Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!
Mário Quintana
sábado, 2 de junho de 2018
E, aquele
Que não morou nunca em seus próprios abismos
Nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas
Não foi marcado. Não será exposto
Às fraquezas, ao desalento, ao amor, ao poema.
Que não morou nunca em seus próprios abismos
Nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas
Não foi marcado. Não será exposto
Às fraquezas, ao desalento, ao amor, ao poema.
Versículos do dia
Oraram, e ele fez vir codornizes, e os fartou de pão do céu.
Abriu a penha, e dela correram águas; correram pelos lugares secos, como um rio. Porque se lembrou da sua santa palavra, e de Abraão, seu servo. Salmos 105:40-42
Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. Mateus 6:34
Sobre canários e sabiás
Algum tempo atrás comentei com um amigo sobre minha carreira como executivo e a intenção de um dia partir para voo solo. Esse
amigo então me falou de canários e sabiás. Disse que o canário passa a
vida numa gaiola maravilhosa, com comida e água em abundância,
veterinário e todos os cuidados necessários para cumprir sua nobre
função: ser bonito de ver e melhor ainda de ouvir. O canário canta e
encanta. Onde existe um canário a vida é mais alegre. E eles são
lindos, em vários tons de amarelo, branco, laranja…
Já os
sabiás não servem para ser criados em gaiolas. Sabiás não são tão
bonitos, as penas não são tão coloridas e seu canto não chega aos pés
dos canários. Sabiás não são graciosos como os canários. E precisam
lutar pela sobrevivência.
Em compensação, sabiás voam. Voam alto, pousam nas árvores que querem, vão para onde querem e levam a vida em total liberdade.
Meu amigo disse que eu vivia a fase de canário e que um dia partiria atrás da liberdade do sabiá. Achei o conceito muito apropriado. E com o tempo fui percebendo como é verdadeiro.
Os jovens
canários têm energia, saco e curiosidade para suportar a gaiola, a
rotina do dia-a-dia, a obrigação de cantar sempre. Para o jovem canário,
cantar é o objetivo da vida. E, quanto mais alto e mais melodioso for o
canto, mais valioso ele será. Não importa se numa gaiolinha, gaiolão ou
viveiro, eu quero é cantar!
Canto, portanto sou feliz.
Mas a maturidade traz outras prioridades. Cantar alto e melodioso deixa de ser objetivo para ser conseqüência.
Sou feliz, portanto canto.
A maturidade mostra que, por mais técnicos e hábeis que sejamos, cantamos melhor quando estamos felizes. E
a felicidade só é plena quando existe liberdade. Liberdade de pensar,
de realizar. Liberdade de ser você mesmo sem precisar seguir os roteiros
e padrões da comédia corporativa.
Para
algumas pessoas como eu, por exemplo, o atributo mais importante que
desaparece com a maturidade no ambiente profissional é a paciência.
Quanto mais experiência, menos paciência. O tempo passa a ser valioso
demais para ser desperdiçado com os rituais exigidos pela comédia
corporativa. Queremos resultados. Queremos voar. Ver o mundo de cima.
Queremos prazer. Queremos crescer. Queremos ousar.
A segurança da gaiola, os alimentos fartos, os cuidados médicos passam a ter um custo altíssimo: a liberdade.
Pois bem. Estou deixando de ser canário para virar sabiá.
Depois de 26 anos trabalhando numa multinacional, abro a porta da gaiola para enfrentar o mundo lá fora. Meu voo solo.
A primeira
coisa que chega é aquele frio no estômago, sabe? Mistura de ansiedade
com medo. Felizmente minhas aventuras pela vida me ensinaram a
transformar esse frio em energia para fazer acontecer.
Em seguida vêm outros canários (e até alguns sabiás meio castigados) dizendo:
- Cuidado! Lá fora é perigoso demais!
Outros sabiás, experientes e grandes voadores, me acolhem alegremente. Mas todos dizem:
- Não é fácil!
No
entanto, não tenho escolha. Meu destino é voar. Levei 26 anos para
preparar o voo, aprendendo a navegar, a planejar, a surpreender, a
observar, a criticar, a inspirar. Reforcei as asas. E fiz minha cabeça. Dentro de segundos lanço-me no espaço.
