terça-feira, 1 de setembro de 2009

Comissões do Senado votam projeto que regulamenta propaganda eleitoral na web


Proposta de reforma eleitoral foi aprovada pela Câmara em julho. Se aprovado pelas comissões, projeto irá a votação no plenário do Senado.

A proposta de reforma eleitoral aprovada pela Câmara dos Deputados em julho está na pauta de votação desta terça-feira (1º) das comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado.

Entre as alterações previstas estão a regulamentação da propaganda eleitoral e de doações para campanhas na internet.

Os relatores Eduardo Azeredo (PSDB-MG), pela CCT, e Marco Maciel (DEM-PE), pela CCJ, apresentaram suas análises na última quarta-feira (26), mas a votação foi adiada após um pedido coletivo de vista.

Se forem aprovadas, as mudanças vão para o plenário, para apreciação dos senadores, e depois devem ser enviadas de volta à Câmara.

Para as regras entrarem em vigor a tempo da próxima eleição presidencial, precisam ser aprovadas e promulgadas com pelo menos um ano de antecedência -- ou seja, até o dia 3 de outubro deste ano, segundo a Agência Senado.

A Câmara aprovou a reforma em julho, mas desde então o projeto recebeu diversas emendas dos senadores e ainda pode ser alterado.

Fonte: G1



Andrea Bocelli - Caruso

Versículos do dia


O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; (Isaías 61:1)


Esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judéia, começando pela Galiléia, depois do batismo que João pregou; Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele. (Atos dos Apóstolos 10:37,38)

Morre, aos 66 anos, o ministro do STF Carlos Alberto Menezes Direito


Morreu, na madrugada desta terça-feira, no Rio de Janeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Alberto Menezes Direito, aos 66 anos. Ministro do STF desde 2007, Direito estava de licença-médica há quase quatro meses, para tratar de um câncer no pâncreas.

Direito estava de licença-médica há quase quatro meses, para tratar-se de um câncer no pâncreas

O ministro passou recentemente por uma cirurgia para remover o tumor. A operação foi considerada bem sucedida. Mas, no último sábado, ele voltou a ser internado no hospital Samaritano, na zona sul do Rio de Janeiro, após passar por complicações. Precisou ser sedado e, desde então, permaneceu na UTI, onde respirava com ajuda de aparelhos.

O velório de Direito acontecerá no antigo prédio do Supremo Tribunal Federal na capital fluminense, atual Centro Cultural da Justiça Federal, a partir das 10 horas. O enterro está previsto para as 17 horas, no cemitério São João Batista.

Direito foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Sepúlveda Pertence. De formação católica, era considerado um magistrado conservador. Mantinha-se fiel à jurisprudência da Corte e às súmulas.

Nascido em Belém (PA), o ministro se mudou para o Rio de Janeiro ainda muito jovem. Graduou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, em 1965, e atuou como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por onze anos, depois de passar pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, como desembargador, entre 1988 e 1996.

Antes de atuar na magistratura, Direito advogou na capital fluminense e ocupou vários cargos públicos. Foi chefe de gabinete na Prefeitura do Rio, membro do Conselho da Sociedade Civil mantenedora da PUC-RJ, presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro e membro do Conselho Estadual de Cultura do Estado. Também ocupou a presidência da Casa da Moeda do Brasil, durante o governo do presidente José Sarney, e foi secretário de Estado de Educação do Rio de Janeiro, entre 1987 e 88.

O ministro completaria 67 anos na próxima terça-feira, 8 de setembro.


Fontes:
Uol
*Com informações de agências de notícias e do site do STF

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Versículos do dia

Aquele que fez o ouvido não ouvirá? E o que formou o olho, não verá? Salmos 94:9

Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via. Mateus 12:22

domingo, 30 de agosto de 2009

Maria Rita: Conversa de Botequim

Gripe A: Vacina fica pronta em outubro


A farmacêutica suíça Novartis informou neste sábado que entregará as primeiras doses de sua vacina contra a nova gripe em outubro, após ter conseguido desenvolver, em parte, um processo mais rápido que os tradicionais para produzi-la.

A colocação em circulação das vacinas foi anunciada pelo chefe da Divisão de Vacinas e Diagnósticos da Novartis, Andrin Oswald, que disse que o lucro a ser obtido pela companhia com as vendas será limitado.

Entrevistado pelo jornal Basler Zeitung, Oswald disse que este processo é delicado e requer grandes investimentos, de modo que o lucro será limitado enquanto a pandemia se mantiver nos níveis moderados atuais.

A Novartis recebeu pedidos de diversos países para fornecer milhões de doses da vacina quando estiver pronta.

A francesa Sanofi-Pasteur, a britânica GlaxoSmithKline, a americana Baxter e a suíça Novartis são as quatro farmacêuticas que estão elaborando a vacina contra a nova gripe.

Os estudos sobre a vacina durarão até 2010, mas sua distribuição começará este outono (hemisfério norte).

França e Reino Unido foram os primeiros países a receber doses de vacinas para a nova gripe, mas as autoridades sanitárias de cada país ainda devem dar sinal verde e aprovar o início da vacinação, prioritariamente de grupos de risco.


Fonte: Terra

Xangai canta "Tirana" - de Elomar

Frase

"É questão clara de status: 99,9% dos brasileiros na situação do ex-ministro [Palocci] seriam réus a essa altura".

Luiz Flávio Gomes, jurista, sobre a decisão do STF de recusar denúncia contra Antonio Palocci por quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa

Belarmino de França - Poeta, Cantador e Repentista


A lembrança chega muito viva. Decorria o ano de 1967. Estava eu na cidade de Pombal, alto sertão paraibano, na agência local do Banco do Brasil, onde trabalhava. De repente, como que por magia, ouvi uma voz alta, meio trôpega, que vinha do outro lado do balcão de atendimento: “Os nove planetas são / Do mais próximo ao mais distante / Mercúrio, Vênus, a Terra / Marte e Júpiter gigante / Saturno, Urano e Netuno / E Plutão, o culminante…”.

