quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Comercial bem bolado!

Julga-me a gente toda por perdido

Julga-me a gente toda por perdido,
Vendo-me tão entregue a meu cuidado,
Andar sempre dos homens apartado
E dos tratos humanos esquecido.


Mas eu, que tenho o mundo conhecido,
E quase que sobre ele ando dobrado,
Tenho por baixo, rústico, enganado
Quem não é com meu mal engrandecido.


Vá revolvendo a terra, o mar e o vento,
Busque riquezas, honras a outra gente,
Vencendo ferro, fogo, frio e calma;


Que eu só em humilde estado me contento
De trazer esculpido eternamente
Vosso fermoso gesto dentro na alma.

 Luís Vaz de Camões

Momentos

À noite todos os amores são pardos!

Que venham os anjos...

Quando força e fé se encontram

Foto Peter Macdiarmid / Getty Images

Amor

Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas fazendo amor
Estão dando corda ao relógio do mundo


Mário Quintana

Palavras que dizem nada

Na comunicação dos operadores do Direito entre si e com a sociedade, os ruídos estão aumentando por conta de rebuscamentos, erros de português e excesso de citações. Para muitos, é hora de começar a reescrever essa história.

A simples existência da expressão "falou como um advogado", para indicar o uso de termos considerados difíceis, é sinal da estranheza que a chamada linguagem jurídica causa a quem não é da área. Outro indício de que advogados, juízes e promotores nem sempre têm sido felizes na comunicação é a existência de um vasto anedotário (veja quadro na página ao lado) que, verdadeiro ou não, põe em evidência rebuscamentos, impropriedades na escolha das palavras e equívocos de conceitos. Dá o que pensar, principalmente quando se considera que, entre as várias profissões, a advocacia é uma das que manipulam a língua com maior grau de consciência de sua importância. "A palavra, falada ou escrita, é o principal instrumento de trabalho do advogado", como lembra o lingüista Francisco Savioli, professor aposentado da Universidade de São Paulo, USP. E não se trata de qualquer linguagem, de acordo com outro acadêmico, o juiz Luiz Antonio Rizzatto Nunes, autor de vários livros e professor da Pontifícia Universidade Católica, PUC-SP: "O Direito penetra em todas as esferas e, por isso, sua linguagem é poderosa, interfere na vida das pessoas o tempo todo".

A questão é se essa interferência é compreensível a quem não domina o hermético jargão jurídico. Para o advogado e jornalista Walter Ceneviva, ex-professor da Faculdade de Direito da USP, a resposta é não: "Há um anacronismo brutal. Costumo dizer que o mundo evoluiu a jato e o Direito a tílburi. A linguagem jurídica precisa se compatibilizar com a época atual – ser mais direta, explícita, sem formulações complicadas e, acima de tudo, satisfazendo a necessidade de compreensão dos seus destinatários", diz. O tema transcende a simples questão de estilo, já que o advogado é a voz da sociedade em juízo: "Quando essa voz não traduz adequadamente o que pretende, sua deficiência de comunicação atinge o direito de alguém".

Fora de sintonia.

O assunto desperta o interesse do ex-presidente da OAB SP, João Roberto Egydio Piza Fontes. Ele reconhece que cada atividade tem seus códigos de linguagem, respeitados certos limites: "O que excluo é o rococó, a bobagem. A linguagem jurídica tem de ser acessível, sob pena de que a Justiça não cumpra seu papel social, de contrapeso aos demais poderes da República e de árbitro nos litígios privados". Segundo Piza, o impasse está entre seguir com o modelo corrente, ou ampliá-lo de forma a torná-lo acessível a todos os envolvidos: "Um Poder da República incompreensível aos outros dois Poderes e à população, ou perde a importância, ou vira um hiperpoder", alerta. Por mais filosófica que pareça a discussão, a escolha entre esses dois caminhos é feita no cotidiano – acontece no dia-a-dia do advogado que redige uma petição ou um simples contrato, na elaboração de acórdãos e sentenças, nas aulas da faculdade e na redação das leis.