Inebriado com a liberdade é provável que eu dê umas cabeçadas nos muros. Ou trombe com outros pássaros. Quem sabe passarei fome e frio até aprender a encontrar comida e abrigo. Mas de uma coisa tenho certeza: quando
eu estiver em pleno voo, lá no alto, olhando o horizonte e as copas das
árvores com o vento no rosto e o calor do sol em minhas costas, sei o
que passará por minha cabeça:
- Preciso contar pros canários!
Luciano Pires
Fonte: aqui
Sobre meninas e lobas
Uma daquelas jóias perdidas no Netflix é a série da BBC “She-Wolves:
England’s Early Queens” (2012), criada e estrelada pela historiada PhD
de Cambridge e escritora Helen Castor. É uma chance de viajar com a
autora pela fascinante trajetória de algumas das mulheres mais
extraordinárias da monarquia britânica, daquelas que realmente
desafiaram o poder, as convenções e fizeram história. Feminismo raiz e
não de butique.
Logo no primeiro episódio somos apresentados a mais antiga das “lobas”, chamadas assim até por Shakespeare: Matilde de Flandres (1031-1083), primeira mulher a exercer o cargo de rainha britânica com autoridade e não apenas como esposa decorativa do rei.
A série ainda relembra Leonor de Aquitânia (1122-1204), Isabel da
França (1295-1358), Margarida de Anjou (1430-1482), Joana Grey
(1536-1554), Maria I (1516-1558) e Elizabeth I (1533-1603). Uma história de mil anos com mulheres que, para muitos deslumbrados e desavisados de hoje, aparentemente nunca existiram. Como ensinou Orwell, “quem controla o passado, controla o futuro”.
A monarquia britânica não inventou a mulher com poder, mas deu a
elas, de Matilde de Flandres até Elizabeth II, não apenas a coroa e os
rapapés mas também a possibilidade de governar de verdade. Acredita-se que a Rainha de Sabá
tenha governado há 3.000 anos uma região tão vasta que incluía a
Etiópia, o Egito e parte da península arábica. Quando ouviu falar da
sabedoria do Rei Salomão, viajou até seu encontro e o que dizem sobre o
que aconteceu entre eles deixaria as atuais feministas de sofá de cabelo
em pé.
Outra rainha famosa da região foi, evidentemente, Cleópatra (69
a.C.-30 a.C.), a egípcia que governou um dos maiores reinos da
antiguidade depois de vencer o irmão numa guerra e que com muita
habilidade conseguiu conter os avanços do Império Romano, o mais
poderoso da época. Lia em doze línguas e gostava de conversar com
interlocutores no idioma do convidado, era uma exímia diplomata, foi
amante de Júlio César e depois de Marco Antonio, com quem se casou. De
novo, uma mulher que exerceu o poder sem meios tons e com uma mente
estratégica reconhecida e respeitada até hoje. Se estivesse entre nós
provavelmente não teria tempo, nem paciência, para vestidos pretos e
hashtagsde araque.
Mesmo que você não queira buscar exemplos tão distantes no tempo e
não citar Catarina, a Grande, a Rainha Vitória, ou nomes mais recentes
como Golda Meir, Grace Kelly, Eva Peron, Indira Gandhi ou a fenomenal
Margareth Thatcher, basta Elizabeth II, rainha do Reino Unido há 66
anos, o mais longo reinado de todos, linda e poderosa aos 92 anos, para
entender como se fez tanto barulho por quase nada em relação ao
casamento do seu neto, o menino-problema Harry, que ocupa um longínquo
sexto lugar na linha de sucessão do trono, e a americana Meghan Markle. Custo
a acreditar que a moça representará mais do que uma nota de pé de
página na história britânica, mas quem avisa os lacradores e
problematizadores da imprensa?
Depois de um casamento que não poderia ter sido mais cristão e
tradicional, os engajadinhos das redações, entre uma forçada de barra
cafona e outra e num impressionante contorcionismo ideológico, tentaram
emplacar a tese de que a “feminista” de Hollywood teria sido um exemplo
para a causa ao virar princesa, por ter exercido seu direito de querer
virar princesa. Mas não é isso que nós, rotuladas de
ultraconservadoras e caretas, recatadas e do lar, defendemos todo dia? O
direito de ser o que você bem quiser! “Ah, mas Meghan é diferente! Ela é “feminista” e votou na Hillary!”. Ah, ok.