Aproximei-me e vi um senhor de boa estatura, idoso, esbelto, agalegado, olhos azuis, pele rosada marcada pelo tempo e olhar vivo. Rodeado por curiosos ele fazia versos. E então perdi a noção do tempo e do trabalho para ficar escutando aquele homem já velho que se expressava de supetão, com certa dificuldade, como que cuspindo as palavras, vez por outra expelindo saliva, aqui acolá pigarreando: “ Nossa terra é um planeta / Que gira pelo espaço / Gravita em volta do sol / Sem o menor embaraço / O seu satélite é a lua / Que lhe segue passo a passo…”.

Tinha contato eu, pela primeira vez, com Belarmino de França, um dos maiores poetas, cantadores e repentistas que conheci. Fiquei tão impressionado com sua verve poética que procurei saber mais a seu respeito. E sabendo mais sobre ele minha admiração aumentou. Admiração pela sua vida, pelo ser humano que era e pelo artista que encarnava.

Belarmino Fernandes de França — esse o seu nome completo — nasceu no dia 26 de dezembro de 1894 no sítio Várzea da Serra, em Paulista, hoje cidade, mas povoado à época e depois vila e distrito do município de Pombal. Era oriundo de uma família humilíssima, como ele mesmo contava em versos: “Lá em casa uns tinham rede / Outros dormiam no chão / Ou numa cama de varas / Sem coberta nem colchão / Mas ali ninguém ouvia / Queixa nem reclamação… Mesa lá não existia / Na hora da refeição / Todos ao redor da panela / Sentado em cepo ou no chão / Botava o prato entre as pernas / Comia à satisfação…”.

Até os 12 anos de idade, seu Belo, como também era conhecido, nunca tinha ouvido falar em estudos. É que passara todo esse tempo da vida no sítio, cuidando de roças e animais. Por essa época, a convite de um tio, passou 26 dias estudando por lá mesmo, com um professor que esse seu parente contratara para ensinar seus filhos. Depois, já com 22 anos de idade, estudou por mais 19 dias numa escola rústica perto de sua casa. E foi só: 45 dias de estudos formais em toda a sua vida. O resto aprendeu sozinho, como ele próprio dizia: “Daquele tempo em diante / Das letras me fiz amigo / Lia jornal e revista / Romance, livro e artigo / Tudo que lia e ouvia /Ficava impresso comigo…”.

Belarmino de França só veio ter consciência dos seus dotes de poeta, cantador e repentista aos 13 anos de idade. E isto surgiu quase que por acaso. É que nos dias de feira, era sempre ele que tinha de ficar tomando conta da casa e preparando a comida, razão pela qual estava impedido de acompanhar a família ao povoado, o que o deixava triste — feiras da espécie são como festa para as pessoas desses rincões sertanejos. Assim, num misto de revolta e desabafo, fez o seu primeiro improviso, com erros de grafia e concordância, mas com muita sabedoria: “Todos sai a passiá / E eu fico dentro de casa / Socado dentro da brasa / Arriscando a mim queimá / Tomém quero ir brincar / Pruquê tenho pricisão / Vivo nessa condição / Não posso nem ir a feira / Sendo assim dessa maneira / Sou das trempes do fogão”.

Após seus primeiros estudos — 26 dias de aulas — e dotado que era de memória fotográfica, Belarmino descobriu que tudo o que lia ficava indelevelmente gravado em sua mente. E que de lá não saía mais. Assim, depois do seu segundo período de escola — 19 dias de aulas — procurou ler o que lhe caísse nas mãos, devorando jornais, revistas, livros, a tabuada, cordéis, bulas, letreiros, folhetos, anúncios, enfim, tudo o que tivesse letras ou números.

Dessa maneira é que o menino que fez seus primeiros versos cheios de erros, quando adulto já estava íntimo da língua pátria, falando e escrevendo corretamente e, ainda, dominando a gramática e suas regras, como ele mesmo reconhecia: “Conheço trema e aférese / Antônimo e interjeição / Síntese, verbo e advérbio / Pronome e preposição / Conjunção, nome e artigo /Crase e traço de união”.

É que, com o tempo, ele deve ter bebido sabedoria e conhecimentos em bibliotecas de intelectuais e instituições de Pombal, a cidade mais próxima da propriedade de sua família, já que, à época, bons livros eram difíceis de ser adquiridos naquela localidade interiorana, como em muitas outras do interior do país. Desse modo, deve ter recebido grande apoio logístico das bibliotecas do médico Atêncio Bezerra Wanderley, do promotor de justiça Nélson Nóbrega, da oficiala de registro público Nena Queiroga, do dentista Wilson Nóbrega Seixas, da professora de história Ivanilde Bandeira, da Sociedade Artística Beneficente de Pombal e da Paróquia local, além de muitos outros.

Por isto é que ao longo da vida, como autodidata que era, adquiriu incomensurável cultura, para o que foram indispensáveis sua grande força de vontade, descomunal inteligência e fabulosa memória. E isto fica muito claro ao se ter conhecimento de depoimento seu, quando afirmou: “Tive apenas 45 dias de aulas. E o pouco que aprendi e do muito que hoje sei foi desembestado por conta própria, comigo mesmo. Entendo do Apocalipse, sei da passagem da Divina Comédia de Dante, sirvo-me de Aristóteles, de Cícero e de Péricles. Luís de Camões é gato de casa e Cleópatra a face da beleza que vespertinamente encontro no poente, em nuvens, ensangüentada”.

Também, depois dos seus primeiros versos, seu Belo nunca mais parou de versejar, tornando-se grande e respeitado poeta, cantador e repentista, vencedor de cantorias e de pelejas. Com isto, era admirado pelos homens, cobiçado pelas mulheres e temidos pelos cantadores que com ele duelavam. Tudo sem nunca ter deixado de lado a sua profissão de lavrador e criador, de onde realmente tirava o sustento da família, já que cantava mais por amor à arte da poesia e do improviso.