O rebuscamento e a falta de clareza são de longe os problemas mais apontados nessa babel. "Além de arcaica e feia, a linguagem rebuscada não é boa profissionalmente", destaca o advogado Luiz Olavo Baptista, professor da Faculdade de Direito da USP. "Em nome da tal norma forense, os advogados usam expressões inexistentes e cometem erros grotescos, como dizer que o cliente vai arcar o pagamento." Pior, segundo ele, são os textos escritos em ordem indireta, cheios de frases intercaladas, que dão margem a interpretações equivocadas. "Um autêntico risco para o cliente."

O diagnóstico é confirmado pelo criminalista Paulo Sérgio Leite Fernandes, que enfatiza a necessidade de transformar o Direito em um conhecimento acessível a toda a sociedade, para que o homem médio não fique privado de algo indispensável à sua sobrevivência: o conhecimento da lei. "Há muito tempo não escrevo difícil. Alguns pensam que é porque não estudo mais. Só que estudei o bastante para, hoje, conseguir simplificar", explica Paulo Sérgio.

O juiz Marco Antônio Nahum, presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, o IBCCRIM, confirma que várias das peças que recebe são longos discursos sem substância e que, muitas vezes, já precisou recorrer ao dicionário. "Não há mais espaço para a falta de objetividade. O principal fenômeno da globalização é a rapidez do fato, as pessoas acostumaram-se a essa dinâmica. A eficiência do júri, por exemplo, está no convencimento, na comunicação, e o estilo rococó torna tudo incompreensível", afirma Nahum.

A preocupação é compartilhada por Piza, que ilustra os efeitos dessa incompreensão com uma história que aconteceu em seu escritório. "Um cliente nos procurou com um problema criminal e perguntamos se ele era primário. A resposta foi: tive um processo, mas fui absolvido com sursis. Ou seja, o juiz e o advogado não lhe explicaram a sentença e ele não sabia, até então, o que era sursis." De acordo com Piza, ao persistir com expressões em latim, o Direito prioriza a linguagem técnica, mas não escapa do empobrecimento geral da linguagem e, mais grave ainda, da falta de compreensão apurada da lógica. As deficiências, segundo ele, não estão apenas nas petições de advogados mal formados. Multiplicam-se em sentenças, acórdãos e na redação das leis. Outro prejuízo é o aumento da morosidade do processo judicial. "Os embargos de declaração, que tratam da obscuridade do texto jurídico, têm sido cada vez mais freqüentes", constata.

Seria cômico, se não fosse verdade.

Circulando pela internet, nos jornais e no boca-a-boca dos fóruns e escritórios, sobram histórias em que advogados, juízes e outros agentes da Justiça protagonizam passagens que parecem piada, pelas impropriedades e erros grosseiros nos textos e falas. Conheça algumas pérolas.

"Peço trancação penal" – Candidato, em Exame da Ordem, solicitando trancamento de ação penal.

"Diploma do anonimato e conclave assemblear" – Expressões já usadas por advogados para designar a Lei das Sociedades Anônimas e a assembléia de acionistas.

"Ordem de vocação hereditária é quando o filho segue a mesma profissão do pai, ou seja, filho de peixe, peixinho é" – Candidato, em Exame da Ordem, ignorando que a expressão refere-se à ordem dos herdeiros na sucessão.
"Arquive-se esta execução, porque o exequente foi executado (a bala) pelo devedor" – Despacho judicial, em Comarca do Mato Grosso.

"Para que não venha alegar cerceamento de Direito, venha, em 48 horas improrrogáveis, nova, correta e definitiva emenda inicial, eis que o de cujus encontra-se nos céus ou nos purgatórios, ou ainda nos infernos, não dispondo o Juízo de dons mediúnicos para convocá-lo à resposta" – Despacho de juiz em processo no qual o advogado requeria citação pessoal do de cujus, em Santo André, SP.

"Na realidade, Cortez nada mais lhe fez (à vítima) do que uma cortesia" – Parecer de um procurador de Justiça em processo de estupro, com acusado chamado Cortez.

"Um crucifixo em madeira, estilo country-colonial, marca INRI, sem número de série" – Avaliação feita por oficial de Justiça.