Hillary Clinton, a ex-primeira-dama americana, que permanece casada
com um predador sexual cujos rastros ajudou a esconder, é curiosamente
vista também como um exemplo para algumas mulheres. Depois de
culpar todo mundo, exceto ela mesma, pela última derrota nas eleições
presidenciais de 2016, Hillary disse, com o apoio de Michelle Obama, que
as mulheres que não votaram nela foram, na verdade, constrangidas por
maridos, filhos e companheiros e “forçadas” a votar no oponente. Na
curiosa visão de liberdade de Hillary, a única maneira de nós mulheres
sermos livres é votando nela, qualquer outra opção, ou escolha, é
tratada com desprezo, arrogância e até xingamentos, como “deploráveis”. Que deselegante. Make Hillary great again.
Hillary e Meghan passarão para a posteridade como ícones para as mulheres? Veremos. O
tíquete para a relevância nos livros de história não se compra nos
guichês do Partido Democrata, o que inclui seus despachantes na imprensa. Já
as lobas de Helen Castor estão a salvo de modismos passageiros e fúteis
e de ideologias revolucionárias de butique, seus nomes serão lembrados
muito tempo depois que essa geração constrangedora de afetados e
engajados tenha desaparecido. God save the real queens.
Ana Paula Henkel
Estadão
Papa Francisco: “Liberdade cristã se contrapõe à pretensão totalitária marxista”
O papa Francisco assina o prefácio de um novo livro, que reúne textos de Bento XVI sobre questões de fé e política. O
jornal italiano La Stampa divulgou em primeira mão o texto assinado
pelo pontífice, que introduz o texto da obra “Libertar a liberdade – Fé e
política no terceiro milênio”.
Francisco lembra que Bento XVI viveu “a experiência direta do totalitarismo nazista” e por isso conheceu “limites da obediência ao Estado em favor da liberdade da obediência a Deus”.
Afirma também que subscreve à “visão cristã dos direitos humanos
capaz de colocar em discussão, em nível prático e teórico, a pretensão
totalitária do Estado marxista e da ideologia ateia sobre a qual ele se
fundava”.
Em um tom diferente do usado em homilias, que lhe renderam críticas
por defender ideias típicas da Teologia da Libertação, de inspiração
marxista, o líder mundial dos católicos fez várias declarações fortes no
prefácio. Embora não use termos como “socialismo” e “comunismo”, frutos diretos do ideal marxista, ataca a raiz histórica do problema.
Por exemplo, estabelece um contraste entre o marxismo e o cristianismo, afirmando que não tem a ver com a “opção preferencial pelos pobres” nem com o “sentido de equidade e solidariedade”, mas o elemento principal é a “pretensão marxista de estabelecer o céu na terra”.
Seu texto critica também os “aparentes direitos humanos”, que seriam, na verdade, “orientados para a autodestruição do homem”. “O
seu denominador comum consiste numa única, grande negação: a negação da
dependência do amor, a negação de que o homem seja criatura de Deus”, destaca.
O pontífice lembra que há um perigo nas “reduções ideológicas do poder”. Para isso estabelece um “limite” para o cristão nesses casos. Encerra dizendo que “a
defesa do homem e do humano contra as reduções ideológicas do poder
passa hoje, novamente, pelo estabelecimento da obediência do homem a
Deus como o limite da obediência ao Estado. Enfrentar este desafio, na
verdadeira mudança da era em que vivemos hoje, significa defender a
família”.
Proibição do comunismo
Karl Marx defendia que a religião “é o ópio do povo”. Seria como um entorpecente que servia para manter as massas sob o domínio dos poderosos, e por isso deveria ser destruída.
Ao longo da história, a Santa Sé se manifestou contra o marxismo de diferentes maneiras. O papa Pio XI declarava que “não se pode admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo”. Na Encíclica DIVINIS REDEMPTORIS, de 1949, escreveu que o comunismo era “Peste mortífera, que invade a medula da sociedade humana e a conduz a um perigo extremo”.
Para ele, socialismo e catolicismo são termos contraditórios e que ninguém podia ser socialista e católico ao mesmo tempo.
Já em 1949, Pio XII publicou o Decreto Contra o Comunismo”, onde respondia à pergunta: “É permitido ao católico votar no partido comunista ou favorecê-lo de alguma maneira?”. A resposta era negativa. O documento também previa a excomunhão de quem se associasse às organizações de cunho comunista.