Belarmino era uma pessoa serena e bem humorada, mas realista. Assim é que na velhice, quando já chegara aos 83 anos de idade, sentindo o peso da idade, improvisou: “Na mocidade sadia / O poeta é um herói / Mas lhe chegando a velhice / Definha e tudo lhe dói / O que a mocidade cria / Sempre a velhice destrói… A velhice nos corrói / Saúde, força e lembrança / O moço a tudo resiste / O velho com tudo se cansa / E é isto que está se dando / Com Belarmino de França”.

Cinco anos depois destes versos Belarmino Fernandes de França partiu desta para uma vida melhor. Faleceu — no mesmo pé de serra onde nascera — no dia 20 de março de 1982, aos 88 anos de idade, com longevidade para os de sua geração. Morreu satisfeito. Isso por ter amado, sido amado, deixado uma prole, ter aprendido a ler e por ser portador de conhecimentos mil. Por ser poeta, cantador e repentista. Por ter legado ao mundo a sua poesia e o seu saber. E por ter dado sua contribuição à cultura do seu povo. Ou seja, satisfeito pela vida que teve. E hoje deve estar lá no andar de cima improvisando os seus versos. Isto numa roda de parentes, amigos, poetas e intelectuais. Todos cercados por arcanjos, querubins e serafins. Estes atentos e com as harpas mudas. Mudas para não prejudicarem o ponteio da viola do poeta. Nem as rimas dos seus versos.


Everaldo Dantas da Nóbrega

(Obs. — O autor desta matéria reavivou sua memória sobre Belarmino de França ao ler o livro “Belarmino de França, um Trovador do Sertão”, de Verneck Abrantes ).


A Igreja do Rosário de Pombal e o Sincretismo Religioso


O marco do triunfo dos europeus e das idéias que traziam o signo da Cruz, quando da colonização brasileira, era a construção de igrejas católicas. A partir da edificação de inúmeros templos, surgiram diversos aldeamentos na região nordeste, bem como em diversos lugares espalhados pelo Brasil.

Em Pombal, Estado da Paraíba, o testemunho dessa fase ainda se conserva através de relíquia histórica representada pela igreja do Rosário. A construção, em estilo barroco, se concretizou em devida promessa feita pelos conquistadores a Nossa Senhora do Bonsucesso quando das fulminantes e mortíferas investidas dos indígenas,precursoras do estilo de guerrilha que caracterizou dos salteadores das caatingas, principalmente durante o século XIX e boa parte deste passado. O “sucesso” foi pleno, registrando-se episódios surreais de pura perversidade contra povos indígenas.

Inicialmente, a capela onde os colonizadores agradeciam o “sucesso” do massacre, era uma tosca choupana erigida por aventureiros a serviço da famosa Casa da Torre. O genocídio da brava tribo Pegas, bem como de inúmeras outras nações indígenas, verdadeiras donas da terra, se completava, afastando dessa forma a ameaça dos sucessivos e surpreendentes ataques aos colonizadores, e, também, talvez principalmente, aos rebanhos de gado, razão econômica da expansão territorial pelo sertão enfatizada pelos lusitanos em sua colônia nas Américas.

Em 1721, quando a guerra dos “bárbaros” já integrava a memória dos antigos colonizadores, embora ainda incompleta, a estrutura primitiva da tosca capelinha cedeu lugar a uma perfeita obra de arte, com sinuosos traços arquitetônicos que se vinculavam ao estilo vigente quando de sua construção. Ainda sobreviviam, nessa época, tribos dispersas e acuadas, devido à desvantagem da defesa e do ataque patrocinada pelas armas que dispunham. Resistiram poucos remanescentes das heróicas contendas que marcaram os sangrentos embates que envolveram índios e brancos quando das violentas pelejas que obstacularam tenazmente, durante dez anos, o avanço das bandeiras colonizatórias.

A mão de obra utilizada na construção da atual igreja do Rosário de Pombal envolveu índios subjugados, escravos compulsoriamente inseridos na arriscada empreitada gerida pelos poderosos prepostos do famoso império localizado na Bahia. Possivelmente, trabalhadores livres também participaram da efetivação do marco da colonização portuguesa, país católico por excelência, abrigou, durante longos séculos, da nefasta e criminosa instituição da inquisição. O pedreiro responsável pela obra de arte se chamava Simão Barbosa. Com certeza era um homem livre, embora inserido em plano inferior dentro da hierarquia da orgulhosa elite privilegiada da sociedade sertaneja agropastoril, aqual estava firmada sobre o reflexo da estrutura social consolidada no litoral açucareiro.

Até o final do século XIX os cultos católicos, direcionados a Nossa Senhora do Bonsucesso, foram realizados na velha igreja em estilo barroco. Com a construção de novo templo, concluído no início da década de noventa da referida centúria, o recanto de oração dos cristãos da terra de Maringá à sua padroeira, passou a se realizar na matriz inaugurada para receber a devoção dos fiéis. Originalmente arquitetada com apenas uma torre, somente no final da década de cinqüenta do século XX foi construída outra.

A igreja do Rosário só passou a ser conhecida assim depois que mítico negro de nome Manoel Cachoeira conseguiu convencer o Bispo de Olinda a oficializar a festa em que se observa nítida vinculação com manifestações religiosas impostas pelo colonizador aos escravos que penavam no famigerado cativeiro, o qual deixou marcas indeléveis. Amão-de-obra massacrada no trabalho estafante em canaviais, minas,etc., elo importantes dentro da plantation, cuja característica era englobar, além da escravidão, o latifúndio e a monocultura, sofre humilhantemente, ainda hoje, com a permanência aviltante do legado maior do escravismo: O preconceito e a exclusão. Esse sistema imposto pela metrópole portuguesa assegurou o enriquecimento de alguns portugueses e de muitos holandeses que comercializavam o açúcar brasileiro até a crise sucessória em Portugal, a qual definiu a união ibérica.