"Estribado no escólio do saudoso mestre baiano, o pedido contido na exordial não logrou agasalho" – Escrito por um estudante de Direito, significa que, com base em citação de Orlando Gomes, a petição inicial não foi aceita pelo juiz.

"O material é imprestável, mas pode ser utilizado" – Descrição de bens para penhora em execução.

"Os anexos seguem em separado" – Em termo de encerramento de laudo judicial de um processo em Vara Cível do Fórum João Mendes, em São Paulo.


 
Suzana Lakatos

Deus escreve certo por linhas certas

Após um naufrágio, o único sobrevivente agradeceu a Deus por estar vivo e ter conseguido agarrar-se a parte dos destroços para poder ficar flutuando.

Este único sobrevivente foi parar em uma pequena ilha desabitada, longe de qualquer rota de navegação, e ele agradeceu novamente.

Com muita dificuldade e restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse proteger-se do sol, da chuva, de animais e, também, para guardar seus poucos pertences, e como sempre agradeceu.

Nos dias seguintes, a cada alimento que conseguia caçar ou colher, ele agradecia.

No entanto, um dia, quando voltava da busca por alimentos, ele encontrou o seu abrigo em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça.

Terrivelmente desesperado, ele se revoltou. Gritava chorando: "O pior aconteceu! Perdi tudo! Deus, por que fizeste isso comigo?" Chorou tanto, que adormeceu profundamente cansado.

No dia seguinte, bem cedo, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava.

-"Viemos resgatá-lo", disseram os tripulantes da embarcação.

-"Como souberam que eu estava aqui?", perguntou ele.

- "Nós vimos o seu sinal de fumaça"!

É comum nos sentirmos desencorajados e até mesmo desesperados quando as coisas vão mal. Mas Deus age em nosso benefício, mesmo nos momentos de dor e sofrimento.

Lembrem-se: se algum dia o seu único abrigo estiver em chamas, esse pode ser o sinal de fumaça que fará chegar até você a Graça Divina. Para cada pensamento negativo nosso, Deus tem uma resposta positiva.

Passe essa mensagem para as pessoas que você conhece e quer bem. Alguém pode estar precisando...

Hora do recreio

ENTREVISTA COM UM ADVOGADO


Aquele advogado recém-formado estava sendo entrevistado para um emprego.
- E quais são suas pretensões salariais? - perguntou o entrevistador, depois de ouvir as longas digressões do candidato sobre a sua própria capacidade de assumir responsabilidades.
- Aproximadamente uns 10.000 reais por mês, mais benefícios. - e com ar todo empertigado, perguntou: - Quais os benefícios que a sua empresa oferece?
- Normalmente férias de 6 semanas por ano, fundo de pensão para complementar sua aposentadoria, um Vectra novo a cada dois anos, cartões de crédito, título de um clube, plano de saúde integral para todos os dependentes e viagem aos Estados Unidos duas vezes por ano.
- O senhor está brincando? - pergunta o advogado.
- É claro! Mas foi você quem começou!

Debandada do Egito...

Turistas diputam voos para sair do Egito - Foto AP

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Flash Back - Sucesso de 1974

Imprensa nacional repercute orientações homofóbicas de pastor paraibano

No Youtube, o ‘religioso’ faz diversos ataques à homossexualidade, avisa que os gays são abominações e queimarão no inferno.

A imprensa nacional repercutiu na última semana a polêmica das orientações de um pastor paraibano, do município de Marizópolis, que publicou um vídeo na internet contra os homossexuais.

De acordo com a matéria publicada no portal 'Cena G' que é vinculado ao Portal UOL, o pastor do município de Marizópolis 'Poroca', que também é conhecido como 'o homem que falou com Deus', está realizando um estudo entre a Bíblia Sagrada e a homossexualidade e divulgou através do Youtube o primeiro vídeo contendo parte de suas conclusões.

No Youtube, o ‘religioso’ faz diversos ataques à homossexualidade, avisa que os gays são abominações e queimarão no inferno.

O religioso também tece duras críticas ao casal de pastores fundadores da Igreja Cristã Contemporânea do Rio de Janeiro, Marcos Gladstone e Fábio Inácio.

