Para isso está lá o tanque de
água da salmoura para os embutidos. A carne caiu no chão, onde
funcionários com tuberculose escarram o dia inteiro? Acidentes
acontecem, mas por que desperdiçar?
Ratos surgem no depósito escuro de carne destinada a salsichas? Coloque pão com veneno.
Os bichos podem morrer sobre a carne, mas é escuro demais para
separar. Para dentro da máquina eles vão: carne, rato e pão com veneno.
Que seja uma lição para os ladrõezinhos!
Receita de presunto em lata:
1) Pontas de carne defumada pequenas demais para serem cortadas com máquina;
2) Tripa, tratada com produtos químicos para não parecer branca e revelar sua origem;
3) Restos de presunto e carne em lata recolhidos do chão;
4) Pelanca de bife;
5) Temperos o suficiente para ter gosto de alguma coisa.
Alguém perdeu um dedo numa serra? Bem... quem se candidata a procurar?
Por fim, uma tragédia. E, nesta, vamos deixar o autor explicar: "às
vezes, os funcionários caíam nos tachos; e, quando eram pescados dali,
nunca havia o suficiente deles que pudesse ser exibido - por vezes, isso
era ignorado por dias, até que tudo menos os ossos era lançado no mundo
como Banha Pura Durham!". Banha que, vale lembrar, não só era vendida
diretamente, como adicionada a outros produtos já citados. Gente em
lata. Linguiça de gente.
E você pergunta, onde estão os fiscais? No escritório do chefe, recebendo uma colaboração para o leite das crianças.
Um dia normal na indústria de carnes de Chicago.
Autor frustrado
Essas são passagens do livro A
Selva, do então jovem de 28 anos Upton Sinclair. Em 1905, ele havia
recebido uma encomenda do jornal socialista Appeal to Reason para fazer
um Exposé, uma denúncia, da indústria de Chicago.
Por meses, ele se disfarçou de trabalhador para ver de perto, entrando
nas fábricas sem ser notado e conversando com os colegas. O resultado
foi uma ficção sobre uma família de imigrantes lituanos e suas agruras
na indústria - inclusive uma morte por intoxicação alimentar. Um dos
livros mais chocantes da História.
Inicialmente publicado como
folhetins no jornal, ao se tornar um livro, em 1906, contra a vontade do
autor, foi um best seller instantâneo, vendendo 25 mil exemplares em
seis semanas. E criando um escândalo nacional, repercutido por todos os
jornais. O que exigiu uma resposta do presidente.
Theodore Roosevelt
achava Sinclair um socialista
maluco, mas leu seu livro mesmo assim. Decidiu mandar o comissário do
trabalho Charles P. Neil e o assistente social James Bronson
investigarem as alegações do escritor.
As fábricas foram avisadas
de antemão e fizeram uma faxina urgente. Ainda assim, os dois
investigadores saíram revoltados. Disseram ao presidente que a única
coisa que não viram foi gente caindo em tachos de gordura - isto é,
talvez gente inteira não estivesse indo parar nas latas, mas os pedaços
perdidos para a serra estavam.
Roosevelt então se voltou contra a
indústria e, em 30 de junho de 1906 - 4 meses e 4 dias após o lançamento
do livro - entrava em vigor o Ato das Drogas e Alimentos Puros, que
criou a FDA - Food and Drug Administration (Administração de Alimentos e
Drogas). Em março de 1907, também entrava em vigor o Ato de Inspeção de
Carnes.
Era o começo de uma nova era na indústria de alimentos.
Quem quisesse exportar para os EUA, tinha de lidar com a FDA. Assim,
leis e sistemas de inspeção mais duros e científicos foram criados no
mundo inteiro. Se eles podem ser burlados, como estamos vendo, é outra
história - mas, quando são, a resposta internacional é fulminante.
Quanto
a Sinclair, ele detestou tudo. Em primeiro lugar, seu livro era para
ser uma peça de propaganda socialista, pelos direitos dos trabalhadores -
seus personagens se convertem ao socialismo no final. Os leitores,
porém, não deram a mínima para o ser humano que caía no tacho, se
revoltando apenas com o fato que havia ser humano no tacho. "Eu apontei
para o coração do público e acidentalmente atingi o estômago", lamentou o
autor.
O estilo de jornalismo investigativo de Sinclair virou
moda. E ganhou um nome pejorativo pela grande imprensa: muckracking,
algo como "catar esterco".
Fábio Marton
Revista Aventuras na História
terça-feira, 8 de outubro de 2019
Frase
“Viver
é melhor que sonhar e eu sei que o amor é uma coisa boa, mas também sei
que qualquer canto é menor que a vida de qualquer pessoa.”
Belchior
Belchior
Por que nós caímos na dependência emocional?
Somos todos dependentes. Somos a partir do momento em que nossas
vidas começam. Somos no ventre de nossas mães, em nossos primeiros
gritos, nas primeiras quedas, durante as primeiras expedições por mundos
desconhecidos. Somos na seção prática e na seção emocional. Precisamos
de outras pessoas para fazer atividades para nós, ou pelo menos nos dar
algumas indicações de como fazê-las. Nós também precisamos dos outros
porque somos seres sociais e… especialmente emocionais. Então, somos
necessariamente vítimas de dependência emocional?
Não há nada que
possa nos causar um turbilhão de emoções como um ser humano. Pense no
primeiro beijo, em um reencontro depois de anos de separação, em um
abraço que finalmente acalma você. Respire, respire, respire.
Quando superamos a adolescência, depois de tentar conquistar a “a
capa e a espada” de nossa independência, geralmente percebemos que isso
não é possível, além de ser uma utopia, que não necessariamente tem que
ser boa, porque nossas necessidades mais básicas não respondem
necessariamente a ela. Pense no amor, no carinho, até em encontros ou
desencontros.