Reza a tradição que o fundador da festa do Rosário de Pombal fez três viagens a Pernambuco, até alcançar o seu objetivo. Com certeza, houve contato de Manoel Cachoeira com o folclore negro, extremamente rico nas plagas que palmilhou, principalmente no que tange às manifestações culturais personificadas no Reisado, nos Congos e na própria irmandade do Rosário, incorporados ao evento religioso, denotando formas de resistência cultural. O ritual dos Congos é um dos mais significativos, remontando à ênfase ao respeito de súditos à nobrezade tribos africanas.

Três culturas se fundem no ensejo da adoração ao Rosário. Inúmeras tribos islamizadas foram trazidas da África para o Brasil,permanecendo traços culturais destas em razão da presença do Tecebá, o Rosário islâmico, entre os dedos da imagem de Nossa Senhora. Notar queo culto se destina mais precisamente ao Rosário, símbolo da resistência dos descendentes dos filhos de Alá. Em seguida, enquanto signo da imposição do colonizador católico, encontra-se a presença do cristianismo, com Nossa Senhora coadjuvando a expressão de Fé, e,finalizando com as evidentes marcas da louvação que denotam a influência da cultura negra, considerada pagã pela igreja Católica, decerta forma, em diversos momentos.

No início da década de sessenta do século passado, Padre Acácio Rolimse negou a realizar a festa do Rosário. A resposta da sólida cultura de Pombal se deu quando o povo, não se importando com nada, lotou a cidade e realizou sozinho o evento religioso. O sacerdote de nobre família cajazeirense se horrorizava com o espetáculo alegre e festivo promovido pela irmandade do Rosário, o qual ele considerava profano e herético.

Alicerçado em indisfarçável racismo, este sacerdote considerava profana a manifestação negra ao Rosário, desestimulando-a enquanto pôde. Depois da era Padre Sólon, quando houve efetiva articulação de novos rumos da liturgia católica no município de Pombal, a festa do Rosário passou a ser enfatizada de forma exponencial, sobrepujando a tradição antes existente, referente à devoção à padroeira.

A igreja do Rosário, patrimônio importante da História do semi-árido,tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estadoda Paraíba, guarda, com certeza, segredos nunca descobertos. Séculosde História a fez referência à inúmeras gerações.

Sua preservação é definida por lei. Nada pode atentar contra sua integridade estrutural, pelo menos em tese. Na prática, foram registrados verdadeiros atos de vandalismo contra a estrutura que guarda um pedaço da História pombalense. Várias preciosidades foram destruídas enquanto produto da insensatez daqueles que não enxerga a importância que o velho templo em estilo barroco tem para a compreensão do processo que gerou a espacialização deste núcleo da expansão metropolitana em direção ao desconhecido sertão de índios bravios.

A igreja do Rosário de Pombal é uma das maiores riquezas que a terrade Maringá possui, na verdade patrimônio da humanidade em virtude que o legado de gerações pretéritas é um bem coletivo que suscita conscientização a cerca do papel que todos devemos desempenhar na busca incessante pela preservação dos nossos testemunhos Históricos, e,conseqüentemente, de nossa cultura e, mais ainda, de nossa identidade,vilipendiada cotidianamente.



(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor Adjunto doDepartamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociaisda Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Central,Mossoró/RN. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

sábado, 29 de agosto de 2009

5 Peba na Pimenta - Quinteto Violado

Versículos do dia


Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Salmos 19:1


Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Mateus 11:25

Britânicos acreditam ver monstro do Lago Ness em imagem de satélite


Nessie é descrito como um plesiossauro, réptil marinho extinto.

Reprodução do Google Earth foi publicada em jornais da Inglaterra.

Um dos maiores mistérios da Escócia voltou a ser notícia nesta quarta-feira (26) nos jornais britânicos depois que um internauta disse ter visto o monstro do Lago Ness em uma imagem de satélite disponível no Google Earth.

O monstro Nessie é descrito como um plesiossauro, um réptil marinho com quatro nadadeiras e uma cauda longa, extinto há milhões de anos. A reprodução que mostra uma mancha branca com o mesmo formato da criatura na água foi divulgada em veículos como "The Sun" e "Daily Mail".

"Eu não acreditei. Ele é justamente como nas descrições do Nessie", disse o segurança Jason Cooke, que fez a reprodução da imagem. Adrian Shine, um pesquisador do projeto Lago Ness, disse que a imagem é "realmente intrigante" e que merece estudo.

Para ver a imagem do "monstro do lago", basta colocar no Google Earth as coordenadas 57°12'52.13"N (latitude) e 4°34'14.16"W (longitude).


Fonte: G1

Frase



"Se Deus quiser me levar o faria sem o câncer mesmo, mas se ele quiser que eu fique, nem o câncer pode comigo".



José de Alencar, vice-presidente da República



A luta do tratamento experimental ao qual o vice-presidente da República, José Alencar, de 77 anos de idade, vinha se submetendo nos últimos meses será interrompido pelos seus médicos.

Ontem, sexta-feira, o vice voltou ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para avaliação da gravidade de sua doença. Ao término dos exames, constatou-se que o tratamento não surtiu os efeitos desejados e o câncer na região do abdômen voltou a crescer.

Onde havia três lesões há pouco mais de um mês, agora são 11. O tumor também está se infiltrando de novo entre as alças do intestino, o que pode provocar novas obstruções.

Pum mata? Mata, ô se mata. Mata mesmo!

Quer ver um exemplo?

Em Jerusalém, no Pessach do ano de 44 d.C. um pum foi responsável pela morte de aproximadamente dez mil pessoas!

Você acredita?

Pois foi isso mesmo...

Sabe como isso aconteceu? Será que foi o catastrófico resultado de uma feijoada completa e indigesta? Ou será que havia câmaras de execução em massa, para as quais armazenavam-se os indiscretos gases produzidos por nós? Uma versão mais rústica da técnica das câmaras de gases utilizadas para execução nos campos de concentração nazistas?

Não, certamente não foi assim.