O site chega a apontar como engraçado e circense o discurso do pastor do Sertão da Paraíba que em dado momento diz no vídeo: 'Se tu é ladrão é perdoado, se é sapatona é perdoado, se é homissexual (sic) é perdoado. Mas se tu morrer assim será condenado'.


Fontes: uol e portal950news

Saudades do velho Francis...

Egito: jovens pedem a saída de Mubarak

Foto AFP

Pacientes do SUS pagam "taxa de ventilador"

Dois hospitais do Rio Grande do Sul foram flagrados cobrando taxas de pacientes do SUS para usar ventilador ou televisão no hospital.

No Hospital Vila Nova, em Porto Alegre, uma paciente conta que a filha levou um ventilador e teve de pagar uma taxa de R$ 20 para que o aparelho pudesse ser usado. Quem não tem dinheiro sofre com o calor de 40 graus.

Pacientes contam que chegam a passar mal por causa do calor.

O recibo dado pelo hospital diz que a taxa é uma "doação" feita à instituição. A mesma taxa é cobrada pelo uso de tevê.

O Hospital Parque Belém também cobra uma taxa pelo uso de tevê ou ventilador.


Deu em O Globo

Tudo o que fazemos repercute, nossas ações, nossas emoções, nossas omissões, nossos silêncios e sobretudo nossas palavras. É preciso ter cuidado em tudo que se diz: podemos nos tornar eternos reféns de nossas palavras!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Santas saudades Batman!!!

A dupla dinâmica era a ação que precisávamos nas nossas previsíveis tardes da Rede Tupi de Televisão
Que pena que eles não tomaram posse hoje no Congresso Nacional

Poema XL

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.

"O Guardador de Rebanhos", 1914

Alberto Caeiro

Fernando Antônio Nogueira Pessoa, 1888-1935

Mercedes Sosa

A vida é para mim, está se vendo,
uma felicidade sem repouso.
Eu nem sei mais de gozo, pois que o gozo
só pode ser medido em se sofrendo.
Bem sei que tudo é engano, mas sabendo
disso, persisto em me enganar...

Eu ouço dizer que a vida
foi o bem precioso que adorei!
Foi meu pecado... horrendo
seria agora que a velhice avança,
que me sinto completo e além da sorte,
me agarrar a esta vida fementida.

Vou fazer do meu fim minha esperança.

Oh sono, vem... que eu quero amar a morte
com o memo engano com que amei a vida!


Mário de Andrade

Entre aspas

"Há criaturas que são como a cana: mesmo postos na moenda, mesmo esmagados de todo, mesmo reduzidos a bagaço, só dar doçura."

D. Helder Câmara

Já é tempo de siriguelas

Costumo ir a feira livre com frequência, inda mais agora que é tempo de "siri". Uma delícia, um sabor a mais na mesa do Nordeste.

A árvore da siriguela é de porte médio (3 a 7m), com bastantes galhos onde são desenvolvidas os frutos em forma de caixos. Sua frutificação se dá nos meses de outubro e novembro, sendo colhida entre os meses de dezembro e janeiro. Seu fruto é de cor verde, passando a amarelo quando maduro. A região Sul do Ceará é hoje o maior produtor da fruta.

De sabor originalmente cítrico a fruta é rica em carboidratos, cálcio, fósforo, ferro e vitaminas A, B, C.

Além de ser muito saborosa é eficaz contra anemia, inapetência e a diminuição dos glóbulos brancos.

Vai uma sirizinha ai?

O esvaziamento dos Blogs

"Com o rápido e constante esvaziamento dos blogs, culpando se ou não o Facebook, essa realidade tem desmotivado muitos dos poucos blogs que acompanho. Todo dia leio intenção de parar, ou suspender temporariamente as postagens! Uma coisa leva ou puxa a outra. Como num castelo de cartas, um blog vai desanimando o outro, e a reação é em cadeia! Só espero que este meu, não leve seu nome ao pé da letra!"

Postado por Eduardo P.L no O ÚLTIMO BLOG

Capitão do Exército deserta e desafia regime egípcio

Desertor é carregado pela multidão em êxtase - Foto: / AP