Dependência emocional: um fato ou algumas cadeias
Então, se a dependência emocional é natural, por que na psicologia um ogro é banido? Em
parte porque a psicologia não deixa de beber das correntes sociais e
estas são cada vez mais individualistas. Em parte porque esta
dependência se torna negativa quando é fixada em uma pessoa específica
que não seja nós. Quando damos a outra a responsabilidade de lidar com
os caprichos e desejos da criança e do jovem que carregamos dentro de
nós, e pensamos que esse outro é insubstituível.
Vamos ver um
exemplo simples. Ana está fazendo algumas mudanças na decoração de sua
casa e gostaria de trocar uma peça da mobília. Mas é a peça é muito
pesada para que ela carregue sozinha, então ela precisa da ajuda de
alguém. Pode ser a sua própria ajuda, bastaria que para isso ela
desenvolvesse uma ferramenta que a ajudasse nesse processo, no entanto,
temporariamente, essa solução não é a mais indicada.
O mais
indicado é que pessoas mais fortes do que ela o façam por ela. Ana pensa
em seus filhos, mas acontece que eles não podem porque naquela semana
eles estão de férias. Então ela pede ajuda de seus sobrinhos e esses
encantados fazem-lhe o favor. Bem, Ana é dependente, mas não depende de seus filhos. Se
eles não podem, ela é capaz de procurar ajuda de outra pessoa que
possa. Bem, com independência / dependência emocional, a mesma coisa
acontece.
Torna-se perigoso quando se fixa em uma única pessoa e a encarrega da responsabilidade de nosso estado emocional.
É
perigoso porque nos enfraquece e porque em longo prazo acaba o
relacionamento. No entanto, o pior é que, antes que a relação termine ,
teremos nos destruído usando todos os tipos de medidas desesperadas para
não perder a pessoa em quem depositamos o destino de nossa felicidade.
Os quatro passos da dependência emocional
O
caminho da destruição emocional – por dependência emocional –
Geralmente tem quatro etapas marcadas, as quais começam a diminuir
quando o medo da perda aparece. Um medo que na maior parte do tempo é
infundado e que contribui precisamente para fortalecer essa dependência.
Se
não pude conseguir sentir-me querida e necessária, se te negastes a
ter pena de mim e a me cuidar por piedade, se nem sequer consegui que
me odeies, agora vais ter que notar minha presença, queiras tu ou não,
porque a partir de agora vou tratar de que me temas”
O
primeiro passo consiste, para a pessoa dependente, em tentar tornar-se
essencial para a pessoa de quem depende. Ao mostrar-lhe tudo o que ela
traz para sua vida, levantando essas contribuições e enfatizando-as: “Se
não fosse por mim…”, “Vamos ver quem ia fazer isso com você assim…”,
“Você pode até procurar, mas jamais vai encontrar alguém que faça por
você o mesmo que eu faço e como eu faço”.
Também o dependente pode tentar se tornar uma garantia, uma espécie de seguro, “se você me seguir, isso nunca te faltará” e buscarmos o outro, mesmo que por reciprocidade, para que fique com a gente.
Nós
descemos para o segundo passo quando o primeiro não funciona. Além
disso, este segundo poderia ser combinado com o primeiro. Nesta etapa, o dependente se disfarça de vítima e tenta ter a piedade do outro . Em
sua vida, as enfermidades cotidianas tornam-se tragédias reais que
tornariam o outro desumano em caso de querer fugir… Precisamente nesses
momentos. Além disso, essa é geralmente uma estratégia que o dependente
conhece muito bem, já que ele provavelmente a usou em alguma situação
antes para reivindicar atenção.
O terceiro e quarto passos são paradigmáticos e com eles a pessoa dependente tenta se proteger do que mais teme, a indiferença. Esses dois passos são intercambiáveis e não necessariamente um é dado antes do outro, ou ambos são dados.
Além disso, os dois aludem às emoções primárias: uma para odiar, outra para o medo. Em face do medo da indiferença, a pessoa dependente pode procurar ser odiada pelo outro. É
uma forma de autoengano com o qual se busca sentimentos que são
mantidos, laços de conexão, presença na vida do outro … mesmo que esteja
criando ódio .
O quarto passo é o da ameaça. “Se
acontecer de sair, eu não sei o que posso fazer”, “Se você desaparecer,
eu não tenho mais razão para viver”, “Se você decidir ir embora, eu lhe
asseguro que você nunca mais vai me ver”. É o medo da perda que a
pessoa dependente tenta infectar no outro. Esse medo é um engano, mas
para o dependente pode funcionar perfeitamente como substituto do amor.
A pessoa dependente faz sofrer… e sofre
De uma forma ou de outra, para o dependente, sua própria dependência costuma ser uma tortura. Se
há algo em que o dependente é mesmo vítima é o do fato de ter confiado
seu destino e suas esperanças a alguém. Isso a força a se sacrificar
para que esse alguém não se vá, porque a pessoa realmente sente que, se o
outro se for, ela perderá a vida. Muitas de suas frases são
manipulações, mas abaixo delas há um sofrimento que é real.
Infelizmente, a dependência emocional é difícil de admitir. Rótulos
como os de pouco valor, fraqueza de caráter e até mesmo incapacidade
intelectual estão associados a ela. No entanto, identificar essa
dependência é o primeiro passo para reconstruir e entender que, embora
nossas necessidades sejam únicas, as pessoas que podem satisfazê-las são
várias e também geralmente de maneiras muito diferentes.
Por Sergio De Dios González
Traduzido de La mente es maravillosa
Fonte aqui
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
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