Naquele Pessach, como até hoje é comum nas importantes datas religiosas, uma multidão de devotos encheu a cidade sagrada de Jerusalém. Sob o olhar vigilante e apreensivo de tropas romanas, os judeus aglomeravam-se dentro e ao redor do Templo de Jerusalém, entoando suas rezas e cumprindo seus deveres. Eis então que, nesse clima religioso e divino, um dos soldados romanos que fazia a guarda do templo virou as costas para a multidão e... PUM! É isso aí. Soltou um sonoro e estarrecedor pum, daqueles dignos de prêmio!

Mas se você acha que ele foi suficiente para matar dez mil judeus, está precipitando um pouco as coisas...

Segundo Flavius Josephus, o principal historiador do período da ocupação romana na Palestina através do qual nos chega essa narração, esse ato foi suficiente para deixar inconformados os fiéis. Na verdade, isto foi a gota d’água, pois a situação vivida já não era das melhores, uma relação recheada de ódio e ressentimento.

Revoltados, enquanto alguns judeus exigiam punição rigorosa ao desrespeitoso soldado, outros mais exaltados começaram a atirar pedras nos soldados romanos. Em pouco tempo, a festa virou uma enorme confusão, e as estimativas apontam cerca de dez mil mortos nesse triste e fedorento dia.

Mas afinal, o que é um pum?

Chamamos de pum a expulsão dos gases intestinais que se formam nos animais. Sua produção não é um dom exclusivamente humano, sendo freqüente também em outros grupos de animais. Na verdade, quando soltamos um pum, estamos liberando os gases produzidos pelas bactérias que vivem em nosso interior, gases decorrentes de seu metabolismo.

Um “pum médio” contém aproximadamente 58% de nitrogênio, 21% de hidrogênio , 9% de dióxido de carbono, 7% de metano e 4% de oxigênio - todos gases absolutamente inodoros. Os responsáveis por sentirmos a presença mesmo do pum silencioso são compostos de amônia e enxofre, apenas 1% do total do pum.

Todo mundo solta puns. Uns evitam, outros parecem fazer questão de ser notados. Uns soltam mais, outros menos. Isso depende muito do organismo do indivíduo, seu metabolismo e, claro, do que ele se alimenta. Há alguns alimentos que favorecem a produção de gases, como os laticínios, repolho, brócolis e cenoura crus, soja, cebola, maçã, banana, melancia, gorduras, cereais ricos em fibra, carboidratos e, como todos já sabemos – e sentimos - o feijão. Na média, soltamos de 600ml a 1 litro de gases todos os dias, em prestações. Eles são liberados em vigília ou durante o sono...

Agora, essa história de ficar com a mão amarela... Ah! Aí não tenho a mínima idéia!
Fonte:
http://clickeaprenda.uol.com.br/mostraConteudo.action?nivel=M&codigoPagina=NOT0903300101

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Pais que tudo permitem... Que futuro estão legando para seus filhos?


O personagem de Antônio Calloni na novela “Caminho das Índias”, de autoria de Glória Perez, apresentada no horário nobre da Rede Globo é um exemplo vivo criado pela dramaturgia daquilo que vem acontecendo no país há pelo menos 20 anos com sensível piora ao longo da última década. Não há mais limites para os filhos de inúmeras famílias de classe média [principalmente] no Brasil. E os responsáveis por este fato lamentável são os pais. Sei que isso irá gerar muitas reclamações e e-mails condenando a veemência com que trago a tona esta afirmação, mas é mais que urgente não só uma reflexão séria sobre o fenômeno como também ações no sentido de trabalhos que permitam chegarmos a respostas práticas quanto a este.

Antônio Calloni, mais uma vez desempenhando com maestria o seu papel, interpreta um advogado de classe média, casado pela segunda vez, pai de três jovens [duas garotas e um jovem] que, a despeito das inúmeras ocorrências praticadas pelo filho e denunciadas por diferentes pessoas e instituições, teima em lhe passar a mão na cabeça em todas elas e defender-lhe ainda que o ocorrido realmente se revele uma falta de média ou séria implicação.

Utiliza da prerrogativa de bacharel em direito, num país em que os advogados ainda se julgam doutores mesmo que não tenham complementado os estudos em tal nível, para adentrar delegacias e escolas e intimidar sob a ameaça de processo qualquer pessoa que em algum momento ponha em risco todas as liberdades por ele concedidas a seu filho.

Para o personagem a lei existe para garantir-lhes direitos individuais mesmo que em detrimento de outras pessoas, agredidas ou vilipendiadas por seu filho e também por seu comportamento arrogante, impulsivo e agressivo. É claro que por se tratar de uma peça de ficção televisiva o que se espera é que com o decorrer da trama de Glória Perez a justiça seja feita e tanto o jovem infrator quanto seu pai venham a pagar por seus erros tão evidentes...

Mas e na vida real? E se pensarmos em casos e mais casos que se avolumam nos arquivos das escolas a demonstrar o descaso, o desrespeito, o desacato e a violência perpetrada por um crescente número de estudantes contra colegas, professores, funcionários e até mesmo contra o patrimônio público ou privado? O que fazer? Que caminhos tomar se os principais parceiros no combate a fenômenos como o bullying ou a depredação de bens, no caso os próprios pais, se tornam coniventes e em defesa dos filhos resolvem virar as costas para a justiça?

A escola por si só é capaz de solucionar tais problemas? Que encargos devem ser assumidos pelos educadores e até que ponto podem atuar se os pais se mostram ausentes ou coniventes com tudo isto?

Certa vez ouvi o depoimento de um delegado de polícia para um grupo de pais em que o representante da lei ao abordar o assunto assim orientava os pais:

“Se seus filhos cometem erros e vocês não os repreendem e orientam quando ainda crianças a tendência é que eles se sintam cada vez mais livres para novas empreitadas, tentativas e ações em idades mais avançadas, como na adolescência, só que com implicações mais graves. Se também nesta fase os pais fecham os olhos a tudo ou mostram-se coniventes a proteger seus rebentos, a perspectiva futura é ainda pior. Caso nada tenha sido feito nestas faixas etárias, quando jovens e maiores de idade, os corretivos tendem a ser aplicados pela lei, com implicações graves tanto para os filhos quanto para os pais”.