Jarbas Aragão
Com informações de La Stampa (http://www.lastampa.it/2018/05/06/cultura/il-papa-dipendiamo-da-dio-il-marxismo-sbaglia-a-negarlo-aWBRhEeWz88tRnusykmGL/pagina.html)
sexta-feira, 1 de junho de 2018
O Mapa
Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse meu corpo!)
Sinto uma dor esquisita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita
Tanta nuança de paredes
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar
Suave mistério amoroso
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
Mário Quintana
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse meu corpo!)
Sinto uma dor esquisita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita
Tanta nuança de paredes
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar
Suave mistério amoroso
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
Mário Quintana
quinta-feira, 31 de maio de 2018
Versiculos do dia
Por
isso também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de
nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de
homens, mas (segundo é, na verdade), como palavra de Deus, a qual também
opera em vós, os que crestes.
Forza, Neymar
Merval Pereira diz que os petistas estão em campanha contra o time do Brasil na Copa do Mundo:
“À medida que vai desmoronando a tese da esquerda de que a
Operação Lava Jato se dedica apenas a perseguir Lula, vão ficando cada
vez mais patéticas as tentativas de criar fatos políticos que não se
realizam (…).
O ponto mais risível do marketing político dos apoiadores de Lula é a
tentativa de esvaziar a torcida pela seleção brasileira na Copa do
Mundo da Rússia sob a alegação de que a camiseta amarela foi usada pelos
‘coxinhas golpistas’ no impeachment de Dilma (…).
Tenta-se reviver um sentimento que esteve muito presente em 1970, em
plena ditadura militar, quando muitos da esquerda decidiram não torcer
pelo time de Pelé, Tostão, Jairzinho e companhia.”
Como se sabe, o PT torce para o Bayern de Munique.
O Antagonista
quarta-feira, 30 de maio de 2018
O truque da bola gelada
Uma maneira esperta de se chegar à final ideal numa Copa
Michel Platini, que admitiu a existência de um arranjo para que na Copa
do Mundo de 1998 as seleções brasileira e francesa só pudessem se
encontrar na final
O francês Michel Platini, ex-craque e cartola acusado de ter levado 2
milhões de francos suíços em serviços escusos para a Fifa e a Uefa, declarou no
fim de semana que ajudou a manipular o sorteio dos grupos na Copa do
Mundo de 1998, realizada em seu país. A ideia era a de que França e
Brasil não se cruzassem em nenhum momento do torneio que não fosse a
final. O que aconteceu, com a vitória da França por 3x0.
Platini deve
saber o que diz. Era presidente do Comitê Organizador daquela Copa. O
segredo estava em manipular a escolha das chaves, a qual se deu por
sorteio numa cerimônia em Marselha. O responsável pelo sorteio era o
então secretário-geral da Fifa, o suíço Joseph Blatter,
logo depois presidente da entidade e atualmente banido do futebol por
acusações de corrupção —uma delas a de, em 2011, ter indevidamente
destinado 2 milhões de francos suíços a... Michel Platini.
O sorteio para a escolha das chaves foi feito pelo velho processo de
bolas dentro de potes, recolhidas manualmente por uma pessoa que, ao
enfiar a mão no pote, não tinha como saber qual bola estava tirando. Mas há como saber. Pouco antes do sorteio, basta botar na geladeira a bola que se quer tirar.
Não sei quem inventou isso, mas o truque foi muito usado pela antiga
CBD, hoje CBF, nos sorteios que, nos anos 50, regulavam o antigo
campeonato brasileiro de seleções estaduais. Um dos cartolas da CBD era
então João Havelange —o mesmo que presidia a Fifa durante o sorteio para a Copa de 1998.
O fato é que, com a França como cabeça de chave num grupo e o Brasil em
outro, a bola gelada pode tê-los levado em segurança até a decisão da
Copa. Na qual, como se sabe, Ronaldo Fenômeno teve um treco antes do jogo. Aliás, onde estaria Platini naquele momento?
Nos sorteios de hoje, parece, não se usam mais bolas, e sim algoritmos. Mas quem garante que não há também algoritmos gelados?
Ruy Castro - Folha de S. Paulo
É um dos maiores biógrafos brasileiros, já escreveu sobre Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues.
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