Os termos utilizados pelo delegado não foram tão suaves e nem tampouco o discurso foi exatamente este que apresentei, mas em linhas gerais, a ideia trabalhada neste encontro foi que, caso os pais não participem as necessárias orientações, reprimendas, corretivos e mesmo castigos [obviamente não me refiro neste espaço a agressões físicas] aos filhos no decorrer de seu processo de maturação, iniciando esta prática ainda na infância, a tendência é que tais ações não ocorram de forma suave ou sublimada como seria se feita pelos pais...

A resposta da justiça seria o encarceramento, a abertura de processos judiciais, a inserção de dados no histórico que poderiam afetar o futuro pessoal e profissional do implicado ou ainda outras medidas de tal natureza...

O recente caso envolvendo o megacampeão olímpico da natação, o norte-americano Michael Phelps, flagrado em uma festa universitária a consumir maconha e a divulgação de foto em jornais e na Internet levou a uma retração pública do atleta e ilustra a questão dos limites que temos que estabelecer para que possamos ter o devido reconhecimento e respeito. Ninguém está acima da lei ou do direito individual alheio e, portanto, ao não traçar claras fronteiras entre o que é possível ou não fazer, os pais criam e estimulam a prevalência da ideia de que tudo no mundo é possível, até atos ilícitos que prejudicam outrem.

A situação de Phelps, por exemplo, a despeito de sua retratação, ficou ainda pior com a divulgação da informação de que alguns de seus “representantes” tentaram impedir a publicação da foto dando dinheiro ao jornal que trouxe a notícia a público. Tal ação reforça a ideia de que os erros, quando não conhecidos, não inferem a pessoa que os cometeu nenhum prejuízo [ainda que outros tenham sofrido consequências relativamente a estes]. Enfatiza ainda que o dinheiro pode apagar tais rastros e, literalmente, purificar a pessoa implicada em tais “pecadilhos”...

Para atenuar a responsabilidade dos pais há artigos que retratam comportamentos semelhantes ao do pai personificado por Antônio Calloni em “Caminho das Índias” como resultado de uma liberalização excessiva vivida por estes progenitores que teriam, em suas infâncias ou adolescências, vivido sob a égide de famílias patriarcais tradicionais, daquelas em que tudo o que o pai diz é lei. Outros argumentam que tais ações são respostas a opressão e a coerção vivida no Brasil durante a ditadura militar... As pessoas tenderiam então a radicalizar suas próprias vidas rumo a uma liberdade irresponsável e sem fronteiras...

Pessoalmente acredito que estas afirmações podem até ter, no fundo [bem lá no fundo] algum fundamento, mas não creio que possamos continuar nos apoiando nestas desculpas esfarrapadas por mais tempo enquanto vemos membros da atual geração de adolescentes e jovens a destruir suas vidas futuras por conta de ações desmedidas e sem limites.

Alguns estudiosos afirmam que o fato dos pais [tanto o pai quanto a mãe] estarem envolvidos com suas carreiras e, portanto, ausentes na formação dos filhos os levam a compensar seus rebentos com benefícios materiais e liberdade extremada. Tendo a pensar que tal afirmação tem mais lógica. Entretanto ainda assim creio que não podemos mais procurar subterfúgios e sim que ao invés de justificativas devemos emendar ações conjuntas.

Neste sentido as escolas podem ajudar e muito. Devem desde o princípio, por exemplo, definir suas regras de funcionamento interno em comum acordo com a comunidade e deixar todos cientes delas. Outra medida de grande valor e utilidade é esclarecer a todos que o papel que compete à escola inclui noções de cidadania, ética e civilidade – porém que estes saberes são complementares ao processo de instrução e escolarização e dependem essencialmente de um trabalho em conjunto com as famílias.

A própria participação dos pais na escola e no acompanhamento dos filhos – não só no que se refere ao rendimento escolar de seus filhos [também isto] – acompanhando o seu processo de inserção social e participação em ações culturais é de grande importância. Outra questão primordial para as escolas é a revisão de seus métodos e processos para que as aulas se tornem mais palatáveis e motivadoras para os educandos. Desta forma podem também ser atenuadas e minoradas situações de conflito ou depredação no ambiente escolar.

Tais ações são prementes e, penso que o debate deve ser ampliado para que todos possam participar opiniões e ações que efetivamente permitam aos membros desta nova geração uma inserção respeitosa, útil e solidária no seio da sociedade.


João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).


Fonte:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.planetaeducacao.com.br/novo/imagens/artigos/editorial/Desenho-de-duas-pessoas-conversando-amigavelmente_03.jpg&imgrefurl=http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp%3Fartigo%3D1389&h=364&w=376&sz=18&tbnid=Qe9YzoUdGr-HgM:&tbnh=118&tbnw=122&prev=/images%3Fq%3Dimagens%2Bde%2Bpessoas%2Bconversando&hl=pt-BR&usg=__89p1wzAxnIdU9fEYUQcvgJ90gJo=&ei=wViYSrnlKpqg8Qb3pITGAQ&sa=X&oi=image_result&resnum=1&ct=image

Conversar é uma forma de amar


O diálogo foi uma das questões mais importantes no surgimento da filosofia. Serviu de modelo teórico de uma ação prática. Platão, na antiguidade clássica, usou-o como estilo para mostrar que a filosofia dependia da conversação. Ele queria mostrar que ela não era uma teoria isolada das relações humanas. Que nascia da diferença do pensamento de cada um que entrava em contato com o pensamento de outro. Chegou a dizer que o pensamento era o diálogo da alma consigo mesma num sentido muito próximo do “falar com os próprios botões” que conhecemos tão bem. Pensar era uma questão de linguagem. O pensamento precisava das palavras, da gramática, da língua, do imaginário, do mito, para se expressar e, por isso, o cuidado com a escolha e o uso de todos estes elementos era tão essencial.

Da conversação é que surgem todas as nossas relações sociais: desde a família até as decisões políticas, passando pela amizade e pelo amor. É porque não sabemos que a arte da conversa é muito mais do que a mera persuasão, que convencimento ou sedução, que perdemos de vista sua função ética. Conversar serve para criar laços sinceros e reais. Com ele se funda o que chamamos sociedade cujo laço essencial é o amor, segundo Humberto Maturana, importante biólogo e filósofo chileno da atualidade.

Ninguém conversa mais

Desaprendemos de conversar por alguns motivos. Um deles é o descaso que temos com as palavras. Nem nos preocupamos em conhecê-las, não avaliamos a história da humanidade que nelas se guarda. Não imaginamos que palavras tão comuns quanto liberdade, memória, história, pensamento, prática, e tantas outras possuem uma vasta história. E não se trata apenas da etimologia, da origem dos nomes, mas da função simbólica, do que está guardado nas palavras como sentido que vai além delas e mostra o mundo humano dos afetos, sentimentos, desejos, projetos. Não apenas os poetas e escritores devem cuidar das palavras, mas todos os humanos.

Conversar é perigoso, dizem os donos do poder

A má política, aquela que se separou da ética, sempre soube o quão perigoso para si mesma era a conversação. Nos campos de concentração da Alemanha nazista era comum a separação de prisioneiros de mesma língua e o convívio de prisioneiros de nacionalidades diferentes. Podemos chamar “violência simbólica”, segundo a expressão do sociólogo do século XX Pierre Bordieau, a este gesto de impedir o contato pela palavra. Sabiam os nazistas que este era um procedimento de tortura mental e também de proteção do regime. Sabiam que a conversa sempre aproxima os seres humanos por criar afetos e, deles, pode surgir algum projeto que modifique alguma coisa que alguém desejava ver sempre igual. A conversação cria cumplicidade. Por isso, todas as instituições autoritárias proíbem a conversação.

Mas o problema maior em nossa sociedade atual é o fato de que incorporamos a proibição da conversa. Introjetamos o medo do contato. Não sabemos mais conversar, perdemos o estímulo quando caímos em depressão ou morremos de medo quando somos tímidos. A frase de Sartre “o inferno são os outros” muitas vezes pode nos socorrer diante do pavor do contato e da relação mais íntima com quem poderia vir a ser um amigo.

Quantas vezes parecemos conversar, mas isso não ocorre. Conversações estranhas, porque sem diálogo, aparecem quando numa festa, num encontro casual, ou na escola, no trabalho, ou mesmo em casa, contamos sobre um filme que vimos. A pessoa a quem nos dirigimos, quem deveria conversar sobre o que lhe dizemos, recorre imediatamente a outro filme que ela viu ou diz não gostar de cinema. Fazemos isso e assim nem conversamos sobre o filme assistido por quem narra o fato, nem o visto por quem o ouve. Perdemos a capacidade de prestar atenção no que foi dito. A capacidade de escutar está em extinção. Se usarmos outro exemplo perceberemos o fenômeno de modo ainda mais claro: quando alguém fala de seus problemas, o outro, aquele que deveria ouvir, sempre comparece com seus exemplos interrompendo a atenção necessária à exposição do primeiro, quando não chega a dizer “não quero ouvir, pois isso não me acrescentará nada”, como se conversar – o que fazemos de mais humano - fosse uma troca mercantil de lucros e ganhos. Ou ainda, interrompe com um “eu sei” prepotente, inviabilizando toda descoberta. Em outras palavras, nos tornamos – em graus variados - incomunicáveis. Em tempos de comunicação de massas, numa sociedade estimulada pela mídia que nem sempre cumpre com seu papel de comunicar, esta se tornou uma questão essencial.

O que teremos a nos dizer no futuro?

Walter Benjamin dizia que a incapacidade de narrar experiências comunicáveis resulta das experiências negativas que sofremos. Um soldado que vai a guerra é o seu exemplo, mas podemos usar nossos mais próximos: aquele que vive na rua sem lar, o que vive na miséria material qualquer que seja, aquele que se sente só num asilo, num orfanato, num hospital. Que criança será capaz de sobreviver em sua intimidade se nenhuma linguagem será capaz de expressar o sofrimento que ela viveu na pele perambulando pelas faróis e, do outro lado, não havendo ninguém que possa ouvi-la? Que poderá ela nos dizer se chegar a ser adulta? Não temos o que dizer aos descendentes de escravos, aos aviltados históricos deste país?

O que temos nós, de fato, a dizer e a ouvir desta esta criança nas ruas? Elie Wiesel, autor de A Noite, quando criança assistiu à morte por enforcamento de um menino num campo de concentração. A condenação fora a condenação do futuro e de toda a humanidade. Mas ainda podemos corrigir os erros. Melhor começar conversando direito, descobrindo o que temos a dizer e ouvir.


Marcia Tiburi
Publicado em Vida Simples

Noivos têm 'onda de azar' antes de casamento na Inglaterra


Empresas envolvidas na cerimônia faliram e loja do vestido foi assaltada. Apesar do azar nos preparativos, casamento 'foi perfeito' para noiva.

Um casal britânico passou por uma série de infortúnios durante os preparativos para seu casamento, ocorrido neste mês em Bishop Auckland.

De acordo com uma reportagem do jornal "Daily Mail", Kenneth e Karen Porter foram apelidados de o noivo e a noiva mais azarados da Grã Bretanha, depois que várias empresas envolvidas com seu casamento foram à falência antes do grande dia.

O fornecedor da linha aérea e do hotel reservado para sua lua de mel grega ruiu logo depois de os dois fazerem suas reservas. A loja onde Karen encomendou seu vestido foi assaltada. A loja fornecedora dos vestidos de madrinha faliu. O hotel reservado para a recepção, para o qual já haviam feito um depósito de 300 libras, também foi à falência. Karen passou por uma cirurgia no pé que a deixou impossibilitada de usar sapatos até três semanas antes do casamento. O vaporizador portátil comprado para passar as roupas de casamento explodiu.

Além de tudo isso, eles tinham ingressos para o show de Michael Jackson. Ingressos para um show substituto, para ver o Oasis, tiveram de ser cancelados depois que a operação significou que a noiva não poderia andar.

Apesar de todo o azar nos preparativos, nada de errado aconteceu durante o casamento. "Todo mundo que acertou conosco teve azar. Mas o casamento foi perfeito", disse Karen.

Fonte: G1

Waldick, Sempre no meu coração

Estréia hoje, 28.08.09, documentário dirigido por Patrícia Pillar que mostra a história do famoso cantor da música popular brasileira Waldick Soriano, desde suas remotas memórias da província agrária, percorrendo o duro trajeto da migração até os episódios típicos da sua vida na estrada, com suas alegrias e desencantos.

FICHA DO FILME
Título original: Waldick, Sempre no meu coração.
Diretor: Patrícia Pillar
Gênero: Documentário
Duração: 58 minutos
Ano: 2007
Data da Estreia: 28/08/2009
Cor: Colorido
Classificação: Não disponível

Vírus da gripe suína já é dominante no mundo, diz OMS


De acordo com um comunicado no site da organização, provas recolhidas em vários locais onde ocorreram epidemias do vírus A (H1N1) mostraram que ele proliferou rapidamente.

"O monitoramento pela rede de laboratórios da OMS mostra que o vírus, em todos os locais onde há surtos, permanece virtualmente idêntico. Estudos não detectaram sinais de que o vírus tenha sofrido mutações para uma forma mais perigosa ou fatal", informou a OMS.

"A grande maioria dos pacientes continua sofrendo de uma doença leve. Apesar de o vírus poder levar a uma doença muito grave e fatal também em pessoas jovens e saudáveis, o número de casos assim permanece pequeno."

A OMS também advertiu que "a pandemia vai persistir nos próximos meses enquanto o vírus continua se movendo entre as populações suscetíveis".

Segunda onda

Em sua declaração, a OMS afirma há o risco de uma segunda grande onda de contaminação pelo vírus da gripe suína. "Países de clima tropical, onde o vírus da pandemia chegou mais tarde, também precisam se preparar para um aumento do número de casos."

"Países nas partes temperadas do hemisfério sul devem permanecer atentos. Locais restritos com aumento de transmissão podem continuar surgindo mesmo quando a pandemia já tiver atingido seu auge no nível nacional."

A OMS também alertou que grandes números de pessoas em todos os países continuam suscetíveis à doença e que, mesmo se o padrão de uma doença menos grave continuar, o impacto da pandemia durante a segunda onda pode ser pior.

"Números maiores de pessoas gravemente doentes, que precisam de cuidados intensivos, poderão se transformar no problema mais urgente para os serviços de saúde, criando pressões que podem sobrecarregar unidades de terapia intensiva e possivelmente prejudicar o fornecimento de tratamento para outras doenças."

A organização acrescentou que, como boa parte dos dados atuais a respeito da pandemia de gripe suína vem de países mais ricos, a situação nos países em desenvolvimento precisará ser monitorada com muita atenção.

"O mesmo vírus que causa problemas gerenciáveis em países ricos pode ter um impacto devastador em muitas partes do mundo em desenvolvimento", informou a organização em sua declaração.


Fonte:
G1

Sumiço de Belchior pode estar ligado a problemas financeiros


Longe de ser uma estratégia de marketing para reerguer a carreira ou o exílio voluntário de alguém com dinheiro no bolso, tudo indica que o desaparecimento de Belchior está ligado a uma disputa familiar e a problemas financeiros, informa a coluna de Barbara Gancia publicada na Folha desta sexta-feira.

A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

Para a colunista, o sumiço do compositor de "Como Nossos Pais", sucesso na voz de Elis Regina, que foi noticiado em 11 de agosto na "Palma Louca", revista literária da internet, mudou a vida da família do músico, que agora é alvo constante da imprensa.

Angela, ex-mulher de Belchior, se escondeu em casa e recusa-se a falar sobre o caso. Nem mesmo a filha do cantor, Camila, que mora no Reino Unido, foi completamente poupada, já que o assunto foi tema também de reportagem do britânico "The Guardian".

A coluna ainda afirma que, além de virar assunto em jornais e na internet, o desaparecimento do cantor também motivou campanhas em diversos locais do país. No Recife, o jornal popular "Aqui PE" lançou campanha oferecendo um engradado de cerveja e colocou na primeira página com a manchete: "A gente paga uma cerveja pra quem achar o Belchior".


Fonte:Folha On line

Versículos do dia


Porque, quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esses sete se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel; esses são os sete olhos do SENHOR, que percorrem por toda a terra. Zacarias 4:10

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23

Professora é demitida após vídeo sensual cair na web


Uma professora de educação infantil e alfabetização de uma escola particular de Salvador foi demitida depois de aparecer em vídeos postados no site "You Tube", dançando o pagode Todo Enfiado, da banda O Troco. Nas imagens, feitas em junho, a professora de 28 anos é vista fazendo a coreografia erótica da música, no palco, ao lado da banda. Em determinado momento, o vocalista do grupo e autor da canção, Mario Brasil, levanta o vestido dela e puxa a calcinha para cima, movimento que faz parte da coreografia.

Depois de virar celebridade na capital baiana - os vídeos, registrados por câmeras amadoras, já foram vistos mais de 100 mil vezes -, ela foi demitida da escola e, ridicularizada pelos vizinhos, teve de se mudar de bairro. Ela tem uma filha de 7 anos. "Pelo menos temporariamente não tenho como voltar para lá", avalia a professora, formada em pedagogia. Ela passou a morar com parentes.

Os responsáveis pela escola na qual lecionava não quiseram se pronunciar sobre o caso. Informam apenas que a demissão foi causada por pressão feita por pais de alunos. A professora diz estar arrependida. "Eu tinha bebido", justifica, e diz entender a decisão da escola. A demissão causou revolta entre os integrantes da banda. "Aquilo foi só uma brincadeira", avalia o autor da música. "Não faz sentido ela ter prejuízo por isso."


Fonte: Uol

Demônios Da Garoa & Fundo De Quintal - Trem Das Onze